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Summa Phytopathologica

Print version ISSN 0100-5405

Summa phytopathol. vol.42 no.4 Botucatu Oct./Dec. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/0100-5405/2219 

ARTIGOS

Epidemias de ferrugem asiática no Rio Grande do Sul explicadas pelo fenômeno ENOS e pela incidência da doença na entressafra

Soybean rust epidemics in Rio Grande do Sul explained by ENSO phenomenon and off-season disease incidence

Claudinei Antonio Minchio1 

Marcelo Giovanetti Canteri1 

Lucas Henrique Fantin1 

Marcelo Augusto de Aguiar e Silva1 

1Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Agronomia, Rod. Celso Garcia Cid, PR 445, Km 380, Cx. Postal 6001, 86051-990, Londrina, PR.

RESUMO

Estudou-se a interferência da variabilidade da variabilidade climática e do número de relatos de ferrugem asiática na entressafra sobre a epidemia da doença no estado do Rio Grande do Sul, durante 11 safras agrícolas. A ocorrência da doença foi obtida a partir de relatos apresentados no Consórcio Antiferrugem e dividida entre os períodos “Safra”, “Entressafra” e “Ano Todo”. Os dados das epidemias foram testados para correlação, via regressões polinomiais lineares e quadráticas, com as variáveis climáticas: precipitação pluvial, índice padronizado de precipitação - SPI, índice de oscilação sul - IOS e anomalia da Temperatura na Superfície do Mar - SST no Oceano Pacífico Tropical e número de ocorrências da doença no período de entressafra. Os índices que melhor explicaram a variação das ocorrências da doença para o período “Ano Todo” foram o SST e IOS, com coeficientes de determinação (R2) de 0,94 e 0,59, respectivamente. As ocorrências de ferrugem no período “Entressafra” influenciaram positivamente nas ocorrências no período “Safra”.

Palavras-chave Inóculo inicial; Phakopsora pachyrhizi; epidemiologia; modelo de previsão

ABSTRACT

The interference of climatic variability and number of Asian rust reports in the off-season on the epidemics of the disease was studied in the state of Rio Grande do Sul for 11 seasons. The disease occurrence was obtained from reports presented at Antirust Consortium and divided among the periods “season”, “off-season” and “whole year”. Data on the epidemics were tested for correlation, via linear and quadratic polynomial regression, with climate variables: rainfall, standardized precipitation index - SPI, Southern Oscillation Index - SOI and sea surface temperature anomaly - SST in the Tropical Pacific Ocean, and number of occurrences of the disease in the off-season. The indices that best explained the variation in disease occurrence for the period “whole year” were SST and SOI, and coefficients of determination (R2) were 0.94 and 0.59, respectively. Rust occurrences in the period “off-season” positively influenced the occurrence in the “season” period.

Keywords Initial inoculum; Phakopsora pachyrhizi; epidemiology; predict models

O Estado do Rio Grande do Sul se destaca como o terceiro maior produtor de soja do Brasil, alcançando produção superior a 16 milhões de toneladas na safra 2015/2016 (3). Doenças como a ferrugem asiática da soja, causada por Phakopsora pachyrhizi Syd. & P. Syd. estão entre os fatores que afetam negativamente a produtividade. Yorinori et al. (16) estimaram potencial destrutivo na ordem de 10 a 90 %.

A severidade e intensidade da epidemia estão correlacionadas com a ocorrência das primeiras precipitações (1, 7, 12), e quantidade de inóculo inicial (6, 7, 13). Entre os fatores que afetam a ocorrência de chuvas está o fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS), resultado da interação oceano-atmosfera, levando a anomalias climáticas que afetam o clima em diversas partes do mundo (14).

Vários índices têm sido utilizados para medir a intensidade do ENOS, dentre eles o índice de oscilação sul - IOS, que reflete a diferença de pressão atmosférica entre Taiti (17,5° S – 149,6° W) e Darwin (12,4° S – 130,9° E), localizado na Austrália. O IOS mede a intensidade da Oscilação Sul (componente atmosférico), na região Niño 3 e a anomalia da Temperatura na Superfície do Mar - SST mede a intensidade do El Niño (componente oceânica).

O índice padronizado de precipitação (SPI) desenvolvido por McKee et al. (11) é utilizado como um quantificador de seca meteorológica capaz de monitorá-la em diversas escalas de tempo, reconhecendo diferentes tipos de seca em sua análise. Obtido apenas de dados de precipitação pluvial, é adotado em diversas partes do mundo, em programas e ações governamentais que visam realizar a análise de riscos e implantação medidas que diminuam o impacto socioeconômico causado pela seca (15).

