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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.38 no.5 Rio de Janeiro set./out. 2011

https://doi.org/10.1590/S0100-69912011000500008 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Avaliação de sintomas depressivos em pessoas com diabetes mellitus e pé ulcerado

 

 

Geraldo Magela SaloméI; Leila BlanesII; Lydia Masako Ferreira, TCBC-SPIII

IDoutor em Ciências pelo Programa de Pós- Graduação em Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil
IIDoutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil
IIIProfessora Titular Disciplina Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a intensidade de sintomas de depressão nos pacientes diabéticos com úlceras no pé.
MÉTODOS: Estudo exploratório, descritivo, analítico e transversal, realizado no ambulatório de feridas de um hospital público, de Sorocaba/SP. Participaram 50 pacientes com diabetes mellitus e pé ulcerado. Para mensurar a intensidade dos sintomas de depressão foi utilizado o inventário de Avaliação de Depressão de Beck.
RESULTADOS: Dos 50 pacientes avaliados, 41 apresentavam algum grau de sintoma depressivo, sendo que 32 (64%) com depressão moderada, apresentando sintomas de autodepreciação, tristeza, distorção da imagem corporal e diminuição da libido.
CONCLUSÃO: Pacientes diabéticos com pé ulcerado apresentaram graus variados de sintomas depressivos.

Descritores: Depressão. Diabetes mellitus. Pé diabético. Úlcera do pé.


 

 

INTRODUÇÃO

As úlceras de membros inferiores são comuns em pacientes que apresentam doenças crônicas, principalmente as que são relacionadas ao sistema circulatório e diabetes mellitus.1,2

No Brasil, as feridas constituem um sério problema para a saúde pública, devido ao grande número de pessoas com doenças crônicas e degenerativas, porém não se tem registro do número de indivíduos com feridas. Estima-se que 15% dos pacientes com diabetes mellitus desenvolverão, pelo menos, uma lesão no pé ao longo da vida3,4.

Os avanços no tratamento das feridas permitiram evolução na assistência a estas pessoas. Pesquisas têm sido elaboradas para identificar o melhor tratamento, porém, destaca-se a necessidade de compreender o complexo processo de cicatrização, bem como, os aspectos biopsicosocial que envolve esses indivíduos 2, 5-9.

Sentimentos como medo, desgosto e impotência, são comuns nos pacientes com feridas, lembrando que, em uma sociedade onde a independência é valorizada, depender de outros pode gerar medo e frustração. O medo é sentimento que faz parte do processo de viver do ser humano. Provoca desorganização emocional, com período de conflito, dúvidas e reações inesperadas2,10.

As pessoas que convivem com uma ferida, de difícil cicatrização, com risco de ter seu membro amputado, vivenciam, sentimentos como medo, tristeza, inutilidade, frustração e isolamento1,11-13.

As úlceras nos pés têm impacto significativo na qualidade de vida. Por exemplo, a perda da mobilidade associada com úlceras no pé afeta a capacidade dos doentes para realizar tarefas simples e cotidianas e participar em atividades de lazer. Vários estudos têm demonstrado que pacientes com diabetes e úlceras nos pés estavam mais deprimidos e tinham pior qualidade de vida do que aqueles que não tiveram complicações decorrentes do diabetes 13-17.

A depressão é considerada uma das dez principais causas de incapacitação no mundo, limitando o funcionamento físico, pessoal e social. Entretanto, pequena parte das pessoas atingidas recebe tratamento apropriado, e sobre elas, o estigma pesa de forma significativa. A forma como a população identifica os sintomas de depressão e as crenças sobre sua causa podem influenciar o processo de procura de ajuda, a adesão aos tratamentos, bem como, a atitude e o comportamento da comunidade em relação aos que estão com este transtorno 18-20.

A depressão é subdiagnosticada e subtratada, ou seja, em torno de 50 a 60% dos casos de depressão, não são detectados pelo médico. Muitas vezes, os pacientes deprimidos também não recebem tratamentos suficientemente adequados e específicos 19. A morbimortalidade associada à depressão pode ser em boa parte prevenida (em torno de 70%) com o tratamento correto 20.

A lesão no pé em pacientes com diabetes pode influenciar, de maneira significativa, seu cotidiano podendo ter consequências, que incluem distúrbios psicossociais 21,22, dentre eles a depressão;portanto, esta pesquisa teve como objetivo avaliar a intensidade do grau de depressão e os sintomas depressivos apresentados nos pacientes diabéticos com lesão no pé.

 

MÉTODOS

Estudo exploratório, descritivo, analítico e transversal. Participaram 50 pacientes com diabetes mellitus e pé ulcerado. Todos foram atendidos no ambulatório de feridas de um conjunto hospitalar no interior no estado de São Paulo, Brasil.

Foram incluídos pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2, com úlcera no pé e idade superior a 18 anos, sendo excluídos os pacientes que tivessem condições físicas e mentais que os impedissem de responder às perguntas do questionário.

