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Revista Brasileira de Educação Médica

Print version ISSN 0100-5502On-line version ISSN 1981-5271

Rev. bras. educ. med. vol.40 no.4 Rio de Janeiro Oct./Dec. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1981-52712015v40n4e00532015 

Pesquisa

Perfil do Conhecimento de Estudantes de uma Universidade Particular de Curitiba em relação ao HPV e Sua Prevenção

Profile of Knowledge on HPV and its Prevention among Students at a Private University in Curitiba

Cristina Terumi OkamotoI 

Alice Aparecida Burle FariaI 

Ana Carolina SaterI 

Bianca Viesa DissenhaI 

Bruna Scolaro StasievskiI 

IUniversidade Positivo, Curitiba, PR, Brasil.

RESUMO

O HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo e entre jovens e sexualmente ativos, sendo que 50% dos casos novos ocorrem nos primeiros três anos após o início da atividade sexual. A infecção por este vírus é a principal alteração necessária à ocorrência do câncer do colo do útero. Este trabalho visa avaliar o nível de conhecimento de acadêmicos de uma universidade particular de Curitiba, dos cursos de Enfermagem, Odontologia e Medicina, sobre o HPV. É um estudo transversal observacional descritivo com coleta prospectiva, por meio da aplicação de 527 questionários a estudantes da Universidade Positivo de Curitiba de junho a agosto de 2014. Pertenciam ao sexo masculino 29,5% (N = 155) dos alunos e ao sexo feminino 70,4% (N = 369), com média de idade de 21,85 anos (DP = 4,38). A quantidade de acertos foi maior no curso de Medicina em quase todas as questões sobre conhecimento. Quanto à prevenção do HPV, a maior parte dos estudantes conhecia os meios de transmissão do HPV, sendo que 56,6% (N = 272) citaram corretamente mais de um método preventivo e 41,3% (N = 212) afirmaram que a vacina é o método mais eficaz de prevenção. Sobre o conhecimento das situações que aumentam o risco de transmissão, mais estudantes consideraram que múltiplos parceiros representam maior risco que o não uso de preservativo. Apesar de 86,4% (N = 434) afirmarem já ter ouvido falar do HPV, 76,8% (N = 398) afirmaram que o HPV pode apresentar sintomas, e somente 13% (N = 69) conheciam os efeitos a longo prazo. Do total de estudantes sexualmente ativos, 75,57% (N = 396) usam algum método contraceptivo, sendo o anticoncepcional oral o mais utilizado, com 61% (N = 137), seguido do preservativo masculino, com 33% (N = 73). Das alunas sexualmente ativas com parceiro fixo, 63% (N = 193) realizam visitas anuais ao ginecologista e, destas, 14% (N = 44) nunca fizeram o preventivo. Os estudantes estiveram acima da média esperada na maioria das questões.

Palavras-Chave: Papillomaviridae; Estudantes; Vacinas; Neoplasias do Colo do Útero; Conhecimento; Educação Médica

ABSTRACT

HPV (human papillomavirus) is the world’s most common sexually transmitted disease among people who are sexually active, with 50% of new cases occurring in the first three years after the onset of sexual activity. Infection with this virus is the main alteration required for the occurrence of cervical cancer. This study aims to evaluate the academic level of knowledge among students at a private university in Curitiba, using questionnaires on nursing, dentistry and medicine courses. By means of a descriptive, observational, cross-sectional study, prospective data was collected through a questionnaire given to students at the Universidade Positivo in Curitiba from June to August, 2014. 527 questionnaires were given to students, with 29.5% (N = 155) of respondents male and 70.4% (N = 369) female, and a mean age of 21.85 years (SD = 4.38). The number of correct answers was higher in medical school in nearly all questions. In terms of preventing HPV, most students knew how HPV is transmitted, with 56.6% (N = 272) correctly quoting more than one preventive method and 41.3% (N = 212) reporting that the vaccine is the most effective preventive method. In terms of knowledge of situations that increase the risk of transmission, most students felt that multiple partners represented a greater risk than not using condoms. Although 86.4% (N = 434) stated that they have heard of HPV, 76.8% (N = 398) reported that HPV may have symptoms and only 13% (N = 69) knew the long-term effects. Of all sexually active students, 75.57% (N = 396) used contraceptive methods, with the oral contraceptive used by 61% (N = 137), followed by the male condom with 33% (N = 73). 63% (N = 193) of sexually active female students with a regular partner conducted annual visits to their gynecologist, and of these, 14% (N = 44) never used prevention. The students scored above the expected average on most issues.

