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Revista Árvore

Print version ISSN 0100-6762

Rev. Árvore vol.30 no.3 Viçosa May/June 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-67622006000300006 

Efeito de temperaturas e substratos na germinação de sementes de Myracrodruon urundeuva Fr. All. (Anacardiaceae)

 

Effects of temperature and substrate on Myracrodruon urundeuva Fr. All. (Anacardiacea) seed germination

 

 

Mauro Vasconcelos PachecoI; Valderez Pontes MatosII; Rinaldo Luiz Caraciolo FerreiraIII; Ana Lícia Patriota FelicianoIII; Kedma Maria Silva PintoIV

IPrograma de Pós-Graduação em Ciências Florestais da UFRPE. E-mail: <pachecomv@ig.com.br>
IIDepartamento de Agronomia da UFRPE. E-mail: <vpmatos@ig.com.br>
IIIDepartamento de Ciência Florestal da UFRPE. E-mail: <rinaldof@ufrpe.br>
IVPrograma de Graduação em Agronomia da UFRPE

 

 


RESUMO

Myracrodruon urundeuva Fr. All. (Anacardiaceae) é uma espécie arbórea nativa que apresenta excelentes propriedades físicas, químicas e biológicas. Entretanto, devido à exploração predatória, está na lista oficial das espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Este trabalho teve como objetivo estudar a germinação das sementes de M. urundeuva sob diferentes substratos e regimes de temperatura. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 8 x 7 (oito substratos – entre e sobre: papel mata-borrão, areia, vermiculita e pó de coco; sete temperaturas: 25, 27, 30, 35, 20-27, 20-30 e 20-35 ºC), com quatro repetições de 25 sementes cada. Avaliaram-se as seguintes características: germinação (%), primeira contagem (%), índice de velocidade de germinação, tempo médio de germinação (dias) e comprimento (cm) do hipocótilo e da raiz primária. Nas temperaturas constantes ocorreram os tempos médios menores de germinação de sementes e desenvolvimento maior do hipocótilo. As temperaturas de 25 e 27 ºC proporcionaram às sementes resultados satisfatórios de germinação em todos os substratos testados, com exceção do substrato entre papel a 27 ºC. Os substratos vermiculita e pó de coco permitiram bom desempenho germinativo e não exigiram reumedecimento diário, mostrando-se adequados para a avaliação da qualidade fisiológica de sementes de M. urundeuva.

Palavras-chave: Sementes florestais, aroeira do sertão e vigor.


ABSTRACT

Myracrodruon urundeuva Fr. All. (Anacardiaceae) is a native tree specie with excellent physical, chemical and biological properties. However, due to predatory exploration, it is in the official list of Brazilian species threatened with extinction. This work aimed at studying the germination of M. urundeuva seeds in different conditions of substrate and temperature regime. The experiment was a completely randomized design in a 8 x 7 factorial arrangement (7 temperatures 25, 27, 30, 35, 20-27, 20-30 and 20-35ºC; and 8 substrates – sowing in and on: blotting paper, sand, vermiculite and coconut fiber) with four replications with 25 seeds. The following parameters were analyzed: germination (%), first germination count (%), germination speed index, average time of germination (days), and length (cm) of hipocotyl and primary root. Constant temperatures gave the shortest average time of seed germination and favored hipocotyl development. The best results for germination were obtained at 25 and 27ºC in all substrates, except for sowing in between blotting paper at 27ºC. The vermiculite and coconut fiber substrates allowed satisfactory germinative performance and did not require daily remoisten, proving to be suitable for the evaluation of the physiological quality of M. urundeuva seeds.

Keywords: Forest seeds, aroeira-do-sertão and vigor.


 

 

1. INTRODUÇÃO

Myracrodruon urundeuva Fr. All (aroeira-do-sertão) é uma espécie pertencente à família Anacardiaceae, que apresenta larga distribuição geográfica, podendo ser encontrada no México, Argentina, Bolívia e Paraguai. No Brasil, essa espécie ocorre principalmente na Região Nordeste, podendo atingir entre 5 e 20 m de altura na Caatinga, Cerrado e em zonas de transição Cerrado-Floresta Estacional e até 35 m nas Florestas Pluviais (AWEB, 2004). A madeira apresenta grande resistência mecânica e é praticamente imputrescível, sendo largamente utilizada na construção civil como vigas, ripas, caibros e tacos para assoalho (LORENZI, 1998). Além disso, também são atribuídas atividades medicinais a essa espécie, no tratamento de hemorragias, infecções respiratórias, urinárias e distúrbios no sistema digestório (MATOS, 1999). Alguns estudos (RODRIGUES, 1999; ALBUQUERQUE et al., 2004) também têm comprovado efeitos antiinflamatórios e cicatrizantes.

Devido às excelentes propriedades físicas, químicas e biológicas, M. urundeuva é muito explorada, tornando-se escassa, e está na lista oficial das espécies brasileiras ameaçadas de extinção, na categoria vulnerável (IBAMA, 1992). Esse tipo de exploração extrativista pode gerar perdas de material genético e comprometer a preservação e a conservação das populações de M. urundeuva dentro de seus "habitats".

Dentre os principais aspectos que servem de base para o manejo de florestas nativas, está a germinação de sementes como subsídio tanto para a compreensão da regeneração natural (LANDGRAF, 1994) quanto para a tecnologia de sementes florestais.

A germinação das sementes é influenciada por fatores ambientais, como temperatura e substrato, os quais podem ser manipulados, a fim de otimizar a porcentagem, velocidade e uniformidade de germinação, resultando na obtenção de plântulas mais vigorosas e na redução de gastos de produção (NASSIF et al., 2004).

A temperatura é um dos fatores que apresentam grande influência tanto na porcentagem de germinação quanto na determinação do vigor das plântulas, influenciando a absorção de água pela semente e as reações bioquímicas que regulam todo o processo metabólico (BEWLEY e BLACK, 1994).

O comportamento das sementes em relação à temperatura ótima é bastante variável entre as espécies florestais. A maioria das espécies tropicais apresenta bom desempenho germinativo na faixa de 20 a 30 ºC (BORGES e RENA, 1993), podendo variar de acordo com as temperaturas encontradas em sua região de origem. Para determinadas espécies, o desempenho germinativo das sementes é favorecido por temperaturas constantes, como em Genipa americana L. (ANDRADE et al., 2000), por alternância de temperatura, a exemplo de Sebastiania commersoniana (Baill.) Smith & Downs (SANTOS e AGUIAR, 2000) e por insensibilidade ao regime de temperatura utilizado, como foi observado nas sementes de Vochysia haenkiana Mart. (SILVA et al., 2000). Essas características estão diretamente associadas ao comportamento ecológico das espécies nos seus "habitats" (ALBUQUERQUE et al., 2003).

O substrato tem a função de suprir as sementes de umidade e proporcionar condições adequadas à germinação delas e ao posterior desenvolvimento das plântulas (FIGLIOLIA et al., 1993), devendo manter uma proporção adequada entre a disponibilidade de água e a aeração e, assim, evitar a formação de uma película aquosa sobre a semente, que impede a penetração de oxigênio (POPINIGIS, 1985) e contribui para a proliferação de patógenos.

Ao escolher um substrato, alguns aspectos devem ser considerados, como o tamanho da semente, a exigência com relação à umidade e à luz, a facilidade que ele oferece durante a instalação, a realização das contagens e a avaliação das plântulas (BRASIL, 1992). Alguns dos substratos prescritos e recomendados nas Regras para Análise de Sementes (BRASIL, 1992) são: papel (toalha, filtro, mata-borrão), solo e areia. Entretanto, existem poucas recomendações para as espécies florestais, e outros tipos de substratos são testados, como o Plantmax® (OLIVEIRA et al., 2003), a vermiculita (ALVES et al., 2002) e o pó de coco (LACERDA et al., 2003).

Conhecer as condições que proporcionem germinação rápida e uniforme das sementes é extremamente útil para fins de semeadura. A germinação rápida e o desenvolvimento homogêneo de plântulas reduzem os cuidados por parte dos viveiristas, uma vez que as mudas se desenvolverão mais rapidamente, promovendo um povoamento mais uniforme no campo, onde estarão expostas às condições adversas do ambiente.

Este trabalho teve como objetivo estudar os efeitos de diferentes temperaturas e substratos sobre o comportamento germinativo de sementes de M. urundeuva.

 

2. MATERIAL E MÉTODOS

Os frutos de Myracrodruon urundeuva Fr. All. (Foto 1) foram coletados diretamente de 10 árvores-matriz localizadas na Estação Experimental da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA), em Serra Talhada, PE, em outubro de 2003. Foram encaminhados ao Laboratório de Sementes do Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, para beneficiamento manual, que consistiu na remoção dos cálices, e, em seguida, os frutos foram homogeneizados. As drupas apresentaram teor de água de 8%, as quais foram acondicionadas em recipientes de vidro e armazenadas durante dois meses em ambiente de laboratório, quando teve início a instalação do experimento.

 

 

Os testes de germinação foram conduzidos em germinadores tipo BOD regulados para os regimes de temperaturas constantes de 25, 27, 30 e 35 ºC e alternadas de 20-27, 20-30 e 20-35 ºC com fotoperíodo de 8 horas, utilizando-se lâmpadas fluorescentes tipo luz do dia (4 x 20 W). Para as temperaturas alternadas, o período luminoso ocorreu à temperatura mais alta.

As sementes foram escarificadas mecanicamente com lixa nº 60, segundo recomendações de Nunes et al. (2002), e desinfestadas com hipoclorito de sódio 5% durante 5 minutos e, em seguida, lavadas com água destilada. A semeadura foi feita entre e sobre os substratos papel mata-borrão, areia, vermiculita e pó de coco, previamente autoclavados, umedecidos com solução de Nistatina 0,2% e distribuídos em caixas plásticas transparentes de 11 x 11 x 3 cm, com tampa. Em relação ao substrato entre papel mata-borrão, foi posta uma folha de papel-toalha sobre as sementes.

O número de sementes germinadas foi avaliado diariamente, adotando-se como critério de germinação a emergência dos cotilédones, com o conseqüente surgimento do hipocótilo. Avaliaram-se as seguintes características: germinação – correspondente à porcentagem total de sementes germinadas até o 10º dia após a semeadura (Foto 2); primeira contagem – correspondente à porcentagem de sementes germinadas até o 2º dia após o início do teste; índice de velocidade de germinação (IVG) – determinado de acordo com a fórmula apresentada por Maguire (1962); tempo médio de germinação (TMG) – de acordo com a fórmula citada por Silva e Nakagawa (1995), com o resultado expresso em dias após a semeadura; comprimento do hipocótilo e da raiz primária – o hipocótilo e a raiz primária das plântulas normais de cada repetição foram medidos com o auxílio de uma régua graduada em centímetros.

 

 

A análise de variância do experimento foi realizada segundo o delineamento experimental inteiramente casualizado, com os tratamentos distribuídos em arranjo fatorial 7 x 8 (sete temperaturas e oito substratos), com quatro repetições de 25 sementes cada. Para a análise dos dados, foi utilizado o software estatístico The SAS System for Windows (Statistical Analysis System), versão 8.02. SAS Institute Inc, 1999-2001, Cary, NC, USA. As médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. Não houve necessidade de transformações dos dados, de acordo com os testes de normalidade e homogeneidade de variâncias.

 

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Neste estudo, as drupas de M. urundeuva, caracterizadas por Barroso et al. (1999) como frutos globosos, resinosos, contendo apenas um putâmen, foram referidas como sementes para facilitar a compreensão do texto.

Verificou-se interação significativa (P<0,05) entre substrato e temperatura para todas as características avaliadas, exceto para o tempo médio de germinação (P>0,05), no qual os efeitos dos fatores estudados se revelaram independentes.

Em relação à porcentagem de germinação (Quadro 1), realizada no 10º dia após a semeadura, constatou-se que as temperaturas constantes de 25 e 27 ºC proporcionaram às sementes taxa elevada de germinação (variando entre 79 e 93%) em todos os substratos testados. Também foi constatado que a 35 ºC, independentemente do tipo de substrato, não houve resultados satisfatórios de germinação. Dentre as temperaturas alternadas, apenas 20-27 ºC, quando combinadas com os substratos entre e sobre papel, entre e sobre vermiculita e sobre pó de coco, proporcionou bons resultados sobre a germinação. Avaliando os substratos utilizados, apenas sobre vermiculita em todas as temperaturas, exceto a 35 ºC, constatou-se que eles proporcionaram porcentagem média de 80% de germinação de sementes de M. urundeuva.

 

 

Com relação aos dados da primeira contagem da germinação (Quadro 2), realizada no 2º dia após a semeadura, os valores maiores ocorreram a 27 ºC, com o uso dos substratos entre vermiculita (48%) e entre e sobre pó de coco (49 e 56%, respectivamente) e a 25 ºC nos substratos entre e sobre pó de coco (44 e 42%, respectivamente). Ao contrário do que foi observado em relação às temperaturas alternadas, nas constantes foram alcançados resultados melhores de germinação de sementes.

 

 

Em relação ao índice de velocidade de germinação (IVG) (Quadro 3), as combinações ideais entre temperatura e substrato foram: entre e sobre papel a 35 e 20-27 ºC; entre vermiculita a 27, 30 e 20-27 ºC; sobre vermiculita a 27 ºC; e entre e sobre pó de coco a 25 e 27 ºC. Dentre as temperaturas testadas, os substratos entre e sobre areia proporcionaram às sementes índices maiores de velocidade de germinação apenas quando submetidas a 25 e 27 ºC.

 

 

A temperatura ótima para a germinação de sementes está diretamente associada às características ecológicas da espécie (PROBERT, 1992). Nas temperaturas constantes, obtiveram-se porcentagem e velocidade maiores de germinação das sementes, em comparação com as temperaturas alternadas. O fato de ocorrer germinação em ambos os regimes de temperatura indica que as sementes dessa espécie são capazes de germinar em pequenas clareiras, evidenciando uma adaptação às flutuações térmicas naturais do ambiente. No entanto, preferem condições de sub-bosque, nas quais predominam amplitudes térmicas menores. Essas características conferem à M. urundeuva capacidade maior de estabelecimento das plântulas em campo, tornando-as capazes de suportar as condições adversas do ambiente.

Os tempos menores médios de germinação (TMG) (Quadro 4) foram alcançados quando as sementes foram submetidas às temperaturas constantes, bem como nos substratos entre papel e pó de coco (4,4 dias), entre e sobre vermiculita (4,2 dias) e sobre pó de coco (4,1 dias). Diante desses resultados, recomenda-se que o teste de germinação seja encerrado no 5º dia após a semeadura.

 

 

O vigor, avaliado pelo comprimento do hipocótilo (Quadro 5), demonstrou que apenas nas temperaturas constantes foram observadas combinações satisfatórias com os substratos. Os substratos entre pó de coco nas temperaturas de 25 (3,4 cm), 27 (3,2 cm) e 35 ºC (3,5 cm) e sobre pó de coco a 25 ºC (3,1 cm) proporcionaram às plântulas maior desenvolvimento da parte aérea. Silveira et al. (2002), ao utilizarem o pó de coco para produção de mudas de tomateiro, também detectaram, além de taxa elevada na germinação das sementes, incrementos no comprimento da parte aérea das plântulas.

 

 

Para o comprimento da raiz primária (Quadro 6), foi observado que a utilização dos substratos entre e sobre areia a 27 ºC, entre vermiculita a 20-35 ºC, bem como o pó de coco em todas as temperaturas, exceto sobre pó de coco a 20-35 ºC, proporcionou o desenvolvimento melhor do sistema radicular das plântulas de aroeira-do-sertão.

 

 

Apesar dos resultados de germinação satisfatórios obtidos com as temperaturas de 25 e 27 ºC, observou-se menor capacidade de retenção de água, tanto nos substratos sobre e entre papel quanto sobre e entre areia, sendo necessária reposição diária de água durante a condução dos testes. Consta nas Regras para Análise de Sementes (BRASIL, 1992) que se deve evitar, sempre que possível, o reumedecimento dos substratos após a semeadura, uma vez que pode causar variações adicionais aos resultados. Segundo Figliolia et al. (1993), a areia também apresenta o inconveniente de drenar a água, acarretando ressecamento na parte superior do substrato, além de ser muito pesada, o que dificulta o manuseio das caixas plásticas no germinador.

A vermiculita é um substrato que vem sendo utilizado com bons resultados para a germinação de sementes de espécies florestais (FIGLIOLIA et al., 1993; SILVA et al., 2002), bem como, mais recentemente, o pó de coco (LACERDA et al., 2003). Ambos os substratos são leves, de fácil manuseio, com boa capacidade de absorção de água, não exigem o reumedecimento diário e proporcionam bom desempenho germinativo das sementes.

Na Europa e nos Estados Unidos, o pó de coco tem sido importado, principalmente do Sri Lanka, em larga escala para substituir a turfa na horticultura intensiva (VAVRINA et al., 1996). O pó de coco destaca-se por apresentar propriedades físicas que lhe conferem características muito satisfatórias à sua utilização como substrato, como alta porosidade (95,6%), ótima capacidade de retenção de água (538 mL/L) e de aeração (45,5%), sendo que as fibras do pó de coco são, praticamente, inertes e não possuem os nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plântulas, apresentando também outras vantagens, como o baixo custo e a ampla disponibilidade no Nordeste do Brasil (CARRIJO et al., 2002).

 

4. CONCLUSÕES

• Nas temperaturas constantes, ocorreram os tempos médios menores de germinação de sementes e desenvolvimento maior do hipocótilo de Myracrodruon urundeuva.

• Considerando os testes de germinação e de vigor, as temperaturas de 25 e 27 ºC proporcionaram às sementes de M. urundeuva resultados satisfatórios de germinação em todos os substratos testados, com exceção do substrato entre papel a 27 ºC.

• Os substratos vermiculita e pó de coco permitiram bom desempenho germinativo e não exigiram reumedecimento diário, mostrando-se mais adequados para avaliação da qualidade fisiológica de sementes de M. urundeuva.

 

5. AGRADECIMENTOS

Ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), pelas bolsas concedidas para pesquisador e estudante de pós-graduação.

 

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido em 21.10.2004 e aceito para publicação em 05.04.2006.