Informações sobre a ocorrência da ferrugem asiática da soja em todo o território brasileiro são disponibilizadas através de uma plataforma em website denominada Consórcio Antiferrugem, organizada pela EMBRAPA/Soja em parceria com diversas instituições (4). Megeto et al. (12) utilizaram os dados do Consórcio Antiferrugem na avaliação da influência dos elementos meteorológicos sobre as ocorrências de ferrugem asiática de soja, através da indução de árvores de decisão e confirmaram a ação positiva da precipitação pluvial.

O estudo teve por objetivo avaliar a relação de ocorrência de ferrugem asiática da soja no período de entressafra com a precipitação pluvial, SPI, IOS e SST, para explicar as ocorrências no período “Safra” no Rio Grande do Sul.

MATERIAL E MÉTODOS

O fenômeno ENOS é definido a partir dos índices IOS e SST que são disponibilizados pela National Oceanic and Atmospheric Administration – NOAA (http://www.cpc.ncep.noaa.gov/data/indices/). Para a obtenção destes índices considerou-se a região sobre o Oceano Pacífico Tropical, definida como Niño 3.4, compreendida entre as latitudes de 5o N a 5o S e longitudes de 170° W a 120o W, disponíveis trimestralmente no site do NOAA (9).

Para a obtenção do SPI e da precipitação pluvial nas Regiões do Estado do Rio Grande do Sul, foram utilizados os dados disponibilizados pelo CPTEC/INPE - Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos/ Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (www.cptec.inpe.br/clima) entre 2004 e 2015, que corresponde ao período de relatos de ferrugem do Consórcio Antiferrugem.

O valor SPI é calculado a partir de janeiro de 1981 até presente data, para diversas escalas temporais. Neste trabalho foi utilizado dados trimestrais (SPI-3). Nesta estimativa, o Brasil é dividido em 124 regiões, com dimensão de 2,5° x 2,5° (latitude x longitude). O estado do Rio Grande do Sul é dividido nas regiões 115, 118, 119, 120, 123 e 124 definidas pelo INPE (5).

As informações de ocorrência da ferrugem asiática da soja foram obtidas a partir de dados do Consórcio Antiferrugem (<http//www.consorcioantiferrugem.net>) que disponibiliza relatos de identificação da doença em cada município, inseridas por pesquisadores e laboratórios credenciados na rede. As ocorrências foram sistematizadas e agrupadas por trimestre em escala móvel, conforme Tabela 1.

Tabela 1 Períodos de safra e entressafra com a distribuição dos meses nos trimestres considerados. 

Período Trimestre Mês
Safra ASO Agosto Setembro Outubro
Safra SON Setembro Outubro Novembro
Safra OND Outubro Novembro Dezembro
Safra NDJ Novembro Dezembro Janeiro
Safra DJF Dezembro Janeiro Fevereiro
Safra JFM Janeiro Fevereiro Março
Safra FMA Fevereiro Março Abril
Entressafra MAM Março Abril Maio
Entressafra AMJ Abril Maio Junho
Entressafra MJJ Maio Junho Julho
Entressafra JJA Junho Julho Agosto
Entressafra JAS Julho Agosto Setembro

Foram utilizados dados de ocorrência no intervalo entre as safras de 2004 a 2015 e organizados de acordo com a região definida pelo INPE; safra; trimestre; ocorrência acumulada no trimestre; precipitação pluvial; SPI; IOS e SST,

As relações entre o número de ocorrências acumuladas nos períodos de “Ano Todo”, “Safra” e “Entressafra”, com os índices citados (precipitação pluvial, SPI, IOS e SST) foram analisadas por regressão polinomial linear (10) e polinomial quadrática por trimestre descrito na Tabela 1.

A variável resposta foi definida como o número de ocorrências no “Ano Todo”, na “Safra” e na “Entressafra”, estratificadas pelos atributos de região, ano da safra e trimestre. Foram obtidos os coeficientes de determinação (R2) e respectivo p-valor, que corresponde ao risco de se rejeitar a hipótese de nulidade sendo esta verdadeira. Também foi analisada a relação entre as ocorrências de ferrugem na “Entressafa” com a “Safra”, pela analise de regressão, obtendo-se os coeficientes de determinação (R2) e p-valor.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados obtidos na Tabela 2, indicaram que o SST, precipitação pluvial acumulada e SPI, foram os que melhor explicaram as ocorrências de ferrugem asiática da soja, tanto para período “Ano Todo” como para “Safra”, não se aplicando para o período “Entressafra”. O SST foi o índice que apresentou os maiores coeficientes de determinação para as condições do estado do Rio Grande do Sul.

