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Radiologia Brasileira

Print version ISSN 0100-3984On-line version ISSN 1678-7099

Radiol Bras vol.40 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-39842007000200020 

RESUMOS DE TESES

 

Tratamento das pacientes sintomáticas portadoras de miomas uterinos através da associação das técnicas de embolização dos miomas e ligadura endovascular das artérias uterinas

 

 

Autor: Ricardo Augusto de Paula Pinto.
Orientador: Francisco César Carnevale.
Tese de Doutorado. São Paulo: FMUSP, 2007.

Os miomas uterinos são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, sendo que nas mulheres portadoras, 30% são sintomáticos e exigem alguma forma de tratamento.

No presente estudo, foram tratadas 35 pacientes sintomáticas com diagnóstico clínico e ultra-sonográfico de mioma uterino, por meio da embolização dos miomas com partículas de polivinil-álcool associadas à obstrução das artérias uterinas com micromolas fibradas. As avaliações clínica e ecográfica foram inicialmente feitas e o acompanhamento foi realizado após um, três, seis e 12 meses do procedimento. O sucesso técnico foi de 94,3%.

O volume uterino médio era de 404,53 cm³ antes do tratamento endovascular percutâneo; o sintoma mais freqüente, em 82,9%, foi a menorragia. A redução média dos volumes uterinos foi de 21,4%, 39,7%, 53,8% e 59,8%, respectivamente, em um, três, seis e 12 meses (p < 0,01). Houve, também, a redução do volume do nódulo miomatoso dominante em 5%, 18,5%, 26,8% e 32,9% em um, três, seis e 12 meses, respectivamente (p < 0,01). A melhora e o controle da menorragia foram obtidos em 100% das pacientes tratadas. Houve necessidade de histerectomia em uma paciente, por insucesso no controle da dor após seis meses do procedimento.

A embolização dos miomas uterinos com partículas de polivinil-álcool, associada à oclusão endovascular das artérias uterinas com micromolas fibradas, é uma alternativa de tratamento minimamente invasivo para as pacientes sintomáticas portadoras de miomas uterinos que proporciona controle e melhora dos sintomas e redução do tamanho dos miomas e do volume uterino.

 


 

Caracterização das vias de transformação maligna de uma nova linhagem estabelecida de melanoma murino

 

 

Autora: Mara de Souza Junqueira.
Orientador: Roger Chammas.
Dissertação de Mestrado. São Paulo: FMUSP, 2006.

Ao longo dos processos de imortalização e transformação maligna, as células adquirem inúmeras alterações genéticas, que são causadas por fatores endógenos e exógenos, como agentes biológicos e a geração de espécies reativas de oxigênio.

Neste trabalho, uma linhagem celular "espontaneamente" transformada foi clonada a partir de explantes de embriões de camundongos C57bl/6. Esta linhagem mostrou-se produtora de pigmento escuro; a análise citoquímica e ultra-estrutural permitiu caracterizar a linhagem como tendo origem melanocítica. A linhagem, denominada Mgal3, mostrou-se tumorigênica quando implantada no tecido subcutâneo de animais singenéicos, apresentando capacidade de disseminação linfática, dando origem a metástases em linfonodos, o que permitiu caracterizá-la como uma linhagem de melanoma murino. O processo de transformação deste melanoma caracterizou-se pela expressão de genes retrovirais endógenos, com expressão do antígeno associado a melanoma (MAA), reconhecido pelo anticorpo monoclonal MM2-9B6; ausência de mutações nos exons 5 a 8 do gene supressor de tumor TP53; e silenciamento do gene CDKN2a, que codifica duas proteínas que atuam em redes de supressão de tumores, p16INK4a e p19ARF.

A perda de expressão de pelo menos um destes produtos gênicos parece associada a mecanismos epigenéticos, uma vez que o tratamento de Mgal3 com o inibidor de DNA metiltransferase 5'-Aza-2'-deoxicitidina restaurou a transcrição de pelo menos um dos transcritos do gene CDKN2a. Da mesma forma, observamos que o gene LGALS3, que codifica a lectina animal galectina-3, também é silenciado nesta linhagem, mostrando que esta molécula não está associada à manutenção desta célula transformada em condições de cultivo.

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