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Fitopatologia Brasileira

Print version ISSN 0100-4158

Fitopatol. bras. vol.30 no.4 Brasília July/Aug. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-41582005000400023 

NOTAS FITOPATOLÓGICAS PHYTOPATHOLOGICAL NOTES

 

Curvularia lunata var. aeria causando queima foliar em Zoysia japonica

 

Foliar blight on Zoysia japonica caused by Curvularia lunata var. aeria

 

 

Kátia de L. Nechet; Bernardo A. Halfeld-Vieira

Embrapa Roraima, BR 174, km 08, Cx. Postal 133, CEP 69301-970, Boa Vista, RR; e-mail: katia@cpafrr.embrapa.br

 

 


ABSTRACT

Foliar blight on Zoysia japonica was observed in Boa Vista, Roraima, Brazil and the pathogenicity tests proved it was caused by Curvularia lunata var. aeria. This is the first record of Curvularia lunata var. aeria in Zoysia japonica.


 

 

Zoysia japonica Steud., comumente conhecida como grama esmeralda, é uma ornamental utilizada em gramados, jardins e campos de futebol. Em Boa Vista, Roraima, em fevereiro de 2004, detectaram-se vários focos de queima foliar em campo de futebol composto de Z. japonica que iniciava pelo ápice e progredia para o centro da folha (Figura 1A). Após observações em microscópio estereoscópico e ótico e isolamento in vitro, o agente causal foi identificado como Curvularia lunata var. aeria (Bat., Lima & Vasconc.) Ellis (1966) (Ellis. Dematiaceous Hyphomycetes. 1971; Sivanesan. Graminocolous species of Bipolaris, Curvularia, Drechslera, Exserohilum and their teleomorphs. 1987). Os conídios são retos a curvos, elípticos, lisos, com cicatriz truncada, três distoseptos com a terceira célula a partir da base mais larga e escura que as outras células, 20-33 x 10 mm; conidióforo simples, reto, não geniculado, seis-11 septos, marrom, liso, 65-204 x 5 mm. Célula conidiogênica terminal, com cicatriz, 5-8 mm (Figura 1B). A partir de pequenos fragmentos do tecido foliar de Z. japonica com sintomas da doença foi feito o isolamento do fungo em placas de Petri contendo meio de Batata Dextrose Agar (BDA). As placas foram mantidas a 25 ºC e fotoperíodo de 12 horas por cinco dias observando-se crescimento de colônias zonadas (Figura 1C). Para indução da esporulação, o isolado de C. lunata var. aeria foi transferido para placas de Petri contendo meio de Sach's (CaNO3 1 g; MgSO4.7H2O 0,25 g; K2HPO4 0,25 g; CaCO3 4 g; FeCl3 traços; ágar 20 g; água 1 l) incubando-as a 25 ºC e fotoperíodo de 12 h. Após 25 dias, houve formação abundante de estromas (Figura1C). Para realização de testes de patogenicidade, culturas foram crescidas em meio Sach's por dez dias, preparando-se uma suspensão de conídios ajustada a 1,5 x 105 conídios.ml-1. A suspensão de conídios foi pulverizada em plantas de Z. japonica cultivadas por 30 dias, em bandejas contendo substrato agrícola, ocupando uma superfície 38 x 23 cm. Cinco bandejas foram pulverizadas com a suspensão de esporos e outras cinco com água destilada esterilizada. As plantas permaneceram em câmara úmida por 24 h em temperatura ambiente. Após dez dias, os sintomas de queima foliar foram observados nas plantas inoculadas com a suspensão de esporos e C. lunata var. aeria foi reisolado, completando-se os postulados de Koch. Este é o primeiro relato de C. lunata var. aeria como agente causal de queima foliar em Zoysia japonica.

 


 

 

Aceito para publicação em 16/02/2005

 

 

Autor para correspondência: Kátia de Lima Nechet