Key words: Papillomaviridae; Students; Vaccine; Uterine Cervical Neoplasms; Knowledge; Medical Education

INTRODUÇÃO

O HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo, sendo a infecção por este vírus a principal alteração necessária à ocorrência do câncer de colo do útero1,2,3. Essa patologia é mais comum entre jovens e sexualmente ativos, sendo que 50% dos casos novos ocorrem nos primeiros três anos após o início da atividade sexual4. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA)2, 291 milhões de mulheres no mundo são infectadas pelas várias cepas do HPV. É um vírus que infecta seletivamente o epitélio da pele e das mucosas, podendo levar a infecções assintomáticas, causar verrugas ou estar associado a várias neoplasias benignas e malignas2.

No Brasil, a incidência estimada desse câncer é de 20 em 100 mil. É o terceiro tumor de maior frequência na população feminina, perdendo apenas para mama e colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil2. Nos Estados Unidos, segundo o Centro de Controle de Doenças e Prevenção, 12.042 mulheres foram diagnosticadas com câncer de colo de útero em 2012 e 4.074 morreram devido a essa patologia5. Em estudo realizado com 253 estudantes masculinos, no México, a prevalência de HPV foi de 19,4%6.

Embora haja procura de condutas preventivas entre as mulheres brasileiras, constatou-se que ainda há dúvidas sobre as formas de incidência e prevenção do câncer de mama e colo do útero, sendo este último intimamente ligado ao HPV7. Existem poucos estudos satisfatórios sobre a incidência ou prevalência das verrugas em populações humanas bem definidas2. Mais de 100 genótipos já foram catalogados, sendo que 40 deles podem infectar a região anogenital. Os considerados de alto risco (16 e 18) merecem atenção especial, devido a sua associação com o câncer cervical e seus precursores, as neoplasias intraepiteliais cervicais4.

As verrugas comuns são encontradas em cerca de 25% de alguns grupos e são mais prevalentes em crianças. As verrugas anogenitais (condiloma acuminado) constituem uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns. A infecção da cérvice uterina pelo HPV causa anormalidades nas células escamosas, que são detectadas mais frequentemente nos esfregaços do exame de Papanicolau8. O exame Papanicolau, criado por volta de 1930 pelo doutor George Papanicolau, até hoje é de grande importância e realizado pelos profissionais de saúde9. Apesar disso, a maioria das verrugas visíveis a olho nu pode ser diferenciada corretamente apenas com base na história e exame físico. Os esfregaços de Papanicolau preparados com raspados cervicais ou anais frequentemente mostram indícios citológicos de infecção pelo HPV. A utilização do colposcópio é extremamente útil para avaliar as lesões vaginais e cervicais e também ajuda a diagnosticar as doenças orais e cutâneas causadas pelo HPV. A aplicação de ácido acético 3% a 5% pode facilitar a detecção das lesões3.

Este exame é um método relativamente barato, com boa aceitação pela população e pode ser realizado por qualquer profissional de saúde, sendo por isso utilizado como método de rastreio. É feito com intervalo de três anos após dois exames negativos com intervalo anual, a partir dos 25 anos até os 64 anos, em mulheres sexualmente ativas e auxilia no diagnóstico precoce do câncer de colo uterino10. Hoje em dia, 44% dos casos são lesões precursoras. Dessa forma, graças ao diagnóstico precoce, há quase 100% de chance de cura2.

Segundo Melo et al.11, em artigo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, é importante lembrar que a infecção pelo HPV é significativamente mais comum entre as mulheres que são HIV positivas (73,2%) quando comparadas às HIV negativas (23,7%). Consequentemente, as pacientes soropositivas e com HPV apresentam risco 13 vezes maior de desenvolver NIC (neoplasia intraepitelial cervical). Além disso, metade das lesões encontradas é de alto grau.

De acordo com a história natural da doença, a citologia cervical sem displasia e a NIC 1, ou leve, têm comportamento semelhante, sendo que na maioria das vezes há regressão, segundo afirmam Nadal e Manzione4 em artigo publicado na Revista Brasileira de Coloproctologia. No entanto, se houver persistência da infecção pelo vírus HPV, isto pode levar ao aparecimento de NIC 3, que é a lesão precursora de câncer. Conforme estimativas, o período até chegar à lesão precursora varia de um a dez anos4.

As manifestações clínicas do HPV dependem da localização das lesões e do tipo de vírus. As verrugas anogenitais desenvolvem-se na pele e nas superfícies mucosas da genitália externa e das regiões perianais. Estas lesões ocorrem frequentemente no meato uretral e podem se estender em direção proximal. O coito anal receptivo predispõe homens e mulheres a desenvolver verrugas perianais, mas algumas dessas lesões aparecem sem este fator de risco. Nas mulheres, as verrugas aparecem primeiramente no introito posterior e nos lábios vaginais adjacentes. Em seguida, as lesões se espalham para outras partes da vulva e frequentemente acometem a vagina e o cérvice. Em ambos os sexos, as verrugas externas sugerem a existência de lesões internas, mas essas lesões internas podem ocorrer sem haver lesões externas, principalmente nas mulheres12.

Além das verrugas anogenitais, em outros locais há outras formas de apresentação, como as verrugas comuns, que ocorrem nas mãos e são evidenciadas por pápulas exofíticas e hiperceratóticas da cor da pele ou castanhas. As verrugas plantares podem ser muito dolorosas, e as verrugas planas são mais comuns nas crianças, ocorrendo em face, pescoço, tórax e superfícies flexoras dos antebraços e pernas12.

A profilaxia é feita com a vacina de VLP recém-desenvolvida para o HPV. Isto levaria a uma drástica redução nos índices de infecção e doença causadas pelos tipos específicos contemplados na vacina. A vacina é dirigida contra os tipos que causam a doença anogenital e são derivados da expressão do gene da proteína capsídica principal (L1) em cultura de tecidos. Hoje, existe um produto tetravalente que contém HPV dos tipos 6, 11, 16 e 18 e um produto divalente contendo HPV dos tipos 16 e 18. Os HPV dos tipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos cânceres cervicais12, enquanto o 6 e o 11 são responsáveis por lesões de baixo grau e por 90% das verrugas anogenitais4. Ambas as vacinas são altamente imunogênicas, com base na determinação dos títulos de anticorpos séricos após a vacinação12.

Como dito anteriormente, há vários tipos de cânceres relacionados ao HPV, daí a importância de fazer a profilaxia adequada. Em 2014, o sistema público de Saúde implantou a vacinação contra o HPV para meninas de 11 a 13 anos, com a meta de vacinar 5,2 milhões de meninas. A vacina, que é distribuída na rede pública, previne contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18)13,14. Além da vacinação, o exame de rotina ginecológico Papanicolau também é uma forma de prevenir o HPV, bem como o uso de métodos de barreira, como o preservativo masculino. Este último não previne totalmente, mas é indispensável na prevenção de várias outras DST14.

Diante do contexto de implantação da vacina contra HPV, ressalta-se a importância deste estudo, que visa identificar o conhecimento dos universitários e universitárias da área da saúde sobre o vírus, a doença a ele associada e as formas de prevenção, uma vez que a disseminação do conhecimento é feita durante a graduação desses futuros profissionais de saúde, que devem estar aptos a passar a informação de forma correta.

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de um estudo transversal observacional descritivo com coleta prospectiva, realizado por meio da aplicação de questionário em estudantes com mais de 18 anos de ambos os sexos da Universidade Positivo, na cidade de Curitiba (PR), nos cursos de Medicina, Enfermagem e Odontologia durante os meses de junho a agosto de 2014.

Os participantes da pesquisa receberam um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido em duas vias, para ler e, após concordar, assinar as duas vias e então responder ao questionário. Uma das vias ficou com o participante da pesquisa e a outra com o pesquisador.

O trabalho foi aprovado pelo CEP em Seres Humanos da Universidade Positivo no mês de junho de 2014 com o número 30495514.8.0000.0093.

A população do estudo compreendeu 527 universitários de todos os anos dos cursos de Medicina, Enfermagem e Odontologia matriculados na Universidade Positivo no ano de 2014.

O questionário foi elaborado por alunos da Universidade de Medicina do Porto e adaptado pelos pesquisadores deste estudo. É constituído de 26 perguntas de múltipla escolha e discursivas, respondidas pelos próprios entrevistados, abordando tópicos básicos sobre o vírus do HPV e as formas de contágio e prevenção. Ao final, contém perguntas sobre o perfil e o comportamento sexual do entrevistado, sem ser necessária a identificação pessoal.

Os critérios de inclusão foram alunos com idade superior a 18 anos, matriculados nos cursos de Medicina, Enfermagem e Odontologia na Universidade Positivo no ano de 2014. Foram excluídos do estudo universitários menores de 18 anos, que não se enquadrassem nos cursos preestabelecidos, sem o TCLE assinado e questionários preenchidos inadequadamente.

Após a coleta de dados, os resultados foram colocados em planilha do Microsoft Excel 2010®. Posteriormente, as relações entre as variáveis estudadas foram desenvolvidas com base em suas frequências absolutas. As análises de significância foram dadas pelos testes de Qui-Quadrado. Para todos os testes foi usado um nível de significância de 0,05.

RESULTADOS

Os questionários foram aplicados em 527 universitários no período de junho a agosto de 2014. Do total da amostra obtida, 48,19% (N = 254) são do curso de Medicina, 41,36% (N = 218) de Odontologia e 8,72% (N = 46) de Enfermagem. Houve um total de 1,7% (N = 9) questionários não respondidos quanto ao curso.

Houve predomínio do gênero feminino em todos os cursos, sendo a idade dos universitários de Medicina, Enfermagem e Odontologia bastante homogênea, como visto nas Tabelas 1 e 2.

TABELA 1 Perfil dos participantes do estudo de acordo com o curso. 

Medicina Odontologia Enfermagem Total
Variável
Idade
Média (DP) 21,79 (1,7) 21,94 (3,96) 21,65 (5,92) 21,85 (4,38)
Gênero
Masculino 43,07% (N=112) 18,34% (N=40) 6,52% (N=3) 29,5% (N=155)
Feminino 56,92% (N=148) 81,65% (N=78) 93,46% (N=43) 70,4% (N=369)

* Fonte: Base de dados do estudo. * Teste: qui-quadrado.

TABELA 2 Perfil dos estudantes referente a prática de atividade sexual. 

Medicina Odontologia Enfermagem Total
Variável
Idade de inicio da atividade sexual
Média (DP) 17,12 (11,41) 16,43 (1,63) 16,68 (1,08) 16,79 (1,41)
Número de parceiros
Mediana 23 2 1,52 2
Sem resposta 57 57 16 131
Parceiro fixo
Sim 50,19% (N=126) 71,29% (N=154) 64,44% (N=29) 60,35% (N=309)
Não 38,64 (N=97) 23,14% (N=50) 8,88% (N=4) 29,49% (N=151)
Sem resposta 11,15% (N=28) 5,55% (N=12) 26,66% (N=12) 1,01% (N=52)
Método contraceptivo
Sim 73,46% (N=191) 80,27% (N=175) 65,21% (N=30) 75,57% (N=396)
Não 16,15% (N=42) 12,38% (N=27) 10,86% (N=5) 14,12% (N=74)
Sem resposta 10,38% (N=27) 7,33% (N=16) 23,91% (N=11) 10,30% (N=54)

* Fonte: Base de dados do estudo. * Teste: qui-quadrado.

Quando questionado o número de parceiros, a média total foi de 3,77 parceiros, com desvio padrão de 6,82 e mediana de 2. Entre os estudantes entrevistados, 131 não responderam a essa questão. Os alunos do curso de Medicina foram os que tiveram o maior número de parceiros: média de 4,67. Em segundo lugar, os do curso de Odontologia, com 3,17 parceiros em média, e os do curso de Enfermagem, 2,53.

Para avaliar o conhecimento dos estudantes sobre o câncer de colo de útero e o HPV, foram selecionadas algumas perguntas (questões 1 e 5) que envolveram esse tema, e os resultados estão dispostos nos Gráficos 1 e 2. Os resultados foram mais representativos no curso de Medicina, em que 90% (N = 226) afirmaram já ter ouvido falar e saber o que significa o câncer e 91,7% (N = 233) afirmaram já ter ouvido falar e saber o que significa o vírus.

* Fonte: Base de dados do estudo. * Teste: qui-quadrado. * Considera-se p < 0,05

GRÁFICO 1 Conhecimento sobre o câncer de colo de útero 

* Fonte: Base de dados do estudo. * Teste: qui-quadrado. * Considera-se p < 0,05.

GRÁFICO 2 Conhecimento sobre papiloma vírus humano (HPV). 

O Gráfico 3 demonstra os acertos por questão e por curso acerca dos fatores que aumentam o risco de contaminação por HPV.

* Fonte: Base de dados do estudo. * Teste: qui-quadrado. * Considera-se p < 0,05.

GRÁFICO 3 Quantidade de acertos por questão e por curso. 

Para análise do conhecimento dos estudantes a respeito dos métodos de prevenção do câncer de colo uterino, as respostas foram divididas em dois grupos. O grupo que acertou mais de um método preventivo obteve o acerto, e o grupo que respondeu apenas um método ou todos os métodos incorretamente obteve erro. A amostra e o resultado obtido com relação aos meios de prevenção citados pelos participantes foram significativos com p < 0,001, referente à questão número 3 do questionário. Do total de 482 que responderam à questão, 57% (N = 272) conheciam mais de dois métodos preventivos e 43% (N = 207) conheciam apenas um ou nenhum método preventivo. Os cursos de Medicina e Enfermagem tiveram mais acertos do que erros, sendo o total de acertos 65% (N = 160) e 59% (N = 25) respectivamente, enquanto Odontologia teve mais erros do que acertos, sendo o total de acertos 44% (N = 87) com p < 0,001.

Do total de estudantes sexualmente ativos (N = 512), 60% (N = 310) são do sexo feminino, que possuem parceiro fixo. Destas, 63% (N = 196) realizam visitas anuais ao ginecologista, 14% (N = 44) não realizam consulta com ginecologista, e 16% (N = 50) não responderam. Das 196 estudantes que vão ao ginecologista, 88% (N = 173) realizam o exame Papanicolau.

Do total de estudantes do sexo feminino (N = 369), 84% (N = 310) relataram ter parceiro fixo, 87% (N = 270) usam algum tipo de método contraceptivo/preventivo, dentre os quais foram citados: anticoncepcional oral: 61% (N = 137); preservativo masculino: 33% (N = 73); DIU: 3% (N = 8); contraceptivo injetável: 0,9% (N = 2); e diafragma: 0,45% (N = 1). Das que usam algum método contraceptivo, 47% (N = 127) não informaram qual. Como um mesmo sujeito pode usar mais de um método contraceptivo, o somatório total dos tipos de métodos escolhidos tem um valor maior do que o número total de pessoas que respondeu qual era o método utilizado.

DISCUSSÃO

O câncer de colo de útero é o segundo câncer mais frequente em mulheres no mundo. No Brasil, estima-se que ele seja a terceira neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, sendo superado pelo câncer de pele (não melanoma) e pelo câncer de mama, e que seja a quarta causa de morte por câncer em mulheres2. Existe correlação entre a infecção do vírus HPV e a carcinogênese genital, levando à formação de lesões pré-neoplásicas15.

O conhecimento entre todos os estudantes sobre este vírus, no presente estudo, foi de 83,7% (N = 434), sendo 82,8% (N = 373) entre as mulheres e 86,8% (N = 145) entre os homens. Em um estudo realizado na Flórida com estudantes universitários, apenas 37% tinham ouvido falar do HPV, e o conhecimento sobre o mesmo nos homens neste estudo foi superior ao encontrado nessa literatura16,17. Em um estudo realizado na Faculdade Unidas do Vale do Araguaia (MT), 58% dos universitários afirmaram não conhecer nada a respeito do assunto e apenas 42% disseram ter conhecimento sobre o HPV6. Outro estudo afirmou que, dos 200 questionários respondidos, 64,5% dos leitores não apresentaram conhecimento sobre o HPV e sua relação com o câncer18, e, neste estudo, apenas 27% desconhecem o vírus. Com relação ao conhecimento sobre HPV no sexo feminino, um estudo realizado na Universidade de Nottingham, do Centro-Leste da Inglaterra, a partir de uma amostra aleatória de 500 universitários, envolvendo apenas estudantes mulheres, revelou que somente 30,6% afirmaram ter ouvido falar de HPV19, valor inferior ao encontrado neste trabalho, no qual 82,8% das mulheres conheciam este vírus.

De acordo com um estudo realizado na cidade de Bauru (SP) apenas com alunos de Enfermagem, o conhecimento entre esses estudantes foi de 86%8, semelhantemente ao encontrado neste estudo, com um total de 84,7% (N = 39) de estudantes que conhecem o HPV.

Os principais fatores de risco na transmissão do papiloma vírus estão relacionados a início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros2,20. No tocante a esses fatores, os resultados obtidos neste estudo foram superiores aos encontrados na literatura. Dos participantes que cursam Enfermagem, 63% consideram que o início da atividade sexual em idade precoce aumenta o risco de contrair HPV, contra apenas 10% encontrados num estudo realizado na cidade de Bauru (SP)8. Apesar de o papiloma vírus causar câncer bucal2, os acadêmicos de Odontologia da Universidade Positivo foram os que menos responderam acertadamente sobre os fatores de risco da infecção, comparados aos estudantes de Enfermagem e Medicina da mesma instituição.

Em relação ao risco de infecção relacionado a múltiplos parceiros, a quantidade de acertos neste estudo foi maior do que os outros encontrados. No curso de Enfermagem, 91,3% consideraram a assertiva como verdadeira; em contrapartida, apenas 10% tiveram o mesmo acerto no estudo de Cirilo et al.8 envolvendo também apenas estudantes de Enfermagem. Sabe-se que o uso de preservativo masculino é um importante fator protetor da transmissão de HPV, embora não seja 100% eficaz, pois não protege genitais externos completamente. No presente estudo, 91,3% dos graduandos em Enfermagem consideram o não uso de preservativo masculino um importante fator de aumento da transmissão de HPV, contra 34% encontrados na literatura8.

A maioria das infecções pelo HPV é assintomática ou não visível, podendo permanecer por muitos anos em estado latente. Estima-se que cerca de 50% das pessoas sexualmente ativas se tornem infectadas ao menos uma vez na vida. As infecções de alto risco oncogênico causam câncer cervical, vulvar e anal. As não oncogênicas causam verrugas genitais, únicas ou múltiplas, localizadas com mais frequência na vulva, períneo, região perianal, vagina e colo da mulher. Tal conhecimento foi avaliado na questão que abordava a sintomatologia do HPV. Do total de alunos deste estudo, 398 responderam que a infecção pelo HPV é por vezes sintomática, e 120 do total de alunos erraram esta questão, colocando como resposta a negativa ou a opção “sempre sintomática”. Não houve alunos que responderam ao item “sem opinião”. Em trabalho semelhante, Panobianco et al.13 atestaram que 54,3% das estudantes adolescentes do curso de Enfermagem não sabiam o que o HPV pode causar, demonstrando que o conhecimento dos sintomas da doença é deficitário, apesar de 60,3% da amostra saber o que significa o termo HPV. Neste trabalho, foi encontrado que 71% (N = 33) dos alunos de Enfermagem sabiam que a infecção é, por vezes, sintomática, demonstrando maior conhecimento quando comparado com a literatura. Apesar disso, há um déficit entre o conhecimento e a informação transmitida, o que acaba produzindo uma lacuna no processo educacional de prevenção de DST entre os universitários. Foi encontrado ainda que 75% (N = 280) dos universitários do sexo feminino que participaram da pesquisa acertaram a questão sobre a sintomatologia (p = 0,126); em contrapartida, 81,37% (N = 118) dos universitários do sexo masculino responderam corretamente (p = 0,126)13.

O HPV, como já dito, está relacionado diretamente com o câncer de colo de útero. Por isso, é necessário saber qual o nível de conhecimento dos estudantes da saúde acerca disto. Foi questionado se o HPV está associado ao câncer de colo de útero. Em trabalho semelhante de Cirino et al.15, foi encontrado que o conhecimento de prevenção do câncer de colo uterino e HPV foi maior nas adolescentes que já haviam iniciado suas atividades sexuais, quando comparadas com as que não haviam iniciado: 19,4% versus 32,6%. Como neste trabalho a grande maioria dos estudantes já tinha iniciado a atividade sexual, prova-se que os alunos conhecem a relação HPV e câncer de colo uterino15.

A história natural do câncer de colo de útero mostrou que a citologia cervical sem displasia, NIC 1, ou leve, tem comportamento similar, sendo que a maioria mostra regressão. Entretanto, a persistência da infecção pelo HPV pode provocar o desenvolvimento de NIC 3, a lesão precursora do câncer. Estima-se que o tempo de infecção até o surgimento de NIC 3 oscile entre um e dez anos1. Permanece incerto se lesões equivalentes diagnosticadas mais tarde têm história natural diferente. Esse fato leva a propor duas formas de prevenção: com rastreamento das lesões precursoras ou com imunização contra o HPV. Tal ponto é de suma importância, já que a vacinação para o HPV foi implantada no Brasil em março de 2014. A vacina irá proteger meninas de 9 a 13 anos contra quatro variáveis do vírus. De 2015 em diante, a expectativa é que a vacinação seja feita para adolescentes de 9 a 11 anos. Os programas de rastreamento com citodiagnóstico, nos países mais desenvolvidos, reduziram em 75% a incidência do câncer cervical nos últimos 50 anos.

Tendo em vista a importância da vacinação e seu amplo impacto no câncer de colo uterino, os estudantes desta pesquisa foram questionados quanto ao desejo de receber a vacina do HPV. No curso de Medicina, 76,4% (N = 191) responderam que desejam a vacinação, sendo que 13,2% (N = 33) referem não querer receber a vacina e 10,4% (N = 26) não informaram se desejam ou não. No curso de Odontologia, 72% (N = 155) querem receber a vacina, 14,4% (N = 31) não querem e 13,4% (N = 29) não informaram. Por fim, no curso de Enfermagem, 68,8% (N = 31) relatam interesse em receber a vacina, 10,8% (N = 5) não querem e 19,5% (N = 9) não informaram (p = 0,425).

Segundo Giraldo et al.21, o risco de contrair o HPV para homens e mulheres sexualmente ativos durante toda a vida é de no mínimo 50%. Esse número é significativamente mais expressivo em mulheres, e cerca de 80% delas entram em contato ou adquirem a infecção pelo vírus do HPV até os 50 anos de idade. Estima-se que por volta dos 20 anos os casos confirmados de HPV no mundo entre a população feminina sejam de 20% a 40%. Tal valor mostra a importância do conhecimento de métodos preventivos para o contágio por HPV e risco de desenvolvimento de câncer de colo uterino21. Um estudo realizado nos Estados Unidos da América demonstrou que 38,8% (N = 553) das estudantes universitárias contraíram o HPV nos primeiros 24 meses após o início da atividade sexual e que essa porcentagem tende a crescer com o passar dos meses, reforçando mais uma vez a necessidade de conhecer os meios preventivos em um grupo de risco22.

A prevenção primária visa diminuir o risco de contágio com o HPV por meio do contato. Entre as medidas, estão a diminuição do comportamento de risco, uso de preventivos, como preservativo masculino e feminino, e recentemente a vacina contra o HPV. A prevenção secundária visa diminuir ou evitar a progressão da doença, e entre os métodos utilizados estão: visitas regulares ao ginecologista e realização do preventivo citopatológico dentro do tempo necessário2. O exame do Papanicolau permite reduzir em cerca de 80% a incidência do câncer cervical com uma margem de erro diagnóstico de 20%23. Um estudo que envolveu uma amostra aleatória de 1.706 estudantes em Portugal concluiu, com a análise estatística, que a média do conhecimento sobre métodos preventivos entre os estudantes do sexo feminino foi maior que a encontrada no sexo masculino. Essa diferença entre sexos também foi encontrada no presente estudo, em que o total de acertos entre os sexos foi parecido: 58% (N = 203) de acertos para o sexo feminino e 51% (N = 71) de acertos para o sexo masculino24.

Embora o índice de aceitabilidade pela população e pelos profissionais de saúde seja excelente, a exposição da paciente e de sua sexualidade ainda gera certo desconforto emocional durante o exame, mesmo sendo indolor. Entre as patologias diagnosticadas por esse exame, um estudo realizado por Greenwood et al.9 concluiu que o potencial preventivo e de cura do câncer de colo de útero chega perto dos 100% se diagnosticado na fase inicial.

