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Química Nova

Print version ISSN 0100-4042

Quím. Nova vol.29 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422006000500012 

ARTIGO

 

Método multirresíduo para monitoramento de contaminação ambiental de pesticidas na região de Bauru (SP) usando mel como bio-indicador

 

Multiresidue method for monitoring environmental contamination by pesticides in the Bauru region (SP) using honey as bioindicator

 

 

Sandra Regina Rissato*, I; Mário Sérgio GalhianeI; Fátima do Rosário Naschenveng KnollII; Rita Mickaela Barros de AndradeIII; Marcos Vinícius de AlmeidaIV

IDepartamento de Química, Universidade Estadual Paulista, CP 473, 17033-360 Bauru - SP, Brasil
IIDepartamento de Biologia, Universidade Estadual Paulista, 17033-360 Bauru - SP, Brasil
IIICentro Federal de Educação Tecnológica do Ceará, 60040-531 Fortaleza - CE, Brasil
IVDepartamento de Bioengenharia, Universidade de São Paulo, 13566-590 São Carlos - SP, Brasil

 

 


ABSTRACT

The presence of residues of the major groups of pesticides (organohalogen, organophosphorous, pyrethroids and organonitrogen) in representative samples of honey produced in Bauru (state of São Paulo, Brazil) was investigated from 1999 through2004. A multiresidue method was applied to honey samples to determine 48 pesticides with recoveries ranging from 76 to 95%. The limits of detection found were lower than 10 µg/kg for GC-MS-SIM. The results indicated that most pesticides found in the samples belonged to the organohalogen and organonitrogen groups. Residues of malathion were detected in almost all of the samples in high concentration.

Keywords: multiresidue pesticide; honey; environmental contamination.


 

 

INTRODUÇÃO

No Brasil, segundo dados da APACAME (Associação Paulista de Apicultores, Criadores de Abelhas Melíficas Européias) as estatísticas sobre a cadeia apícola revelam que, em 2003, existiam 80.000 apicultores, dos quais 85% eram considerados pequenos (10 a 20 colméias) e praticavam a apicultura fixa e os 15% restantes eram considerados apicultores profissionais (média de 400 colméias) e praticavam a apicultura migratória. As 1.600.000 colméias habitadas pelas abelhas africanizadas produziam 35.000 t de mel/ano; no entanto, o potencial de produção é estimado em 200.000 t de mel/ano. Atualmente, as exportações brasileiras de mel triplicaram e o mercado atual dos produtos apícolas no país é de US$ 360 milhões, valor muito aquém do potencial, avaliado em US$ 1 bilhão1,2.

As abelhas domésticas (Apis mellifera) executam a tarefa vital de polinização das colheitas agrícolas e das espécies nativas, e são importantes para a produção comercial do mel e de produtos apícolas. A cada dia, de 10.000 a 25.000 abelhas operárias fazem uma média de 10 viagens para explorar aproximadamente 7 km2 nas áreas que cercam seu habitat, recolhendo o néctar, a água e o pólen das flores. Durante este processo, diversos microorganismos, produtos químicos e partículas suspensas no ar são interceptados por estas trabalhadoras e ficam retidos nos pelos superficiais de seu corpo ou são inalados e unidos em seu aparelho respiratório. Devido a estes fatores, as abelhas podem ser usadas como bio-indicadores para monitoramento de impacto ambiental causado por fatores biológicos, químicos e físicos, tais como parasitas, contaminações industriais ou pesticidas3,4. Além disso, quase todos os setores ambientais (solo, vegetação, água, ar) são explorados pelas abelhas produtoras de mel, fornecendo numerosos indicadores para cada estação3 (Figura 1).

 

 

A produção de mel oriundo de floradas silvestres está se tornando cada vez mais escassa no Brasil e no mundo. Por esse motivo, atualmente o desenvolvimento da apicultura está cada vez mais dependente das culturas agrícolas e florestais nas quais, em alguns casos, são utilizados pesticidas de maneira inadequada4.

O monitoramento de resíduos de pesticidas no mel auxilia na avaliação do potencial de risco destes produtos à saúde do consumidor e fornece informações sobre o uso de pesticidas nos campos de colheita e em suas vizinhanças.

A concentração máxima de resíduos de pesticidas permitida legalmente no mel, LMR, foi estabelecida por regulamentos de diferentes países. Alemanha, Itália, e Suíça ajustaram o LMR para amitraz, bromopropilato, coumafós, ciamizol, flumetrina e fluvalinato, que oscilaram entre 0,01 e 0,1 mg/kg na Alemanha, 5 e 500 mg/kg na Suíça, e 10 mg/kg na Itália5. Até agora, os limites máximos de resíduos de pesticidas no mel não foram incluídos no Codex Alimentarius6. A legislação da união européia (EU) regulou o LMR para três acaricidas, amitraz, coumafós e ciamizol, em 0,2, 0,1, e 1 mg/kg, respectivamente7, e a agência de proteção ambiental dos EUA8 estabeleceu LMR para amitraz (1 mg/kg), coumafós (0,1 mg/kg) e fluvalinato (0,05 mg/kg).

Os programas de determinação de resíduos dos pesticidas para monitoramento de mel são concentrados na determinação dos resíduos de acaricidas que são usados para controlar o Varroa jacobsoni, um ácaro parasítico que afeta as colônias da abelha doméstica9-11. Somente alguns estudos foram focalizados nos pesticidas usados para a proteção de plantações e introduzidos em colméias pelas abelhas e por cera contaminada12-14.

Um método multirresíduo capaz de detectar e quantificar os pesticidas, em um período de tempo relativamente curto, compreendendo etapas mínimas de extração e de clean-up é crucial para um programa de monitoramento eficiente15.

Os pesticidas no mel são geralmente extraídos com um solvente orgânico16,17, ou em fase-sólida pela passagem através de cartuchos de octadecilsilano18,19, após a diluição da amostra do mel em água. O clean-up é necessário na pré-concentração da amostra, o qual reduz o limite de quantificação do método e/ou evita interferências da matriz. O clean-up extensivo dos extratos pode resultar na perda parcial de alguns compostos e aumentar as demandas de trabalho e de custo. O clean-up inadequado pode conduzir aos efeitos adversos relacionados à qualidade dos dados gerados, tais como co-eluição de componentes da matriz com picos do analito de interesse, ocorrência de picos falsos e quantificação incorreta. Os interferentes mais comuns que atualmente estão presentes em extratos apícolas são lipídios, pigmentos e carboidratos. As técnicas de clean-up da amostra mais convenientes para o processo incluem cromatografia de permeação em gel20, partição líquido-líquido21, extração em fase-sólida (SPE)22,23 e cromatografia de adsorção (usando sílica, florisil, carvão ativo, alumina, sílica gel/carvão ativo)24.

Este trabalho apresenta um rápido e simples método multirresíduo para determinar e confirmar simultaneamente 48 pesticidas de diferentes classes: organoclorados, organofosforados, organonitrogenados e piretróides em amostras de mel. O apiário produtor do mel em estudo está localizado em reserva ecológica na cidade de Bauru (estado de São Paulo, Brasil), a qual é circundada por intensa área de agricultura. Pelo programa de monitoramento executado, observou-se a tendência temporal da contaminação por pesticidas em amostras de mel. Abelhas domésticas (Apis mellifera) foram utilizadas como indicadores da contaminação ambiental ocorrida durante 6 anos (período de 1999/2004).

 

PARTE EXPERIMENTAL

Reagentes

Todos os solventes utilizados foram Mallinkrodt (Merck) grau pesticida. A água deionizada foi de grau Milli-Q® (Millipore, Bedford, MA, USA), produzida a 18,5 MW cm-1.

As soluções estoque foram preparadas a partir dos padrões de referência certificados (pureza > 98%, todos Dr. Ehrenstorfer, Alemanha) dissolvidos em acetona na concentração de 1 mg/L e as soluções de trabalho foram obtidas a partir da diluição da solução estoque para os estudo de fortificação das amostras.

Para a extração em fase sólida (SPE) foram utilizados cartuchos Florisil 500 mg (J. T. Baker).

Amostras

Uma amostra não contaminada de mel foi selecionada para utilização nos experimentos de validação. As amostras de mel foram coletadas em um apiário em Bauru durante a safra (setembro e dezembro) de 1999 a 2004.

As amostras de mel, de 500 a 1000 g, foram coletadas em frascos de vidro, estocadas em geladeira a 10 °C e armazenadas até o momento da extração.

