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Fitopatologia Brasileira

versão impressa ISSN 0100-4158

Fitopatol. bras. v.30 n.2 Brasília mar./abr. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-41582005000200022 

NOTAS FITOPATOLÓGICAS PHYTOPATHOLOGICAL NOTES

 

Queda de frutos em coqueiro causada por Lasiodiplodia theobromae em Roraima

 

Lasiodiplodia theobromae causing coconut fall in Roraima

 

 

Bernardo A. Halfeld-Vieira; Kátia de Lima Nechet

Embrapa Roraima, BR 174, km 08, Cx. Postal 133, CEP 69301-970, Boa Vista, RR, e-mail: halfeld@cpafrr.embrapa.br

 

 


ABSTRACT

This is the first report of Lasiodiplodia theobromae (=Botryodiplodia theobromae) causing coconut (Cocos nucifera) rot and fall in Roraima, Brazil.


 

 

Os danos causados pelo fungo Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griff. & Maubl. em coqueiro (Cocos nucifera L.) são a queima-das-folhas (Souza Filho et al., Fitopatol. Bras. 4:5. 1979) e a podridão basal dos frutos em pós-colheita, observada no Brasil por Viana et al. (Fitopatol. Bras. 27:545. 2002). Em abril de 2004 foi constatada queda de frutos imaturos em plantas de coqueiro anão verde, provenientes de plantio comercial no município do Cantá em Roraima. Os frutos apresentavam podridão de coloração marrom-escura a partir do local de inserção com as brácteas (Figura 1A) que se desprendiam ocasionando a sua queda. Em lâminas preparadas de saliências pretas na região afetada, foram observados picnídios estromáticos, com conídios maduros bicelulares, de coloração marrom escura e estrias longitudinais, medindo de 23-29 x 13-15 mm (Figura 1B) e conídios jovens unicelulares, ovóides, hialinos, de parede delgada e dupla (Figura 1C) típicos de L. theobromae (Barnett & Hunter. Illustrated genera of imperfecti fungi. 1998; Sutton. The Coelomycetes. 1980). O fungo foi isolado em meio V8, observando-se colônias acinzentadas com formação de estromas (Figura 1D). Para realização de testes de patogenicidade, culturas foram crescidas em meio V8 por 43 dias, preparando-se uma suspensão de esporos ajustada a 104 conídios.ml-1. Em cinco frutos de coqueiro anão amarelo foram depositadas alíquotas de 0,5 ml da suspensão sob as brácteas. Outros cinco frutos foram utilizados como testemunha, depositando-se somente água destilada esterilizada. Os frutos permaneceram em câmara úmida por 24 h e mantidos em temperatura ambiente, que variou de 26-31 ªC. Após seis dias foi observada anasarca ao redor das brácteas, apenas nos frutos que receberam a suspensão de esporos, evoluindo rapidamente para uma podridão de coloração amarronzada, com as mesmas características verificadas em campo (Figura E). Picnídios típicos foram observados nos frutos que apresentaram sintomas, reisolando-se o patógeno. As características permitiram identificar o fungo Lasiodiplodia theobromae como agente causal da queda de frutos do coqueiro em campo.

 



 

 

Aceito para publicação em 01/02/2005

 

 

Autor para correspondência: Bernardo A. Halfeld-Vieira