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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.33 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912006000100011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação da função respiratória em indivíduos submetidos à abdominoplastia

 

Respiratory evaluation in patients submitted to abdominoplasty

 

 

Américo Helene JuniorI; Roberto Saad Junior, TCBC-SPII; Roberto StirbulovIII

IProfessor Instrutor da Faculdade de Ciências Médica de São Paulo; Mestre em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo; Chefe da Disciplina de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
IIProfessor Titular da Faculdade de Ciências Médica de São Paulo e Chefe da Disciplina de Cirurgia do Tórax da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
IIIProfessor Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo e Chefe da Disciplina de Pneumologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a função respiratória em indivíduos submetidos à abdominoplastia, através de parâmetros espirométricos.
MÉTODO: Estudo prospectivo de 33 mulheres hígidas e não tabagistas, submetidas à abdominoplastia, e com resultados normais para as radiografias de tórax realizadas antes e quatro dias após a operação. Foram realizadas provas espirométricas no pré-operatório, no quarto, 15o e no 30o dias de pós-operatório.
RESULTADOS: Provas espirométricas evidenciaram que, exceto pela relação VFE1/CVF e FEF 25-75%/CVF, todos os demais parâmetros avaliados (CVF, VEF1, FEF 25-75% e PFE) se apresentaram significativamente diminuídos no 4o PO em relação aos valores pré-operatórios. Os valores de CVF e PFE se mostraram normalizados à avaliação realizada no 30o PO. Já os valores de VEF1 ainda se revelaram significativamente inferiores aos valores pré-operatórios mesmo na última avaliação.
CONCLUSÕES: Ocorreu diminuição da função respiratória no 4º dia de pós-operatório com normalização até o 30º dia de pós-operatório.

Descritores: Abdome; Cirurgia Plástica; Respiração; Espirometria.


ABSTRACT

BACKGROUND: To prospectively evaluate respiratory function using spirometric parameters in patients who underwent abdominal plastic surgery.
METHODS: We studied 33 healthy non-smoking women that were submitted to abdominoplasty and presented normal results for thorax radiography made prior and four days after surgery. Spirometric tests were performed on the fourth, fifteenth and thirtieth day after surgery.
RESULTS: Spirometric tests performed showed that, except for FEV1/FVC and FEF 25% - 75%/FVC, rewations, all other measured parameters (FVC, FEV, FEF 25% - 75% and PFE) were significantly decreased by the fourth postoperative day in relation to pre-surgical values. On the thirtieth post-surgery day FCV and PFE values were unsideted normal. Otherwise, FEV1 values were still significantly decreased compared to pre-surgical values even at the last evaluation. Spirometric tests evidenced that, except for the relation FEV1/FVC and FEF 25% - 75%/FVC, all other measured parameters (FVC, FEV, FEF 25% - 75% and PFE) were significantly decreased in the fourth post-surgery day in relation to presurgical values. FCV and PFE values were normal at the evaluation performed on the thirtieth post-surgery day. Otherwise, FEV1 values were still significantly decreased compared to pre-surgical values, even in the last evaluation.
CONCLUSION: In conclusion, pulmonary function were significantly decreased in the fourth post-surgery day, with normalization at the thirtieth post-surgery day.

Key words: Abdomen; Surgery, Plastic; Respiration; Spirometry.


 

 

INTRODUÇÃO

Em 1899, Kelly (apud1) realizou ampla ressecção transversa em abdômen para correção de excesso de pele e gordura na parede abdominal, e deu ao procedimento o nome de abdominoplastia, mais tarde também conhecida como dermolipectomia abdominal2.

Em 1977, Grazer e Goldwyn3, publicaram os resultados compilados de 958 questionários enviados aos membros da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, cujos dados envolviam 10.490 abdominoplastias. O que os motivou a realizar esta investigação foi o fato de terem observado, entre as próprias pacientes, três casos de embolia pulmonar em mulheres que não faziam uso de anticoncepcionais orais e que gozavam de excelente saúde na avaliação préoperatória. Os dados compilados pelos autores revelaram taxa de complicações respiratórias de 0,8%, as quais variam, na literatura, de 0,1% a 1,2% 3-5. Dillerud 4, em sua revisão observou outras complicações, como a necrose tecidual, cuja freqüência oscilou entre 1,7% e 5%, e que em seu trabalho foi de 4,9%. Esta necrose parece estar relacionada à hipóxia tecidual no pós-operatório devido, também, à restrições da função respiratória.

