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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991On-line version ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.28 no.3 Rio de Janeiro May/June 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912001000300007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Reatividade linfonodal com metástase cervical de tumor primário oculto - estudo de 24 pacientes

 

Lymphonode reactivity with cervical metastasis from unknown primary tumor - study of 24 patients

 

 

Ali AmarI; Marilene Paladino RosaII; Abrão Rapoport, TCBC-SPIII; Marcos Ribeiro MagalhãesI; Marcos Brasilino de CarvalhoIV

IMédico Assistente do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Mestre pelo Curso de Pós-Graduação em Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Complexo Hospitalar Heliópolis-SP
IIMédica Patologista do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Complexo Hospitalar Heliópolis - SP
IIICoordenador do Curso de Pós-Graduação em Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Complexo Hospitalar Heliópolis-SP
IVChefe do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Complexo Hospitalar Heliópolis-SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a reatividade linfonodal em pacientes com metástase cervical de tumor primário oculto.
MÉTODO: Foram avaliados retrospectivamente 24 pacientes submetidos a esvaziamento cervical entre 1983 e 1995 devido à metástase de tumor primário oculto. Os cortes histológicos dos 601 linfonodos resultantes foram corados pela hematoxilina-eosina e avaliados à microscopia óptica. A reatividade linfonodal considerou a presença de hiperplasia paracortical, hiperplasia de centro germinativo e hiperplasia sinusal. Foram avaliadas a relação da reatividade linfonodal, ruptura capsular, necrose e desmoplasia com a recidiva da doença. A análise estatística foi feita com Teste de Fisher com erro inferior a 5%.
RESULTADOS: Setenta e sete por cento (77%) dos linfonodos se mostraram reativos. Cinqüenta e cinco por cento (55%) dos pacientes com hiperplasia paracortical ou mista e dezesseis por cento (16%) dos pacientes com hiperplasia de centro germinativo ou linfonodos não reativos estavam assintomáticos por ocasião do último retorno ambulatorial (p=0,11). A presença de necrose tumoral mostrou associação significativa com a presença de desmoplasia (p=0,02).
CONCLUSÕES: A reatividade linfonodal é freqüente na maioria das metástases cervicais em tumor primário oculto e a necrose tumoral está diretamente ligada à presença de desmoplasia.

Descritores: Primário oculto; Linfonodo; Metástase; Câncer.


ABSTRACT

BACKGROUND: Our objetive is to assess the lymph node reactivity in patients with neck metastasis from occult primary tumor.
METHODS: We perform a retrospective analysis of 24 patients submitted to neck dissection between 1983 and 1995 due to metastasis of occult primary tumor. Slices of 601 resulting lymph nodes was colored with hematoxilin-eosin and evaluated by optical microscopy. Lymph node reactivity patterns considered the presence of paracortical hyperplasia, germinal center hyperplasia and sinus hyperplasia. We evaluated relationship between lymph node reactivity, capsular rupture, necrosis and desmoplasia with relapse of disease. Statiscal analyses were performed through a Fisher Test with 2 error less than 5%.
RESULTS: Seventy seven percent of the lymph nodes were reactive. Fifty five percent of patients with paracortical or mixed hyperplasia and 16% of the patients with germinal center hiperplasia or non reactive lymph nodes were free of disease at the longest follow up (p=0,11). The presence of necrosis and desmoplasia showed a significant relation (p=0,02).
CONCLUSIONS: The lymph node reactivity is usual in the great majority of primary unknown metastasis; tumoral necrosis is directly related with desmoplasia.

Key words: Occult primary; Lymph nodes; Metastasis; Cancer.


 

 

INTRODUÇÃO

A metastatização é a principal característica clínica das neoplasias malignas, sendo que os linfonodos hiperplásicos são freqüentemente encontrados durante os esvaziamentos cervicais, com significado clínico ainda não elucidado.

Black et al.1, após observarem histiocitose no baço de ratos que haviam apresentado regressão tumoral espontânea, encontraram relação entre a histiocitose em linfonodos provenientes de esvaziamento axilar e o prognóstico em pacientes com câncer de mama. Apesar das diversas tentativas no sentido de correlacionar as alterações morfológicas nos linfonodos com a metastatização e a evolução clínica de pacientes com câncer, o assunto ainda é controverso1-4.

Os tumores primários ocultos correspondem a aproximadamente 3,8% dos tumores das vias aerodigestivas superiores5. Em poucos pacientes se identifica posteriormente uma lesão primária, mesmo naqueles tratados unicamente com esvaziamento cervical, com uma incidência similar à observada no aparecimento de segundo tumor6.

Este estudo tem por objetivo avaliar a presença e o significado clínico da reatividade dos linfonodos em pacientes com metástase cervical de tumor primário oculto.

 

MÉTODO

Foram avaliados retrospectivamente 24 pacientes portadores de metástase cervical de tumor primário oculto atendidos no Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Heliópolis de 1983 a 1995. Foram incluídos os pacientes que se submeteram a esvaziamento cervical, com seguimento mínimo de 12 meses para os pacientes assintomáticos, cujos cortes histológicos estivessem disponíveis para revisão. O estadiamento empregou os critérios definidos pela classificação TNM da UICC/AJC-1997.

Os cortes histológicos dos linfonodos metastáticos e não metastáticos, corados pela hematoxilina-eosina, foram avaliados por microscopia óptica. A definição do padrão de reatividade se baseou nos critérios definidos por Tsakraklides et al3, com algumas modificações discriminadas a seguir:

1. Linfonodo com hiperplasia folicular: hiperplasia de centros germinativos na cortical do linfonodo, com a formação de folículos secundários (Figura 1).

 

 

2. Linfonodo com hiperplasia paracortical: aumento de celularidade (linfócitos) na área paracortical (Figura 2).

 

 

3. Linfonodo não estimulado: linfonodos sem proliferação linfóide (Figura 3).

 

 

4. Linfonodo com a hiperplasia sinusal e histiocitose. A hiperplasia sinusal foi caracterizada pela hipertrofia das células endoteliais nos sinusóides medulares e a histiocitose pela presença de macrófagos (histiócitos) (Figura 4).

 

 

A definição do padrão reatividade considerou a reação na zona cortical e paracortical do linfonodo, onde se situam respectivamente os linfócitos B e T. O padrão de reatividade foi considerado predominante se presente em 2/3 do número total de linfonodos reativos nestas áreas. A não preponderância de um tipo específico caracterizou o padrão de hiperplasia mista. O padrão não reativo foi definido como a falta de reatividade, inclusive hiperplasia sinusal, em mais de 2/3 do total de linfonodos.

Foi avaliada a presença de ruptura capsular do linfonodo, necrose tumoral e desmoplasia.

Todas as variáveis foram relacionadas com a recidiva da doença e entre si. Foi considerada igualmente a recidiva cervical, a distância ou o surgimento de um tumor primário.

A análise estatística empregou o teste exato de Fisher, considerando as diferenças com erro a inferior a 5%.

 

RESULTADOS

Dezenove pacientes eram do sexo masculino e cinco do sexo feminino. A idade média foi de 55 anos (34 a 78). Treze pacientes desenvolveram recidiva da doença, 11 estavam assintomáticos por ocasião do último retorno ambulatorial. O seguimento médio dos pacientes assintomáticos foi de 52 meses (14 a 116). Oito pacientes apresentavam estadiamento N1 ou N2 e 15 pacientes estádio N3. Um paciente não pode ser reestadiado devido à falta da informação no prontuário.

Dezenove pacientes apresentavam carcinoma epidermóide e cinco carcinoma indiferenciado.

Foram estudados 601 linfonodos, média de 25 linfonodos por paciente (cinco a 50).

Do total de 601 linfonodos analisados, 463 (77%) se mostraram reativos. Entre os reativos, 171 apresentavam hiperplasia paracortical, 174 hiperplasia folicular e os 118 restantes apresentavam hiperplasia sinusal.

Dezoito (75%) pacientes apresentaram reatividade em mais de 2/3 dos linfonodos.

Dez (55%) entre 18 pacientes com predomínio de hiperplasia paracortical ou mista estavam assintomáticos, enquanto que apenas um (16%) dos seis pacientes com predomínio de hiperplasia folicular ou padrão não reativo estavam livres de doença por ocasião do último retorno ambulatorial (p=0,11) (Tabela 1).

 

 

Entre os oito pacientes com estádio pN1-2, todos apresentavam hiperplasia paracortical ou mista, e três (37%) apresentaram recidiva. Entre os 15 pacientes pN3, nove apresentaram hiperplasia paracortical ou mista e quatro destes (44%) desenvolveram recidiva.

Foi observada uma relação direta entre a presença de necrose tumoral e desmoplasia (p= 0,002) (Tabela 2). Não foi evidenciada associação entre as outras variáveis.

 

 

Não foi observada relação entre as variáveis histiocitose, desmoplasia e necrose tumoral com a recidiva da doença (Tabela 3).

 

 

Os pacientes assintomáticos apresentaram em média 21 (cinco a 50) linfonodos no esvaziamento, enquanto entre os pacientes com recidiva a média foi de 28 linfonodos (10 a 49). A presença de múltiplos linfonodos coalescentes, com seu parênquima quase totalmente substituído pelo tumor, impossibilitou a contagem precisa do número de linfonodos comprometidos.

 

DISCUSSÃO

A abordagem da reatividade linfonodal em pacientes com câncer apresenta problemas conceituais e técnicos. Entre estes citamos a distância entre o tumor e os diferentes linfonodos, a presença de infecções, o status nutricional do paciente e a heterogeneidade da resposta linfonodal. No presente estudo, o padrão de reatividade predominante foi determinado considerando córtex e paracórtex do linfonodo, área onde se situam os linfócitos. A hiperplasia sinusal, freqüentemente acompanhada de histiocitose, é considerada um padrão de reatividade não específico e tem sido encontrada também em situações de disfunção imunológica7.

A relação inversa entre histiocitose e a presença de metástase foi observada em outros estudos8,9. Esta relação poderia tanto representar uma resposta ativa dos histiócitos como ser apenas conseqüência do desenvolvimento tumoral. As evidências apontam para a última hipótese, sendo relatado o desaparecimento progressivo do linfonodo à medida que aumenta o tamanho da metástase 9.

Neste grupo, a hiperplasia paracortical se relacionou com maior índice de controle da doença, embora sem significância estatística, sugerindo que a resposta humoral seja pouco efetiva nestes carcinomas. Porém, não é possível afirmar se a resposta imune celular é efetiva ou se está associada com tumores de fenótipo menos agressivo.

No tumor primário oculto, a não existência de uma lesão ulcerada e infectada permite considerar a maior reatividade como uma resposta ao tumor.

O grande número de linfonodos reativos encontrado nos pacientes com tumor primário oculto contrasta com a agressividade da doença, freqüentemente em estádio N3 com ruptura capsular e substituição quase completa do linfonodo por tecido tumoral. A maior resposta imunológica observada nestes casos é uma evidência a favor da hipótese de regressão tumoral no sítio primário. Em melanomas foi observada regressão parcial do tumor primário por ocasião da metastatização linfática10, sugerindo que a metastatização possa ocasionar uma apresentação antigênica mais efetiva. Portanto, se faz necessária a caracterização das subpopulações de linfócitos T encontrados nas hiperplasias paracorticais, uma vez que a função de linfócitos CD4 ("T helper1" e "T helper2") difere substancialmente entre si, como também dos linfócitos CD8 (T citotóxico) e células natural killer (NK). Adicionalmente, deve ser considerada a presença de outras células, como macrófagos e células dendríticas, relacionadas com a ativação de linfócitos, apresentação antigênica e produção de citoquinas fibrogênicas, angiogênicas e imunossupressoras11,12.

A presença de necrose e desmoplasia, ambas indicadores de pior prognóstico, representa um parodoxo que começa a ser entendido13,14. A morte celular tumoral geralmente se dá por apoptose, uma forma de morte celular sem a liberação de mediadores inflamatórios15. A necrose poderia ocorrer por resposta imune ou por crescimento acelerado do tumor suplantando a neoangiogênese. Também sugere uma alteração dos mecanismos apoptóticos (p53, bax, bcl-2 ou outros) que deveriam ser acionados em condições isquêmicas. A necrose induz resposta inflamatória e poderia desencadear a fibroplasia local (desmoplasia). No processo de cicatrização, a deposição de colágeno se associa com a presença de citoquinas imunossupressoras e angiogênicas (IL-10 e TGF-b)16,17. Esta modulação de citoquinas pode estar relacionada ao estímulo angiogênico necessário ao crescimento tumoral, bem como à produção de metaloproteinases relacionadas com a capacidade de invasão do tumor18. Recentemente foi demonstrado que tumores necróticos apresentam maior angiogênese, localizada em áreas adjacentes ao foco de necrose, também relacionada à presença de macrófagos19.

O tamanho da amostra foi pequeno para que a diferença observada nas taxas de recidiva alcançasse significância estatística (erro b); e também para considerar outros fatores prognósticos.

O uso da reatividade linfonodal como fator prognóstico esbarra na dificuldade de categorizar adequadamente diferentes pacientes com reatividade heterogênea. Outro fator a ser considerado é a remoção destes linfonodos. Não é possível afirmar que diante da persistência de doença residual, ou recidiva, seja desencadeada uma resposta semelhante no tecido linfóide remanescente.

A padronização e a reprodução destes resultados em amostras maiores são necessárias para que a reatividade linfonodal seja utilizada como indicador prognóstico. No momento, o maior interesse pelo assunto se concentra na compreensão da fisiologia tumoral. Concluímos que a reatividade linfonodal é freqüente e ocorre na maioria dos linfonodos regionais em pacientes com metástase cervical de tumor primário oculto e que a necrose tumoral está diretamente relacionada à presença de desmoplasia.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Prof. Abrão Rapoport
Praça Amadeu Amaral, 47 – cj. 82
01327-010 – São Paulo – SP
E-Mail: cpcgcp.hosphel@attglobal.net

Recebido em 16/8/2000
Aceito para publicação em 19/12/2000

 

 

Trabalho realizado no Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Complexo Hospitalar Heliópolis, Hosphel, São Paulo – SP.

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