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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.32 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912005000100006 

ARTIGO ORIGINAL

 

Opções técnicas utilizadas no transplante pancreático em centros brasileiros

 

Technical options used in pancreatic transplants in brazilian centers

 

 

Adriano Miziara Gonzalez,TCBC-SPI; Gaspar de Jesus Lopes Filho, TCBC-SPII; Tarcísio Triviño, TCBC-SPIII; Fabrízio MessettiIV; Érica Bevilakua RangelV; Claudio MelaragnoV

IMédico Assistente e Coordenador do Programa de Transplante de Órgãos do Aparelho Digestivo da Disciplina de Gastroenterologia Cirúrgica do Hospital São Paulo - UNIFESP
IIProfessor Adjunto , Livre Docente da Disciplina de Gastroenterologia Cirúrgica do Hospital São Paulo - UNIFESP
IIIProfessor Adjunto , Chefe do Programa de Transplante de Órgãos do Aparelho Digestivo da Disciplina de Gastroenterologia Cirúrgica do Hospital São Paulo - UNIFESP
IVMédico Residente de Cirurgia Geral do Hospital São Paulo- UNFESP
VMédico Assistente da Disciplina de Nefrologia e do Programa de Transplante de Pâncreas–Rim do Hospital São Paulo- UNIFESP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar o perfil dos principais centros de transplantes do Brasil, quanto às opções técnicas no transplante de pâncreas.
MÉTODO: Foi encaminhado um questionário por correio eletrônico (email) para um membro de cada equipe de 12 centros de transplante do Brasil, com casuística mínima de um transplante de pâncreas. O questionário continha 10 perguntas, abordando aspectos controversos e não padronizados.
RESULTADOS: A maioria dos centros (90,9%) utiliza incisão mediana. O órgão de escolha a ser implantado primeiro foi principalmente o rim, em 63% dos centros. Em relação à drenagem venosa, 90,9% utilizam a drenagem sistêmica. A ligadura da veia ilíaca interna é realizada em 54,5% dos centros. A maioria dos centros (90,9%) utiliza a drenagem entérica para transplante combinado pâncreas-rim. Para o transplante de pâncreas isolado, apenas cinco centros responderam, sendo que dois utilizam a drenagem entérica e três a vesical. A utilização de dreno na cavidade abdominal ocorre em 63% dos centros. Em 72,7% dos centros é realizada algum tipo de indução na imunossupressão para o transplante combinado pâncreas-rim, sendo a imunossupressão básica a associação de tacrolimus (FK506), micofenolato mofetil (MMF) e corticóide. A antibioticoprofilaxia é realizada por todos os centros e profilaxia para fungos é realizada por seis centros (54,5%). Oito centros (72,7%) utilizam algum tipo de profilaxia para trombose vascular, em esquemas diversos.
CONCLUSÃO: Existem diversos caminhos técnicos na condução do transplante pancreático. A falta de padronização dificulta a análise e a comparação dos resultados. Apesar dessa heterogeneidade das equipes, observamos uma tendência para a realização de incisão mediana, drenagem venosa sistêmica e exócrina entérica, com a utilização de algum tipo de profilaxia para trombose vascular nos transplantes combinados pâncreas-rim.

Descritores: Transplante de pâncreas; Transplante/métodos; Transplante/estatística& dados numéricos; Procedimentos cirúrgico operatório/métodos.