Diversos estudos têm avaliado as alterações da função respiratória no pós-operatório em geral 6-20 e, mais especificamente, nos casos de cirurgias abdominais altas, isto é acima da cicatriz umbilical21-26 as quais, de alguma forma, poderiam ocorrer também em abdominoplastias.

Saad Júnior et al.26 estudaram 20 pacientes submetidos a cirurgias abdominais altas, nos quais realizaram provas de função pulmonar no pré e pós-operatório. Observaram a ocorrência de alterações importantes, como a diminuição da capacidade vital (CV), volume expiratório forçado (VEF), volume voluntário máximo (VVM), capacidade vital forçada (CVF) e PF (peak flow), com retorno à normalidade próximo do 30o dia pós-operatório. Ressaltaram, todavia, que 20% dos pacientes continuaram apresentando disfunção respiratória, apesar da inexistência de quadro clínico importante.

Entre os fatores decorrentes do ato cirúrgico que, por si só, nas cirurgias abdominais, podem alterar a função respiratória destacam-se: a administração de drogas anestésicas e a própria anestesia,8,15,27 a manipulação das vísceras, 12,24,27 a incisão da parede abdominal,8,9 a imobilização no leito e os relaxantes musculares,22,23 a distensão e a dor abdominal 11,21.

Em casos de abdominoplastia, o aumento da pressão intra-abdominal provocado pela plicatura da aponeurose pode ser um dos fatores para o aumento da morbidade pulmonar no pós-operatório28-32. Além disso, a posição semi-sentada necessária no pós-operatório e o uso de bandagens apertadas podem resultar em alterações da função respiratória 13,20,23.

Levando-se em conta estes achados na literatura e a linha de pesquisa que vem sendo desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, estudamos a função respiratória de indivíduos submetidos à abdominoplastias no pós-operatório.

 

MÉTODO

Foram estudadas prospectivamente 33 mulheres que procuraram o Ambulatório de Cirurgia Plástica do Hospital Central da Santa Casa de São Paulo com diagnóstico de dermocalásia abdominal e diástase dos músculos retos abdominais e que foram submetidas à abdominoplastia no Departamento de Cirurgia no período de 2 de fevereiro de 2003 a 28 de setembro de 2004.

As mulheres que compuseram esta amostra apresentaram médias de idade, altura e peso de 38,2 anos, 1,57m e 59,6kg respectivamente. Todas apresentaram resultados normais à radiografia de tórax realizadas nas posições póstero-anterior e lateral esquerda tanto no pré-operatório quanto no quarto dia de pósoperatório. A técnica utilizada foi a da abdominoplastia clássica com a marcação feita em decúbito dorsal horizontal, com uma linha horizontal supra púbica 1 cm acima do púbis medindo 14 cm com prolongamento laterais ascendentes, dependendo de cada caso. A anestesia utilizada em todos os indivíduos foi peridural.

As Provas de Função Pulmonar (PFP) foram realizadas no Laboratório de Provas de Função Pulmonar da Santa Casa de São Paulo, sempre pela mesma equipe de assistentes, no pré-operatório, no 4º, 15º e no 30º dias pós-operatórios (PO).

Foram realizadas espirometrias forçadas e não forçadas, com determinação das curvas de volume-tempo e fluxovolume. Para tanto, foi utilizado Espirômetro Koko (PDS Instrumentation Inc., Lousville, Colorado, EUA, 1998), dotado de pneumotacógrafo (número de série 925280) acoplado em computador.

A curva volume-tempo determinada pela espirometria forçada foi realizada de acordo com os critérios preconizados pela ATS - American Thoracic Society (1995), e foi escolhida a melhor de três curvas aceitáveis. A partir dessa curva, foram obtidos os valores de CVF, VEF1 e FEF entre 25% e 75% da CVF (FEF 25-75%). Também foram respeitados os critérios estabelecidos pela ATS para a determinação da curva fluxovolume. Adotaram-se os valores preditos por Knudson et al.33 para ambas as curvas.

Parâmetros espirométricos:

a) CVF (Capacidade Vital Forçada)
b) VEF1 (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo)
c) Relação VEF1/CVF
d) FEF (Fluxo Expiratório Forçado) entre 25% e 75%
da CVF (FEF 25-75%)
e) PFE (Pico de fluxo expiratório forçado).

Para a análise estatística dos dados expressos em médias aritméticas simples ou em médias+desvio padrão foi utilizado o Statistical Package for Social Sciences - SPSS, versão 10.0 para Windows.

Utilizou-se o Teste de McNemar para a comparação dos diferentes momentos de estudo em relação ao diagnóstico fornecido pelas PFP, classificado como normal e alterado. Foi adotado nível de significância de 5%, ou seja, p < 0,050.