Os dados foram coletados no período compreendido entre dezembro de 2008 à abril de 2009, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, sob o nº1611/08. A coleta foi realizada pelos próprios pesquisadores, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelo paciente, em uma sala previamente preparada, garantindo conforto e tranquilidade aos entrevistados.

Foi utilizado um instrumento de coleta de dados que possuía informações sócio-demográficas e clínicas.

O instrumento utilizado para a avaliação da depressão foi o inventário de Avaliação de Depressão de Beck, desenvolvido na década de 1960, traduzido e validado no Brasil. Possui 21 categorias de sintomas e atitudes características das manifestações de depressão e envolve manifestações de humor, vegetativas, sociais, cognitivas e de irritabilidade23,24. Cada categoria consiste em uma série de quatro graus diferentes de intensidade da manifestação (0 a 3 pontos), totalizando assim 63 pontos.

Neste estudo, foram considerados os seguintes escores: < 9 corresponde a sem depressão ou depressão mínima; de 10 a 18 depressão leve a moderada; de 19 a 29 depressão moderada a grave; de 30 a 63 corresponde a depressão grave 24.

Para análise dos dados foram utilizados os testes de Kruskal-Wallis, correlação de Spearman e de comparações múltiplas de Dunn.

Para todos os testes estatísticos foram considerados os níveis de significância de 5% (p < 0,05).

 

RESULTADOS

Na tabela 1 observa-se que 64% dos pacientes apresentaram depressão moderada e 10% depressão grave.

A tabela 2 apresenta diferença estatística entre os níveis "Mínima ou nenhuma" e "Moderada", com relação ao número de sintomas depressivos (p < 0,001). As diferenças entre os demais níveis de depressão não foram significantes (p > 0,05).

Pode-se verificar na tabela 3, que 49 (98%) pacientes apresentaram os sintomas de depressão: autodepreciação e tristeza, 46 (92%) pacientes tiveram distorção da imagem corporal, 45 (90%) sentiam retração social e 41 (82%) diminuição de libido. Houve diferença significante entre o Escore de depressão e o número de sintomas depressivos (r = 0,542; p < 0,001).

Na tabela 4 pode-se verificar que 25 (50%) pacientes tinham faixa etária entre 60 e 69 anos, 41( 82%) pacientes tinham cor branca e 30 (60%) pacientes eram do sexo feminino, 25 (50%) pacientes estavam casados, 29 (58%) eram analfabetos e 28 (56%) aposentados .

Verifica-se na tabela 5 que 40 (80%) pacientes eram hipertensos, 19 (38,0%) cardiopatas e 16 (32%) fumantes.

Na tabela 6 pode-se verificar que 32 (64%) úlceras tinham exsudato e presença de odor, 26 (52%) tinham tamanho acima de 11 cm, 34 (68%) pacientes conviviam com a ferida entre sete meses e um ano e que 39(78%) apresentaram recidiva da úlcera.

 

DISCUSSÃO

O aumento de pacientes com feridas na população é um fato conhecido pelos profissionais de saúde e tem proporcionado várias discussões sobre o assunto. O cuidado à saúde de pessoas com feridas é um problema de grandes dimensões representando desafio a ser enfrentado cotidianamente, tanto por quem vivencia tal problema quanto para os cuidadores. Viver com a condição de ter uma ferida, traz uma série de mudanças na vida das pessoas e por consequência, na de seus familiares, surgindo dificuldades que, muitas vezes, a pessoa, a família e a equipe de saúde não estão preparados para ajudar e compreender todos os aspectos que envolvem este problema 2,10,11.

Neste estudo, a maioria dos pacientes apresentaram depressão moderada. Os sintomas depressivos que apresentaram diferenças estatísticas foram: autodepreciação, tristeza, distorção da imagem corporal. Estudos indicam que um terço dos diabéticos, que desenvolvem úlcera no pé, sofre de depressão e está associado ao aumento da mortalidade25,26.

Os pacientes com diabetes mellitus têm taxas significativamente maiores de sintomas depressivos26, principalmente quando desenvolvem complicações como ulceração no pé27.

Os sintomas depressivos estão presentes em 10 a 20% dos pacientes com doenças clínicas, sendo que cerca de 5% deles apresentam quadros mais graves de depressão28. A depressão é um transtorno mental que afeta o funcionamento físico e psicológico da pessoa. O transtorno depressivo implica em grande prejuízo nas esferas pessoal e familiar, atingindo duas vezes mais mulheres do que homens 29.

A depressão foi estimada como a quarta causa especifica, nos anos 90, de incapacitação por meio de uma escala global para comparação de várias doenças. A previsão é que seja a segunda causa específica em países desenvolvidos e a primeira em países em desenvolvimento até o ano 202024.