ABSTRACT

BACKGROUND: To analyze the profile of the most important Brazilian Transplant Centers regarding technical options in the pancreas transplant.
METHODS: A query was sent by electronic mail for the 12 Brazilian Transplant Centers with at least one pancreas transplant performed. The query included ten questions approaching controversial and non-standard technical aspects.
RESULTS: Midline abdominal incision is used in 90.9% of the Centers. The first organ to be implanted is the kidney in 63% of the Centers. Regarding the venous drainage, 90.9% perform systemic drainage. In 54.5% of the Centers the internal iliac vein is ligated. For combined pancreas-kidney transplant 90.9% of the teams perform enteric drainage. Five Centers answered about isolated pancreas transplant, two of them use enteric drainage and the other three prefer to utilize the bladder. 63% of the surgical teams use abdominal drain. 72.7% of the Centers adopt immunosupression induction for the combined pancreas-kidney transplant. The basic immunosuppression was an association between tacrolimus (FK506), and mofetil microfenolato (MMF), and corticoids. While antibiotic prophylaxis is performed in all the 12 Centers, fungus prophylaxis is routinely made in six of them. Eight Centers (72.7%) adopt vascular thrombosis prophylaxis by several different protocols.
CONCLUSION: There are various technical medical protocols on how to conduct a pancreas transplant patient. The lack of homogeneity in the protocols makes it more difficult to analyze and compare the results. Nevertheless we can conclude that in combined pancreas-kidney transplant there is a preference towards midline abdominal incision, and vein systemic and enteric drainage, and vascular thrombosis prophylaxis.

Key words: Pancreas transplantation; Transplantation/methods; Transplantation/statistics & numerical data; Surgical procedures, operative/methods.


 

 

INTRODUÇÃO

Desde 1967, quando Kelly et al relataram as dificuldades no controle dos dois primeiros doentes transplantados de rim e pâncreas na Universidade de Minnesota, este procedimento enfrentou várias mudanças e hoje é uma terapêutica estabelecida1.

Em 1980, o Registro Internacional de Transplante de Pâncreas mostrava um índice de sobrevivência do enxerto pancreático de 21% e dos pacientes de 67%, o que tornava os nefrologistas e endocrinologistas relutantes para o procedimento2. A melhora nas técnicas de imunossupressão, e de regimes de antibióticos, o entendimento dos eventos celulares associados à rejeição, a evolução das soluções de preservação, a evolução nas técnicas radiológicas com abordagens percutâneas e o aprimoramento nas técnicas cirúrgicas trouxeram resultados bastante animadores3.

Humar et al, em 2000, analisaram a incidência de complicações cirúrgicas observando uma diminuição importante na atualidade, que tem como possíveis fatores a diminuição da trombose vascular, entre outras, de 10,1% para 5,6%4. Essas mudanças fizeram com que o Registro Internacional de Transplante de Pâncreas demonstrasse, em 2001, sobrevivência do enxerto pancreático de 83% e dos pacientes de 95% para os transplantes combinados rim-pâncreas5.

Apesar da sensível melhora dos resultados, o transplante de pâncreas não tem uma padronização quanto à imunossupressão e à técnica cirúrgica. A análise de resultados é de difícil comparação pela heterogeneidade dos dados.

No Brasil, a experiência clínica com o TP ainda é inicial, com vários serviços em fase de implantação de programa6, mas, o número de transplantes de pâncreas vem crescendo. O objetivo desta pesquisa foi analisar o perfil dos principais centros de transplantes do Brasil, quanto às opções técnicas no transplante de pâncreas.

 

MÉTODO

Foi encaminhado um questionário por correio eletrônico(email) para um membro de cada equipe de 12 centros de transplante do Brasil, com casuística mínima de um transplante de pâncreas. O questionário continha 10 perguntas, abordando aspectos controversos e não padronizados, conforme mostra o Quadro I.

 

 

 

RESULTADOS

As respostas foram obtidas de onze equipes. Apenas um centro não respondeu ao questionário.

Quanto à primeira pergunta, abordando o tempo de espera, as respostas foram dadas com ressalvas e incompletas.

Muitos não responderam por este ainda não ser um procedimento rotineiro.

Em relação à incisão utilizada, a maioria dos centros (90,9%) utiliza incisão mediana e apenas um centro utiliza a incisão bilateral de "Gibson" nos transplantes combinados.

O órgão de escolha a ser implantado primeiro foi principalmente o rim, em 63% dos centros, em 27% o pâncreas e em um centro (9%) não houve preferência.

