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Fitopatologia Brasileira

Print version ISSN 0100-4158

Fitopatol. bras. vol.27 no.5 Brasília Sept./Oct. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-41582002000500018 

NOTAS FITOPATOLÓGICAS / PHYTOPATHOLOGICAL NOTES

 

PODRIDÃO DE FRUTOS DE MELANCIA CAUSADA POR Sclerotium rolfsii NO ESTADO DE ALAGOAS

 

FÁTIMA M. QUEIROZ1, M. F. S. MUNIZ2, MARIA MENEZES3 & PERICLES G. BARROS1

1Diretoria de Pesquisa Agropecuária e Pesqueira/SEAP, Cx. Postal 99, CEP 57.020-050, Maceió, AL, Fax (082) 315-1371; 2UFAL/CECA/FIT, BR 104 Norte Km 85, CEP 57.100-000, Rio Largo, AL; 3Departamento de Fitossanidade, UFRPE, CEP 52.171-900, Recife, PE

(Aceito para publicação em 18/01/2002)

Autor para correspondência: Fátima Maria Queiroz

 

 


ABSTRACT

Watermelon fruit rot caused by Sclerotium rolfsii in the State of Alagoas

A new fruit rot disease caused by Sclerotium rolfsii on watermelon (Citrullus lanatus) was observed in the State of Alagoas. The pathogenicity of the fungus was confirmed by artificial inoculations.This is the first report of S. rolfsii causing fruit rot in watermelon in Northeast of Brazil.


 

 

Entre as doenças fúngicas que atacam a melancia [Citrullus lanatus (Thunb.) Matsum. & Nakai] encontra-se a podridão de frutos causada por Sclerotium rolfsii Sacc. No Brasil, esta enfermidade foi relatada apenas no Estado do Rio Grande do Sul (Luz, Pesquisa Agropecuária Brasileira, 1970; Mendes et al., Fungos em Plantas no Brasil, 1998). Em março de 2000, durante visita fitossanitária realizada em um plantio com 4,0 ha de melancia da cultivar Crimson Sweet, no município de Coruripe, Alagoas, constatou-se a ocorrência de uma nova doença causando podridão mole em frutos e apresentando incidência de 7%. O fitopatógeno foi isolado em meio BDA e identificado como S. rolfsii, com base nas características morfológicas descritas para a espécie, segundo Holliday (Fungus Diseases of Tropical Crops, 1980) e Bruton (Compendium of Cucurbit Diseases, 1996).Testes de patogenicidade foram realizados em frutos de melancia cv. Crimson Sweet maduros, os quais foram inoculados através de ferimentos com discos de BDA contendo o micélio do fungo e colocados em câmara úmida, à temperatura ambiente, aproximadamente 28 ºC, por 48 h. A patogenicidade foi comprovada dois dias após a inoculação, quando os frutos apresentaram os sintomas iniciais da doença. Após dez dias, a podridão mole alcançou grande extensão, assemelhando-se aos sintomas observados nos frutos nas condições de campo (Figura 1). Verificou-se, nesse período, o crescimento do fungo sobre a área afetada, formando densa massa micelial cotonosa e escleródios. O patógeno foi reisolado em BDA, confirmando-se, assim, os postulados de Koch. Culturas do patógeno foram depositadas na Micoteca do Laboratório de Fitopatologia da Universidade Federal de Alagoas, em Rio Largo, AL. Este é o primeiro relato de S. rolfsii causando podridão em frutos de melancia na região Nordeste. Algumas medidas podem ser tomadas para reduzir os danos causados pela doença tais como: arar profundamente o solo para acelerar a decomposição dos restos de cultura e dos escleródios, plantar em solos com boa drenagem, realizar o controle de plantas daninhas, evitar injúrias nos frutos e reduzir a irrigação no período de pré-colheita.