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Química Nova

Print version ISSN 0100-4042

Quím. Nova vol.34 no.10 São Paulo  2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422011001000026 

ASSUNTOS GERAIS

 

Aspectos históricos da visita de Marie Sklodowska Curie a Belo Horizonte

 

Historical aspects of Marie Sklodowska Curie visit to Belo Horizonte

 

 

Cássius Klay Nascimento; João Pedro Braga*

Departamento de Química, Instituto de Ciências Exatas, Universidade Federal de Minas Gerais, CP 702, 31270-901 Belo Horizonte - MG, Brasil

 

 


ABSTRACT

In the year 2011 it is celebrated the Marie Sklodowska Curie Nobel Prize centenary and the International Year of Chemistry. However, it is not generally known that Marie Sklodowska Curie, one of the greatest scientists of all time, visited Belo Horizonte, state of Minas Gerais, Brazil. She arrived by train at Belo Horizonte city on 16 August 1926, coming from Rio de Janeiro and accompanied by her daughter Irène Joliot-Curie. The scientists visited the Institute of Radium of Belo Horizonte. The approach in this work emphasizes the presence of Marie Sklodowska Curie in Belo Horizonte, exploring the admiration and respect that people had for her.

Keywords: Madame Curie; Radium Institute; radioactivity.


 

 

INTRODUÇÃO

A comunidade científica na área de Química tem consciência do motivo da escolha do ano de 2011 como o Ano Internacional da Química. Entretanto, poucos têm conhecimento da passagem da Profa. Dra. Marie Sklodowska Curie (1867-1934) por Belo Horizonte, conhecida de forma respeitosa por Madame Curie. Este artigo tenta resgatar a visita de Marie Sklodowska Curie à capital mineira, em 1926. O assunto já foi explorado por outros autores, que tratam dessa visita ao Brasil, em especial ao Rio de Janeiro e São Paulo.1 O presente trabalho foi motivado pela leitura de um artigo sobre a história da radiologia no Brasil,2 que também trata de alguns aspectos da visita a Belo Horizonte. A abordagem no presente trabalho enfatiza a presença da Profa. Dra. Marie Sklodowska Curie em Belo Horizonte, explorando as impressões das pessoas que a receberam.

 

O TRABALHO DE MADAME CURIE

Marie Sklodowska Curie nasceu no dia 7 de novembro de 1867 na Polônia e era a caçula de uma família de cinco filhos. Sua infância foi profundamente marcada pela morte de sua mãe, quando Marie tinha apenas 11 anos. Seu pai era físico e matemático, influenciando Marie Sklodowska Curie política e cientificamente.3

A Profa. Dra. Marie Sklodowska Curie foi uma das mais notáveis cientistas do mundo em uma época na qual a ciência era dominada pelo sexo masculino.4 Cabem a ela e a seu marido, Prof. Dr. Pierre Curie (1859-1906), os termos radioativos e radioatividade. Com seu trabalho na área de radioatividade recebeu dois prêmios Nobel. Foi a primeira mulher a receber um Prêmio Nobel, de física, em 1903, junto com Pierre Curie e o Prof. Dr. Antoine Henri Becquerel (1852-1908), pela descoberta da radioatividade. Também foi a primeira mulher a receber o Nobel de Química, 1911, pela descoberta dos elementos químicos, polônio e radio. Suas pesquisas sobre radioatividade trouxeram grandes avanços em três áreas: Química, Física e Medicina.

Suas descobertas científicas lhe deram grande reconhecimento ainda em vida, não somente na comunidade científica. Por sua contribuição ao estudo e à aplicação da radioatividade em Medicina, especialmente o tratamento do câncer e na identificação de fraturas, ficou mundialmente conhecida.

 

MARIE SKLODOWSKA CURIE EM BELO HORIZONTE

No início da década de 1920 foi observado que o número de casos de câncer aumentava no Brasil.5 Cientistas como Eduardo Borges da Costa ajudaram a criar centros de tratamento com uso da radioatividade. Marie Sklodowska Curie também trabalhava na ciência radioatividade e suas aplicações, sendo por isso convidada para visitar o Instituto do Radium de Belo Horizonte.

Marie Sklodowska Curie chega de navio à cidade do Rio de Janeiro em 15 de julho de 1926 e permanece quatro semanas na cidade. A cientista franco-polonesa veio ao Brasil convidada pelo Instituto Franco-Brasileiro de Alta Cultura.6 Esse fato, que foi registrado pela imprensa da época, é descrito por sua filha a escritora Ève Denise Curie Labouisse (1904-2007).3 No Rio de Janeiro, usa seu tempo para fazer conferências, nadar na Baía de Guanabara, caminhar, passear de carro e de hidroavião.3

Após outra longa viagem de trem chegou a Belo Horizonte em 16 de agosto de 1926, acompanhada de sua filha a Profa. Dra. Irène Joliot-Curie (1897-1956), Nobel de Química em 1935, para visitar o emergente Instituto do Radium. Esse Instituto foi o primeiro centro destinado ao combate do câncer no Brasil pelo uso da radioatividade. O Instituto foi criado em 1922, com o apoio do presidente da República na época, Arthur da Silva Bernardes (1875-1955), mineiro natural de Viçosa. O prédio do Instituto do Radium pertence atualmente à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Durante sua estada em Minas Gerais, Marie Sklodowska Curie hospedou-se no Grande Hotel Internacional, então na Av. Paraopeba (hoje Av. Augusto de Lima) esquina com a Rua Bahia, onde atualmente se encontra o Edifício Maleta.

A visita de Marie Sklodowska Curie a Minas foi divulgada na época pela imprensa local, como no jornal Diário de Minas de 18 e 19 de agosto de 1926.7,8 A ilustre visitante foi descrita como uma cientista notável e sua presença era de conhecimento do público em geral. O jornal afirma que foi recebida com muito carinho, pois o mundo científico tinha uma grande admiração por ela. De acordo com os jornais, havia até mesmo uma veneração e gratidão pela ilustre cientista que estava em Belo Horizonte. As pessoas se encantavam com sua simpatia e chegavam mesmo a se comover com sua simplicidade.7,8 Esses fatos serão confirmadas pela análise de documentos existentes.

Diário de Minas de 18 de agosto de 1926

O Diário de Minas de 18 de agosto de 1926 noticiava (os itálicos referem-se ao texto original):

Realizar-se- á hoje, às 4 horas da tarde, na Faculdade de Medicina, a annunciada confereência de madame Curie sobre o radio.7

e

MADAME CURIE: Realiza-se hoje a conferência da notável scientista.7

Está descrito no Diário de Minas, de maneira inequívoca, a forma respeitosa e carinhosa com a qual a cientista foi recebida:

Conforme é já do conhecimento publico, encontra-se desde ante-ontem nesta capital, madame Curie.7

Carinhosamente recebida, como testemunho da alta admiração que lhe vota o mundo scientífico, a illustre hóspede occcupou- se, hontem, em conhecer a capital, onde se ergue o primeiro instituto do Brasil destinado à therapeutica radiológica. Este facto terá, talvez, a mais eloquente, a mais tangível, affirmação de quanto nos penetramos de grata veneração pela eminente visitante, pois que nos apressamos, pela iniciativa de um henemérito governo, em valorizar, numa obra concreta de irradiação de seus benefícios, a descoberta que a ella se deve.7

Havia uma grande satisfação em receber a Marie Sklodowska Curie com inúmeras homenagens oficiais. Também se percebe que muitas pessoas rendiam homenagens de forma espontânea.

A simplicidade e a simpatia de Madame Curie chamavam a atenção de todos:

Todas as homenagens lhe são com effeito, merecidas e tanto mais expontâneas quanto a envolve uma aura suave de sympathia pela commovedora simplicidade pessoal que a caracteriza.7

Os políticos mineiros, como outras pessoas do estado, estavam atentos à presença da cientista no estado e à importância que ela representava. Madame Curie visitou os principais membros do governo do estado de Minas.

Madame Curie esteve hontem nas secretarias de Estado, em visita aos srs. auxiliares do governo.7

Diário de Minas de 19 de agosto de 1926

As homenagens prosseguiram em todos os lugares que a ilustre visitante passava. Verifica-se que não só a comunidade científica buscava homenageá-la, mas também pessoas da sociedade em geral.

Continuaram, hontem as homenagens do mundo scientífico e da sociedade da capital a madame Curie e sua illustre comitiva.8

O Diário de Minas, de 19 de agosto de 1926, noticia que Marie Sklodowska Curie, em Belo Horizonte, se dedicou a falar sobre a radioatividade, suas aplicações e sobre a organização do Institut du Radium em Paris. O nome exato da conferência proferida por Marie Sklodowska Curie não foi registrado pela imprensa da época, tampouco nos arquivos históricos do Instituto do Radium de Belo Horizonte. Descreve o jornal:

À tarde conforme se annunciara, madame Curie realizou, na Faculdade de Medicina, perante um vultoso auditório constituídos de scientístas e acadêmicos, uma conferência sobre radio actividade, e suas applicações e a organização do Instituto do rádio em Paris.8

A forma como ela se expressava e os recursos técnicos, modernos para a época, usados para expor seu conhecimento chamavam a atenção dos que participavam de suas palestras:

A impressionante exposição foi acompanhada de projecções luminosas que ilustraram as particularidades da aplicação do poderoso agente therapéutico, de tão prodigiosos efeitos.8

A gratidão que o mundo devia a Madame Curie e o reconhecimento do mérito que ela tinha, principalmente a descoberta da radioatividade e da aplicação desta no combate ao câncer, foram apresentadas. Ela é considerada uma benfeitora da humanidade no trecho:

Foi, assim, uma comprovação inestimável do alto grau de desenvolvimento a que chegou a sciência médica, graças ao impulso dado pela descoberta de madame Curie, que a gratidão universal a sagrou a benemérita da humanidade.8

Durante sua curta permanência em Minas Gerais, Marie Sklodowska Curie conheceu um pouco mais da região e visitou também outras cidades além de Belo Horizonte. Foi à cidade de Sabará no dia 17 de agosto e à Lagoa Santa no dia 18 de agosto de 1926.

A cientista franco-polonesa saiu da capital mineira, em um vagão especial de luxo, no trem noturno que ia para o Rio de Janeiro. Estavam presentes na sua despedida, várias pessoas entre pesquisadores, membros do governo de Minas Gerais e da sociedade, como se observa no trecho:

Madame Curie e sua comitiva regressaram, pelo nocturno de luxo, em carro especial, para o Rio, comparecendo ao embarque representantes do governo do Estado, homens de sciencia e elementos de nossa alta sociedade.8

Os alunos presentes na palestra de Madame Curie

Na aula que a ilustre cientista franco-polonesa proferiu em Belo Horizonte, além do escritor Pedro da Silva Nava (1903-1984), estavam presentes também, Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), mineiro de Diamantina, que era estudante de Medicina, acompanhado do colega de curso João Guimarães Rosa (1908-1967). Pedro Nava e Juscelino Kubischek se formaram em medicina no ano seguinte, 1927. Guimarães Rosa se formou em 1930.

Informações relevantes sobre a visita de Marie Sklodowska Curie a Belo Horizonte encontram-se também no livro de Pedro Nava, Beira-Mar:9

Foi na avenida Mantiqueira (atualmente Alfredo Balena) e depois, no grande anfiteatro da Faculdade de Medicina, que meus olhos e ouvidos embasbacados viram Marie Sklodowska Curie e ouviram a lição com que ela nos honrou. Essa mulher fabulosa, ia nos vinte, pelos seus cinquenta para sessenta e já era detentora duas vezes do Prêmio Nobel. (p. 307)9

Pelas palavras de Pedro Nava também é possível ver que apesar de sua extraordinária importância para a ciência, essa renomada cientista era uma pessoa humilde e desprovida de preocupações com sua aparência física. Sobre isto continua Pedro Nava,

Era pequena de estatura, andava de vestido negro, saia arrastando, costume sebento. Apresentou-se sempre com a mesma roupa na capital de Minas, mal penteada, mãos vermelhas maltratadas e vi suas botinas de salto baixo tendo abotoadas só o botão de cima.9

Mas quando falava da ciência que tanto conhecia, a radioatividade, suas implicações e aplicações, era esplêndida. Uma pesquisadora e desbravadora brilhante de uma nova era da ciência que com suas palestras encantava a muitos.9 Essa experiência única que Pedro Nava teve está descrita também no livro Beira-Mar, na mesma página 307.

Mas, ensinando, transfigurava-se e as suas palavras nosso anfiteatro iluminou-se mais - como se passassem por suas paredes raios urânicos, centelhas radioativas de tório e faíscas ferromagnéticas.9

Madame Curie esteve aqui: uma foto e uma assinatura

A presença de Marie Sklodowska Curie em Belo Horizonte foi documentada numa foto, como na Figura 1, tirada em frente ao Instituto do Radium de Belo Horizonte, atualmente pertencente ao Hospital das Clínicas da UFMG.

 

 

Do lado esquerdo de Madame Curie encontra-se sua filha, Irène Joliot-Curie, que trabalhou no Institut du Radium de Paris. Irene ganharia em 1935, junto com seu marido Jean Frédéric Joliot (1900-1958), o Prêmio Nobel de Química, pela radioatividade artificial. Madame Curie viu o casamento de sua filha Irène Joliot-Curie com Jean Frédéric Joliot no mesmo ano da sua visita a Belo Horizonte.

Atrás de Irène encostado na árvore encontra-se Carlos Pinheiro Chagas (1887-1932) médico, pesquisador e professor de patologia da Faculdade Medicina de Belo Horizonte. Era primo do descobridor da doença de Chagas.

À esquerda de Irène, de gravata, encontra-se Eduardo Borges da Costa (1880-1950) que foi o fundador, com apoio do Presidente Arthur Bernardes, do Instituto do Radium de Belo Horizonte e o seu primeiro diretor. É um dos pioneiros em Minas Gerais a usar a cirurgia como terapêutica usual e não uma aventura. Tinha o desejo de que existisse um instituto que se dedicasse à pesquisa do combate ao câncer. Eduardo Borges da Costa convidou Madame Curie para visitar Belo Horizonte. Conheceu o trabalho de combate ao câncer feito por Marie Sklodowska Curie e Irène Joliot-Curie em 1918, quando se inicia o funcionamento do Instituto do Radium de Paris. Nesse ano fez parte de uma missão médica de apoio à França, ao final da Primeira Grande Guerra Mundial.10

De terno escuro e óculos, José Baeta Vianna (1894-1953), professor de Química fisiológica e criador da Escola Brasileira de Bioquímica. Era tido como uma pessoa que gostava muito de Química e também, como Carlos Pinheiro Chagas, foi bolsista da Fundação Rockefeller. Nos Estados Unidos estagiou com bioquímicos das Universidades de Harvard e Yale. É considerado o primeiro bioquímico brasileiro e o criador da maior Escola de Bioquímica do Brasil, o que constitui o seu maior legado à Ciência no Brasil. Foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em 1948 (SBPC).

Como se pode verificar, as personagens que estavam envolvidas com a presença de Madame Curie em Belo Horizonte eram pessoas de respeito, ligadas à vida acadêmica, científica, política e cultural do Brasil. A foto em questão tem autor desconhecido e pertence ao acervo do Centro de Memória da Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.

A visita ilustre a Belo Horizonte está também registrada no livro de visitas do Instituto do Radium de Belo Horizonte, como na Figura 2.

 

 

Logo abaixo se pode ver outra assinatura de uma mulher marcante para história do Brasil, a médica e primeira deputada federal da história do Brasil eleita pelo estado de São Paulo em 1933, Carlota Pereira de Queiróz (1892-1982).

