SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.35 número3Lesão cística no lobo superior em um homem saudável e não-fumante índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Radiologia Brasileira

versão On-line ISSN 1678-7099

Radiol Bras v.35 n.3 São Paulo maio/jun. 2002

https://doi.org/10.1590/S0100-39842002000300020 

Resumos de Artigos

Hemodinâmica incomum e pseudolesões do fígado não-cirrótico na tomografia computadorizada.

Yoshimitsu K, Honda H, Kuroiwa T, et al. Unusual hemodynamics and pseudolesions of the noncirrhotic liver at CT. Radiographics 2001;21 Spec No:S81–S96.

 

 

O reconhecimento de pseudolesões hepáticas na tomografia computadorizada (TC) é de grande importância, pois existe grande semelhança destas com os tumores hepáticos primários ou com as metástases, e a incorreta interpretação destes achados pelo radiologista pode alterar completamente a chance de tratamento. Este artigo é focado nos achados do fígado não-cirrótico, excluindo as alterações encontradas no fígado cirrótico ou as derivadas do comprometimento vascular intra-hepático, como no "shunt" arterioportal.

As pseudolesões no fígado não-cirrótico descritas neste artigo podem ser divididas em dois tipos: as derivadas da compressão hepática extrínseca e transitória, tipicamente causada pelas costelas (segmentos V e VI) ou pelo diafragma (segmentos VII e VIII), e as causadas pelo terceiro influxo de sangue, onde áreas perfundidas por outros sistemas venosos que não dos ramos da veia porta ou da artéria hepática aparecem como pseudolesões. Entre estas estão: a veia colecística (segmentos IV e V), o sistema venoso parabiliar (segmento IV – dorsal) e o sistema venoso epigástrico-paraumbilical (ao redor do ligamento falciforme).

No caso da compressão extrínseca e transitória, as pseudolesões são tipicamente encontradas quando se tem uma inspiração profunda durante o exame e ocorre aumento focal da pressão na região subcapsular, desenvolvendo uma redução da perfusão portal e uma pequena alteração da perfusão arterial hepática. No caso do terceiro influxo existem várias teorias que tentam explicar o porquê do aparecimento das pseudolesões, e uma delas descreve que a presença de uma perfusão hepática incomum e persistente pode levar a alteração metabólica focal nos hepatócitos e, por este motivo, podem ser encontrados no fígado não-cirrótico áreas de esteatose focal ou, no fígado difusamente esteatótico, um foco poupado e sem infiltração gordurosa.

No entanto, a localização de ambos os tipos de pseudolesões é característica e surgem na TC com contraste em fase arterial ou portal, variando de áreas de baixa atenuação e não impregnadas a áreas impregnadas e de alta atenuação, dependendo da quantidade, do tempo de influxo e da presença ou ausência de alteração focal do hepatócito.

Os radiologistas devem estar atentos para o diagnóstico das pseudolesões hepáticas, a fim de prevenir a realização de biópsias ou de exames desnecessários. Dessa forma, o entendimento do mecanismo de formação das pseudolesões pode ajudar o radiologista a reconhecer a variedade de formas e de localizações que podem ser encontradas na TC.

 

Marcelo Souto Nacif
Médico Pós-graduando (PG1 ) do IPGMCC,  Beneficência Portuguesa de Niterói, Santa Cruz Scan.

 

 

Ultra-som (US) vs tomografia computadorizada (TC) para a detecção de cálculos ureterais em pacientes com cólica renal.

Patlas M, Farkas A, Fisher D, Zaghal I, Hadas-Halpern I. Ultrasoud vs CT for the detection of ureteric stones in patients with renal colic. Br J Radiol 2001;74:901–4.

 

 

Objetivo: Comparar a precisão da TC espiral não-contrastada com o US para o diagnóstico de cálculo ureteral, na avaliação de pacientes com dor aguda nos flancos.
Método:
Sessenta e dois pacientes com dor nos flancos foram examinados com TC e US, durante um período de nove meses. Todos os pacientes foram prospectivamente definidos como positivos ou negativos para ureterolitíase, com base na avaliação evolutiva.
Resultados:
Em 43 dos 62 pacientes foi confirmado cálculo ureteral, com base na recuperação do cálculo ou em intervenções urológicas. O US mostrou sensibilidade de 93% e especificidade de 95% no diagnóstico de ureterolitíase, e a TC, 91% e 95%, respectivamente. Doença não relacionada com litíase urinária foi demonstrada em seis pacientes.
Conclusão:
Embora essas modalidades tenham sido excelentes na detecção de cálculos ureterais, aspectos de custos e radiação levaram os autores a sugerir que o US seja empregado primeiro e a TC seja reservada para quando o US for indisponível ou não diagnóstico.

 

Otávio Palma de Salles Ferreira
Médico Residente (R3) do Departamento de Radiologia da UFF.

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons