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Radiologia Brasileira

Print version ISSN 0100-3984

Radiol Bras vol.39 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-39842006000200014 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Papel da ultra-sonografia na avaliação da efusão pleural*

 

 

Adilson Cunha FerreiraI; Francisco Mauad FilhoI; Tatiana BragaII; Glenda Downing FanstoneIII; Ivan Charbel Bumlai ChodrauiIV; Nilton OnariV

IProfessores Doutores da Escola de Ultra-sonografia e Reciclagem Médica de Ribeirão Preto
IIRadiologista Estagiária da Escola de Ultra-sonografia e Reciclagem Médica de Ribeirão Preto
IIIEstudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de Ribeirão Preto
IVMédico da Escola de Ultra-sonografia e Reciclagem Médica de Ribeirão Preto

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A efusão pleural, antigamente denominada derrame pleural, é caracterizada pelo acúmulo de líquido no espaço pleural, em decorrência do desequilíbrio entre formação e reabsorção de fluido ou por alteração na drenagem linfática. O propósito desta revisão foi estabelecer a importância da aplicação da ultra-sonografia no diagnóstico de efusão pleural. Os autores discutem a aplicação da ultra-sonografia no diagnóstico e abordagem terapêutica dessa entidade, e ressaltam sua importância nas doenças do tórax, vantagens, limitações e desvantagens em relação a radiografia simples, tomografia computadorizada e exame físico. Discutem, ainda, o conceito de efusão pleural, sua fisiopatologia, morbidade, mortalidade, principais causas e apresentação clínica. A técnica de realização do exame é sistematicamente abordada, tanto pela via torácica quanto abdominal.

Unitermos: Efusão pleural; Derrame pleural; Ultra-sonografia.


 

 

INTRODUÇÃO

Pensava-se, inicialmente, que a ultra-sonografia não pudesse ser utilizada na avaliação do tórax. Os principais órgãos do tórax contêm ar, que não transmite adequadamente o ultra-som, associado ao fato de que as costelas o bloqueiam. A ultra-sonografia tornou-se, porém, recurso muito valioso na avaliação do tórax anormal, em que densidades líquidas e sólidas se interpõem entre a parede torácica e o pulmão, tornando-se um meio excelente para transmissão de ondas sonoras, fazendo com que esse método fosse estendido a uma série de morbidades(1).

A ultra-sonografia pode ser usada para esclarecer a natureza de densidades pleurais, efusões pleurais e espessamento pleural. Pode também diferenciar lesões pleurais de parenquimatosas, visualizar o parênquima doente obscurecido por efusão pleural e detectar septações pleurais e outras anormalidades pleurais. Faz o diagnóstico diferencial de doenças do parênquima pulmonar como consolidação, atelectasia e tumor. Diferencia massas tumorais císticas de sólidas, tumor ou efusão pleural grande ou persistente, esclarece um líquido subpulmonar ou subfrênico, massa tumoral da parede torácica ou líquido pleural (Figura 1). Identifica a causa da elevação unilateral do diafragma e alteração de sua motilidade, que podem ser causadas por paralisia do nervo frênico, efusão pleural subpulmonar (Figura 2), abscesso subfrênico, massa do abdome superior, hérnia diafragmática, tumor diafragmático e diminuição do volume pulmonar. Permite a visualização de massas tumorais mediastínicas, relação das massas tumorais com o timo e extensão de massas cervicais ao tórax. Identifica posição de cateter em vasos. Faz diagnóstico de derrame pericárdico e identifica trombos vasculares (por exempo: cardíacos, veia cava superior e inferior). Pode ainda identificar pneumotórax. Além de estabelecer diagnósticos, a ultra-sonografia pode orientar toracocentese (Figura 3), biópsia com agulha de massas tumorais periféricas e mediastinais e colocação de sonda endotraqueal(2).

 

 

 

 

 

 

Dentre as inúmeras indicações e utilidades da ultra-sonografia de tórax, o objetivo deste trabalho é revisar seu papel na efusão pleural.

 

EFUSÃO PLEURAL

A efusão pleural deve-se ao acúmulo de líquido no espaço pleural, em decorrência do desequilíbrio entre a formação e a reabsorção de fluido ou por alteração na drenagem linfática. Classifica-se em dois tipos(4):

1 – Transudato: surge quando há aumento da pressão hidrostática ou diminuição da pressão oncótica na microcirculação. Como exemplos podemos citar: insuficiência cardíaca congestiva, cirrose, síndrome nefrótica, diálise peritoneal, obstrução da veia cava superior, glomerulonefrite, mixedema, embolia pulmonar, sarcoidose e hipoalbuminemia.

2 – Exsudato: ocorre por aumento da permeabilidade na microcirculação ou distúrbio na drenagem linfática do espaço pleural. Como exemplos podemos citar: doenças infecciosas, neoplásicas, colágeno-vasculares, gastrintestinais, induzidas por drogas, hemotórax, quilotórax e miscelânea (exposição ao asbesto, síndrome de Meigs, uremia, obstrução do trato urinário, síndrome do desconforto respiratório do adulto, cirurgia abdominal, síndrome da unha amarela)(4).

Nos Estados Unidos, a efusão pleural afeta 1,3 milhão de indivíduos a cada ano. As principais doenças responsáveis por esta comorbidade são a descompensação de insuficiência cardíaca (500.000), pneumonia bacteriana (300.000), malignidade (200.000), êmbolos pulmonares (150.000), cirroses com ascite (50.000), pancreatites (20.000), colagenoses e vasculites (6.000) e tuberculose (2.500). Em contrapartida, em nosso país, a porcentagem de efusão pleural associada à tuberculose é maior(5).

A morbidade e mortalidade das efusões pleurais estão diretamente relacionadas à sua causa, ao estágio da doença quando diagnosticada e ao achado bioquímico do fluido pleural. Índices de morbidade e mortalidade de pacientes com pneumonia associada à efusão pleural são maiores que os de pacientes com apenas pneumonia. O desenvolvimento de efusão pleural maligna está associado com pobre prognóstico. A expectativa de vida de pacientes com efusão pleural de etiologia maligna é de três a seis meses. Pacientes com efusão pleural associada a carcinoma de pulmão e carcinoma do trato gastrintestinal têm expectativa de vida diminuída. Há significante associação de efusões pleurais malignas a malignidades da mama e ginecológicas(4).

As manifestações clínicas mais associadas são dispnéia progressiva, tosse tipicamente não produtiva e dor pleurítica. A dispnéia é o achado mais comum, geralmente indicando grandes efusões, mas não superiores a 500 ml. O exame físico é geralmente normal quando há menos de 300 ml de líquido; em quantidades maiores observam-se macicez, redução do murmúrio vesicular, do frêmito toracovocal e da expansibilidade torácica(4).

Existem quatro tipos principais de fluidos no espaço pleural: seroso (hidrotórax), sangue (hemotórax), lipídico (quilotórax) e purulento (piotórax ou empiema).

 

VANTAGENS DA ULTRA- SONOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO DA EFUSÃO PLEURAL

A ultra-sonografia, quando utilizada para a análise de quantificação de líquidos na efusão pleural, mostra-se superior à radiografia de tórax, podendo até fazer uma relação da espessura da efusão com o real volume(5,6) (Figura 2). Permite a detecção de pequenas quantias de fluido locular pleural, com identificação positiva de 3 a 5 ml de líquido, quantidade não identificável pela radiografia, que só identifica a partir de 50 ml de líquido(7). Ao contrário do método radiológico, o ultra-som permite a diferenciação fácil do líquido pleural locular e da pleura espessada (Figura 3). Mostra-se eficiente na precisão do local da toracocentese, até mesmo nas pequenas coleções líquidas(7,8). Os riscos utilizando-se apenas o exame físico sem o guia da ultra-sonografia para a punção incluem: pneumotórax, hemotórax, hematoma subdiafragmático, lacerações de órgãos subdiafragmáticos. A aplicação da ultra-sonografia promete ser a solução para reduzirem-se essas possíveis complicações(9).

Em relação à tomografia computadorizada, a ultra-sonografia detecta o diafragma invertido em exames longitudinais ou sagitalmente orientados, o que não é possível à tomografia computadorizada, exceto na reconstrução. A ultra-sonografia tem a vantagem de ser técnica portátil e prática, o que a torna útil no estudo de lactentes em estado crítico, nos quais as opacificações pulmonares podem ser erroneamente tomadas por efusões pleurais (Figura 4)(1). A tomografia computadorizada nem sempre é recurso disponível, é dispendiosa comparada à ultra-sonografia, e na faixa etária pediátrica é necessária sedação do paciente(8,10).

 

 

DESVANTAGENS DA ULTRA- SONOGRAFIA NA EFUSÃO PLEURAL

Uma limitação da ultra-sonografia torácica apresenta-se quando lesões sólidas muito homogêneas podem, às vezes, se assemelhar a lesões císticas. No tórax não há estrutura sólida ou cística que sirva de referência para que seja feita tal diferenciação. Outra dificuldade na avaliação ultra-sonográfica do tórax é a sombra acústica lançada por uma costela densa, que induz o avaliador desavisado a achar que uma massa tumoral é anecóica. Outra dificuldade é a diferenciação do hemotórax e efusão pleural. Tal dificuldade não ocorre quando se possui a história clínica do paciente(1).

 

TÉCNICA DE REALIZAÇÃO DA ULTRA-SONOGRAFIA DE TÓRAX

O paciente pode estar tanto sentado como em posição supina. O espaço pleural é superficial e prontamente examinado pela ultra-sonografia, tanto pela abordagem intercostal direta quanto pela abdominal. Um transdutor linear de alta freqüência (5 a 7,5 MHz) aplicado diretamente ao tórax ou com um transdutor setorial ou convexo (3,5 a 5 MHz) conduzidos superiormente do abdome fornecem uma visão do espaço pleural(1,5) (Figura 6).

 

 

 

 

Abordagem intercostal direta – O espaço pleural fica a 1 cm de profundidade da interface da costela. O pulmão cheio de ar, coberto pela pleura visceral, é um potente refletor do feixe do ultra-som, bloqueando a penetração mais profunda do som no tórax e produzindo uma interface linear brilhante que se move com a respiração. A interface brilhante linear é o marcador ultra-sonográfico da pleura visceral. Normalmente, há uma linha fina, escura de líquido pleural separando a pleura parietal da visceral. A pleura parietal aparece como uma linha ecogênica fraca, menos distinta, em geral obscurecida por artefato de reverberação. Sua localização é inferida com base em sua relação com as costelas e a pleura visceral. O líquido pleural, em sua maior parte, é relativamente anecóico e reconhecido facilmente como uma área de ecolucência separando a pleura parietal da visceral(1,5).

Abordagem abdominal – Quando se obtém a imagem a partir do abdome, o diafragma aparece como uma linha ecogênica curva, brilhante, que se move com a respiração. O diafragma normal tem cerca de 5 mm de espessura e está recoberto pela pleura parietal em sua face torácica e pelo peritônio em sua face abdominal. O pulmão atua como um refletor especular (semelhante a espelho). Uma reflexão especular do fígado ou do baço é vista acima do diafragma, e este sinal é evidência definitiva de ausência de líquido pleural acima do diafragma. Os sinais de efusão pleural à abordagem abdominal incluem líquido anecóico abaixo do diafragma, visualização do interior do tórax através do acúmulo de líquido, ausência de reflexão especular do fígado ou baço acima do diafragma e inversão do diafragma nas efusões grandes(1,5).

 

SINAIS ULTRA-SONOGRÁFICOS DE EFUSÃO PLEURAL

Os sinais ultra-sonográficos incluem a detecção de espaço desprovido de ecos imediatamente profundos à parede torácica. Como as efusões pleurais transmitem sons, estruturas profundamente situadas em relação à efusão e que normalmente não podem ser vistas à ultra-sonografia tornam-se visíveis. Normalmente, ao se examinar a parede torácica através do fígado, nada é visível atrás deste, porque o pulmão aerado interrompe o feixe sonoro. Porém, na presença da efusão pleural, a parede torácica posterior torna-se visível(1,2,5).

Uma efusão pleural aparece como uma coleção hipoecóica imediatamente acima do diafragma e adjacente. Pode-se separar o pulmão consolidado subjacente da efusão, uma vez que a consolidação pulmonar é mais densa e contém múltiplas áreas aéreas (broncogramas) ecogênicas em seu interior. Uma efusão não complicada é totalmente anecóica, enquanto uma coleção complexa como o hemotórax ou o empiema tem um líquido mais espesso com septações (Figura 5)(1,11).

O líquido livre muda de posição quando o paciente também o faz. Se este estiver em decúbito dorsal, o líquido passa para trás do fígado e do pulmão. Se o paciente estiver ereto, o líquido fica entre o pulmão e o diafragma(1).

Existem duas observações que se mostraram ser preditivas de líquido pleural: a presença de uma alteração definitiva na forma de densidade pleural à inspiração e expiração, e a presença de septações móveis no interior da lesão pleural. As septações são presumivelmente feixes de fibrina. O movimento para diante e para trás é evidência inequívoca que o líquido tem viscosidade relativamente baixa(1,11).

O Doppler também pode ajudar a distinguir efusão pleural de espessamento pleural. Quando está presente efusão pleural livre, há um sinal colorido entre as pleuras visceral e parietal ou próximo ao ângulo costofrênico, que está relacionado com os movimentos respiratórios. Já um espessamento pleural organizado aparece como uma lesão pleural sem nenhum sinal ao Doppler(1).

Sinal do diafragma – Quando se usa o fígado ou o baço como janelas acústicas e se vê líquido adjacente a esses órgãos, determina-se a localização do líquido por referência à posição do diafragma. Se estiver no interior do diafragma e localizado mais centralmente, o líquido é ascite. Se estiver fora do diafragma e situado mais perifericamente, o líquido está no espaço pleural(1).

Sinal do pilar diafragmático deslocado – O líquido está no espaço pleural se houver a interposição do líquido entre o pilar diafragmático e a coluna vertebral, deslocando o pilar e afastando-o da coluna(1).

Sinal da área nua – O espaço anterior do lobo direito do fígado se fixa diretamente ao diafragma posterior, sem peritônio. Dessa forma, o líquido ascítico no espaço subepático ou subfrênico não pode estender-se por detrás do fígado até o nível da área nua(1).

 

APLICAÇÃO NA QUANTIFICAÇÃO

A quantidade de líquido pode ser calculada medindo-se a distância máxima perpendicular entre a superfície pulmonar e a parede do tórax. A varredura é realizada com o paciente na posição supina, em inspiração máxima. A medida é feita logo acima do nível do diafragma. Uma extensão de 20 mm tem volume médio de 380 ml (± 130 ml). Uma medida de 40 mm corresponde a um volume médio de 1.000 ml (± 330 ml), conforme apresentado no Quadro 1(2,5,6).

 

 

Outra maneira de estimar a efusão pleural é classificá-la em: mínima, se o espaço hipoecóico é visto apenas no ângulo costofrênico; pequena, se abranger o ângulo costofrênico, mas incluída na imagem formada pelo transdutor; moderada, se o espaço for maior que a imagem formada pelo transdutor, mas incluída em até duas imagens; e grande ou maciça, se maior que duas imagens formadas pelo transdutor(3).