Tabela 2 Coeficiente de determinação (R2) das regressões lineares entre a ocorrência de ferrugem asiática no ano todo, na safra e na entressafra, estratificados por regiões, safras (ano) e trimestres, com os índices: precipitação acumulada, SPI, IOS e SST, agrupados por ano todo, safra e entressafra, no Rio Grande do Sul. 

Índices Coeficiente de determinação das ocorrências
“Ano Todo” “Safra” “Entressafra”
REGIÕES SAFRAS TRIM. REGIÕES SAFRAS TRIM. REGIÕES SAFRAS TRIM.
Precipitação acumulada Ano todo 0,26ns 0,14ns 0,04ns 0,26ns 0,17ns 0,21ns 0,02ns
Safra 0,16ns 0,23ns 0,16ns 0,28ns 0,77** 0,13ns 0,05ns
Entressafra 0,29ns 0,0ns 0,30ns 0,00ns 0,22ns 0,02ns 0,13ns
SPI Médio Ano todo 0,00ns 0,07ns 0,07ns 0,00ns 0,09ns 0,00ns 0,00ns
Safra 0,01ns 0,16ns 0,16ns 0,19ns 0,72** 0,02ns 0,02ns
Entressafra 0,02ns 0,00ns 0,02ns 0,00ns 0,00ns 0,04ns 0,10ns
IOS Médio Ano todo 0,12ns 0,02ns 0,52** 0,12ns 0,01ns 0,11ns 0,06ns
Safra 0,06ns 0,01ns 0,06ns 0,01ns 0,46ns 0,06ns 0,03ns
Entressafra 0,26ns 0,02ns 0,26ns 0,01ns 0,22ns 0,14ns 0,31ns
SST Médio Ano todo 0,00ns 0,04ns 0,90** 0,00ns 0,04ns 0,00ns 0,04ns
Safra 0,00ns 0,07ns 0,00ns 0,07ns 0,95** 0,00ns 0,06ns
Entressafra 0,06ns 0,00ns 0,06ns 0,00ns 0,04ns 0,01ns 0,34ns

(ns) não significativo; (*) significativo a 5 %; (**) significativo a 1 %

No extremo sul do Brasil, quando as anomalias de SST e SPI são positivas, há um aumento de precipitação pluvial acima da normal climatológica caracterizando a fase El Niño. O fenomeno inverso é denominado La Niña. Enquanto o El Niño ocasiona chuvas em grandes proporções, na região sul, na região norte/nordeste, provoca um período seco.

O Estado do Rio Grande do Sul situa-se no extremo sul brasileiro e os efeitos dos fenômenos El Niño como La Niña estão evidenciados neste estado, demonstrado pela relação existente entre os índices SST, precipitação pluvial e SPI (Tabela 2).

A Figura 1 mostra a regressão polinomial quadrática entre as ocorrências e precipitação pluvial para o período “Safra”, com R2 de 0,77 e 1% de nível de significância.

Figura 1 Regressão polinomial quadrática entre as ocorrências (eixo Y) e precipitação acumulada na safra (eixo X), na escala temporal trimestral, para todas as regiões e anos agrícolas do Rio Grande do Sul. 

A regressão polinomial quadrática entre dados de SPI dos trimestres, dentro do período “Safra”, apresentou o R2 de 0,81 (Figura 2), com nível de significância menor que 1%, com melhor ajuste do que a regressão linear com R2 de 0,72 (Tabela 2).

Figura 2 Regressão polinomial quadrática entre as ocorrências (eixo Y) e SPI (eixo X), na escala temporal trimestral, na “Safra”, para todas as regiões e anos agrícolas do Rio Grande do Sul. 

Na Figura 3A, a regressão polinomial quadrática entre as ocorrências e SST para o período “Ano Todo”, apresentou R2 de 0,94, e 1% de nível de significância, Com melhor ajuste que a regressão linear, cujo R2 foi de 0,90.

Figura 3 Regressão polinomial quadrática entre as ocorrências (eixo Y) e SST (eixo X), na escala temporal trimestral, no período “Ano Todo” (A) e período “Safra” (B), para todas as regiões e anos agrícolas do Rio Grande do Sul. 

Na regressão polinomial quadrática com o SST dos trimestres dentro do período “Safra” registrou o R2 igual ao da regressão linear, no valor de 0,95 e nível de significância de 1% (Figura 3B).

