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vol.40 número1ISOLAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE BACTÉRIAS SOLUBILIZADORAS DE FOSFATO DA RIZOSFERA DE Eucalyptus sp.1AVALIAÇÃO DE PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS DE MADEIRAS DE JATOBÁ (Hymenaea stilbocarpa Hayne) COM DIFERENTES TEORES DE UMIDADE E EXTRAÍDAS DE REGIÕES DISTINTAS1 índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
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Revista Árvore

versão impressa ISSN 0100-6762versão On-line ISSN 1806-9088

Rev. Árvore vol.40 no.1 Viçosa jan./fev. 2016

https://doi.org/10.1590/0100-67622016000100015 

Articles

RESISTÊNCIA BIOLÓGICA E COLORIMETRIA DA MADEIRA TERMORRETIFICADA DE DUAS ESPÉCIES DE EUCALIPTO1

BIOLOGICAL RESISTANCE AND COLORIMETRY OF HEAT TREATED WOOD OF TWO EUCALYPTUS SPECIES

Marília Lazarotto2  * 

Sérgio da Silva Cava3 

Rafael Beltrame4 

Darci Alberto Gatto4 

André Luiz Missio5 

Letícia Grellert Gomes6 

Taline Rodrigues Mattoso6 

2Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Agronomia, Departamento de Horticultura e Silvicultura, Porto Alegre, RS - Brasil. E-mail: <marilia.lazarotto@ufrgs.br>.

3Universidade Federal de Pelotas, Centro de Desenvolvimento Tecnológico, Curso de Engenharia de Materiais, Pelotas, RS - Brasil. E-mail: <sergiocava@gmail.com>.

4Universidade Federal de Pelotas, Centro de Engenharias, Curso de Engenharia Industrial Madeireira, Pelotas, RS - Brasil. E-mail: <beltrame.rafael@yahoo.com.br> e <darcigatto@yahoo.com>.

5Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Rurais, Programa de Pós-graduação em Engenharia Florestal, Santa Maria, RS- Brasil. E-mail: <andreluizmissio@gmail.com>.

6Universidade Federal de Pelotas, Graduando em Engenharia Industrial Madeireira, Pelotas, RS - Brasil. E-mail: <leticiaggomes@hotmail.com> e <nineyrafa@gmail.com>.


RESUMO

Os objetivos deste estudo foram os seguintes: a) observar o efeito de termorretificação sobre a durabilidade natural da madeira de Eucalyptus tereticornis e Corymbia citriodora após ataque de fungos causadores de podridão-branca (Trametes versicolor eGanoderma applanatum); b) avaliar parâmetros colorimétricos após a submissão das madeiras a tratamentos térmicos e aos fungos T. versicolor e G. applanatum. Para realização do estudo, corpos de prova de ambas as espécies foram submetidos aos tratamentos: T1 - testemunha; T2 - autoclave (120 °C) a 1,5 kgf/cm2 durante 1 h; T3 - estufa laboratorial (180 °C) por 4 h; e T4 - térmico combinado [120 °C (1 h) + 180 °C (4 h)]. Posteriormente, os corpos de prova foram submetidos ao apodrecimento acelerado, sendo expostos às duas espécies de fungos por 16 semanas. Após esse período, foram avaliadas a perda de massa e as variáveis colorimétricas, através dos parâmetros L*, a*, b*, C* e hº antes e depois do ataque pelos fungos. De acordo com os resultados, E. tereticornis e C. citriodora foram classificados como altamente resistentes a fungos apodrecedores, exceto no tratamento testemunha de C. citriodora submetido ao ataque de G. applanatum, o qual foi classificado como resistente. Com os tratamentos T3 e T4, a perda de massa foi reduzida em ambas as espécies de madeira. As maiores mudanças nos parâmetros colorimétricos ocorreram devido ao tratamento térmico e à pouca variação observada com o ataque dos fungos apodrecedores. Houve redução da variável claridade (L*) e queda das matrizes vermelho (a*) e amarelo (b*), razão por que o tratamento térmico mostrou-se como alternativa para proteção e escurecimento da madeira de eucalipto, tornando-a mais próxima de padrões de coloração de madeiras nobres.

Palavras-chave: Podridão branca; Tratamento térmico; Claridade

ABSTRACT

The objectives of this study were: a) to observe the effect of heat treatment on natural durability of Eucalyptus tereticornis and Corymbia citriodora wood to attack of white rot fungi (Trametes versicolor and Ganoderma applanatum); b) to evaluate colorimetric parameters after the submission of the woods to heat treatments andT. versicolor and G. applanatum fungi. To start the study, samples of both specie were submitted to the treatments: T1 - control; T2 - autoclave (120 °C) at 1,5 kgf/cm2 for 1 h; T3 - oven (180 °C) for 4 hours; and T4 - thermal combined [120 °C (1 h) + 180 °C (4 h)]. Subsequently, the samples were subjected to accelerated decay, being exposed to both species of fungi for 16 weeks. After this period, the mass loss and the colorimetric variables through the parameters L*, a*, b*, C* and hº were evaluated before and after the fungal attack. According to the results, E. tereticornis and C. citriodora were classified as highly resistant to decay fungi, except for the control treatment of C. citriodora subject to the attack ofG. applanatum, which was classified as resistant. T3and T4 treatments reduced the mass loss for both wood species. The biggest changes in colorimetric parameters occur due to heat treatment and minimum variation was observed with the attack of decay fungi. There was a reduction in the variable lightness (L*) and red (a*) and yellow (b*) matrix, thereby the heat treatment could be an alternative to protection and darkening of eucalyptus wood approximating these to hardwood patterns.

Keywords: White rot; Heat treatments; Lightness

1. INTRODUÇÃO

A escassez das madeiras nativas de alta durabilidade natural nas florestas de produção resulta na elevação do valor comercial para o mercado consumidor (ARAÚJO et al., 2012). Por isso, a utilização de espécies introduzidas, provenientes de reflorestamentos, torna-se alternativa viável e sustentável, desde que se consiga alta qualidade em relação a parâmetros físico-mecânicos e biológicos (preservação). Espécies do gêneroEucalyptus apresentam características silviculturais desejáveis, como incremento, forma e desrama natural. Além disso, a grande diversidade de espécies possibilita a sua adaptação às diversas condições edafoclimáticas, sendo a versatilidade de propagação, que é facilmente obtida por sementes ou por via vegetativa, outro facilitador (BÔAS et al., 2009).

Conforme Poubel et al. (2013), um dos maiores desafios para os pesquisadores na área de tecnologia da madeira têm sido encontrar soluções para a instabilidade dimensional e durabilidade natural da madeira. O desenvolvimento de pesquisas sobre preservantes da madeira passa por uma fase crucial, sendo necessários o seu direcionamento para análise de produtos com menor potencial de danos ambientais e a saúde de todos os organismos (BRAND et al., 2006). Conforme Weiland e Guyonnet (2003), a utilização de tratamento térmico provoca alteração da composição química da madeira, o que pode melhorar a resistência ao ataque de fungos. Nesse tipo de tratamento ocorrem degradação das hemiceluloses (ESTEVES; PEREIRA, 2009), aumento da proporção de celulose cristalina e geração de novos compostos extraíveis (ESTEVES et al., 2008), além do incremento das ligações cruzadas da rede de lignina (NUOPPONEN et al., 2004; TJEERDSMA; MILITZ, 2005). Essas mudanças reduzem o teor de umidade de equilíbrio (CADEMARTORI et al., 2014b); geram novos extrativos que podem atuar como fungicidas; modificam quimicamente os polissacarídeos e lignina da madeira, o que leva à inibição das enzimas digestivas dos fungos; degradam as hemiceluloses, que constituem uma das principais fontes de nutrientes para os fungos; e, por fim, aumentam a hidrofobia da madeira (SILVA et al., 2008).

Na Europa, Estados Unidos e Canadá, a madeira tratada termicamente é comercializada em processos patenteados: Retification® (França), Bois Perdure® (França e Canadá), Oil Heat Treatment-OHT® (Alemanha), Plato® Wood (Países Baixos), ThermoWood® (Finlândia, Suíça e Canadá) e Westwood (Estados Unidos, Canadá e Rússia) (MILITZ, 2002). Além da maior durabilidade natural e estabilidade dimensional, a madeira termorretificada apresenta outras características, como: em geral, escurecimento da madeira, perda de massa, alterações químicas, maior capacidade de isolação térmica e não requer a utilização de preservativos químicos, o que representa uma vantagem do ponto de vista ambiental (KAMDEM et al., 2002). Delucis et al. (2014) verificaram aumento da estabilidade dimensional da madeira de Eucalyptus botryoides,Corymbia citriodora, E. paniculata e E. tereticornis após a termorretificação a 200 °C.

Além dos efeitos benéficos, em termos de durabilidade e estabilidade dimensional,Zanuncio et al. (2014) ainda salientaram que o processo de termorretificação pode alterar a cor da madeira deEucalyptus, fazendo que esta se aproxime das madeiras de maior valor de mercado, processo muito utilizado nos Estados Unidos e na Europa e que, no Brasil, ainda é inexpressivo.

Diante do exposto, os objetivos deste trabalho foram: a) verificar o efeito de diferentes tratamentos térmicos sobre a durabilidade natural da madeira deEucalyptus tereticornis e Corymbia citriodoraao ataque de fungos causadores de podridão-branca (Trametes versicolor e Ganoderma applanatum); b) avaliar mudanças em parâmetros colorimétricos após a submissão das madeiras de E. tereticornis e C. citriodora aos tratamentos térmicos e aos fungos causadores de podridão-branca.

2. MATERIAL E MÉTODOS

2.1. Obtenção e preparo do material

Foram utilizados corpos de prova com dimensões de 9,0 x 25,0 x 25,0 mm (menor dimensão no sentido axial da madeira) de duas espécies: Eucalyptus tereticornis e Corymbia citriodora provenientes de árvores com aproximadamente 60 anos de idade. Os corpos de prova tiveram a massa específica aparente a 12%, determinada a partir da sua massa e volume obtidos após a estabilização da umidade de equilíbrio delas em câmara climatizada. Para cada tratamento, quatro corpos de prova de cada espécie foram utilizados.

Foi avaliada a resistência da madeira ao apodrecimento acelerado ao ataque de duas espécies fúngicas, causadoras de podridão-branca da madeira:Trametes versicolor e Ganoderma applanatum. Os isolados fúngicos foram cedidos pelo Setor de Biodegradação e Preservação da Madeira - Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), localizado em Brasília, DF. Os isolados foram armazenados em câmara incubadora tipo Biological Oxygen Demand (BOD) sob temperatura de 25 ± 3 °C sem controle de umidade relativa e na ausência de luz.

2.2. Montagem do ensaio de apodrecimento acelerado

O ensaio de apodrecimento acelerado foi conduzido conforme os procedimentos da ASTM D 2017 (AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS - ASTM, 2005).

Para a montagem do experimento foram utilizados frascos de vidro com capacidade para 500 mL preenchidos com 100 g de solo, com pH 6,0 e capacidade de retenção de 40%. Após a determinação do teor de umidade do solo, a capacidade de retenção do solo foi ajustada para 130%, com adição de água destilada. Para cada tratamento, foram utilizados quatro frascos (repetições), os quais receberam, cada um, uma placa-suporte confeccionada com alburno da espécie Pinus elliottii nas dimensões de 3,0 x 29,0 x 35,0 mm, sendo a maior dimensão paralela à grã. Essa placa serviu como substrato para o estabelecimento inicial da colônia fúngica. Depois de montados, os frascos foram submetidos a duas autoclavagens de 40 min, com intervalo de 24 h, à temperatura de 120 ºC e pressão de 1 atm.

Em câmara de fluxo laminar (ambiente asséptico), fez-se a repicagem das colônias fúngicas, com um disco de 5 mm da colônia sobre as placas-suporte de P. elliottii. Esses frascos ficaram incubados por 30 dias em câmara climatizada (20 °C e 65% de umidade relativa), sem luminosidade, para o desenvolvimento dos fungos sob a placa suporte.

2.3. Tratamentos térmicos

Os tratamentos térmicos foram realizados a partir da utilização de uma autoclave vertical de esterilização (condições úmidas) e de uma estufa laboratorial (condições secas em atmosfera com presença de ar). Os tratamentos foram compostos da seguinte forma:

- T1(testemunha) - sem tratamento, apenas esterilização em autoclave.

- T2 (120 °C - 1 h) - tratamento em autoclave (120 °C), realizado com pressão nominal de 1,5 kgf/cm2 durante 1 h.

- T3 (180 °C - 4 h) - tratamento térmico em estufa laboratorial (180 °C), realizado em equipamento elétrico provido de controle termostático de temperatura. As condições estabelecidas para este processo foram sem circulação forçada de ar, durante 4 h, e corpos de prova em equilíbrio higroscópico como condição inicial de tratamento.

- T4 (combinado) - tratamento térmico combinado [120 °C (1 h) + 180 °C (4 h)]. Após o tratamento em autoclave, os corpos de prova foram dispostos em câmara climática até a realização do tratamento térmico em estufa laboratorial.

Os corpos de prova tratados termicamente (T2, T3 e T4) foram condicionados em câmara climática por aproximadamente 30 dias e, antes de serem postos em contato com os fungos, foram secos em estufa na temperatura de 50 ºC até massa constante, para obtenção da massa inicial. Depois, eles foram identificados, envolvidos em papel-filtro e autoclavados por 40 min a 120 ºC, para esterilização, para o que os corpos de prova foram colocados em frascos de vidro fechados, a fim de evitar a entrada de vapor.

Após a esterilização, os corpos de prova foram introduzidos nos frascos e colocados em contato com a placa-suporte completamente colonizada pelo fungo, permanecendo nessa condição por um período de 16 semanas.

2.4. Avaliação do ensaio de apodrecimento acelerado

Após o período de 16 semanas, os corpos de prova foram retirados dos frascos para remoção dos micélios com o auxílio de pincel em câmara de fluxo laminar e novamente colocados para secar em estufa na temperatura de 50 ºC até massa constante, para obtenção de suas massas finais.

A resistência natural da madeira das espécies foi determinada em função da perda de massa, como mostrado na Tabela 1.

Tabela 1 Classes de resistência ao apodrecimento segundoa Norma ASTM D 2017 (2005). 

Table 1 Classes to wood decay according to the standard ASTM D 2017 (2005). 

Classe de resistência Perda de massa (%) Massa residual (%)
Alta Resistência (AR) 0-10 90-100
Resistente (R) 11-24 76-89
Resistência Moderada (RM) 25-44 56-75
Não Resistente (NR) >45 >55

2.5. Colorimetria

O ensaio foi realizado com o auxílio de um colorímetro portátil Konica Minolta, modelo CR-400, com abertura do sensor de 8 mm. O aparelho foi configurado para o uso de fonte de luz (iluminante) D65 e ângulo de observação de segundos, no padrão descrito pela Commission Internationale de L'éclairage (CIE-L*a*b*). Para cada um dos corpos de prova, realizaram-se duas verificações em cada no planto transversal (plano de dimensão de 25 mm). Obtiveram-se os parâmetros colorimétricos L*, a* e b*, os quais indicam claridade (preto, 0 - branco, 100), coordenada cromática vermelho (+) - verde (-) e coordenada cromática amarelo (+) - azul (-), respectivamente, e, ainda, C* e h°, os quais indicam saturação de cor e ângulo de tinta, respectivamente.

A variação colorimétrica foi realizada nos corpos de prova antes e depois da submissão destes ao ensaio de apodrecimento acelerado, a fim de verificar a variação colorimétrica em função dos tratamentos térmicos e da ação dos fungos causadores da podridão-branca sobre esses tratamentos.

2.6. Análise estatística

O experimento foi instalado segundo o delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições de cada tratamento. O experimento foi trifatorial: espécies de eucalipto x espécies fungos x tratamentos térmicos (2 x 2 x 4), totalizando 16 tratamentos e, portanto, 64 corpos de prova. As porcentagens de perda de massa e os parâmetros colorimétricos foram submetidos à análise de variância para verificar a existência de diferenças significativas, pelo teste de F, com o auxílio do programa Sisvar, versão 5.3 (FERREIRA, 2011). O teste de médias aplicado foi o de Tukey a 5% de significância.

3. RESULTADOS

A massa específica, determinada a 12% de umidade para Eucalyptus tereticornis, foi de 0,873 g/cm3 e para Corymbia citriodora, 1,026 g/cm3.

A interação trifatorial não foi significativa, por isso as médias de massa residual e perda de massa foram avaliadas separadamente para cada uma das espécies de eucalipto. Para a madeira de E. tereticornis, todos os tratamentos, incluindo a testemunha, tiveram a madeira classificada como altamente resistente a fungos xilófagos, com massa residual superior a 90% e perda de massa inferior a 10% (Tabela 2). A interação entre espécies fúngicas testadas e tratamentos foi significativa (p< 0,05), e somente na testemunha houve diferença substantiva, sendo a massa residual inferior quando a madeira foi exposta ao fungo G. applanatum. Nos tratamentos T2 (120 °C - 1 h), T3 (180 °C - 4 h) e T4(combinado), a massa residual encontrada em T. versicolor foi superior, em ambas as espécies, ao tratamento controle. Já no fungo G. applanatum os melhores resultados foram encontrados nos tratamentos T3 (180 °C - 4 h) e T4 (combinado), evidenciando a influência positiva da temperatura de 180 °C de termorretificação.

Tabela 2 Valores médios de massa residual (%) e perda de massa (%) da madeira de Eucalyptus tereticornis submetida a fungos causadores de podridão branca. 

Table 2 Average values of residual mass (%) and weight loss (%) ofEucalyptus tereticornis wood subjected to white rot fungi. 

Variável: massa residual CV: 1,0%
Fungos Tratamentos
T1 T2 T 3 T4
T. versicolor 97,94 Ab 99,16 Aa 99,82 Aa 99,94 Aa
G. applanatum 96,52 Bb 98,24 Ab 99,48 Aa 100 Aa
Fungos Variável: perda de massa CV: 8,8%
Tratamentos
T1 T2 T 3 T4
T. versicolor 2,06 Ba 0,84 Ba 0,18 Ab 0,06 Ab
G. applanatum 3,48 Aa 1,76 Aa 0,52 Ab 0,00 Ab

* Médias seguidas por mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha não diferem entre si, pelo teste de Tukey a 5% de significância. T1 – durabilidade natural; T2 – 120 °C 1 h; T3 – 180 °C 4 h; e T4 – 120 °C 1 h + 180 °C 4 h.

Para a perda de massa, os resultados foram significativamente inferiores nos tratamentos T3 e T4. Dessa forma, o tratamento T2(120 °C - 1 h) não se mostrou eficiente na inibição fúngica na madeira de E. tereticornis, considerando que a perda de massa foi significativamente igual à testemunha.

Para a madeira de C. citriodora, todos os tratamentos tiveram a madeira classificada como altamente resistente a fungos xilófagos, com massa residual superior a 90% e perda de massa abaixo de 10%, exceto no tratamento testemunha submetido ao apodrecimento pelo fungo G. applanatum, que foi classificado como resistente (Tabela 3). A interação entre espécies fúngicas e os tratamentos de termorretificação foi significativa (p < 0,05), e somente nos tratamentos T1 (testemunha) e T2 (120 °C - 1 h) houve diferença. No testemunha, a ação do fungoG. applanatum foi maior, levando a uma massa residual inferior. Entretanto, no T2 a menor massa residual foi encontrada sob a ação do fungo T. versicolor, indicando que a termorretificação em autoclave foi mais eficiente contra a outra espécie fúngica testada.

Tabela 3 Valores médios de massa residual (%) e perda de massa (%) da madeira de Corymbia citriodora submetida a fungos causadores de podridão branca. 

Table 3  Average values of residual mass (%) and weight loss (%) ofCorymbia citriodora wood subjected to white rot fungi. 

Fungos Variável: massa residual CV: 0,99%
Tratamentos
T1 T2 T3 T4
T. versicolor 93,36 Ac 96,18 Bb 99,24 Aa 99,52 Aa
G. applanatum 88,63 Bb 98,15 Aa 98,37 Aa 99,35 Aa
Fungos Variável: perda de massa CV%: 18,1%
Tratamentos
T1 T2 T3 T4
T. versicolor 6,64 Ba 3,82 Ab 0,76 Ac 0,48 Ac
G. applanatum 11,38 Aa 1,85 Bb 1,63 Ab 0,65 Ab

* Médias seguidas por mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha não diferem entre si, pelo teste de Tukey a 5% de significância. T1 – durabilidade natural; T2 – 120 °C 1 h; T3 – 180 °C 4 h; e T4 – 120 °C 1 h + 180 °C 4 h.

A perda de massa foi superior no fungo G. applanatum na madeira sem tratamento; no T3 (180 °C - 4 h) e no T4 (120 °C - 1 h + 180 °C 4 h) não houve diferença entre os fungos, enquanto no T2 (120 °C - 1 h) a perda de massa foi superior em T. versicolor. Os tratamentos mais eficientes na redução da perda de massa, quando a madeira foi exposta a ambos os fungos, foram T3 e T4.

Nos resultados colorimétricos, novamente a interação trifatorial não foi significativa, sendo os dados processados separadamente para cada espécie. ParaE. tereticornis, a interação entre os fatores espécies de fungos e tratamentos térmicos também não foi significativa (Fc = 1,88 e p>0,005). Observando as diferenças colorimétricas na ação do ataque dos fungos em cada tratamento de E. tereticornis, verificou-se que, para a variável claridade (L*), apenas no T2 (120 °C -1 h) ocorreu escurecimento da madeira após o ataque dos fungos. O menor valor (27,8), mais escuro, foi observado no controle após a termorretificação no T4 (180 °C - 4 h); e o maior valor, mais claro, no controle em T2 (Figura 1A).

Figura 1 Colorimetria de Eucalyptus tereticornis. Letras maíusculas diferentes indicam diferenças entre os tratamentos térmicos e minúsculas, diferenças dentro de cada tratamento. T1 - controle; T2 - 120 ºC 1 h; T3 - 180 ºC 4 h; e T4 - 120 ºC 1 h + 180 ºC 4 h. 

Figure 1 Colorimetry of Eucalyptus tereticornis. Different capital letters indicate differences between the heat treatments and lowercase indicate differences within each treatment. T1 - control, T2 - 120 ºC 1 h; T3 - 180 ºC 4 h; and T4 - 120 ºC 1 h + 180 ºC 4 h. 

Foi observada redução nos valores para a coordenada cromática a* (Figura 1B) após o ataque de ambos os fungos causadores de podridão-branca em T2 (120 °C - 1 h) em relação ao controle, indicando que o ataque dos fungos produziria efeito cromático mais próximo de verde. Para as variáveis b* e C* (Figura 1CD, respectivamente), não houve diferenças significativas quando comparadas com o ataque dos fungos e com a madeira sem exposição ao agente xilófago.

Comparando apenas os tratamentos térmicos, houve tendência à diminuição da variável b* após a termorretificação, tanto para madeira exposta quanto para madeira não exposta aos fungos apodrecedores. O gráfico para C* (Figura 1D) foi semelhante ao de b*(Figura 1C) e, como a primeira variável depende dos valores de a* e b*, verificou-se que a matriz cromática amarelo/azul foi a que teve maior influência sobre a saturação. Para h°, a madeira não exposta aos fungos (controle) apresentou valores significativamente inferiores dessa variável em T2, T3 e T4.

Na madeira de C. citriodora, a interação entre os fatores espécies de fungos e tratamentos térmicos foi significativa (Fc = 18,06 e p < 0,005). A variável claridade L* foi diferente significativamente entre as espécies de fungos inoculados em T1 (testemunha), T2 (120 °C - 1 h) e T4 (180 °C - 4 h), em que em T1 a madeira inoculada comG. applanatum foi a mais clara e, em T2, a que apresentou menor valor, ou seja, a mais escurecida; em T4, a madeira sem inoculação de fungos foi a mais clara (Figura 2A). Ainda com relação a essa mesma variável, os tratamentos T3 e T4 tornaram a madeira mais escura, já que esses tratamentos promoveram o escurecimento tanto da madeira não submetida à ação dos fungos apodrecedores quanto daquela que foi submetida à inoculação de ambos.

Figura 2 Colorimetria de Corymbia citriodora. Letras maiúsculas diferentes indicam diferenças entre os tratamentos térmicos e minúsculas, diferenças dentro de cada tratamento. T1 - controle; T2 - 120 ºC 1 h; T3 - 180 ºC 4 h; T4 - 120 ºC 1h + 180 ºC 4 h. 

Figure 2 Colorimetry of Corymbia citriodora. Different capital letters indicate differences between the heat treatments and lowercase indicate differences within each treatment. T1 - control, T2 - 120 ºC 1 h; T3 - 180 ºC 4h; and T4 - 120 ºC 1 h + 180 ºC 4 h. 

A mesma tendência de redução foi observada na variável a*, indicando uma aproximação da cromática verde tanto para controle quanto para a madeira exposta à termorretificação, especialmente nos tratamentos T3 e T4(Figura 2B). Redução significativa dos valores também foi observada na variável b*, indicando aproximação da cromática azul, com menores valores registrados em T3 e T4, embora não tenham sido verificadas diferenças estatísticas entre os corpos de prova utilizados como controle e aqueles submetidos ao apodrecimento acelerado com os dois fungos causadores de podridão-branca (Figura 2C). O gráfico de saturação de cor C* (Figura 2D) assemelha-se ao da cromática amarelo/azul b*, indicando maior influência da cromática azul na colorimetria da espécie C. citriodora. Os menores valores de ângulo de tinta hº foram observados em T3 e T4 na madeira inoculada e não inoculada com fungos apodrecedores, e também houve diferenças significativas nessa variável entre os tratamentos de inoculação, em que a madeira que sofreu ataque de organismo xilófago foi estatisticamente superior em todos os tratamentos térmicos (Figura 2E).

4. DISCUSSÃO

Em relação à massa específica, Tomazello Filho et al. (2005) encontraram os valores de 0,73 g/cm3 e 0,66 g/cm3 para C. citriodora e E. tereticornis, respectivamente, em árvores com idade aproximada de 16 anos. Os valores encontrados por esses autores foram diferentes dos obtidos neste estudo, entretanto é importante ressaltar que os corpos de prova deste trabalho foram oriundos de árvores de idade aproximada de 60 anos.

De modo geral, em ambas as espécies os tratamentos térmicos, realizados em condição de seca e de temperaturas superiores, foram mais eficazes na redução da perda de massa da madeira, quando expostas a fungos causadores da podridão-branca. Esses resultados vão de encontro às afirmações de Weiland e Guyonnet (2003) de que, quanto maior o tempo de exposição e a temperatura do tratamento, melhor a resistência do produto final ao fungo deteriorador. Isso porque a termorretificação sob altas temperaturas, conforme já mencionado por Silva et al. (2008), podem gerar novos extrativos que podem atuar como fungicidas, modificam quimicamente a madeira e, ainda, degradam as hemiceluloses que são fontes de alimento para os fungos.

Com relação à durabilidade natural de madeira de espécies de eucalipto, Oliveira et al. (2005) observaram que a madeira de C. citriodora, E. tereticornis, E. paniculata, E. pilularis, E. cloeziana, E. urophylla e E. grandis teve perdas de massa inferiores a 10% quando submetidas ao apodrecimento acelerado pelo fungo causador da podridão-parda Gloephyllum trabeum e E. tereticornis foi mais resistente que C. citriodora. Esse último resultado foi confirmado neste estudo para o fungo apodrecedorGanoderma applanatum, que provocou maior perda de massa emC. citriodora (11,375%) em relação a E. tereticornis (3,482%) na testemunha, embora a interação do fator espécies de madeira não tenha sido significativa neste estudo.

Comparando os resultados de parâmetros colorimétricos para as espécies estudadas com outras já pesquisadas, Zanuncio et al. (2014)observaram valores entre 65,3 e 32,3 para claridade e constataram que, à medida que os tratamentos de termorretificação para Eucalyptus grandis se intensificavam, ocorria escurecimento da madeira, tal qual observado neste estudo.Cademartori et al. (2014a) também observaram o escurecimento da madeira de E. grandis e E. saligna progressivo em função do aumento da temperatura de tratamento de termorretificação. Segundo esses autores, a formação de aldeídos e fenóis é observada quando a madeira é exposta a altas temperaturas e, consequentemente, os compostos de coloração são formados após as reações químicas. Mitsui et al. (2004) afirmaram que a redução da variável claridade em madeira de Criptomeria japonica é atribuída aos extrativos e componentes de baixo peso molecular produzidos pela lignina e hemicelulose.

Essa mudança nos parâmetros colorimétricos após o ataque de fungos apodrecedores da madeira já foi verificada por Costa et al. (2011), submetendo as madeiras de Simarouba amara(marupá) e Carapa guianensis (andiroba) ao ataque deTrametes versicolor e Gloephyllum trabeum. Na madeira de marupá houve escurecimento após o ataque de ambos os fungos, enquanto na de andiroba ocorreu escurecimento apenas após o ataque de G. trabeum.

Algumas alterações colorimétricas podem não ser desejáveis, como tornar a madeira mais esverdeada ou azulada (representadas pelos parâmetros cromáticos a*e b*). Já o escurecimento pelos tratamentos de termorretificação pode ser benéfico, considerando que seria possível evitar a utilização de tintas e aplicações mais tóxicas para escurecimento de madeiras, a fim de torná-las com aspecto de madeiras nobres, considerando que muitas madeiras de espécies nativas consideradas nobres possuem tons mais escurecidos em relação às espécies de eucalipto.

Os resultados dos parâmetros colorimétricos observados em E. tereticornis repetiram-se em C. citriodora neste estudo. Cademartori et al. (2012) também observaram queda na matriz amarelo (b*) de 20,57 para 17,69 e 10,93 na madeira de E. grandis a 180 °C e 240 °C por 4 h, respectivamente. Compostos cromóforos associados às ligninas e aos extrativos conferem cor amarelada à madeira, entretanto o tratamento térmico pode degradar esses compostos, reduzindo, assim, essa matriz (PINCELLI et al., 2012).

Considerando o parâmetro ângulo de tinta (h°), Pincelli et al. (2012) relataram tendência inversa ao deste trabalho para E. saligna, com aumento do ângulo de tinta após o tratamento térmico; já Cademartori et al. (2012)relataram redução dessa variável em E. grandis.

O tratamento térmico da madeira tem ganhado destaque como método eficaz para melhorar sua estabilidade dimensional e resistência biológica a organismos. Fazendo uma análise geral do comportamento da madeira de E. tereticornis eC. citriodora em relação às variáveis colorimétricas, observaram-se mudanças significativas nos parâmetros, especialmente em função dos tratamentos térmicos, e poucas mudanças foram verificadas nesses mesmos parâmetros, em comparação com a madeira com ou sem submissão ao apodrecimento acelerado, em ambas as espécies dos fungos da podridão-branca testados.

5. CONCLUSÕES

O Eucalyptus tereticornis é considerado altamente resistente aos fungos causadores da podridão-branca (Trametes versicolor eGanoderma applanatu).

C. citriodora é considerado resistente apenas contraGanoderma applantum.

Os tratamentos térmicos realizados a 180 °C, condição seca, são eficientes na redução da perda de massa de madeira atacada pelos fungos T. versicolor eG. applanatum.

O tratamento térmico realizado a 120 ºC, condição úmida, é ineficiente para aumento da durabilidade natural da madeira de E. tereticornis e C. citriodora.

A termorretificação realizada a 180 °C, na condição seca, apresenta-se como alternativa para a alteração das cores da madeira de E. tereticornis e C. citriodora, visando ao seu escurecimento, ou seja, redução da variável claridade (L*), e à queda das matrizes vermelho (a*) e amarelo (b*).

6. AGRADECIMENTOS

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela concessão da Bolsa PNPD - Institucional (Programa Nacional de Pós-Doutorado) ao primeiro autor por ocasião da realização deste trabalho.

7. REFERÊNCIAS

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Recebido: 26 de Janeiro de 2015; Aceito: 20 de Novembro de 2015

*Autor para correspondência.

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