 

APLICAÇÃO NA QUALIFICAÇÃO

O aspecto sonográfico do líquido pleural é útil na diferenciação de transudatos e exsudatos. Efusões anecóicas representam processos transudativos e exsudativos com quase a mesma freqüência. Todavia, o líquido que é ecogênico contém matéria particulada flutuante, septações, ou filamentos de fibrina, ou está associado a nódulos pleurais ou o espessamento pleural maior que 3 mm é um exsudato. O diagnóstico definitivo é feito mediante análise do líquido após toracocentese(11,12).

 

EFUSÕES PARAPNEUMÔNICAS

A ultra-sonografia é um método auxiliar para inferir a fase anatomopatológica da doença pleural (efusão parapneumônica e empiema) e, conseqüentemente, pode ser útil na escolha de um tratamento conveniente. A American Thoracic Society classifica a reação pleural a um processo infeccioso em três fases anatomopatológicas consecutivas: fase aguda ou exsudativa, inicial, caracterizada pela presença de efusão serosa; fase fibrinopurulenta, caracterizada pelo acúmulo de polimorfonucleares, fibrina e pus, com tendência à formação de lojas, aderências e septações pleurais; e fase crônica ou de organização, caracterizada pela proliferação de fibroblastos e formação de membrana encarcerante do parênquima pulmonar(12).

O achado ultra-sonográfico pode ser classificado em cinco classes, de acordo com a característica da efusão pleural: classe 1 – efusão livre; classe 2 – efusão com pouca septação; classe 3 – efusão septada, espessa, com grumos; classe 4 – efusão loculada, com múltiplos septos, "débris", espessamento pleural e áreas de consolidação pulmonar; classe 5 – efusão loculada, com múltiplos septos e "débris", espessamento pleural, saco empiemático definido, com encarceramento pulmonar e áreas de necrose do parênquima(12) (Figura 6).

As fases anatomopatológicas correlacionam-se com os achados ultra-sonográficos. Consideramos como estando na fase aguda ou exsudativa as efusões que apresentavam classificação ultra-sonográfica 1 ou 2; na fase fibrinopurulenta, aqueles com classificação 3 ou 4; e na fase crônica ou fibrótica, quando a ultra-sonografia mostrava classificação 5(12).

Utilizando a classificação anatomopatológica como uma maneira de racionalizar as condutas, indica-se, na fase aguda, a toracocentese ou a drenagem em selo d'água. Os empiemas pleurais crônicos requerem toracotomia para decorticação cirúrgica. Quando a doença pleural assumir uma posição intermediária, entre fase exsudativa e crônica organizada, a loculação, a septação e a adesão podem ser desfeitas pela videotoracoscopia(12,13).

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A ultra-sonografia é modalidade diagnóstica que pode ser utilizada no diagnóstico da efusão pleural, especialmente em recém-nascidos e neonatos, possibilitando inclusive a diferenciação de efusão transudativa da exsudativa, norteando sua etiologia e terapêutica. Em algumas situações, a ultra-sonografia pode ser superior à radiografia simples de tórax, principalmente na detecção de pequenas quantias de efusão, precisão do local da toracocentese e diferenciação do líquido pleural locular, e da pleura espessada. Suas principais desvantagens surgem quando é necessário diferenciar lesões sólidas muito homogêneas de lesões císticas e quando a sombra acústica lançada por uma costela densa impede avaliação da imagem adjacente. Na efusão parapneumônica, a ultra-sonografia é capaz de classificar de maneira eficaz o estágio evolutivo e pode orientar a terapêutica.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Prof. Dr. Adilson Cunha Ferreira
Rua Manoel Ache, 980, ap. 222, Jardim Irajá
Ribeirão Preto, SP, 14020-590
E-mail: acferrei@keynet.com.br

Recebido para publicação em 30/7/2004.
Aceito, após revisão, em 28/9/2004.

 

 

* Trabalho realizado na Escola de Ultra-sonografia e Reciclagem Médica de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP.