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Química Nova

Print version ISSN 0100-4042On-line version ISSN 1678-7064

Quím. Nova vol.28 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422005000500017 

ARTIGO

 

Utilização de um eletrodo de grafite-epóxi recoberto com [Zn(FEN)3][tetratris(4-clorofenil) borato]2 sensível a zinco(II) em meio 1,10-fenantrolina como eletrodo indicador em titulações potenciométricas de precipitação

 

Utilization of a [Zn(FEN)3][tetrakis(4-chlorophenyl) borate]2 coated-graphite zinc(II) ion-selective electrode in 1,10-phenantroline medium as indicator electrode in potenciometric precipitation titrations

 

 

Marcos F. S. TeixeiraI, *; Orlando Fatibello-FilhoII; Luiz Antônio RamosIII

IUniversidade Estadual Paulista, Campus do Litoral Paulista, Unidade São Vicente, Praça Infante D. Henrique, s/n, 11330-900 São Vicente - SP
IIDepartamento de Química, Universidade Federal de São Carlos, CP 676, 13560-970 São Carlos - SP
IIIDepartamento de Química e Física Molecular, Instituto de Química de São Carlos, Universidade de São Paulo, CP 780, 13560-970 São Carlos - SP

 

 


ABSTRACT

The construction and analytical evaluation of a coated graphite-epoxy electrode sensitive to the zinc-1,10-phenantroline complex based on the [Zn(fen)3][tetrakis(4-chlorophenyl)borate]2 incorporated into a poly(vinylchloride) (PVC) matrix are described. A thin membrane film of this ion-pair, dibutylphthalate (DBPh) and PVC were deposited directly onto an electrically conductive graphite-epoxy support located inside a Perspex® tube. The best PVC polymeric membrane contains 65% (m/m) DBPh, 30% (m/m) PVC and 5% (m/m) of the ion-pair. This electrode shows a response of 19.5 mV dec-1 over the zinc(II) concentration range of 1.0 x 10-5 to 1.0 x 10-3 mol L-1 in 1,10-phenantroline medium, at pH 6.0. The response time was less than 20 seconds and the lifetime of this electrode was more than four months (over 1200 determinations by each polymeric membrane). It was successfully used as an indicator electrode in the potentiometric precipitation titration of zinc(II) ions.

Keywords: zinc determination; zinc-ion selective electrode; potentiometric precipitation titrations.


 

 

INTRODUÇÃO

Eletrodo íon-seletivo foi aplicado em titulações de complexação e de precipitação1-6 para a determinação de volumes equivalentes com boa precisão. As titulações acompanhadas com eletrodo íon-seletivo não são afetadas pela coloração ou turbidez da amostra e podem ser feitas em meio não aquoso ou mistura aquosa-orgânica. Gloss7, em 1953, foi o primeiro a utilizar o tetrafenilborato de sódio (NaTFB) como precipitante na determinação de potássio, amônio e compostos orgânicos nitrogenados. A partir disso, o tetrafenilborato de sódio foi extensivamente usado em química analítica como reagente para determinação de cátions monovalentes, alcalóides, surfactantes catiônicos, sais de amônio e aminas. Por outro lado, diversos pares iônicos contendo o ânion tetrafenilborato foram empregados como material ativo em eletrodos potenciométricos de membrana líquida, para detecção de diversos fármacos e cátions metálicos8-15. Embora tenham sido sugeridos diversos sensores de natureza diferente para monitorar titulações que envolvem o tetrafenilborato de sódio16-20, alguns desses eletrodos apresentam baixa seletividade, baixa sensibilidade, alto tempo de resposta, baixa reprodutibilidade e baixa estabilidade do par iônico, prejudicando assim a aplicação dos mesmos em trabalhos de rotina, especialmente em titulações potenciométricas.

A construção de eletrodos seletivos a zinco(II) tem sido estudada utilizando sais de sulfeto21 como materiais eletroativos no desenvolvimento dos sensores. Estes eletrodos apresentaram baixa seletividade e tempo de vida limitado, devido à baixa estabilidade dos sais. Catrall e Pui22 desenvolveram um eletrodo pelo recobrimento de um fio de platina com o par-iônico tetraclorozincato(II) de tricaprililmetilamônio contido em uma matriz de cloreto de poli(vinila). Ortofosfato de zinco(II) e tetratiocianomercurato(II) de zinco(II) imobilizados em um suporte de carbono foram desenvolvidos para a construção de eletrodos seletivos a zinco(II)23. O melhor desempenho foi obtido com o composto ortofosfato de zinco(II), com uma resposta nerstiniana em um intervalo de concentração de 10-5 a 10-2 mol L-1. As desvantagens deste sensores são baixa seletividade para Cu(II), Cd(II) e Pb(II) e baixo tempo de vida, devido à formação de óxidos ácidos na superfície do eletrodo. Lindner e colaboradores24 construíram um eletrodo íon-seletivo para zinco(II) com derivados de iminodiacetamida como ionofóros incorporados em uma membrana de PVC. Os derivados de N-benzil e N-fenil apresentaram boa resposta para íons zinco(II). Recentemente, a utilização de porfirinas como material eletroativo tem sido proposta na construção de sensores potenciométricos para íons zinco(II)25,26.

Os complexos metálicos formados com o ligante 1,10-fenantrolina foram utilizados como contra-íon na construção de eletrodos de membrana líquida para determinação de ânions27. Vitras e Varmuzova28 desenvolveram eletrodos íon-seletivos de membrana de PVC, usando 1,10-fenantrolina como complexante para diversos cátions metálicos na formação do par-iônico com tetrafenilborato. Entretanto, esses sensores mostraram baixa seletividade para diversos cátions metálicos que formam complexos parcialmente solúveis com a 1,10-fenantrolina e tempo de vida útil limitado, devido à degradação do par-iônico.

No presente trabalho, desenvolveu-se um eletrodo sensível a zinco(II) pelo recobrimento de um suporte condutor de grafite-epóxi com [Zn(fen)3][B(ClÆ)4]2 (fen = 1,10-fenantrolina e B(ClÆ)4 = tetratris(4-clorofenil) borato) incorporado em uma matriz de PVC. A utilização do tetratris(4-clorofenil) borato na formação do par-iônico deve-se à estabilidade do contra-íon frente ao tetrafenilborato, aumentando consideravelmente o tempo de vida e a seletividade do sensor29. Foram estudados o efeito da concentração de 1,10-fenantrolina, pH e concentrações dos interferentes na resposta deste eletrodo e o mesmo aplicado como eletrodo indicador na titulação de Zn(II) em meio de 1,10-fenantrolina com tetrafenilborato de sódio.

 

PARTE EXPERIMENTAL

Reagentes e soluções

Todas as soluções foram preparadas com água deionizada, utilizando-se reagentes de grau analítico.

A solução estoque de Zn(II) 1,0 x 10-2 mol L-1 foi previamente padronizada com EDTA30. A solução de 1,10-fenantrolina foi preparada em uma mistura 10% v/v de etanol-água. As soluções de trabalho de Zn(II) em meio de 1,10-fenantrolina na concentração de 1,0 x 10-3 mol L-1 foram preparadas a partir da solução estoque. O efeito do pH na resposta do eletrodo seletivo a zinco(II) foi determinado em solução de Zn(II) 1,0 x 10-4 mol L-1 em 1,10-fenantrolina 1,0 x 10-2 mol L-1. O pH da solução foi ajustado com uma solução de ácido nítrico e/ou hidróxido de sódio concentrada.

Uma solução de tetratris(4-clorofenil) borato de potássio (1,0 x 10-3 mol L-1) em tetraidrofurano foi utilizada na formação do par-iônico.

Cloreto de polivinila (PVC) de alta massa molar (Fluka), ftalato de dibutila (Merck), tetraidrofurano (Aldrich), pó de carbono (Aldrich), resina epóxi (Reforplás) e tubo Perspex® (diâmetro interno 0,8 cm) foram também utilizados na construção deste eletrodo.

Preparação do par iônio

Inicialmente, 10 mL de uma solução de Zn(II) 1,0 x 10-3 mol L-1 em meio de 1,10-fenantrolina 1,0 x 10-2 mol L-1 foram agitados com 20 mL de uma solução de tetratris(4-clorofenil) borato de potássio 1,0 x 10-3 mol L-1 em tetraidrofurano. A mistura homogênea foi deixada em banho-maria para evaporação total do solvente THF, obtendo-se o par-iônico na forma sólida em solução aquosa. O par-iônico [Zn(fen)3][B(ClÆ)4]2 foi separado e lavado por três vezes para se retirar o excesso de complexante e sais formados durante a reação.

A solução polimérica contendo o par iônico foi preparada pela dissolução de 0,3000 g de PVC em 10 mL de tetraidrofurano (THF), seguido da adição de 0,0500 g de [Zn(fen)3][B(ClÆ)4]2 e 0,6500 g de ftalato de dibutila (plastificante).

Construção do eletrodo

Preparou-se uma pasta de carbono contendo 40% (m/m) de resina epóxi e 60% de pó de grafite. Aplicaram-se 7 mm de pasta de carbono em uma das extremidades de um tubo de plástico Perspex® (diâmetro externo de 10 mm, diâmetro interno de 8 mm e comprimento de 15 cm). Uma placa de cobre (diâmetro 5 mm) conectada a um fio de cobre (comprimento 18 cm) foi utilizada para o contato elétrico. Uma cavidade cilíndrica de 1 mm de profundidade foi feita sobre a pasta para posterior aplicação do material polimérico de PVC contendo o par iônico. O eletrodo foi deixado em repouso por dois dias para o endurecimento da pasta de grafite-epóxi.

A solução polimérica preparada anteriormente contendo o par-iônico de zinco(II) foi depositada na cavidade do eletrodo com um conta-gotas. Vários depósitos foram feitos no mesmo eletrodo, em intervalos de 30-45 min, até completo preenchimento da cavidade. O eletrodo foi ativado por 2 h em uma solução de Zn(II) 1,0 x 10-3 mol L-1 em meio de 1,10-fenantrolina 1,0 x 10-2 mol L-1. Após ativação, o eletrodo foi lavado com água deionizada e enxaguado com solução de 1,10-fenantrolina na concentração de trabalho. A Figura 1 mostra o esquema do eletrodo de grafite-epóxi construído, recoberto, sensível a zinco(II).

 

 

Equipamentos

As leituras dos potenciais foram feitas usando-se o eletrodo seletivo a zinco(II) desenvolvido e um eletrodo de referência de Ag/AgCl Analion (mod R684) com eletrólito interno de KCl 1,0 mol L-1 e ponte salina contendo solução de NaNO3 1,0 mol L-1, conectados a um pHmetro da Orion (mod EA940) com precisão de ± 0,1 mV.

A célula eletroquímica utilizada para as medidas de potencial foi Ag½AgCl(s), KCl (1,0 mol L-1)½½solução teste½membrana sensível½grafite-epóxi

As medidas potenciométricas foram feitas em uma célula de vidro com camisa para circulação de água de um termocirculador de água (Quimis), a 25 ºC.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Vários estudos foram realizados para avaliação analítica do eletrodo de grafite-epóxi recoberto sensível a zinco(II), tais como o efeito do pH, tempo de resposta, curva de calibração, seletividade e titulação potenciométrica.

Efeito do pH

O efeito do pH no intervalo de 1,0 a 10,0 na resposta potenciométrica do eletrodo sensível a zinco(II) foi determinado em solução de Zn(II) 1,0 x 10-4 mol L-1 em meio de 1,10-fenantrolina 1,0 x 10-2 mol L-1. A curva apresentada na Figura 2 indica que não ocorre variação significativa de potencial quando o pH da solução varia entre 5,0 e 8,0. Para valores menores que pH 5,0, ocorre um decréscimo no potencial do eletrodo. Isso se deve a protonação da 1,10-fenantrolina e, conseqüentemente, uma diminuição da concentração do complexo [Zn(fen)3]2+ em solução pela formação de [Hfen]+ que alcança um valor máximo (a1 = 1) em pH menor que 3, como pode ser observado no diagrama de distribuição das espécies apresentado na Figura 3. Este diagrama de distribuição da espécie [fen] e [Hfen]+, foi construído usando-se o valor b1 obtido da literatura especializada31. Para pH acima de 8,0 o complexo sofre influência da hidrólise do Zn(II), aumentando significativamente o potencial do eletrodo. Para avaliação analítica do eletrodo sensível a zinco(II) foi fixado o pH da solução entre 6-7.

 

 

 

 

Efeito da concentração de 1,10-fenantrolina

O efeito da concentração de 1,10-fenantrolina na resposta potenciométrica do eletrodo sensível a zinco(II) foi determinado em solução de Zn(II) 1,0 x 10-4 mol L-1 em meio de 1,10-fenantrolina em diferentes concentrações (5,0 x 10-4 mol L-1 a 1,0 x 10-2 mol L-1). A sensibilidade do eletrodo para zinco(II) decresce com a diminuição da concentração de 1,10-fenantrolina, devido ao decréscimo da concentração da espécie [Zn(fen)3]2+. As curvas de distribuição das espécies em função do logaritmo da concentração de 1,10-fenantrolina31, apresentadas na Figura 4, mostram a dependência da distribuição de espécies pela concentração do ligante. A melhor resposta foi obtida para uma concentração de 1,10-fenantrolina 1,0 x 10-2 mol L-1.