Em relação à drenagem venosa, 90,9% utilizam a drenagem sistêmica, mas um centro não definiu a preferência e utiliza os dois tipos de drenagem.

A ligadura da veia ilíaca interna é realizada em 54,5% dos centros e 45,5% não realizam esta manobra.

A maioria dos centros (90,9%) utiliza a drenagem entérica para transplante combinado pâncreas-rim. Para o transplante de pâncreas isolado, apenas cinco centros responderam, sendo que dois utilizam a drenagem entérica e três a vesical.

A utilização de dreno na cavidade abdominal é feito na maioria dos centros (63%), sendo que dois centros (18%) não a utilizam e outros dois utilizam, dependendo do aspecto ao término da cirurgia. O tipo de dreno e o tempo de sua utilização não foram corretamente respondidos.

Em 72,7% dos centros é realizada algum tipo de indução na imunossupressão para o transplante combinado pâncreas-rim, sendo a imunossupressão básica a associação de tacrolimus (FK506), micofenolato mofetil (MMF) e corticóide.

A antibioticoprofilaxia é realizada por todos os centros em esquemas variados, quanto ao tipo do antibiótico e tempo. Vale ressaltar que profilaxia para fungos é realizada por seis centros (54,5%).

Oito centros (72,7%) utilizam algum tipo de profilaxia para trombose vascular, em esquemas diversos. Em dois centros, utiliza-se apenas em determinadas situações e em um centro (9%) não é utilizada nenhum esquema de profilaxia para trombose vascular.

 

DISCUSSÃO

No primeiro transplante de pâncreas–rim realizado em 1966, a técnica utilizada foi um segmento pancreático na fossa ilíaca e ligadura do ducto pancreático1. Como os resultados no início não eram satisfatórios, várias alternativas foram tentadas. Lillehei et al, em 1970, utilizaram todo o órgão pancreático com o duodeno e drenagem exócrina entérica7. Em 1973, Gliedman et al utilizaram o ureter para drenagem exócrina8. Em 1978, Dubernard et al obstruíram o ducto pancreático com polímero sintético9 e em 1980, Groth et al utilizaram drenagem entérica em Y de Roux10. O grupo de Minnesota relatou uma série de casos, deixando o ducto aberto dentro da cavidade11.

Várias técnicas foram utilizadas, mas foi a partir de 1982, quando Sollinger et al introduziram a drenagem vesical da secreção exócrina12, modificada por Nghiem e Corry13, que a técnica se estabeleceu e predominou nos EUA e Europa por quase duas décadas14.

Posteriormente, desde o final da década de 90 até os dias de hoje, o transplante de pâncreas passou por novas tendências, quanto à técnica e à manipulação clínica.

A incisão no transplante de pâncreas pode ser supra-inguinal bilateral ou mediana. Alguns autores consideraram como preferencial a incisão transversa bilateral, pela melhor exposição dos vasos ilíacos, menor íleo paralítico, menos dor e índices comparáveis de infecção15,16. No entanto, a preferência da maioria dos centros nacionais é pela incisão mediana (90,9%). Esta tendência também é observada em centros internacionais17.

Apesar de o rim suportar por mais tempo a isquemia fria, no pâncreas esta só deve determinar maior índice de complicações quando ultrapassar 20 horas18. Diminuir a incidência de necrose tubular aguda, realizar concomitantemente a cirurgia de mesa do pâncreas, evitar lesão pancreática pelos afastadores e diminuir edema pancreático foram as justificativas dadas para quem opta pela implantação renal primeiro. Quem opta por iniciar pelo pâncreas, alega ter este um menor tempo de isquemia além de poder observá-lo enquanto se realiza o transplante de rim.

