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Radiologia Brasileira

Print version ISSN 0100-3984On-line version ISSN 1678-7099

Radiol Bras vol.40 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-39842007000200018 

RESUMO DE TESE

 

Carcinoma de células renais de células claras e papilares tipos 1 e 2: achados nas imagens por ressonância magnética e correlação histopatológica

 

 

Autora: Maria Raquel Borges Oliva.
Orientador: Manoel de Souza Rocha.
Tese de Doutorado. São Paulo: FMUSP, 2007.

Objetivou-se descrever os padrões de sinal nos exames de ressonância magnética (RM) dos carcinomas de células renais (CCR) de células claras e papilares tipos 1 e 2, correlacionando-os com os achados histopatológicos, bem como avaliar o realce dos tumores após a administração intravenosa do meio de contraste paramagnético.

Pesquisa no banco de dados da patologia, nos últimos cinco anos, identificou 49 CCR avaliados com imagens por RM, dos quais 37 (17 CCR papilares tipo 1, 4 CCR papilares tipo 2 e 16 CCR de células claras) tinham espécimes patológicos disponíveis para avaliação. A intensidade do sinal (IS) dos CCR, comparados ao córtex renal, qualitativamente e quantitativamente (IS do tumor/IS do córtex renal × 100), nas imagens por RM ponderadas em T1 e T2, assim como o realce do tumor (qualitativamente e quantitativamente), foram avaliados por dois radiologistas independentes. Um patologista avaliou as características das células tumorais e achados associados, como a presença de hemossiderina, ferritina, sangue fresco, necrose, fibrose e calcificação.

Os três subtipos de CCR avaliados tinham padrão diverso nas imagens ponderadas em T1 (p > 0,05). Na análise qualitativa das imagens ponderadas em T2, o hipossinal foi observado predominantemente nos CCR papilares tipos 1 e 2, e hipersinal apenas identificado entre os CCR de células claras (p < 0,05), dado confirmado na avaliação quantitativa da IS dos tumores (CCR papilares tipo 1: 71% ± 16%; CCR papilares tipo 2: 54% ± 23%; CCR de células claras: 14% ± 44%) (p < 0,01). Nas imagens ponderadas em T2, IS do tumor de 96% ou menos teve sensibilidade de 96% e especificidade de 89% para CCR papilar quando comparado com CCR de células claras, e IS de 66% ou menos teve sensibilidade de 54% e especificidade de 100%. A arquitetura tumoral predominante (papilar para os tumores com hipossinal e em ninho para os tumores com hipersinal) foi o único achado histopatológico que se correlacionou com a IS nas imagens por RM ponderadas em T2 (p < 0,05). A maioria dos CCR de células claras apresentou realce heterogêneo, enquanto os CCR papilares tipos 1 e 2 apresentaram realce variado. Os CCR papilares tipos 1 e 2 realçaram menos do que os CCR de células claras em todas as fases após administração do meio de contraste, sendo essa diferença estatisticamente significativa nas fases corticomedular e nefrográficas precoce e tardia.

Em conclusão, nas imagens ponderadas em T2 o hipossinal foi observado predominantemente nos CCR papilares tipos 1 e 2, e hipersinal apenas identificado entre os CCR de células claras. Houve correlação entre a IS dos tumores e a arquitetura tumoral predominante, papilar para os tumores com hipossinal em T2 e em ninho para os tumores com hipersinal em T2. Os CCR de células claras tiveram realce mensurado maior que os CCR papilares.

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