 

 

A Figura 5 mostra a curva analítica obtida com o eletrodo sensível a zinco(II) na concentração de 1,10-fenantrolina 1,0 x 10-2 mol L-1 em pH 6,0. O eletrodo sensível apresentou uma resposta linear no intervalo de concentração de zinco(II) 1,0x10-5 a 1,0x10-3 mol L-1, com uma inclinação angular de 19,5 mV dec-1 (r = 0,9998). A baixa sensibilidade sugere que a membrana polimérica contendo somente plastificante e par iônico não possui capacidade suficiente para a troca de carga na interface da membrana-solução. A permissividade de uma membrana é determinada pela natureza do solvente-plastificante e do equilíbrio de dissociação do par iônico32.

 

 

Coeficiente de seletividade potenciométrico

O efeito de vários interferentes em potencial sobre a resposta desse eletrodo foi estudado pela determinação dos coeficientes de seletividade potenciométricos das membranas pelo método das soluções separadas, como recomendado pela IUPAC33. A Tabela 1 mostra os valores dos coeficientes potenciométricos obtidos para soluções contendo 1 x 10-3 mol L-1 de alguns cátions em solução de 1,10-fentrolina 1,0 x 10-2 mol L-1. Os valores de coeficientes de seletividade potenciométricos obtidos mostram que a maioria das espécies não causam variações significativas no potencial do eletrodo indicando, assim, boa seletividade. O eletrodo sensível a zinco(II) apresentou uma melhor seletividade em relação a diversos cátions metálicos comparado com aqueles obtidos com outros métodos descritos na literatura21-24,28, característica que se deve à maior estabilidade do par iônico [Zn(fen)3][B(ClÆ)4]2. A alta lipofilicidade do par iônico [Zn(fen)3][B(ClÆ)4]2 implica na diminuição da troca de cátions interferentes na superfície da membrana do eletrodo seletivo, conseqüentemente aumentando sua seletividade29, 34, 35.

 

 

Titulação potenciométrica

O eletrodo sensível a zinco(II) foi usado como eletrodo indicador na titulação de zinco(II) com tetrafenilborato de sódio. A Figura 6 mostra as curvas potenciométricas obtidas na titulação de 5 mL de zinco(II) de diferentes concentrações (5,0 x 10-5, 1,0 x 10-4, 5,0 x 10-4, 1,0 x 10-3 mol L-1) em meio de 1,10-fenantrolina 1,0 x 10-2 mol L-1 com tetrafenilborato de sódio (1,0 x 10-4, 2,0 x 10-4, 1,0 x 10-3, 2,0 x 10-3 mol L-1), respectivamente. Nessa figura pode-se observar que o salto potenciométrico aumentou com o acréscimo da concentração de zinco(II). As variações de potenciais foram significativas para as curvas obtidas, indicando que o eletrodo pode ser utilizado na titulação potenciométrica de precipitação para zinco(II).

 

 

 

 

Os resultados obtidos na determinação de zinco(II) utilizando o eletrodo sensível como indicador na titulação potenciométrica de precipitação são apresentados na Tabela 3. Foram realizadas 5 determinações para cada concentração e os resultados comparados com os valores obtidos pela titulação complexométrica com EDTA30.

 

 

A titulação potenciométrica de zinco(II) com tetrafenilborato é viável e prática, podendo ser usada como um procedimento alternativo aos métodos volumétricos com indicadores complexométricos. O erro relativo para quatro determinações de zinco(II) foi de ± 3,3 %.

 

CONCLUSÃO

As principais características do sensor proposto são simplicidade operacional, boa reprodutibilidade e boa seletividade. O eletrodo apresentou uma resposta linear para E(mV) vs. log[Zn(II)] no intervalo de concentração de zinco(III) de 1,0 x 10-5 a 1,0 x 10-3 mol/L em meio de 1,10-fenantrolina com um limite de detecção de 9,3 x 10-6 mol/L. O tempo de resposta do eletrodo variou entre 10-20 s para um tempo de vida de 4 meses (1200 determinações por cada membrana polimérica usada). O sensor é comparável aos eletrodos existentes na literatura em termos de faixa linear de resposta26,24, tempo de vida25,26, seletividade21,23,26 e resposta do pH23-25. Neste contexto, deve-se salientar que a utilização do tetratris(4-clorofenil) borato na formação do par iônico favorece um aumento do tempo de vida e da seletividade do sensor. As determinações de zinco(II) pelo método proposto alcançaram resultados comparáveis àqueles obtidos com o método complexométrico.

 

AGRADECIMENTOS

À FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) pelo auxílio financeiro concedido.

 

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Recebido em 2/8/04; aceito em 16/12/04; publicado na web em 13/4/05

 

 

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