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Fitopatologia Brasileira

Print version ISSN 0100-4158

Fitopatol. bras. vol.31 no.3 Brasília May/June 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-41582006000300014 

NOTAS FITOPATOLÓGICAS PHYTOPATHOLOGICAL NOTES

 

Mancha foliar de Pseudocercospora ocimicola em Ocimum selloi

 

Pseudocercospora ocimicola leaf spot on Ocimum selloi

 

 

João de Cássia B. CostaI; José L. BezerraI; Larissa C.B. CostaII; Eduardo AlvesIII; Anderson R. AlmeidaIII; Eloísa A.G.L. LopesIII; José E.B.P. PintoIV

ICEPEC/CEPLAC/MAPA, Cx. Postal 07, CEP 45650-000, Itabuna, BA, e-mail: jcbioctrl@ceplac.gov.br
IIDepartamento de Ciências Biológicas, Universidadade Estadual de Santa Cruz, Rod. Ilhéus-Itabuna, km 16, CEP 45650-000, Ilhéus, BA
IIIDepartamento de Fitopatologia
IVDepartamento de Agricultura, Universidade Federal de Lavras, Cx. Postal 3037, CEP 37200-000, Lavras, MG

 

 


ABSTRACT

Ocimum selloi is reported for the first time as a host of Pseudocercospora ocimicola.


 

 

Ocimum selloi Benth. é uma espécie medicinal da família Lamiaceae conhecida popularmente como alfavaquinha, atroveran ou elixir-paregórico. Na medicina caseira, é empregada para o controle de gases intestinais, gastrites, vômitos, tosses, bronquites, gripes, febres e resfriados (Lorenzi & Matos, Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas 2002). Resultados preliminares confirmaram a sua atividade antiespasmódica, analgésica, antiinflamatória (Vanderlinde et al., Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, 13, 1994) e o seu efeito como repelente contra mosquitos (Paula et al., Journal of Ethnopharmacology 88: 253. 2003). Folhas amarelas com manchas foliares foram observadas em plantas de O. selloi cultivadas no Horto de Plantas Medicinais da Universidade Federal de Lavras. Os sintomas caracterizaram-se pela presença de lesões foliares castanho-claras isoladas ou coalescentes, dispersas, subcirculares, de bordos irregulares com dimensões variando de 3 a 5 mm de diâmetro ocorrendo, principalmente, em folhas maduras situadas até o terço inferior da planta (Figura 1A). Quanto às características morfológicas do fungo, observaram-se estromas intraestomáticos (Figura 1E), castanhos, cilindráceos, pseudo-parenquimáticos, irrompentes, 14-24 µm de diâmetro. Micélio interno escasso formado de hifas inter e intracelulares. Conídios filiformes, hialinos, 5-9 septados, 97-310 x 2-3 µm (Figuras 1B, C e D). Conidióforos subhialinos, septados, geniculados, simples ou ramificados na base, 58-178 µm de comprimento e 2,5-5 µm de diâmetro na parte mediana (Figuras 1B -E). Estas características conferem com a descrição da espécie P. ocimicola (Petr. & Cif.) Deighton que já foi descrita sobre Ocimum sp. (Brasil), Marsypianthes chamaedrys (Vahl) Kuntze (Brasil), O. americanum L. (Myanmar), O. basilicum L. (China, Taiwan), O. gratissimum L. (Cuba), O. sanctum L. (Cuba, Myanmar) (Braun & Freire, Cryptogamie Mycologie, 23:295. 2002), O. kilimandscharicum Gürke e O. micranthum Willd. em outros países como República Dominicana, Fiji, Índia, Nova Zelândia, Taiwan e Vanuatu (Crous & Braun, Mycosphaerella and its anamorphs: 1. Names published in Cercospora and Passalora. 2003). O comprimento dos conídios em O. selloi excede aquele apresentado por F.C. Deighton (Mycological Papers 140:1-168. 1976). Este é o primeiro relato de P. ocimicola em O. selloi.

 


 

 

Aceito para publicação em 03/07/2006

 

 

Autor para correspondência: João de Cássia do Bomfim Costa