SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.37 número3 índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Radiologia Brasileira

versão On-line ISSN 1678-7099

Radiol Bras v.37 n.3 São Paulo maio/jun. 2004

https://doi.org/10.1590/S0100-39842004000300020 

RESUMO DE TESE

 

Rastreamento do câncer de mama: aspectos relacionados ao médico

 

 

Autor: Eduardo Rodrigues Godinho
Orientador: Hilton Augusto Koch

Tese de Doutorado. UFRJ, 2003.

 

 

O estudo foi conduzido no estado de Goiás, tendo como foco os ginecologistas, mastologistas e geriatras, por lidarem mais estreitamente com a população que se beneficia do rastreamento do câncer de mama. Buscou-se identificar as características sócio-demográficas destes profissionais, suas condutas, crenças, opiniões e conhecimentos sobre a doença.

Foram obtidas listagens junto às respectivas sociedades de especialidades e Conselho Regional de Medicina, e enviados questionários aos 582 médicos considerados elegíveis. Os principais aspectos pesquisados foram: 1 – características sócio-demográficas (sexo, idade, ano de formatura, atuação em serviços públicos ou particulares); 2 – capacidade de reconhecimento dos fatores de risco; 3 – atividades educativas desenvolvidas pelos médicos; 4 – percepção de elementos limitadores ao rastreamento; 5 – perguntas genéricas.

A taxa de retorno dos questionários foi de 21,2% (n = 105), sendo 70,5% dos médicos do sexo masculino. A idade variou de 26 a 70 anos, com média de 43,9 anos (DP = 9,7 anos). Tempo de formatura: 73,5% tinham menos de 20 anos de formado. Distribuição por especialidade: 88,6% ginecologistas, 4,8% ginecologistas e mastologistas, 3,8% mastologistas, 2,8% geriatras. Área de atuação: 62,5% atuavam na rede pública e particular, simultaneamente; 35,2%, exclusivamente na rede particular; 1,9%, exclusivamente na rede pública. Capacidade de reconhecimento dos fatores de risco: apenas 13,3% dos médicos identificaram os cinco fatores de risco apresentados. Crenças e opiniões sobre rastreamento: foram bastante favoráveis. Atividades educativas durante as consultas: 92,5% dos pesquisados relataram exercer atividades educativas durante as consultas, no entanto, algumas respostas se mostraram conflitantes, além das recomendações sobre rastreamento do câncer de mama pareceram pouco claras aos médicos. Elementos limitadores ao rastreamento: escassez de equipamentos e custo do exame foram identificados como obstáculos ao rastreamento do câncer de mama. Perguntas genéricas: cerca de 95% dos médicos responderam ter participado de cursos de atualização nos dois anos que antecederam a pesquisa.

Conclusões – A maioria dos médicos tem menos de 20 anos de formado, tendo ainda expectativa de vários anos de atividade profissional. Aproximadamente dois terços deles atendem na rede pública e particular simultaneamente. A capacidade de reconhecimento dos fatores de risco para câncer de mama foi inadequada. As crenças e opiniões sobre rastreamento se mostraram bastante favoráveis. Apesar de a maioria dos pesquisados ter relatado a prática de atividades educativas sobre câncer de mama durante as consultas, algumas respostas se mostraram contraditórias. Escassez de equipamentos e custo do exame foram identificados como barreiras à realização de mamografia. Os médicos que responderam os questionários parecem receptivos às atividades de atualização.

 


 

Proposta de uma metodologia de ensino-aprendizagem de radiologia na graduação em medicina

 

 

Autora: Marilene Monteiro Paschoal
Orientador: Hilton Augusto Koch

Tese de Doutorado. UFRJ, 2003.

 

 

Este trabalho analisa a proposta de ensino-aprendizagem para alunos da graduação da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, avaliando o modelo utilizado no ensino da Radiologia ministrado nos Programas Curriculares Interdepartamentais (PCI) de Propedêutica Clínica e Medicina Interna I. Ressalta a importância da metodologia de resolução de problemas como base mais eficaz para integração dos conhecimentos anátomo-clínico-radiológicos.

Foi feita revisão do modelo de ensino utilizado desde 1982 a 1993. Naquela época a Radiologia integrava os PCI de Medicina Clínica I, II e III. Compara-se a metodologia de ensino da Radiologia utilizada nestes PCI aos resultados obtidos com a metodologia de ensino usada nos PCI de Propedêutica e Medicina Interna I. As técnicas de ensino utilizadas para a estruturação das disciplinas também foram revistas, focalizando-se a escolha do conteúdo programático, objetivos, tópicos, habilidades a serem desenvolvidas, assim como as avaliações somativas e a avaliação final.

Como proposta, foi sugerida a inclusão do ensino da Radiologia nos PCI de Medicina Interna II e III para melhor integração dos conhecimentos clínico-patológicos.

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons