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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.36 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912009000600002 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Estudo epidemiológico das fraturas mandibulares em hospital público da cidade de São Paulo

 

Epidemiologic study of mandible fractures in a public hospital of São Paulo

 

 

Antonio Augusto Ferreirinha LeporaceI; Walter Paulesini JúniorI; Abrão Rapoport, ECBCII; Odilon Victor Porto DenardinIII

IMestre pelo Curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do Hospital Heliópolis, São Paulo- SP-BR
IICoordenador do Curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do Hospital Heliópolis, São Paulo- SP-BR
IIIDocente do Curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do Hospital Heliópolis, São Paulo- SP-BR

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar a frequência epidemiológica de fraturas mandibulares correlacionando gênero, faixa etária, fatores etiológicos, localização anatômica, e tipos de traços de fratura.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo nos prontuários de 883 pacientes portadores de fraturas faciais, atendidos no Pronto Socorro do Hospital Geral de Vila Penteado, pelo Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial (São Paulo - Brasil), num período de três anos (janeiro de 2004 a dezembro de 2006).
RESULTADOS: Dos 883 pacientes avaliados, 270 apresentaram fraturas mandibulares (30,5 %). O gênero masculino foi o mais acometido (76,7%) na faixa etária de 20 a 29 anos (33,0%), o fator etiológico de maior freqüência foi acidente com veículos automotores (35,2%), o corpo da mandíbula foi a localização anatômica mais atingida (47,4%) e os traços únicos prevaleceram (76,7%).
CONCLUSÃO: As fraturas, em sua maioria, foram simples (traço único), localizadas em corpo mandibular, e destacadas no sexo masculino, na faixa etária de 20 a 29 anos, além do que o fator etiológico mais comum foi acidente com veículos automotores.

Descritores: Fraturas mandibulares/epidemiologia. Distribuição por sexo. Distribuição por idade. Traumatologia.


ABSTRACT

OBJECTIVE: To analyze the frequency epidemiological description of mandibular fractures correlating gender, age, etiological factors, anatomic location, and types of fracture's traces.
METHODS: A retrospective survey of the medical history of 883 patients with facial fractures, attended at the Buco-Maxilo-Facial Surgery and Traumatology Service of the Hospital Geral de Vila Penteado in São Paulo (São Paulo - Brazil), in a period of 3 years (from January 2004 to December 2006).
RESULTS: From 883 patients evaluated, 270 presented mandibular fracture (30,5%). The male gender was the most affected (76,7%) in the age of 20 to 29 years (33,0%), the most frequent etiological factor was the car accident (35,2%), the body of the mandible was the most affected anatomic location (47,4%) and the single traces prevailed (76,7%).
CONCLUSION: The majority of the fractures were simple, located in the body of the mandible, and higligted in males, aged from 20 t0 29 years, and caused by car accident.

Key words: Mandibular fractures/epidemiology. Sex distribution. Age distribution. Traumatology. 


 

 

INTRODUÇÃO

Por ser a mandíbula o único osso móvel da face e estar envolvida em funções de fisiologia complexa, devido a sua posição proeminente em relação ao esqueleto facial e desprotegida, é dos ossos da face, a mais predisposta às fraturas1.

Muitos estudos feitos em diversos países, têm indicado uma grande freqüência de fraturas mandibulares causada por vários fatores que, por sua vez, variam de acordo com a região analisada, a época e as condições sócio-econômicas. Entre os agentes etiológicos mais comuns, tem-se o aumento do número de agressões físicas e acidentes automobilísticos, e, em nosso meio o trauma por projétil de arma de fogo, vem se tornando cada vez mais freqüente2.

Em nosso país o número de fraturas faciais é elevado, mas poucas pesquisas epidemiológicas têm sido realizadas, apontando, portanto, a necessidade de um maior número e estudos para determinarmos perfis desses traumas, formas de prevenção e adequação dos serviços de atendimento3.

Sombrios, os números da violência no trânsito são cada vez mais intoleráveis e já são apontados como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o trânsito mata mais de um milhão de pessoas, por ano, e deixa entre 20 e 50 milhões de feridos.

O objetivo deste estudo foi avaliar a freqüência das fraturas mandibulares e correcioná-las como gênero, idade, etiologia, localização anatômica e tipos de traços de fratura.

 

MÉTODOS

O projeto de pesquisa deste trabalho foi submetido à avaliação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Hospital Geral de Vila Penteado - São Paulo (Brasil), tendo sua aprovação na data de 20/07/2004, sendo arquivado neste CEP sob o número 319/2004.