A drenagem venosa sistêmica é uma técnica bem estabelecida, utilizada pela maioria dos centros e associada com excelente resultado a longo prazo1. Apresenta uma desvantagem teórica, pois levaria a um nível elevado periférico de insulina, podendo acarretar resistência da mesma e alteração no metabolismo lipídico19. A técnica de drenagem portal utilizada correntemente foi desenvolvida por Shokouh-Amiri20. Em 1995, Gaber et al utilizaram a drenagem venosa no sistema portal e exócrina no trânsito intestinal, observando menor incidência de complicações metabólicas e do trato urinário21. Stratta em 2003, apresentou experiência semelhante com drenagem venosa portal, com índices de sobrevivência do enxerto pancreático e do paciente em um ano de 82% e 97% respectivamente, sem aumento na incidência de trombose vascular (7,5%)22.

Em estudo retrospectivo, Philosophe et al observaram menor índice de rejeição com esta drenagem23. No Brasil, a maioria dos autores(90,9%) utiliza a drenagem sistêmica, sendo que um centro não definiu a sua preferência e utilizou ambas.

O sistema vascular ilíaco direito é considerado preferencial para o implante pancreático. Apesar de alguns autores recomendarem a completa liberação da veia ilíaca direita24, tornando a anastomose venosa sem tensão e sem a necessidade de enxerto venoso, outros não a realizam e não relatam maiores índices de complicações25. Nesta pesquisa, a completa liberação da veia ilíaca interna é utilizada por 54,5% dos centros. A fossa ilíaca esquerda, região de maior dificuldade pela maior profundidade da veia e pela presença do sigmóide, é utilizada na indisponibilidade técnica da fossa ilíaca direita. Nesta situação, outra opção relatada é a drenagem portal. Na UNIFESP, foi utilizada a liberação da veia ilíaca direita nos primeiros 48 transplantes combinados pâncreas-rim. Na ausência da disponibilidade do lado direito, optou-se pela utilização da veia cava (ou confluência desta com a veia ilíaca comum direita). Esta técnica tornou o procedimento mais simples e rápido, sem a necessidade de ligadura de ramos venosos, tornando esta localização rotineira para o serviço.

Após a introdução da drenagem vesical para a secreção exócrina pancreática algumas complicações foram relatadas, tais como hematúria, cistites e uretrites, acidose metabólica, desidratação, fístulas urinárias, infecções urinárias e pancreatite de refluxo26-28.

Em 1997, Kuo et al compararam a drenagem vesical com a entérica, relatando menos infecção do trato urinário e complicações urológicas, com sobrevivência pancreática e dos doentes semelhantes3. Bloom et al reforçaram a tendência para a drenagem entérica, demonstrando menor número de complicações e tempo de internação, sem aumentar a perda de enxerto a longo prazo29. Observações neste sentido foram mais freqüentes, culminando em inversão na preferência. Em 2001, após análise do Registro Internacional de Transplante de Pâncreas (IPTR), Gruessner e Sutherland demonstraram que 67% dos centros tem utilizado a drenagem entérica para transplante de pâncreas-rim5.

Para o transplante de pâncreas isolado, a análise do Registro Internacional demonstrou melhores resultados com drenagem vesical30, porém vale ressaltar que a drenagem entérica já foi realizada, sem comprometimento da sobrevivência do enxerto31.

No Brasil, a maioria dos centros (90,9%) utiliza a drenagem entérica para transplante combinado pâncreas-rim. Esta predominância não se observa no transplante isolado de pâncreas. Nos cinco centros que responderam ao questionário, dois utilizam a drenagem entérica e três a vesical.

A introdução da ciclosporina em 1980 foi um marco na imunossupressão tendo contribuído sobremaneira para o desenvolvimento dos transplantes de órgãos sólidos. Num passado recente, a maioria dos transplantes simultâneos pâncreas-rim experimentavam pelo menos um episódio de rejeição celular aguda. A maioria dos centros passou a utilizar a associação de ciclosporina, azatioprina e corticóide, além da indução com anticorpos monoclonais ou policlonais32. Com a introdução do tacrolimus (FK506) e micofenolato mofetil (MMF), observou-se redução nos índices de rejeição. Utilizando FK506, MMF e corticóide, sem indução, Reddy et al obtiveram índice de rejeição de 30%33. Apesar dos resultados satisfatórios obtidos sem indução, a maioria dos centros apresentam resistência em eliminá-la. Esta tendência também foi observada neste questionário, onde 72,7% dos centros utilizam algum tipo de indução na imunossupressão para o transplante combinado pâncreas-rim. Na UNIFESP, para o transplante combinado pâncreas-rim, é utilizada a associação de FK506, MMF e corticóide, sem indução, e se observa rejeição aguda em 21,5% dos doentes.

Quanto maior a imunossupressão utilizada, maior o risco de infecção. Esta parece ser a grande responsável pelos óbitos nos transplantes combinados pâncreas-rim em nosso meio34. A profilaxia com antibióticos para o transplante de pâncreas é universal, porém, como em todos os transplantes, o risco infeccioso não é só bacteriano, mas também viral e fúngico. Casos de ruptura vascular por infecção fúngica já foram descritos35. Na UNIFESP, não se utiliza profilaxia para fungos e, em 72 transplantados pâncreas-rim, houve necessidade de tratamento fúngico, mesmo que empiricamente, em 11,4%, sem nenhum óbito secundário a fungos. Neste questionário nacional, a profilaxia para fungos é realizada em 54,5% dos centros.

As tromboses vasculares normalmente acarretam a perda do enxerto e representam a principal causa de perda pancreática não imunogênica após o transplante pancreático36. Kandaswamy et al, em 1999, observaram redução significativa na incidência de trombose vascular de 11,2% para 6,1%, com o uso de FK506 e anticoagulantes, apesar do aumento na incidência de sangramento no período pós operatório37. Apesar da maioria dos centros utilizarem profilaxia para trombose vascular (inclusive neste questionário nacional, onde apenas um centro não a utiliza) vale ressaltar que esta não é uma conduta universal. Sollinger et al, em 1998, apresentaram casuística de 500 transplantes simultâneos pâncreas-rim, sem utilização de anticoagulantes e com incidência de trombose vascular de 1% 2.

Podemos concluir que existem diversos caminhos técnicos na condução do transplante pancreático. A falta de padronização dificulta a análise e a comparação dos resultados. Apesar dessa heterogeneidade das equipes, observamos uma tendência para a realização de incisão mediana, drenagem venosa sistêmica e exócrina entérica, com a utilização de algum tipo de profilaxia para trombose vascular nos transplantes combinados pâncreas-rim.

 

AGRADECIMENTOS

Adriano Miziara Gonzalez - Hospital São Paulo - Escola Paulista de Medicina - São Paulo, SP

Álvaro Antônio Bandeira Ferraz - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco - Recife, PE

André de Moricz - Hospital Santa Casa de Misericordia de São Paulo - São Paulo, SP

Ilka de Fátima S. F. Boin - Hospital das Clinicas - UNICAMP - Campinas, SP

João Eduardo Leal Nicoluzzi - Hospital Maternidade Angelina Caron - Campina Grande, PR

José Marcus Raso Eulálio - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, RJ

José Maria Gross Figueiró - Hospital Felício Rocha - Belo Horizonte, MG

Marcelo Perosa de Miranda - Hospitais São Camilo, Beneficência Portuguesa e Albert Einstein - São Paulo, SP

Roberto Ferreira Meirelles Jr - Hospital de Base - FUNFARME - São José do Rio Preto, SP

Telésforo Bacchella - Hospital das Clínicas de São Paulo - FMUSP - São Paulo, SP

Salvador Gullo Neto - Hospital São Lucas da PUC - Porto Alegre, RS

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
Fabrizio Messetti
Rua Borges Lagoa,836/64
Vila Clementino
04038-001 – São Paulo - SP

Recebido em 14/06/2004
Aceito para publicação em 29/09/2004

 

 

Trabalho realizado no Hospital São Paulo – UNIFESP.