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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.36 no.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912009000400008 

ARTIGO ORIGINAL

 

Aspectos nutricionais em obesos antes e após a cirurgia bariátrica

 

Nutrition aspects in obese before and after bariatric surgery

 

 

Isabella Valois PedrosaI; Maria Goretti Pessoa de Araújo BurgosII; Niedja Cristina SouzaIII; Caroline Neves de MoraisIV

IEspecialista em Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco - PE-BR
IIDoutora em Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco - PE-BR
IIINutricionista graduada pela Universidade Federal de Pernambuco - PE-BR
IVNutricionista Residente pela Universidade Federal de Pernambuco - PE-BR

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Determinar perfil clínico-nutricional de pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica, no HC/UFPE.
MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente, 205 pacientes, no período 2002/2006. A análise considerou história clínica para diabetes tipo 2 (DM 2), hipertensão arterial (HA) e síndrome metabólica (SM). O estado nutricional pré-operatório foi avaliado pelo IMC e bioquímica (hemoglobina, hematócrito, albumina, proteínas totais, triglicérides (TG), colesterol associado à lipoproteína de alta (HDLc) e baixa (LDLc) densidade e glicemia de jejum (GJ). Nos períodos pós-operatórios (6, 12, 18, 24 meses) a avaliação nutricional foi feita pelas medidas de peso, perda ponderal, percentual de perda de peso (%PP), IMC e bioquímica incluindo ferro, ferritina e transferrina.
RESULTADOS: 71,2% eram do sexo feminino, idade de 38,4 ± 9,96 anos, 129,66±27,40 Kg e IMC 48,6 ± 8,9 Kg/m2, no pré-operatório. Receberam o diagnóstico de SM 26,8%, HA 52,7% e DM 2 11,7%. A bioquímica revelou TG, LDLc, GJ elevados, estando normais os demais parâmetros. Evolução antropométrica demonstrou perda ponderal progressiva, atingindo aos 24 meses IMC 31,7±5,82 Kg/m2 (p< 0,001) e maior %PP (36,05%). Valores de TG, LDLc e GJ atingiram a normalidade a partir do 6° mês pós-operatório: 104,4mg/dL(p=0,018), 95,5mg/dL(p=0,263) e 84,8g/dL(p=0,004), respectivamente; transferrina apresentou valores reduzidos aos 6 meses. Prevalência maior dos sintomas ocorreu no 6° mês: alopécia (19%), vômitos (18%), intolerância alimentar (12,2%).
CONCLUSÃO: A Cirurgia bariátrica foi um procedimento eficaz para promover perda ponderal e sua manutenção por dois anos, assim como melhora de parâmetros bioquímicos e co-morbidades, com sintomas clínico-nutricionais reduzidos e/ou evitados por monitorização nutricional.

Descritores: Cirurgia bariátrica. Obesidade/metabolismo. Obesidade mórbida. Transtornos da alimentação. Síndrome metabólica. Nutrição. Cuidados pré-operatórios. Cuidados pós-operatórios.


ABSTRACT

OBJECTIVE: To determine the physical-nutritional profile of obese patients submitted to bariatric surgery at the HC/UFPE.
MEHTODS: Two-hundred-and-five patients were evaluated retrospectively during the period of 2002 through 2006. Analysis considered clinical history for diabetes type 2 (DM 2), high blood pressure (HBP) and metabolic syndrome (MS). The preoperative nutritional status was evaluated by MBI and the biochemistry (hemoglobin, hematocrit, albumin, total proteins, triglycerides (TG), cholesterol associated with the lipoprotein of high (HDLc) and low (LDLc) density and fasting glycemia (FG). During the postoperative periods (6, 12, 18, 24 months), we evaluated the nutritional status through measures of weight, weight loss, weight loss percentage (%WL), MBI and biochemistry including iron, ferritin, transferrin.
RESULTS: Seventy-one and two-tenth percent were female, age was 38.4 ± 9.96 years, and MBI preoperative was 48.6 ± 8.9 Kg /m2. MS diagnosis was present in 26.8%, HBP was present in 52.7% and DM 2 was detected in 11.7%. The biochemistry disclosed TG, it raised LDLc, and FG, and all other parameters were normal. The anthropometrical evolution demonstrated gradual loss, reaching at the 24 months, MBI 31.7±5.82 Kg/m2 (p< 0.001) and greater %WL, 36%. Values of TG, LDLc and FG reached normality at the 6th postoperative month: 104.4mg/dL(p=0.018), 95.5mg/dL(p=0.263) and 84.8g/dL(p=0.004) respectively; the transferrin showed reduced values at the 6th month. A larger prevalence of the symptoms occurred in 6th month: hair loss (19%), vomiting (18%), and food intolerances (12.2%).
CONLCUSION: The bariatric surgery was an efficient procedure to promote weight loss and its maintenance in two years, as well as improvement of biochemical parameters and comorbidities, with reduced clinical-nutritional symptoms and/or prevented by nutritional monitoring.

key words: Bariatric surgery. Obesity/metabolism. Obesity, morbid. Eating disorders. Metabolic syndrome. Nutrition. Preoperative care. Postoperative care.


 

 

INTRODUÇÃO

A obesidade mórbida, um estado de insulino-resistência por excelência1,2 está freqüentemente associada a síndrome metabólica (SM), condição que aumenta a mortalidade geral em cerca de 1,5 vez e a cardiovascular em aproximadamente 2,5 vezes3,4. A prevalência de SM em obesos mórbidos, na maioria dos estudos, encontra-se acima de 50%2,5.

Existem evidências de que perdas de peso moderadas (5-10% do peso inicial) com tratamentos convencionais, através de abordagens nutricionais, farmacológicas e atividade física promovem benéficos metabólicos6. Atualmente, porém, a ferramenta mais eficaz no tratamento e controle da obesidade mórbida é a intervenção cirúrgica7. Apesar de ser invasiva, tem alcançado resultados satisfatórios, com redução superior a 50% do excesso de peso ou 30 a 40% do peso inicial8. Estes benefícios são mantidos em longo prazo, determinando melhora nos parâmetros metabólicos9,10, com efeito positivo no metabolismo dos lipídeos e carboidratos, diminuindo a resistência à insulina e em muitos casos, contribuindo para o controle do diabetes tipo 2 (DM 2) e hiperlipidemias11,12.

Investigações têm demonstrado alterações no estado nutricional de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, as quais podem aparecer após semanas e/ou anos13. Os distúrbios nutricionais vão desde carências vitamínico-minerais (ferro, zinco, tiamina, niacina, ácido fólico, cobalamina, vitaminas A, D e E) até manifestações de desnutrição energético-protéica14,15. Os possíveis mecanismos são: ingestão nutricional deficiente, má absorção decorrente da técnica cirúrgica, pobre aderência à reposição de polivitamínicos e a presença de sintomas gastrintestinais16.

Considerando as repercussões da cirurgia bariátrica em obesos mórbidos, o objetivo deste estudo foi avaliar as características clínico-nutricionais desses pacientes, no pré e pós-operatório, assim como a presença de intolerâncias alimentares e sintomas comuns neste contexto.

 

MÉTODOS

O estudo caracterizou-se como sendo do tipo retrospectivo realizado no ambulatório de Nutrição/Cirurgia Geral do HC/UFPE. Foram avaliados 205 pacientes de ambos os sexos submetidos à cirurgia bariátrica, pela técnica Fobi-Capela (Bypass Gástrico em Y de Roux), durante o período de 2002 a 2006.

A análise considerou a investigação de história clínica para DM 2, hipertensão arterial (HA) e SM. A caracterização de SM considerou cinco parâmetros: circunferência abdominal (CA), pressão arterial e concentrações séricas de glicemia em jejum (GJ), triglicérides (TG) e de fração de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDLc), conforme proposto pelo NCEP-ATPIII17, em 2001, o qual preconiza o diagnóstico de SM na presença de pelo menos três dos seguintes critérios: CA > 88cm para mulheres ou > 102cm para homens, HDLc < 50mg/dL para mulheres ou < 40mg/dL para homens, TG >150mg/dL, pressão arterial com valores de corte considerando 130/85mmHg e GJ > 110mg/dL.

O estado nutricional pré-operatório foi avaliado pelo Índice de Massa Corporal (IMC) e dosagens bioquímicas: hemoglobina (Hb), hematócrito (Ht), albumina, proteínas totais, TG, HDLc e LDLc e GJ, realizados no HC/UFPE. Enquanto que nos períodos distintos de pós-operatório (6, 12, 18, 24 meses) a avaliação nutricional foi realizada por meio das medidas de peso, perda ponderal, percentual de perda de peso (%PP), IMC e bioquímica, incluindo ferro, ferritina e transferrina. A classificação da obesidade foi realizada com adoção dos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 199718.

Para identificar a presença sintomas clínico-nutricionais como intolerância alimentar, náuseas/vômitos, diarréia, gases, constipação, síndrome de dumping e alopécia foram coletados dados das fichas de atendimento nos distintos períodos.

