SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.42 issue6Desenvolvimento da marcação da doxorrubicina com Tc-99m: estudos in vitro e in vivoEstudo da permeabilidade vascular e volume extracelular na diferenciação das lesões nodulares benignas e malignas da mama author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Radiologia Brasileira

On-line version ISSN 1678-7099

Radiol Bras vol.42 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2009

https://doi.org/10.1590/S0100-39842009000600020 

RESUMO DE TESE

 

Dilatação fluxo-mediada da artéria braquial. Estudo da função endotelial em mulheres na menopausa

 

 

Autora: Karla Uchôa Garrido.
Orientador: Hilton Augusto Koch. [Tese de Mestrado]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2008.

O risco de doença cardiovascular aumenta após a menopausa. A diminuição dos níveis de estrogênio altera a função endotelial, o primeiro evento no processo da aterosclerose. A função endotelial pode ser avaliada por meio da dilatação fluxo-mediada da artéria braquial (DILA), durante a hiperemia reativa.

Em nosso estudo comparamos as diferenças da DILA em mulheres na menacme e em mulheres na menopausa. Foram avaliadas 35 mulheres na menacme (grupo controle) e 38 na menopausa (grupo de risco). A idade média das mulheres no grupo controle foi de 34,08 ± 8,28 anos (variando de 20 a 49 anos), e no grupo menopausa, de 56,92 ± 7,40 anos (variando de 36 a 70 anos). Nenhuma das mulheres do grupo menopausa estava sob terapia estrogênica. A DILA foi medida na artéria braquial, 5 cm acima da prega cubital, utilizando transdutor linear de 14 MHz. As imagens no modo B para a medida do diâmetro da artéria braquial foram selecionadas na fase diastólica do fluxo de onda. As medidas do diâmetro da artéria eram avaliadas antes e 60 segundos após cinco minutos de oclusão da artéria braquial com manguito pneumático. O valor da DILA é expresso pela porcentagem da variação do diâmetro basal e após a hiperemia reativa. Para análise dos resultados, foram aplicados a ANOVA para a diferença de médias e as correlações de Pearson e Kendall, e o teste t de Student (não paramétricas). Os resultados foram expressos em média ± desvio-padrão.

O resultado da DILA% esteve comprometido no grupo menopausa, atestando a presença de disfunção endotelial. A DILA do grupo controle, de 19,04 ± 5,57% diminuiu para 14,07 ± 5,57% (p = 0,001). A DILA foi abaixo de 10% em oito mulheres na pós-menopausa, seis tinham mais de 60 anos e sete estavam na menopausa por um período superior a dez anos.

A DILA decresceu significativamente na pós-menopausa. A maioria dos valores da DILA anormais foi em mulheres mais idosas. As mudanças da DILA com a idade e a correlação dos valores inferiores da DILA com fatores de risco para doenças cardiovasculares requer futuras investigações.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License