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Summa Phytopathologica

Print version ISSN 0100-5405

Summa phytopathol. vol.38 no.3 Botucatu July/Sept. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-54052012000300016 

COMUNICAÇÕES

 

Pyricularia grisea: novo patógeno em Brachiaria brizantha cv. Marandu no Pará

 

 

Jaqueline Rosemeire VerzignassiI, *; Luiz Sebastião PoltronieriII; Ruth Linda BenchimolII; Sueny Kelly Santos de FrançaII; Eudes de Arruda CarvalhoII; Celso Dornelas FernandesI

IEmbrapa Gado de Corte, Avenida Rádio Maia, 830, CEP 79106-550, Campo Grande, MS
IIEmbrapa Amazônia Oriental, Tv. Enéas Pinheiro, S/N, CEP 66095-100, Belém, PA

 

 

O brizantão, braquiarão ou capim-marandu (Brachiaria brizantha cv. Marandu) é uma gramínea de rápido estabelecimento, boa produtividade, resistência às cigarrinhas típicas de pastagem e alta produção de sementes, além de apresentar boa adaptação a diferentes condições edafoclimáticas. Esses atributos proporcionaram a essa forrageira alta aceitação pelos criadores de gado, refletida pela extensa área cultivada, de cerca de 60 milhões de hectares em todo o território nacional, sendo a forrageira mais representativa da região amazônica. Sua participação no mercado de sementes de forrageiras vem crescendo desde o seu lançamento, em 1983, representando, atualmente, 90% do volume de sementes de forrageiras comercializado no Brasil. No entanto, o ataque de fitopatógenos como Pythium perillum, Rhizoctonia solani e Fusarium sp., aliado a outros fatores como estresses hídrico e nutricional e manejo deficitário, tem contribuído com a síndrome da morte de pastagens de braquiarão em diversas regiões do país. Recentemente, em áreas de braquiarão em Rondon do Pará (PA) e no Estado do Maranhão, observou-se mortalidade de 80 a 90% das plantas. Folhas de plantas, com idade aproximada de 60 dias, coletadas nas duas localidades, apresentavam pontuações castanho-avermelhadas (Figura 1A), que evoluíam para manchas elípticas de até 2 cm de comprimento por 0,5 cm de largura (Figura 1B). As lesões individuais coalesciam, formando extensas áreas necrosadas (Figura 1B), com queima total das folhas. O patógeno isolado dos tecidos infectados foi Pyricularia grisea (Cooke) Sacc., que ocorre em mais de 50 gramíneas, entre elas o arroz (Oryza sativa) e o trigo (Triticum aestivum). O referido isolado foi inoculado (106 conídios.mL-1) em plantas sadias com 30 dias de idade, submetidas à câmara úmida (80% UR; 30ºC), e os sintomas foram reproduzidos oito dias após a inoculação. P. grisea foi também detectada em 8% das sementes de amostra de um lote utilizado para o plantio em Rondon do Pará. Este é o primeiro relato da ocorrência de P. grisea em braquiarão na Amazônia.

 

 

 

Data de chegada: 02/07/2012.
Aceito para publicação em: 23/07/2012.

 

 

* Autor para correspondência: Jaqueline Rosemeire Verzignassi (jaqueline@cnpgc.embrapa.br)