Extração

Em trabalho prévio, um método multirresíduo para análise de pesticidas em mel foi desenvolvido e mostrou boa eficiência na separação de 32 compostos de diferentes classes25. No presente trabalho, este método foi ampliado com a inserção de mais 15 compostos, visando expandir o intervalo de aplicabilidade ou "screening" multirresíduo em amostras de mel.

A extração dos pesticidas de diferentes classes foi realizada a partir de uma porção de 10 g de mel, a qual foi fortificada nos estudos de recuperação pipetando-se volumes apropriados da solução de trabalho contendo 48 pesticidas estudados, para atingir a concentração final de 100 µg/kg. A amostra de mel foi misturada e homogeneizada com 5 mL de água, com o objetivo de diminuir sua viscosidade e facilitar o manuseio. Em seguida, 50 mL de acetato de etila foram adicionados à amostra e a mistura foi submetida à agitação constante, por 20 min. A fase orgânica foi separada por centrifugação a 2500 rpm, por 10 min, e então coletada. A amostra foi re-extraída com 40 mL de acetato de etila e o procedimento foi repetido.

Os extratos obtidos foram combinados e concentrados em rotaevaporador sob pressão reduzida a 60 °C sendo, em seguida, o solvente remanescente evaporado sob fluxo de nitrogênio. O resíduo obtido foi solubilizado em 5 µL de acetato de etila, filtrado em PTFE 0,50 µm e submetido à etapa de limpeza.

Limpeza

A limpeza das amostras foi realizada em um sistema Supelco usando cartuchos de Florisil, os quais foram condicionados com aproximadamente 5 mL de acetona. A eluição dos 48 pesticidas de diferentes classes foi realizada por gravidade com duas porções de 10 mL de hexano/acetato de etila (50:50, v/v). O extrato obtido foi submetido à concentração sob fluxo de nitrogênio, o resíduo solubilizado em 1 mL de acetato de etila e submetido à análise por GC/MS.

GC/MS

Os extratos obtidos foram submetidos à análise por cromatografia à gás em Cromatógrafo HP 5890 Series II equipado com um detector seletivo de massas (quadrupolo) HP 5972, operado em modo íon seletivo (SIM). A coluna utilizada para as análises foi a LM-5 (sílica fundida) metil silicone com 5% de grupos fenila (35 m x 0,25 mm d.i., espessura do filme 0,25 µm) e o gás de arraste foi He, com vazão constante de 1,0 mL/min. A programação de temperatura do forno foi 60 ºC (1 min), 25 °C/min, 150 °C, 3 °C/min, 200°C, 8 °C/min, 290 °C (8 min), temperatura do detector 300 °C, temperatura do injetor 250 °C, operado no modo "splitless" e volume de injeção de 1 µL. Os parâmetros de espectrometria de massa foram impacto de elétrons a 70 eV, temperatura da fonte 250 °C, linha de transferência 290 °C, eletromultiplicador a 1200 V, velocidade de varredura 1,5 scan/s, no intervalo de massa 40-600 m/z.

Com o objetivo de determinar a sensitividade da técnica e sua conveniência para o estudo de monitoramento de poluição ambiental, os limites de detecção (LD) das análises GC-MS e os limites de quantificação (LQ) foram calculados para os pesticidas estudados em amostras de mel fortificadas.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Validação do método

Os resultados obtidos para os estudos de recuperação estão relacionados na Tabela 1. A precisão do método foi avaliada com relação à repetibilidade pela determinação do desvio padrão relativo (DPR), mediante o estudo das amostras fortificadas em quintuplicata. Os resultados de recuperação mostraram valores que variaram de 76 a 95% e DPR menores que 7% para os 48 pesticidas estudados.

Os limites de detecção e de quantificação determinados para os pesticidas estudados no método proposto encontram-se relacionados na Tabela 1. O LD foi calculado como o menor nível de concentração no qual o pesticida foi consistentemente identificado com uma razão sinal-ruído (S/N)>3,5. O LQ foi calculado como o menor nível de concentração onde os compostos estudados foram quantificados com grande margem de confiabilidade e razão sinal/ruído (S/N)>10, sendo o coeficiente de variação <10% (n=5). Todos os resultados foram calculados baseados em determinações realizadas através da resposta do detector e pelo monitoramento dos respectivos fragmentos iônicos de cada composto (m/z) no modo SIM (Tabela 1).