Marcou-se com * os resultados que apresentaram nível de significância.

 

RESULTADOS

As médias aritméticas simples (valores absolutos e porcentagens) relativas aos parâmetros espirométricos avaliados nos quatro momentos de estudo se encontram na Tabela 1, Figura 1 (valores absolutos) e Figura 2 (porcentagens).

 

 

 

 

Os resultados dos cálculos realizados com a aplicação do Teste de Friedman confirmaram a hipótese de nulidade, ou seja, a presença de diferenças significativas entre os momentos de estudo com relação aos valores de CVF, %CVF, VEF1, %VEF1, FEF 25-75%, %FEF 25-75%, PFE e %PFE (Tabela 2).

 

 

A hipótese de nulidade não foi confirmada para os parâmetros VEF1 / CVF, % VEF1 / CVF, FEF 25-75% / CVF e % FEF 25-75% / CVF (Tabela 2). De fato, as linhas relativas a esses parâmetros (Figura 1 e Figura 2) são praticamente lineares.

A partir dos valores obtidos relativos aos parâmetros espirométricos, pôde-se determinar as freqüências de diagnóstico normal ou alterado das funções pulmonares nos quatro momentos de estudo. Dessa distribuição de freqüências, observou-se, com o emprego do Teste de McNemar, que o diagnóstico alterado foi significativamente mais freqüente no 4º PO do que em todos os três demais momentos de estudo, entre os quais, aliás, não foram evidenciadas quaisquer diferenças relevantes à estatística (Tabela 3).

Todas as mulheres apresentaram resultados normais para as radiografias de tórax no pré operatório e no 4º dia de pós operatório.

Em síntese nossos resultados revelaram que:

1) Os parâmetros avaliados (CVF, VEF1, FEF25-75% e PFE) se apresentaram significativamente diminuídos no 4º PO em relação aos valores pré-operatórios. As relações VEF1/ CVF e FEF25-75%/CVF se mantiveram lineares ao longo do estudo.

2) Os valores de CVF e PFE se mostraram normalizados à avaliação realizada no 30º. Já os valores de VEF1 ainda se revelaram significativamente inferiores aos valores pré-operatórios na última avaliação.

 

DISCUSSÃO

Diversos estudos têm avaliado as alterações da função respiratória do pós-operatório em geral. Quaisquer que sejam, portanto, as causas certamente multifatoriais que explicam as descompensações respiratórias após cirurgias abdominais, o fato é que diversos estudos já demonstraram queda importante nos valores das Provas de Função Pulmonar no pós-operatório imediato 9,15,16,21-23,26,34-37.

Ali et al.9 analisaram 58 pacientes submetidos a cirurgias abdominais altas e demonstraram a relação entre diminuição da CV e a ocorrência de complicações pulmonares.

Quanto à abdominoplastia, Grazer e Goldwyn 3 realizaram amplo levantamento multicêntrico retrospectivo para conhecer a freqüência de algumas complicações importantes que podem, ainda hoje, decorrer desse procedimento operatório, as quais incluem infecção da ferida operatória (7,3%), deiscência moderada ou severa da ferida (5,4%), tromboflebite profunda da perna (1,1%), embolia pulmonar (0,8%) e morte (0,01%). Os próprios autores alertaram para o fato de que a freqüência de tromboflebite e embolia pulmonar foram subestimadas nesse estudo, já que se consideraram apenas sinais e sintomas clínicos para o seu diagnóstico. Com esses resultados, indicaram a necessidade de entender e prevenir os fatores responsáveis por esses quadros, entre os quais as complicações respiratórias que respondem por 0,1% a 1,2% 4,5.

Além disso, ainda que se trate de cirurgia com baixas taxas de morbidade e mortalidade, outros estudos evidenciaram que a embolia pulmonar é a causa mais freqüente de morte entre pacientes submetidos à abdominoplastia 38.

Até recentemente, poucos pesquisadores haviam se preocupado em avaliar os efeitos da abdominoplastia sobre as funções pulmonares de indivíduos hígidos, até que Tercan et al 32 o fizeram, partindo do pressuposto de que a plicatura músculo-aponeurótica causaria descompensação respiratória devido à redução da reserva respiratória decorrente da pressão intra-abdominal, e, portanto, da incursão diafragmática.