Um trabalho semelhante realizado em Unipampa – Campus Uruguaiana entre universitários da área da saúde mostrou que 82,75% (N = 48) das estudantes já realizaram o exame alguma vez na vida e que apenas 60,34% (N = 38) fazem o exame anualmente. O percentual de pessoas que nunca realizaram o exame foi de 17,25% (N = 10)25. Ainda nesse mesmo estudo, 68,96% (N = 40) das universitárias mencionaram a utilização de preservativo durante as relações, mas apenas 27,58% (N = 16) o fazem em todas as relações sexuais, e 24,13% (N = 14) responderam que não utilizam nenhum método. No presente estudo, o percentual das universitárias que frequenta o ginecologista anualmente e que já realiza o Papanicolau em algum momento da vida sexualmente ativa foi semelhante, com um total de 88% (N = 173). Quanto à utilização de método contraceptivo, a porcentagem encontrada foi maior que a da literatura: 87% (N = 222).

No presente estudo, o método mais utilizado pelas universitárias para anticoncepção foi o anticoncepcional oral com 61%, percentual semelhante aos 62,1% (N = 229) encontrados na literatura em um estudo realizado em São Paulo com uma amostra aleatória entre os estudantes da universidade26. O início precoce da atividade sexual em um público jovem, com pouco conhecimento sobre DST e HPV, leva o público feminino a optar por apenas um método contraceptivo, focando unicamente o impedimento da gravidez, utilizando exclusivamente o anticoncepcional oral e abrindo mão do uso de métodos de barreira e prevenção de contato, como o preservativo masculino20. Segundo Paiva et al.27, o uso de preservativo masculino entre os anos de 1998 e 2005 durante a primeira relação sexual pelos brasileiros entre 16 e 19 anos aumentou de 47,8% para 65,6%.

CONCLUSÃO

A realização deste estudo permitiu avaliar o grau de conhecimento dos estudantes da área de saúde (Medicina, Odontologia e Enfermagem) na Universidade Positivo em relação ao câncer de colo de útero e prevenção acerca do tema. Os resultados encontrados foram ao encontro dos objetivos propostos.

O curso de Medicina é aquele com o maior índice de acerto nas questões propostas, por ter matérias específicas sobre DST em seu currículo. Embora os acadêmicos participantes do estudo apresentem maior nível de conhecimento sobre HPV do que o descrito na literatura, esse nível ainda está abaixo do esperado para profissionais da área da saúde.

O HPV e suas repercussões clínicas, sociais e prognósticas constituem um tema de suma importância no ambiente acadêmico da área da saúde, já que é na universidade que se formam os profissionais responsáveis por transmitir a informação à população. Além disso, existe um envolvimento dos futuros profissionais com o Ministério da Saúde e com as políticas públicas de saúde. Mas será que este conhecimento é suficiente? A disseminação do conhecimento está sendo satisfatória? Apesar de a maioria dos universitários conhecer o HPV, continua deficitária a incorporação do conhecimento sobre prevenção, vacinação e consequências do HPV.

Há entendimento sobre as vacinas? Quem deve tomar a vacina e quem tem acesso a ela? E, se tem acesso, por que não toma? Perguntas como estas mostram a falta de disseminação do conhecimento e a necessidade de uma intervenção mais direcionada àqueles que serão os disseminadores da informação – os atuais universitários e futuros profissionais da saúde.

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Received: March 17, 2015; Accepted: February 15, 2016

ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA Cristina Terumi Okamoto Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 Campo Comprido − Curitiba CEP 81280-300 − PR E-mail: cristoka@livemail.com.br

CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES

Cristina Terumi Okamoto: orientadora e responsável pela parte burocrática de submissão ao Comitê de Ética e Plataforma Brasil. Alice Aparecida Burle Faria: elaboração do projeto de pesquisa e coleta de dados. Ana Carolina Sater: elaboração da introdução e resultados do artigo. Bianca Viesa Dissenha: elaboração da discussão e coleta de dados. Bruna Scolaro Stasievski: elaboração da conclusão e coleta de dados.

CONFLITO DE INTERESSES

Não há.

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