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Radiologia Brasileira

versão On-line ISSN 1678-7099

Radiol Bras v.37 n.3 São Paulo maio/jun. 2004

https://doi.org/10.1590/S0100-39842004000300025 

RESUMO DE TESE

 

Aspectos radiológicos e epidemiológicos do ceratocisto odontogênico

 

 

Autor: Marcio André Fernandes da Costa
Orientadores: Edson Marchiori, Renato Kobler Sampaio

Dissertação de Mestrado. UFRJ, 2003.

 

 

Neste estudo foram avaliados, retrospectivamente, os aspectos epidemiológicos e radiológicos de 66 ceratocistos odontogênicos observados em 49 pacientes, diagnosticados e tratados no Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no período de janeiro/1990 a dezembro/2001.

Os prontuários, radiografias e laudos histopatológicos foram revisados e avaliados. O sexo feminino foi mais acometido do que o masculino. Os ceratocistos ocorreram com maior freqüência em pacientes da segunda e quarta décadas de vida, com média de idade de 34 anos, acometendo mais a mandíbula do que a maxila. Na mandíbula a região do ramo apresentou 45,6% dos cistos, a do corpo teve 37% e a anterior, 17,4%. Na maxila, 80% das lesões ocorreram na região posterior e 20% na região anterior. Radiograficamente, 68,2% dos 66 ceratocistos eram uniloculares e 31,8% eram multiloculares. Na mandíbula, 56,5% eram uniloculares e 43,5% eram multiloculares. Na maxila, as imagens uniloculares correspondiam a 95% e os restantes 5% eram multiloculares. Os pacientes que não apresentavam a síndrome de nevo basocelular apresentaram 78,6% dos ceratocistos na mandíbula e 21,4% na maxila, contra 54,2% e 45,8%, respectivamente, dos pacientes com a síndrome. O grupo A apresentou 57,1% de lesões uniloculares e 42,9% de multiloculares. O grupo B apresentou, respectivamente, 87,5% e 12,5%, sugerindo uma predileção de lesões uniloculares em pacientes portadores da síndrome.

 


 

Preditividade da linfocintilografia na detecção do linfonodo sentinela no melanoma cutâneo

 

 

Autora: Rogéria Dias Moreira
Orientadora: Léa Mirian Barbosa da Fonseca

Dissertação de Mestrado. UFRJ, 2003.

 

 

A linfocintilografia associada a biópsia radioguiada do linfonodo sentinela está bem estabelecida na prática clínica do melanoma cutâneo. A metástase no linfonodo sentinela indica a necessidade de dissecção linfonodal terapêutica. O objetivo do presente estudo é examinar a preditividade da linfocintilografia na detecção do linfonodo sentinela no melanoma cutâneo.

Setenta e quatro pacientes com melanoma clinicamente localizado foram investigados retrospectivamente. A dose de 29,6–37,0 MBq (800–1.000 µCi) de 99mTc-enxofre coloidal foi injetada intradermicamente e peritumoral. Imagens dinâmicas foram obtidas até 40 minutos e avaliadas por dois observadores. Os linfonodos foram identificados cirurgicamente com a ajuda do "gamma ray detecting probe" (GDP) após uma a duas semanas e submetidos a análise patológica.

A linfocintilografia revelou linfonodo sentinela em 74 pacientes (100%) e detectou 121 linfonodos (média de 1,63). A análise anatomopatológica do linfonodo sentinela detectou metástase em 20 pacientes (27,02%). Todos os 20 pacientes tiveram a cadeia linfonodal esvaziada e os linfonodos analisados. Dos 20 pacientes que foram submetidos ao esvaziamento, 50% deles apresentavam pelo menos outro linfonodo metastático na cadeia linfática.

O papel da linfocintilografia na detecção do linfonodo sentinela no melanoma cutâneo foi muito útil e deve ser recomendada como uma ferramenta importante na prática clínica oncológica.

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