As úlceras de perna são comuns, de difícil tratamento e contribuem de maneira substancial para a perda de qualidade de vida. Essas úlceras frequentemente são dolorosas, diminuem a capacidade de deambulação e independência do paciente, gerando desemprego, perdas econômicas e baixa autoestima. Causam ainda, isolamento social devido à sua aparência e odor desagradáveis. A maioria dos pacientes do estudo apresentava exsudato e odor em sua ferida.

Apesar de todas essas repercussões, as úlceras de perna não são valorizadas adequadamente sendo o seu cuidado colocado, muitas vezes, em segundo plano. Parte dessa atitude advém do fato de que seu tratamento é difícil. Elas são refratárias às terapêuticas utilizadas, cicatrizam com lentidão e recidivam com facilidade 1,2,11,.

O pé diabético é uma complicação crônica do diabetes mellitus, caracterizando-se por infecção, ulceração ou destruição dos tecidos profundos, associadas às alterações neurológicas, em vários graus de doença vascular periférica nos membros inferiores, que tem grandes repercussões sociais e econômicas, traduzidas pelas amputações, incapacidades para o trabalho, absenteísmo ao trabalho e o alto custo associados ao seu controle ou tratamento e por suas complicações agudas e crônicas30.

Neste estudo, 28 (56%) pacientes com pé ulcerado, estavam aposentados. A ulceração afeta a produtividade no trabalho, gerando aposentadoria por invalidez além de restringir as atividades de vida diária e de lazer. 2,10,11,13,31.

De acordo com os resultados desta pesquisa, metade dos pacientes tinha faixa etária entre 60 e 69 anos e estavam casados; a maioria dos pacientes era do sexo feminino.

A depressão é 50 a 75% mais frequente em mulheres do que nos homens, as causas dessas diferenças são desconhecidas, porém, existem possibilidades de relação com influências hormonais, predisposição genética ligada ao cromossomo X, ao fato da relação depressiva ser culturalmente mais observável no sexo feminino, por sua maior facilidade em expressar suas emoções e procurar por tratamento, tornando esse transtorno mais visível que no sexo masculino31,32.

A depressão surge mais frequentemente entre pessoas viúvas, divorciadas ou separadas do que entre solteiros e casados. Nesse sentido, vale destacar que a situação de viuvez recente está associada à alta ocorrência de depressão. Além disso, pessoas que moram sozinhas parecem ser mais vulneráveis33. Trabalho realizado por Ribu34 detectou piora da qualidade de vida em pacientes com úlcera do pé diabético e foi frequente nos homens que vivem sozinhos.

Neste estudo, a maioria dos pacientes estava com uma ferida entre sete meses e um ano e teve recidiva. A pessoa com ferida deve ser ajudada no sentido de entender que a lesão não se constitui em restrição para uma vida social, mas necessita ser vista como uma nova condição que requer adaptação. Considerando ser difícil adaptação a qualquer mudança, torna-se necessária a ajuda de um profissional de forma que o paciente sinta-se amparado e motivado a buscar por auxílio2,35.

A depressão é considerada um fator de risco isolado para as doenças cardiovasculares, pois quanto mais grave a depressão, maior a probabilidade de ocorrência de distúrbios cardiovasculares36. A depressão contribui para aumentar esses riscos, aumentando a aderência e agregação plaquetária, liberação excessiva ou prolongada de catecolaminas e corticosteroides devido ao estresse ou ansiedade exagerada, que pode precipitar arritmia ventricular ou morte súbita, as quais afetam o funcionamento cardiovascular28 . Neste estudo a maioria dos pacientes era hipertensos e não era cardiopata.

O cigarro aumenta a concentração de gordura a nível abdominal, reduz a sensibilidade insulínica e eleva demasiadamente a concentração da glicose após um teste oral de tolerância à glicose. O consumo do fumo deve ser evitado, 95% de todas as amputações do pé acontecem em fumantes, sendo procedimento traumático que poderia ser evitado36. Mais da metade dos pacientes era fumante.

Por meio do inventário de avaliação de depressão de Beck, os resultados obtidos permitiram concluir que pacientes diabéticos com pé ulcerado apresentaram graus variados de sintomas depressivos. Esta pesquisa reforça a necessidade de redirecionar a atenção à saúde dos pacientes com feridas, buscando identificar alterações emocionais entre estes pacientes e propor medidas preventivas ou de tratamento.

Estudos futuros devem ser conduzidos, visando a ampliação do tamanho da amostra e a compreensão da magnitude das possíveis alterações nos aspectos emocionais e as suas consequências para os pacientes com feridas.

 

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Endereço para correspondência:
Geraldo Magela Salomé
E-mail: salomereiki@yahoo.com.br

Recebido em 15/11/2010
Aceito para publicação em 18/01/2011
Conflito de interesse: nenhum
Fonte de financiamento: nenhuma

 

 

Trabalho realizado no Ambulatório de feridas de um Conjunto Hospitalar de Sorocaba - SP-BR.

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