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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.38 no.5 Rio de Janeiro set./out. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912011000500005 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Fratura de pelve: um marcador de gravidade em trauma

 

 

Roberto de Moraes Cordts Filho, ACBC-SPI; José Gustavo Parreira, TCBC-SPII; Jaqueline A. Giannini PerlingeiroII; Silvia C. Soldá, TCBC-SPII; Tércio de Campos, TCBC-SPII; José Cesar Assef,TCBC-SPIII

IEx-Residente do Departamento de Cirurgia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
IIProfessor Assistente. Departamento de Cirurgia. Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Médico Assistente. Serviço de Emergência. Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
IIIDiretor do Serviço de Emergência. Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Professor Adjunto. Departamento de Cirurgia. Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: avaliar se a presença de fratura de pelve é associada à maior gravidade e pior prognóstico em vítimas de trauma fechado.
MÉTODOS: análise retrospectiva dos protocolos e prontuários das vítimas de trauma fechado admitidas de 10/06/2008 a 10/03/2009, separadas em dois grupos: com fratura de pelve (Grupo I) e os demais (Grupo II). Foram avaliados dados do pré-hospitalar e admissão, índices de trauma, exames complementares, lesões diagnosticadas, tratamento e evolução. Utilizamos os testes t de Student, Fisher e qui-quadrado na análise estatística, considerando p<0,05 como significativo.
RESULTADOS: No período de estudo, 2019 politraumatizados tiveram protocolos preenchidos, sendo que 43 (2,1%) apresentaram fratura de pelve. Os doentes do grupo I apresentaram, significativamente, menor média de pressão arterial sistêmica à admissão, maior média de frequência cardíaca à admissão, menor média da escala de coma de Glasgow, maior média nos AIS em segmentos cefálico, torácico, abdominal e extremidades, bem como, maior média do ISS e menor média de RTS e TRISS. O grupo I apresentou, com maior frequência, hemorragia subaracnoidea traumática (7% vs. 1,6%), trauma raquimedular (9% vs. 1%), lesões torácicas e abdominais, bem como necessidade de laparotomias (21% vs. 1%), drenagem de tórax (32% vs. 2%) e controle de danos (9% vs. 0%). As complicações foram mais frequentes no grupo I: SARA (9% vs. 0%), choque persistente (30% vs. 1%), coagulopatia (23% vs. 1%), insuficiência renal aguda (21% vs. 0%) e óbito (28% vs. 2%).
CONCLUSÃO: a presença de fratura de pelve é um marcador de maior gravidade e pior prognóstico em vítimas de trauma fechado.

Descritores: Fraturas ósseas. Pelve. Choque traumático. Hemorragia. Mortalidade.


 

 

INTRODUÇÃO

Fraturas de pelve geralmente resultam de traumas de alta energia e, em cerca de 90% dos casos, há lesões associadas1,2. É necessário um impacto frontal a pelo menos 50 km/h ou lateral a 40 km/h para comprometer a integridade do anel pélvico3,4. Em cerca de 72% dos casos, as fraturas ocorrem em veículos compactos, cada vez mais comuns nos congestionados centros urbanos 5,6. Considerando todas as fraturas em traumatizados, os ossos da pelve são acometidos em apenas 3% das vezes 7. Cerca de 10% das fraturas pélvicas podem ser classificadas como "complexas", caracterizando-se por instabilidade mecânica, hemodinâmica e presença de lesões em outros segmentos corporais 7.

A incidência de fratura de pelve nos grandes centros urbanos é de aproximadamente 23 para cada 100.000 habitantes e a mortalidade geral varia de 4 a 23% 8-13. Em alguns estudos, observa-se que até 60% das mortes ocorrem no próprio local do acidente14. Acredita-se que a hemorragia retroperitoneal asssociada à fratura de pelve seja responsável por 7 a 33% dos óbitos 8,9,10,15. Quando há associação de fraturas complexas e lesões graves em outros segmentos corporais, como o crânio e abdome, a letalidade pode alcançar 50% 1,10,16.

Os avanços no atendimento pré-hospitalar, em conjunto com o desenvolvimento de uma abordagem multidisciplinar ao traumatizado com fraturas de pelve são responsáveis pela diminuição da morbidade e da mortalidade observadas nos últimos anos 17,18,19. O rápido controle da hemorragia retroperitoneal por fixação externa precoce e angiografia com embolização, associados ao desenvolvimento de protocolos de transfusão e de controle de danos são alguns dos pontos mais importantes no atendimento destes doentes 7,11,14-25.