Foi realizado um levantamento retrospectivo de 883 pacientes portadores de fraturas faciais, entre janeiro de 2004 a dezembro de 2006, sendo que destes 270 apresentavam fraturas mandibulares, todos os pacientes foram atendidos no Pronto Socorro do Hospital Geral de Vila Penteado

Foram considerados e selecionados para este estudo, somente os registros que se apresentavam preenchidos corretamente, com dados pessoais, anamnese, diagnóstico definitivo e descrição do tratamento, num total de 270 casos.

Os dados foram coletados de um livro de registro de pacientes atendidos no Pronto Socorro, pelos Cirurgiões Buco Maxilo Faciais, de onde inicialmente foram retiradas informações pessoais como iniciais do nome do paciente, número do prontuário, gênero, idade, queixa principal, história clínica, exame físico, hipótese diagnóstica, exames de imagem e diagnóstico definitivo.

Todos estes dados foram transcritos pelo autor para uma ficha desenvolvida para coleta de dados desta pesquisa.

Os fatores etiológicos foram divididos em acidentes com veículos automotores, ciclísticos, atropelamentos, agressões físicas, ferimentos por projétil de arma de fogo, quedas, trabalhistas e esportivos.

As fraturas de mandíbula também foram classificadas quanto ao tipo de traços, segundo o qual foram denominadas em simples, que são aquelas representadas por apenas um traço, e múltiplas, que apresentam dois ou mais traços de fraturas.

A estatística descritiva foi contemplada com a apresentação de gráficos com a distribuição absoluta e relativa (%) das freqüências de cada variável. A associação entre as variáveis nominais (faixa etária, etiologia, gênero, localização da fratura e traços) foi obtida pela aplicação do teste não paramétrico do qui-quadrado, complementado pelo teste exato de Fisher nos casos em que a freqüência esperada de observação fosse menor do que cinco.

E2m todas as situações foi considerado o nível de significância de 5% (p< 0,05) para rejeição da hipótese de igualdade entre os grupos estudados. Todas as análises estatísticas utilizaram o software SPSS®, versão 13.0 para Windows (SPSS Inc., Chicago - USA).

 

RESULTADOS

A distribuição das fraturas mandibulares segundo o gênero mostra que houve um predomínio para o gênero masculino com 76,7% (Figura 1). Em relação a faixa etária houve maior freqüência para a faixa etária entre 20 a 29 anos com 33,0%, seguida pela faixa etária de 10 a 19 anos, com 22,1% (Figura 2).

 

 

 

 

A figura 3 mostra que os fatores etiológicos de maior freqüência foram os acidentes com veículos automotores com 35,2%, seguidos pelas agressões físicas com 22,6%. Foram observadas fraturas mandibulares com maior freqüência nas localizações anatômicas da região de corpo da mandíbula com 47,4 %, seguida pela região de côndilo, com 30,7% (Figura 4).

 

 

 

 

A distribuição das fraturas mandibulares segundo o tipo de traços mostra que houve um predomínio para as fraturas com traço único com 76,7% (Figura 5).

 

 

A tabulação cruzada, de acordo com a faixa etária e o gênero (Tabela 1) demonstra que houve maior freqüência em homens na faixa etária entre 20 a 29 anos (33,8%). Não foi observada diferença significativa da distribuição de frequências das fraturas mandibulares em relação ao gênero e faixa etária (p=0,480). Também não foi observada associação entre os fatores etiológicos e o gênero, com distribuição mais freqüentes (37,7%) de acidentes com veículos automotores, no gênero masculino (p=0,089). (Tabela 2).

 

 

 

 

Quando as fraturas mandibulares foram comparadas, de acordo com a localização anatômica e o gênero, notou-se que houve maior frequência para a região do corpo mandibular no gênero masculino com 51,2% (Tabela 3), entretanto sem diferença significativa na distribuição entre homens e mulheres (p=0,105).

 

 

A tabela 4 mostra a distribuição das freqüências da faixa etária, de acordo com os fatores etiológicos das fraturas mandibulares. Observou-se uma diferença estatisticamente significativa (p<0,001) nesta distribuição com os acidentes de veículos automotores sendo mais frequente nas faixas etárias de 20 a 29 anos, 30 a 39 anos e 40 a 49 anos, enquanto as faixas etárias menores (0 a 9 anos e 10 a 19) tem ocorrência maior de agressão física e acidentes ciclísticos. Nos idosos (mais de 60 anos) observou-se uma freqüência maior de quedas e atropelamentos.

A tabulação cruzada dos casos das fraturas mandibulares de acordo com os fatores etiológicos e o número de traços demonstra que os traços únicos estão associados com maior freqüência as fraturas causadas por acidentes com veículos automotores e agressão física, enquanto os traços múltiplos são associados com arma de fogo e acidentes com veículos. Esta distribuição tem diferença significativa (p<0,001) (Tabela 5).

