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Summa Phytopathologica

versão impressa ISSN 0100-5405versão On-line ISSN 1980-5454

Summa phytopathol. v.33 n.3 Botucatu jul./set. 2007

https://doi.org/10.1590/S0100-54052007000300021 

COMUNICAÇÕES

 

Ocorrência de Colletotrichum gloeosporioides em Mimosa caesalpinaefolia Benth no estado de Alagoas

 

 

Juliana Paiva CarnaúbaI; Márcio Félix SobralII; Edna Peixoto da Rocha AmorimIII; Ana Paula da SilvaIV; Kirley Michelly Marques da SilvaIV

IEstudante de Mestrado em Agronomia, CECA-UFAL/ Bolsista CAPES
IIEstudante de Agronomia, CECA-UFAL/ Bolsista PIBIC/ Cnpq
IIIUniversidade Federal de Alagoas, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade, CEP 57100-000, Rio Largo, AL
IVEstudante de Mestrado em Agronomia, CECA-UFAL/ Bolsista Fapeal

 

 

O sabiá (Mimosa caesalpinaefolia Benth) é uma espécie da família Leguminosae – Mimosoideae, que ocorre naturalmente na caatinga do Nordeste brasileiro, onde é amplamente cultivada para produção de madeira, cuja densidade se situa na ordem de 1040 kg/m3.

Colletotrichum é um dos mais importantes gêneros de fungos fitopatogênicos, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais de todo mundo. Esse gênero apresenta espécies que causam doenças economicamente importantes em cereais, leguminosas, hortaliças, culturas perenes, frutíferas, incluindo muitas espécies ornamentais.

Em maio de 2005, no Arboretum de Alagoas, localizado no Campus da Universidade Federal de Alagoas, constatou-se a ocorrência de mancha foliar em plantas de Mimosa caesalpinaefolia Benth (sabiá) de aproximadamente 3 anos de idade. O objetivo deste trabalho foi identificar o agente causal da mancha foliar em plantas de sabiá.

Para o isolamento de Colletotrichum sp. empregou-se o meio batata-dextrose-agar (BDA) contendo inibidores seletivos. As culturas foram incubadas a 25°C e posteriormente preservadas em água destilada estéril à temperatura ambiente.

O teste de patogenicidade do isolado foi efetuado em 10 mudas de sabiá, com aproximadamente 3 meses de idade. Discos de BDA (5mm) contendo micélio do patógeno foram inseridos sobre as folhas, enquanto as testemunhas receberam apenas discos de BDA. As plantas inoculadas e as testemunhas foram mantidas em câmara úmida por 48h à temperatura ambiente.

As plantas inoculadas com o isolado de Colletotrichum sp. apresentaram mancha foliar 7 dias após a inoculação, enquanto as testemunhas permaneceram sadias (Figura 1). As culturas reisoladas em meio BDA com inibidores seletivos foram semelhantes às originais, confirmando a patogenicidade do isolado através dos Postulados de Koch.

O isolado foi caracterizado com base na morfologia e dimensão das estruturas reprodutivas, em lâminas preparadas com água estéril e observadas ao microscópio em aumento 40X, através de 100 medições. Os conídios apresentaram-se elípticos, hialinos, unicelulares, medindo 11,6-14,9 x 4,9-6,6 mm (m = 13,8 x 5,6 mm), formados em acérvulos com a presença de setas. Os conidióforos apresentaram-se hialinos e observou-se a presença de apressórios.

Este foi o primeiro relato de Colletotrichum gloeosporioides em Mimosa caesalpinaefolia no estado de Alagoas.

 

 

Data de chegada: 19/09/2005.
Aceito para publicação em: 29/11/2006.

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