 

CONCLUSÃO

A grande revolução que veio junto com as descobertas da Profa. Dra. Marie Sklodowska Curie, numa sociedade em que o preconceito em relação às mulheres estava profundamente enraizado, serve hoje de exemplo de dedicação, luta e perseverança. Assim, o Ano Internacional da Química na pessoa de Marie Sklodowska Curie é também uma exaltação e reconhecimento à valorosa contribuição das mulheres ao desenvolvimento da ciência. Madame Curie foi um símbolo marcante na luta pela igualdade de direito das mulheres.

O povo mineiro, em especial o de Belo Horizonte, recebeu Madame Curie como uma celebridade da ciência. Renderam à cientista homenagens, com respeito e admiração. As honrarias prestadas foram devidas ao seu importante trabalho para a Química e para o mundo. A partir de fontes da imprensa escrita da época verifica-se que sua vinda à capital mineira foi muito bem aceita pela comunidade científica, pelos políticos e pela sociedade. Com palavras e explicações, cativou e encantou as pessoas que participaram de suas palestras. Nos textos do jornal Diário de Minas e no livro do escritor Pedro Nava evidenciou-se que a cientista era uma pessoa simples e muito simpática. Apesar da simplicidade, enquanto pessoa, ela era muito envolvente quando falava sobre a radioatividade. A sociedade mineira se curvou diante da notável cientista, e sua estada em Belo Horizonte é um marco na presença das mulheres na ciência em Minas Gerais e no Brasil.

A Profa. Dra. Marie Sklodowska Curie contribuiu para o desenvolvimento do estudo da radioatividade no Brasil. Orientou cientistas brasileiros nos princípios e aplicações da radioatividade, pois a cientista dominava as duas áreas da nova ciência. E devido a sua fama mundial também contribuiu para a popularização da radioterapia no Brasil e no mundo.3

 

AGRADECIMENTOS

Os autores gostariam de agradecer ao CNPq e à CAPES pela ajuda financeira, à hemeroteca da Biblioteca Estadual de Minas Gerais e ao Centro de Memória da Medicina da UFMG (CEMEMOR) pela permissão de reproduzir a foto apresentada. C. K. Nascimento agradece à Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) pelo apoio institucional. Agradecemos ao Prof. Dr. C. A. L. Filgueiras e à Dra. E. M. Cuperschmid pelas discussões durante o desenvolvimento desse trabalho.

 

REFERÊNCIAS

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2. Fenelon, S.; Almeida, S. S.; Radiol. Bras. 2001, 34, 4.         [ Links ]

3. Curie, E.; Madame Curie: a biography, A Da Capo Paperback: New York, 1937.         [ Links ]

4. Pugliese, G.; Rev. Antropol. 2007, 50, 347.         [ Links ]

5. Teixeira, L. A.; Fonseca, C. O.; De doença desconhecida a problema de saúde pública: o INCA e o controle do câncer no Brasil, Ministério da Saúde: Rio de Janeiro, 2007.         [ Links ]

6. Massarani, L.; Moreira, I. C. Em Ciência e público: Caminhos da divulgação científica no Brasil; Massarani, L.; Moreira, I. C.; Brito, F., eds.; Casa da Ciência e Editora da UFRJ: Rio de Janeiro, 2002.         [ Links ]

7. Araújo, O.; Bolivar, A.; Diário de Minas 1926, 5.148, p. 1.         [ Links ]

8. Araújo, O.; Bolivar, A.; Diário de Minas, 1926, 5.149, p. 1.         [ Links ]

9. Nava, P.; Beira-Mar, Ateliê Editorial: Cotia, 2003.         [ Links ]

10. Cuperschmid, E. M.: Campos, T. P. R.; Rev. Bras. Cancerol. 2008, 54, 373.         [ Links ]

 

 

Recebido em 18/8/11; aceito em 28/9/11; publicado na web em 7/10/11

 

 

* e-mail: jpbraga@ufmg.br

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