Em estudo que enfatizou especificamente as abdominoplastias, Hunter et al.39 avaliaram 33 mulheres submetidas a essa cirurgia, das quais dez eram pacientes de risco (obesas, tabagistas e/ou portadoras de doença pulmonar crônica). Demonstram diminuição de 42% da CV e de 16% em PaO2, e os poucos casos severos de hipoxemia foram atribuídos a fatores peculiares ao procedimento operatório e ao posicionamento pós-operatório das pacientes. Ficou evidente que, nas pacientes de risco, estes valores ficaram mais reduzidos, e a hipoxemia, mais severa. Os autores ratificaram a necessidade antes levantada por outros autores de avaliação pré-operatória da CV, gases sangüíneos arteriais e estudo radiográfico do tórax em casos de risco.

No estudo de Saad Júnior et al.26, as PFP normalizaram geralmente no 30º PO, embora 20% dos pacientes ainda apresentassem disfunção respiratória.

Com relação especificamente às abdominoplastias, a CV melhora de forma significativa até o 30º PO, embora sem atingir os valores pré-operatórios 32.

À luz dessas informações, nossos resultados evidenciaram que, com exceção das relações VFE1/CVF e FEF 25-75%/ CVF, que se apresentaram homogêneas durante todo o estudo, todos os outros parâmetros espirométricos (CVF, VEF1, FEF 25- 75% e PFE) se apresentaram significativamente diminuídos no quarto PO em relação aos valores pré-operatórios.

A relação VEF1/CVF se manteve constante e com valores dentro dos parâmetros normais, embora os dois se mantivessem diminuídos neste estudo indicando uma alteração restritiva e não obstrutiva da função respiratória40. O mesmo ocorreu com a relação FEF25-75%/CVF; esta restrição pode ocorrer neste estudo devido aos fatores de dor e desconforto do paciente no pós-operatório, disfunção do diafragma e uso de anestésico e também pelo receio do paciente em ocorrer esgarçamento e/ou ruptura das suturas realizadas na cirurgia.

A CVF e o PFE apresentaram melhora significativa do quarto para o 15º PO e deste para o 30º PO, mas não atingiram os valores pré-operatórios, o que ratifica muitos dos estudos mencionados. Os valores de VEF1 ainda se revelaram significativamente inferiores aos valores pré-operatórios mesmo na última avaliação.

Estes dados refletem que a morbidade pulmonar em mulheres hígidas submetidas à abdominoplastia aumenta até o quarto dia pós-operatório, podendo perdurar, de alguma forma, até o 15º PO (CVF e PFE) ou além do 30º PO (VEF1).

O caráter crítico do 4º PO também ficou evidenciado pelo aumento significativo na freqüência de mulheres com diagnóstico alterado da função pulmonar entre o pré-operatório três casos - 9,1%) e o 4º PO ( oito casos - 54,5%). A partir daí, a redução dessa freqüência também foi significativa tanto no 15º PO quanto no 30º PO.

É importante que o cirurgião esteja atento para estas alterações da função respiratória no pós-operatório das abdominoplastias, principalmente no período em que estas alterações são maiores, como mostra este trabalho. Além destes, estas cirurgias, algumas vezes, são associadas a outras cirurgias estéticas como mamoplastia, lipoaspiração e rinoplastia, bem como cirurgias intracavitárias ginecológicas ou não, o que poderia necessitar de anestesia geral com um tempo cirúrgico maior, levando à maior depressão respiratória e também dor, o que poderia alterar ainda mais os parâmetros espirométricos que, somado a um maior tempo de imobilização, levariam a um aumento do índice de complicações respiratórias, tromboembólicas e de isquemia do retalho cutâneo. Por isso a mobilização precoce e a analgesia devem ser feitas como um procedimento primordial no pós-operatório imediato.

Os estudos da função respiratória em indivíduos submetidos à abdominoplastias sugerem que possa haver uma melhora da função respiratória nestes indivíduos, portanto procuraremos avaliar esta função num pós-operatório mais tardio em trabalhos futuros.

Neste estudo pudemos concluir que ocorreu diminuição da função respiratória no 4º dia de pós-operatório com normalização até o 30º dia de pós-operatório.

 

AGRADECIMENTO

Agradecemos ao Núcleo de Apoio à Publicação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo - NAP-SC o suporte técnico-científico à publicação deste manuscrito.

 

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Endereço para correspondência
Américo Helene Junior
Av. Itacira, 577 - CEP: 04061-000
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Fone: (55+11) 5078-8292
E-mail: cirurgia.plastica@santacasasp.org.br

Recebido em 10/09/2005
Aceito para publicação em 08/11/2005
Conflito de interesses: nenhum
Fonte de financiamento: nenhuma

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.