 

 

DISCUSSÃO

O Hospital Geral de Vila situa-se na Região Norte do município de São Paulo, é referência para atendimento nas especialidades em Queimados, Ortopedia e Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial não só para a população da região, como também para o Município de São Paulo, por estar localizado próximo às rodovias Via Anhanguera e Bandeirantes, é referência para os casos de acidentes ocasionados nas estradas.

O desenvolvimento industrial do século XX propiciou aumento considerável da frota de veículos em circulação em todo o mundo. Os sistemas viários e o planejamento urbano, em geral, não conseguiram acompanhar o aumento do volume do tráfego. Desta maneira, a qualidade de vida, principalmente nas grandes cidades ficou prejudicada, contribuindo para o aumento da agressividade dos motoristas e para o crescimento da violência no trânsito, o que tem aumentado sensivelmente o número de acidentes com veículos automotores4.

Muitos estudos têm indicado uma grande frequência de fraturas mandibulares, que se deve a vários fatores que, por sua vez, variam de acordo com a região analisada, a época e as condições sócio-econômicas. Entre os agentes etiológicos mais comuns, tem-se o aumento do número de agressões físicas e acidentes automobilísticos2, e, em nosso meio o trauma por projétil de arma de fogo, vem se tornando cada vez mais freqüente5.

Dentre as fraturas faciais, as fraturas de mandíbula foram predominantes1,3,6,7. Todavia, para outros5, as fraturas nasais são as mais frequentes, seguida pelas fraturas órbito-zigomáticas foram as de maior incidência em fraturas de etiologia por acidente esportivo5.

Os achados de nosso estudo coincidem, com os relatos da literatura, em relação a grande maioria das características epidemiológicas das fraturas mandibulares.

Em relação ao gênero, as fraturas mandibulares foram mais frequentes no gênero masculino3,4,6-10.

A incidência de fraturas de mandíbulas é mais acentuada nos homens do que nas mulheres, provavelmente devido ao maior envolvimento em acidente de tráfego e agressões físicas.

A distribuição pelo gênero parece seguir um padrão na totalidade dos trabalhos pesquisados. Os dados do nosso estudo concordam com os estudos realizados anteriormente, em que a predominância é do gênero masculino 3,6,8,9.

Em relação à faixa etária, nosso estudo demonstra que a faixa etária de maior ocorrência foi entre 20 a 29 anos, faixa etária esta mais exposta a violência urbana, ratificado por vários estudos2,4,6.

Alguns autores utilizaram intervalos que não expressam décadas para apresentação da faixa etária mais comprometida8, de 11 a 30 anos; de 16 a 20 anos11 e de 16 a 30 anos12.

Outros autores expressam a ocorrência da faixa etária mais comprometida em médias, que variaram de 27,5 anos até 34,9 anos13.

O principal fator etiológico das fraturas mandibulares observado nesta pesquisa foi o acidente com veículos automotores e coincidem com a grande maioria dos trabalhos pesquisados1,3,6,7,10,14-16, seguidos de perto pelas agressões físicas que em outros estudos3,17-19 é o principal fator etiológico. O acidente esportivo foi a causa principal de fraturas mandibulares20.

Observando-se os dados obtidos de fatores etiológicos nas respectivas faixas etárias, nota-se que os acidentes automobilísticos na faixa de 20 a 29 anos e as agressões e quedas na faixa etária de 30 a 39 anos, foram os índices mais expressivos.

Em relação à localização anatômica, estudos retrospectivos mostraram predominância pela região condilar12,13,19,21. A região de sínfise e parassínfise foi a mais suscetível às fraturas3 seguida pela região de ângulo18,22,23. Em nosso estudo, no entanto, demonstramos que a localização mais freqüente de fratura é a região de corpo mandibular, o que concorda com outros estudos6,14,24,25.

Em relação aos tipos de traços, estudos realizados mostram uma maior incidência das fraturas múltiplas13,25. Já em nosso estudo houve predominância significativa das fraturas de traço único, concordando com a literatura24,25.

O entendimento de todo o processo epidemiológico das fraturas mandibulares mostra que algumas medidas poderiam ser sugeridas para uma diminuição acentuada destes casos, tais como: aplicação adequada das leis de trânsito, controle do consumo de álcool, restrições ao porte de arma de fogo.

Em síntese, concluímos que:

A fratura de mandíbula é mais freqüente em homens, cujas idades variam entre 20-20 anos. O fator etiológico predominante foi o acidente com veículos automotores, sendo mais frequentemente localizada n corpo da mandíbula, com predomínio de fraturas de traço único.

 

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Endereço para correspondência:
Abrão Rapoport
E-mail: arapoport@terra.com.br

Recebido em 05/12/2008
Aceito para publicação em 11/02/2009
Conflito de interesse: nenhum
Fonte de financiamento: nenhuma

 

 

Trabalho realizado no Curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do Hospital Heliópolis, Hosphel, São Paulo- SP-BR.

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