Com estes avanços, observamos que as mortes causadas pela hemorragia retroperitoneal isoladamente tornaram-se menos frequentes e que muitos óbitos são causados por lesões concomitantes, especialmente o trauma craniencefálico 2,26. Isto é verdade principalmente nos doentes com fraturas estáveis de pelve. Desta forma, questiona-se até que ponto a presença de uma fratura de pelve determina pior prognóstico nos traumatizados.

O objetivo deste estudo é avaliar se a presença de fratura de pelve está associada à maior gravidade e a um pior prognóstico em vítimas de trauma fechado.

 

MÉTODOS

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) (projeto 024/10).

No Serviço de Emergência da ISCMSP é realizada a coleta prospectiva de dados de todos os traumatizados admitidos na sala de emergência desde junho de 2008. Este protocolo é inicialmente preenchido pelos residentes de cirurgia à admissão do doente e, posteriormente, por assistentes do Sserviço no seguimento até a alta. São coletados dados de identificação, mecanismo de trauma, dados do pré-hospitalar, dados vitais à admissão, índices de trauma, exames complementares realizados, doenças associadas, lesões diagnosticadas e tratamento.

Neste estudo, realizamos uma análise retrospectiva dos protocolos coletados no período de 10/06/2008 a 10/03/2009. Incluímos todas as vítimas de trauma fechado com idade superior a 13 anos de idade. Foram consideradas para análise todas as variáveis anotadas em mais de 90% dos protocolos. A estratificação de gravidade da amostra foi realizada pelos índices de trauma Escala de Coma de Glasgow (ECG) 27, Revised Trauma Score (RTS) 28, Abbreviated Injury Scale (AIS) 29, Injury Severity Score (ISS) 30 e TRISS 31. Consideraremos como "graves" as lesões com escore de AIS maior ou igual a três. Utilizou-se a classificação de Key e Conwell modificada por Kane para a avaliação das fraturas de pelve, sendo grau I aquelas fraturas sem comprometimento do anel pélvico, grau II com solução do anel pélvico em um ponto, grau III com solução em mais de um ponto e grau IV as fraturas acetabulares 32.

Os traumatizados foram separados em dois grupos: os com fraturas de pelve (Grupo I) e os demais (Grupo II). Os doentes com fraturas de acetábulo isoladas foram alocados no grupo II. Para a avaliação da gravidade dos doentes com fraturas de pelve, as variáveis foram comparadas entre os grupos. Para a análise estatística, utilizou-se o software Statistical Package for Social Sciences 16.0. Empregaram-se os testes t de Student, qui-quadrado e Fisher para a comparação entre os grupos, considerando o valor de p<0,05 como significativo.

 

RESULTADOS

No período de estudo, 2019 politraumatizados tiveram protocolos preenchidos, sendo que 43 (2,1%) apresentaram fratura de pelve (Grupo I). A média etária geral foi 37,8 + 16,1 anos sendo 1537 homens e 482 mulheres. No Grupo I, a média etária foi 39,2 + 15,6 anos, sendo 31 homens e 12 mulheres.

Mecanismo de trauma

Nos doentes do Grupo I, o mecanismo de trauma mais frequente foi o atropelamento, seguido de quedas de altura, acidentes com condutores ou garupas de motocicleta, acidentes com motoristas ou passageiros de automóvel e queda de própria altura.. No Grupo II, o mecanismo mais frequente foi acidente com condutores ou garupas de motocicleta, seguido de atropelamento, queda de própria altura, quedas de altura, agressão física e acidente com automóvel (Tabela 1).

Condição à admissão, índices de trauma e classificação da fratura de bacia

Dos parâmetros avaliados à admissão, os pacientes com fratura de pelve apresentaram significativamente menor média de pressão arterial sistólica, maior média de frequência cardíaca e menor média na escala de coma de Glasgow do que os traumatizados sem esse tipo de lesão. Notamos também que os traumatizados do grupo I se caracterizaram por receber maior volume de cristaloides e concentrados de hemácias a admissão (Tabela 2).

