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Radiologia Brasileira

versão On-line ISSN 1678-7099

Radiol Bras v.37 n.3 São Paulo maio/jun. 2004

https://doi.org/10.1590/S0100-39842004000300027 

RESUMO DE TESE

 

A ultra-sonografia como método diagnóstico do refluxo gastroesofágico no paciente pediátrico

 

 

Autora: Conceição de Maria Martins Oliveira Milward
Orientador: José Flávio Ernesto Coelho

Dissertação de Mestrado. UFRJ, 2003.

 

 

O refluxo gastroesofágico (RGE), fluxo retrógrado e repetido do conteúdo gástrico para o esôfago, ocorre em aproximadamente 65% das crianças normais. O RGE fisiológico ocorre em crianças de baixa idade, apresentando regurgitações, sem outras queixas, e exame físico normal, não sendo necessária investigação. Entretanto, a doença do RGE (DRGE) merece investigação e pode ter, como sintomas, ganho insuficiente de peso, irritabilidade, choro constante, sangramento digestivo evidente ou oculto, anemia de difícil controle, broncoespasmo persistente, crises noturnas de asma, pneumonias de repetição, apnéia, sintomas otorrinolaringológicos recorrentes, entre outros. O objetivo deste artigo é mostrar a importância, acurácia e facilidade do método ultra-sonográfico para o diagnóstico da DRGE, e sua aplicabilidade, observando-se variações de acordo com a faixa etária e sintomas do paciente.

Foram estudadas 146 crianças com idade entre 1 e 108 meses com suspeita clínica de RGE (grupo A), e 30 crianças com idade entre 2 e 84 meses sem clínica de RGE (grupo B), pelo ultra-som, observando-se freqüência, intensidade e sintomas concomitantes aos episódios. No grupo A ocorreu RGE em 87,7%, com três ou mais episódios de RGE, predominando os de grande intensidade. Houve concomitância de sintomas em 34,4%. No grupo B, 63,3% das crianças apresentaram RGE, no máximo três episódios, predominando os de pequena intensidade. Apenas duas crianças (0,7%) apresentaram sintomas concomitantes aos refluxos.

A ultra-sonografia sem ou com color Doppler pode ser utilizada como método de escolha na investigação e controle da DRGE.

 


 

Tomografia computadorizada do complexo óstio-meatal anterior: a importância do reconhecimento da anatomia e das variantes anatômicas como fatores de dificuldade da drenagem natural das cavidades paranasais

 

 

Autora: Anna Patrícia de Freitas Linhares Riello
Orientadores: Hilton Augusto Koch, Edson Boasquevisque

Dissertação de Mestrado. UFRJ, 2003.

 

 

A doença inflamatória sinusal é um problema médico comum que nem sempre responde à terapia medicamentosa. A tomografia computadorizada (TC) é o principal recurso diagnóstico para a avaliação das cavidades paranasais quanto à presença de sinusopatia, na resposta ao tratamento, no planejamento cirúrgico e na avaliação das complicações decorrentes da doença e na terapêutica empregada.

Neste trabalho foram analisadas 200 TC de pacientes com suspeita clínica de sinusopatia. Analisaram-se a freqüência de sinusopatia, a prevalência de variações anatômicas do complexo óstio-meatal anterior e a correlação entre elas. A maioria dos pacientes estudados era portadora de sinusopatia e de variações anatômicas, simultaneamente. Apenas 6% não apresentaram variantes anatômicas e em 36% não se encontrou nenhuma variante. Verificou-se correlação positiva entre a presença de variantes anatômicas e sinusopatia na população estudada.

As variantes anatômicas com maior prevalência no presente estudo foram aeração unilateral do corneto médio em 39 casos, aeração bilateral do corneto médio em 19 casos, curvatura paradoxal unilateral do corneto médio em 34 casos, curvatura paradoxal bilateral do corneto médio em 24 casos, aeração das células de agger nasi em 27 casos, aeração uni ou bilateral do processo uncinado em 26 casos, desvio de septo nasal em 57 casos e presença de células de Haller em 16 casos.

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