Os resultados confirmaram a importância da precipitação pluvial e sua relação com a ocorrência de ferrugem asiática da soja (1, 7, 8, 12). Os índices que melhor explicaram a variação interanual da ocorrência da doença no Rio Grande do Sul foram o SST, a precipitação pluvial e o SPI.

Entretanto ainda observou-se que as relações entre a ocorrência e estes índices foram inversamente proporcionais em todos os casos, indicando que provavelmente exista outro fator interferindo nesta relação. Por exemplo, a baixa temperatura do ar no inverno, característica no estado, é um fator limitante para a que ocorra a sobrevivência do patógeno em plantas guaxas e o início da semeadura da soja no estado.

De modo anormal, nos anos agrícolas com temperaturas de inverno elevadas, é possível esperar aumento da ocorrência de ferrugem no período de safra, pois se associadas a chuvas abundantes, propiciam a sobrevivência de plantas guaxas e condições de plantio antecipado promovendo o desenvolvimento de epidemias severas e precoces.

Blain (2) propõe uma adaptação do SPI para os interesses da agrometeorologia, além disso, os resultados indicaram a possibilidade da utilização deste índice para os interesses da fitopatologia, e da mesma forma o índice SST.

Além da análise da variabilidade interanual das ocorrências da doença, destacou- se ainda a variabilidade intra-anual. Foi possível estabelecer relações entre as ocorrências no período “Entressafra” e seu efeito nas ocorrências no período “Safra” e “Ano Todo” dentro do mesmo ano agrícola, conforme observado na Tabela 3.

Tabela 3 Ocorrências da doença no período “Entressafra”, “Safra” e “Ano Todo” nos anos agrícolas no Rio Grande do Sul e a coeficiente de determinação da regressão da “Entressafra” com “Safra” e “Ano Todo”. 

SAFRA OCORRÊNCIA (média trimestral)
ENTRESSAFRA SAFRA ANO TODO
2004/2005 0,27 2,81 1,75
2005/2006 3,44 22,14 14,35
2006/2007 8,90 37,25 25,44
2007/2008 0,93 9,12 5,71
2008/2009 3,07 15,17 10,13
2009/2010 0,47 17,17 10,21
2010/2011 0,23 12,69 7,50
2011/2012 0,20 1,07 0,71
2012/2013 0,33 7,90 4,75
2013/2014 0,33 10,33 6,17
2014/2015 1,20 7,27 4,68
Média 1,76 12,99 8,31
R2 0,80** 0,85**

(**)significativo a 1 %

Verificou-se que para todos os anos agrícolas, o número de ocorrências no período “Entressafra” influenciou positivamente as ocorrências do período “Safra” e do “Ano Todo”, com o coeficiente de determinação (R2) da regressão polinomial quadrática de 0,80 e 0,85, respectivamente, significativos a 1% (Tabela 3).

O resultado ressalta a importância da implantação do vazio sanitário também para o Rio Grande do Sul, visto que, assim como o estado de Santa Catarina, não possui leis que determinam o estabelecimento deste período. Na região sul, somente o estado do Paraná possui legislação a respeito.

Foi verificada a influência da chuva sobre a epidemia. Assim como, o inóculo inicial, inferenciado pelas ocorrências no período “Entressafra”, pode também explicar as ocorrências do período “Safra” e “Ano Todo”, confirmando os resultados de Canteri et al. (6), Del Ponte (7) e Minchio (13). Portanto as ocorrências do Consórcio Antiferrugem no período “Entressafra” influenciariam o número de ocorrências durante a safra vindoura, numa relação conforme mostra a Figura 4.

Figura 4 Regressão quadrática entre as ocorrências da doença no período “Entressafra” com os períodos “Ano Todo” (A) e “Safra” (B), dentro de cada ano agrícola do Rio Grande do Sul 

Para as condições do estado do Rio Grande do Sul, a ocorrência de ferrugem asiática do período “Safra” e no período “Ano Todo”, têm relação, inversamente proporcional, com a anomalia da temperatura na superfície do mar (SST), do Oceano Pacífico tropical, o Índice Padronizado de Precipitação (SPI) e a precipitação pluvial acumulada independente do trimestre ou ano, nas regiões e safras analisadas.

As ocorrências de ferrugem no período “Entressafra” influenciaram positivamente nas ocorrências tanto do período “Safra”, como “Ano Todo”, para as regiões e anos agrícolas estudados.

Justifica-se portanto a indicação da implantação no Rio Grande do Sul de legislação para a adoção do período de vazio sanitário.

REFERÊNCIAS

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Received: July 12, 2016; Accepted: July 29, 2016

Marcelo Giovanetti Canteri (canteri@uel.br)

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