A avaliação dos índices de trauma demonstrou que aqueles com fratura de pelve apresentaram significativamente maior média de AIS nos segmentos cefálico, torácico, abdominal e em extremidades, assim como maior média de ISS . Apresentaram também menor média de RTS e menor média no cálculo de probabilidade de sobrevivência (TRISS) (Tabela 3).

Dos 43 pacientes com fratura, 41 foram classificados, segundo Key e Conwell modificado por Kane, da seguinte forma: 21 como grau I, 10 como grau II e 10 como grau III (Tabela 4).

 

 

Lesões associadas

O grupo I apresentou, significativamente, maior frequência de hemorragia subdural traumática, trauma raquimedular, hemotórax, pneumotórax, fraturas de costelas, contusão pulmonar, lesões de baço, lesões hepáticas, lesões renais e vesicais (Tabela 5).

Tratamento

Os doentes do grupo I foram submetidos mais frequentemente a tratamento não operatório de lesões de órgãos parenquimatosos abdominais (fígado, baço e rim), bem como a angiografia diagnóstica/terapêutica. Alguns procedimentos operatórios também foram mais frequentes nos traumatizados com fraturas pélvicas, como as drenagens torácicas (32,6% vs. 1,9%), laparotomias e controle de danos (9% vs. 1%) (Tabela 6).

Complicações e letalidade

Vinte e dois (51,2%) pacientes do grupo I necessitaram de leito de terapia intensiva, contra 69 do grupo II (3,5%). O grupo I apresentou, significativamente, maior incidência de todas as complicações avaliadas: síndrome da angústia respiratória aguda (SARA) (9,3% vs. 0,6%), choque persistente (30,2% vs. 0,7%), coagulopatia (23,3% vs. 0,8%), falência de múltiplos órgãos e sistemas (16,3% vs. 0,3%), insuficiência renal aguda (20,9% vs. 0,4%) e sepse (20,9% vs. 1,6%). A letalidade foi de 27,9% no grupo I, contra apenas 1,8% no grupo II.

 

DISCUSSÃO

Fraturas de pelve geralmente são decorrentes de traumas de alta energia cinética e, muitas vezes, associadas à lesões em outros segmentos corporais. Em nosso estudo, cerca de 2,1% das vítimas de trauma fechado apresentavam fraturas de pelve, o que coincide com o observado em outro estudo, cuja incidência se aproxima de 3% 7. Avaliando apenas os doentes com fraturas pélvicas, notamos que as lesões associadas graves são um problema mais frequente que a instabilidade hemodinâmica por hemorragia retroperitoneal. Contudo, a letalidade dos traumatizados com fraturas pélvicas complexas admitidos em choque é altíssima. Desta forma, as hemorragias graves e potencialmente letais associadas às fraturas pélvicas persistem como um problema sério, embora menos frequente.

Lunsjo et al.16 publicaram, em 2007, estudo com 100 doentes com fraturas de pelve admitidos consecutivamente em dois centros de trauma nos Emirados Árabes Unidos. Na sua análise, a maioria (77%) estava relacionada à colisões de trânsito, o que também é descrito em outras casuísticas 5,6. Em nosso estudo, os mecanismos de trauma mais frequentes foram os atropelamentos (39,5%), as quedas (27,9%) e os acidentes com condutores e garupas de motocicletas (25,6%). Em estudos prévios, notamos que os atropelamentos também foram frequentes, o que não é encontrado em estudos de países desenvolvidos9. Os mecanismos de trauma associados às fraturas de pelve dependem de vários fatores e acreditamos que por características regionais, os atendimentos às vítimas de atropelamentos têm sido mais frequentes em nosso serviço.

A gravidade dos traumatizados com fraturas de pelve fica evidente já na admissão hospitalar. Observamos menor média de pressão arterial sistólica e maior média da frequência cardíaca, bem como menor média de RTS e escala de coma de Glasgow. Em outros estudos, observa-se que 30 a 46% dos traumatizados com fraturas de pelve necessitam de transfusões sanguíneas 33. Aproximadamente 70% dos pacientes receberão até quatro unidades de concentrados de hemácias e, nos com fraturas instáveis tipo open book, 40% receberão, pelo menos, 10 concentrados de hemácias.