O LQ apresentou resultados entre 0,8 e 8 µg/kg para a maioria dos pesticidas estudados, exceto para alacloro, atrazina, metolacloro, prometrina, pirimifós-metílico e pirazofós, onde os valores variaram de 12 a 20 µg/kg.

Visando estudar o efeito de matriz frente aos pesticidas avaliados, foi realizada uma comparação entre curvas de calibração obtidas em solvente e pela adição do padrão à matriz solubilizada em acetato de etila. Os resultados mostraram que a resposta relativa para a curva de calibração obtida na presença da matriz e somente com solvente foi significativamente maior, provavelmente devido à presença de traços de açúcares e/ou outros interferentes provenientes da amostra.

A quantificação dos pesticidas foi realizada pelo método do padrão externo, sendo que a resposta do detector foi linear no intervalo estudado, apresentando coeficiente de correlação maior que 0,997 para todos os compostos (Tabela 1). Novas curvas de calibração foram criadas antes de cada evento de análise do mel, assim como amostras do branco fortificadas no nível 100 µg/kg foram analisadas simultaneamente, visando verificar a eficiência e a repetibilidade dos processos de extração. Com o objetivo de verificar a calibração geral dos equipamentos e possíveis contaminações, um branco do solvente e uma solução padrão contendo todos os pesticidas estudados foram submetidos a todo o procedimento analítico no início de cada estudo.

Aplicação do método desenvolvido em amostras reais

A aplicação do método desenvolvido foi realizada em amostras de mel, provenientes de uma reserva ecológica próxima a uma extensa área de horticultura em Bauru.

Toda a metodologia, desde a obtenção da colméia, manutenção da saúde bioquímica da mesma e eliminação de interferentes naturais (fungos, bactérias e insetos), foi realizada por uma equipe especializada de biólogos. O controle das condições das colméias foi de grande importância no programa de monitoramento do uso de pesticidas por pequenos e médios agricultores e horticultores da região, por um período de 6 anos, compreendido entre 1999 a 2004, para que o mel coletado das colméias pudesse ser utilizado como bio-indicador.

A maior parte das amostras estudadas apresentou resíduos de organoalogenados (endosulfan sulfato, hexaclorobenzeno e tetradifom) e organonitrogenados (atrazina, simazina e tebuconazol), sendo que as maiores concentrações destes pesticidas foram encontradas em amostras coletadas nos anos de 2003 e 2004 (Tabela 2).

A presença de resíduos de alguns desses compostos pode ser atribuída a aplicações arbitrárias em áreas de intensa agricultura, que se localizam nas proximidades do apiário. A Figura 2 apresenta o cromatograma obtido de uma amostra de mel coletada no apiário, em 2004.

 

 

Apesar do uso intensivo de organofosforados na agricultura, resíduos dessa classe não foram encontrados nas amostras estudadas. Entretanto, altas concentrações de malation foram detectadas em amostras de mel, a partir de 2001. Este fato pode estar relacionado à intensa aplicação deste pesticida em aplicações que ocorreram, durante o período estudado, para controle do mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti).

Pelos resultados obtidos foi possível constatar que a contaminação das áreas vizinhas ao apiário, as quais distam cerca de 3 km, determinaram o tipo e a concentração de pesticidas encontrados nas amostras do mel estudado. Esse trabalho mostra o potencial do mel como bio-indicador, podendo o presente estudo ser aplicado a qualquer outra região e fontes de poluição.

 

CONCLUSÃO

O método multirresíduo para determinação e confirmação simultânea de 48 pesticidas de diferentes classes apresentou níveis de recuperação acima de 76% para as amostras de mel e ótima repetibilidade, com resultados de coeficiente de variação menores que 7%.

As principais vantagens do método desenvolvido no presente trabalho são facilidade no tratamento da amostra, rapidez na realização das mesmas e, principalmente, a possibilidade de identificação de um grande número de moléculas de diferentes pesticidas, de maneira concomitante.

A metodologia analítica desenvolvida para amostras de mel pode ser largamente utilizada com diferentes objetivos como controle de qualidade do mesmo para consumo humano ou como bio-indicador de possível contaminação regional para uma área de até 30 km2.

 

AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo pelo auxílio financeiro.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 9/6/05; aceito em 2/12/05; publicado na web em 14/6/06

 

 

* e-mail: srissato@fc.unesp.br