Os dados foram analisados pelo software estatístico SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) na versão 1319, com nível de significância estabelecido em 5,0%, sendo utilizado teste t-Student pareado e obtidas distribuições absolutas e percentuais, sendo os resultados apresentados como: média, mediana, desvio padrão e coeficiente de variação.

Esta pesquisa foi previamente avaliada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco (CEP/CCS/UFPE), de acordo com a Resolução Nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, sob o registro n° 194/07.

 

RESULTADOS

Foram avaliados 146 pacientes do sexo feminino (71,2%) e 59 do masculino (28,8%), com idade média de 38,4±9,6 anos (20-59), sendo a faixa etária prevalente = 31 anos e estado nutricional compatível com obesidade grau III (Tabela1).

 

 

Evidenciou-se SM em 26,8% no pré-operatório. Neste mesmo período, foram diagnosticados DM 2 e HA em 11,7% e 52,7%, respectivamente. No 6° mês pós-operatório, apenas 2% permaneceram com HA, ocorrendo remissão em 100% dos casos de DM 2 .

A avaliação dos períodos pós-operatórios demonstrou redução gradativa do peso e IMC, com diferença estatística em todas as fases, atingindo com 18-24 meses o menor peso e IMC e maior %PP (Tabela 2).

 

 

Com relação à bioquímica pré-operatória - Hb, Ht, albumina, proteínas totais, HDLc - encontrava-se entre os valores referenciais, níveis de TG, LDLc e GJ mostraram-se elevados, apresentando aos seis, 12 e 18 meses redução significativa, atingindo valores médios dentro da normalidade. A transferrina apresentou níveis reduzidos aos seis e 24 meses (Tabela 3).

 

 

Quanto aos sintomas clínico-nutricionais, observou-se maior prevalência no 6° mês, com alopécia (19%) e vômitos (18%) (Figura 1); ao mesmo tempo a intolerância alimentar destacou-se neste período, apresentando variabilidade no pós-operatório analisado (Figura 2).

 

 

 

 

Algumas variáveis não puderam ser comparadas estatisticamente entre os quatro períodos de pós-operatório, devido ao reduzido percentual de retorno: 6 (61,5%), 12 (48,3%), 18 (31,2%) e 24 (24,9%) meses.

 

DISCUSSÃO

Segundo dados da OMS, o aumento da incidência da obesidade está ocorrendo em ambos os sexos e independente da classe social e nível cultural20. Porém, com maior prevalência do sexo feminino como foi encontrado em nosso serviço. Rangel et al20 e Lehmann et al21, reforçam esses dados com 76,6% e 75% de mulheres, respectivamente, na amostra estudada. Em relação a faixa etária Quadros et al22 relataram média de 40 anos, semelhante a deste estudo e a descrita por Rangel et al20.

Quanto à presença da SM, Lee et al. 5 ao analisarem 645 obesos mórbidos, firmando o diagnóstico nos critérios do NCEP-ATP III, evidenciaram-na em 52,2%; dados superiores aos da população estudada.

Similarmente ao que se observa na literatura, a prevalência de co-morbidades foi elevada. Rangel et al20, relataram percentuais de HA em 60%, seguida do DM 2 em 10% dos pacientes. Contudo, Carvalho et al23 e Santos et al24 revelaram valores superiores em DM 2 31,9% e 35%, respectivamente. Um aspecto que merece destaque é a considerável melhora das condições dos pacientes operados, em relação à HA (79,4%) e ao DM 2 (100%) em período inferior a seis meses25. Do mesmo modo que ocorreu com os pacientes desse serviço. Durante os 12 meses de pós-operatório, pela análise de Carvalho et al 23, a grande maioria dos pacientes pode descontinuar o uso de anti-hipertensivos e todos apresentavam níveis normais de GJ. Confirmando esses achados, Valezi et al26 analisando consecutivamente 250 pacientes, com seguimento de no mínimo um ano, relataram a cura em 72,7%(32) do DM 2 e 65,4%(34) de HA.

A melhora no metabolismo glicídio pode ser explicada pela severa privação de nutrientes que ocorre após a cirurgia, proporcionando perda de peso e balanço energético negativo, condições que classicamente melhoram a tolerância à glicose23. Alterações de hormônios gastro-intestinais, como redução nos níveis plasmáticos de grelina e elevação de GLP1, é um outro mecanismo que pode agir em associação com o anterior27. A redução da hiperinsulinemia, da resistência à insulina, dos níveis de leptina27 e da pressão intra-abdominal estão relacionados com a melhora e/ou redução da pressão arterial28.

Na análise de perda de peso, identificou-se redução compatível com dados da literatura. Numa avaliação de 250 casos foi verificada uma redução de peso da ordem de 37,5% após o primeiro ano de cirurgia26. Por outro lado, Quadros et al22, encontraram percentuais inferiores neste período (30,69%). Vários pesquisadores constataram que a redução do peso é maior nos primeiros seis meses, passando a ser mais lenta e contínua22, até atingir perdas médias de 35 a 40% do peso inicial entre o 12° e 24° mês da realização da cirurgia29. Com relação à redução no IMC estes dados são semelhantes aos encontrados por vários pesquisadores, onde Carvalho et al 23, relataram uma redução no IMC de 49,4± 7,4Kg/m2 para 32,9 ±4,98 Kg/m2 em 1 ano, semelhante aos resultados de Santos et al24, com IMC de 50,4 ± 7,9 Kg/m2 para 31,9 ± 5,85 Kg/m2, no mesmo período. Observou-se neste trabalho, assim como nos de outros autores, que após um ano os pacientes apresentaram IMC de obesidade grau I; embora apresentando uma redução do peso significativa, a maioria não atingiu o peso ideal.

Com relação à HT, Hb e albumina Santos et al24 detectaram valores adequados no pré-operatório, similares aos achados nesta pesquisa. Quanto à bioquímica no pós-operatório, Farias et al10, observaram concentração de albumina normal após 8 meses de cirurgia; em contrapartida, Skroubis et al30, avaliando 243 pacientes, demonstraram baixa incidência de hipoalbuminemia e 37,7% dos pacientes com baixos níveis de ferritina após 2 anos de cirurgia bariátrica, diferente do que foi observado neste grupo, possivelmente subestimados pelo reduzido número de exames realizados e baixo percentual de retorno. Relatos sugerem a necessidade da monitorização da ferritina, mantendo níveis superiores a 40mcg/dL31. Dados da literatura referentes à bioquímica da nutrição em períodos de pós-operatórios semelhante ao estudado, são escassos, dificultando as comparações dos resultados.

A prevalência de dislipidemia é muito variável entre pacientes com obesidade mórbida, oscilando de 19 a 82,9%32. Silva et al33 e Carvalho et al23 constataram elevação de TG e LDLc, com HDLc apresentando valores normais no pré-operatório, atingindo normalização de todos os parâmetros ao final de 12 meses. Achados que corroboram com os deste estudo.

Segundo Quadros et al22, vômitos (10,5%), síndrome de dumping (7,01%), diarréia (1,75%) e constipação (1,75%) foram pouco freqüentes nos primeiros seis meses de cirurgia, valores inferiores aos da presente pesquisa, com exceção da síndrome de dumping que não foi evidenciada nesse grupo, possivelmente pela exclusão na dieta de carboidrato simples por um mês, conduta estabelecida no protocolo do serviço. Por outro lado, Dias et al34, observaram predominância de náusea (5%) e alopécia (12%), similares aos detectados nesta amostra, com exceção dos vômitos que foram superiores (45%). A intolerância alimentar mostrou-se constante no pós-operatório (46,67%) no estudo de Quadros et al 22, diferentemente deste trabalho, onde os percentuais mostraram-se reduzidos e decrescentes em cada período, provavelmente pela adesão às orientações nutricionais realizadas.

Antonini et al35 e Cruz et al36, referem que somente o acompanhamento nutricional adequado garante o sucesso da cirurgia, evitando complicações como vômitos, intolerância alimentar e perda de peso insuficiente, salientando-se a necessidade de atenção constante quanto ao fracionamento das refeições, mastigação e quantidade de alimentos ingeridos numa mesma refeição.

Estes resultados confirmam que a cirurgia bariátrica foi um procedimento eficaz para promover perda ponderal e sua manutenção por dois anos, sem a ocorrência de baixo peso, assim como melhora de parâmetros bioquímicos e co-morbidades, com sintomas clínico-nutricionais reduzidos e/ou evitados por monitorização nutricional especializada.

 

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Endereço para correspondência:
Isabella Valois Pedrosa
E-mail: isabella_valois@hotmail.com

Recebido em 10/11/2008
Aceito para publicação em 16/01/2009
Conflito de interesse: nenhum
Fonte de financiamento: nenhuma

 

 

Trabalho realizado no Hospital das Clínicas / Universidade Federal de Pernambuco - PE-BR.