Em nosso estudo, houve diferença significativa entre os grupos quando avaliamos os índices de trauma (ISS, RTS, AIS cabeça, AIS tórax, AIS abdome e AIS extremidades) e a frequência de lesões específicas, como hemorragia subdural traumática, trauma raquimedular, lesões no tórax e lesões abdominais. Isto deixa claro que a presença de uma fratura de pelve identifica um traumatizado de pior prognóstico. Não acreditamos que a fratura de pelve seja responsável pela pior evolução em todos os casos, mas a sua presença está associada a uma grande dissipação de energia e lesões concomitantes, que determinam pior prognóstico. Outros estudos relatam que as lesões associadas podem ser o principal fator prognóstico nestes doentes 2,10,16. Acreditamos que isto seja verdade no traumatizados com fraturas estáveis de pelve. Por outro lado, nos doentes com fraturas instáveis de pelve, a gravidade da fratura, aparentemente, está associada com o volume de sangramento retroperitoneal e com o prognóstico13.

Em estudo prévio de nosso serviço, avaliamos 224 pacientes com fraturas de pelve e a sua relação com as lesões abdominais 26. Os órgãos mais acometidos foram bexiga (11%), baço (8%), fígado (7%), uretra (6%) e rins (3%). Em nosso presente estudo, os principais órgãos abdominais/pélvicos lesados foram o baço (13,9%), fígado (6,9%), rins (4,7%) e bexiga (4,6%). Hauschild et al.10, analisando 386 vítimas de trauma com fraturas de pelve, encontraram as seguintes alterações: hematoma de retroperitôneo (38%), lesões em bexiga (36%), uretra (18%), plexo sacral unilateral (18%) ou bilateral (5%), vasos pélvicos (13%), intestinos (12%) e períneo (12%). Aqueles que apresentavam lesões associadas apresentavam mortalidade significativamente maior (21,7% vs. 3,6%). Não encontramos variáveis que pudessem justificar a menor frequência de lesões de bexiga em nosso estudo.

Em nossa análise, houve diferença significativa entre os grupos na avaliação das complicações. Os traumatizados com fraturas de pelve apresentaram maior frequência de SARA, choque persistente, coagulopatia, falência de múltiplos órgãos e sistemas, insuficiência renal aguda e sepse. Alguns estudos avaliaram os fatores prognósticos nos traumatizados com fraturas de pelve e neles a gravidade da fratura não foi considerada um fator significativo 2, 10, 16 . Provavelmente, o que ocorre é que a frequência de fraturas instáveis de pelve com sangramento ativo não é tão alta quanto a presença de lesões graves em outros segmentos corporais. Portanto, ao considerarmos todos os traumatizados com fraturas de pelve, a gravidade da fratura pode não atingir significado estatístico. Contudo, a gravidade de um traumatizado com fratura complexa e instabilidade hemodinâmica não pode ser menosprezada, visto que é uma situação de alta letalidade e que corresponde ainda a um dos maiores desafios nesta área.

Na literatura, observamos relatos de letalidade neste grupo de doentes variando de 4% a 50% 8,10. Esta ampla variação é secundária às diversas apresentações possíveis dos traumatizados com fraturas pélvicas. Raramente algum traumatizado com fratura pélvica estável e sem lesões associadas não evoluirá bem, enquanto a associação de fratura instável, choque e lesões neurológicas graves é altamente letal. Em nosso estudo, a letalidade encontrada nos doentes com fraturas pélvicas foi 27,9%, o que é significativamente maior que a observada em estudos prévios de nosso serviço. Contudo, a probabilidade de sobrevivência neste grupo foi de 0,80. Acreditamos que esse aumento na mortalidade esteja relacionado com a maior complexidade dos traumatizados atendidos, associada também a maior frequência de fraturas complexas neste último estudo.

Em síntese, a presença de uma fratura de pelve pode ser considerada como um marcador de gravidade em trauma. Seu simples diagnóstico nos impele a investigar, ativamente, lesões associadas, pressupor a presença de sangramento retroperitoneal e, frente à instabilidade hemodinâmica, tomar medidas imediatas para a transfusão de hemoderivados, identificação do foco hemorrágico e seu controle.

 

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Endereço para correspondência:
José Gustavo Parreira
E-mail: jgparreira@uol.com.br

Recebido em 20/09/2010
Aceito para publicação em 20/11/2010
Conflito de interesse: nenhum
Fonte de financiamento: nenhuma

 

 

Departamento de Cirurgia. Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Serviço de Emergência. Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

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