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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.39 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912012000500003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Antropometria e perfil lipídico em mulheres com câncer de mama: um estudo caso-controle

 

 

Karine Anusca MartinsI; Ruffo Freitas-Junior, TCBC-GOII; Estelamaris Tronco MonegoI; Régis Resende PaulinelliII

IProfessora Doutora da Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Goiás – GO-BR
IIProfessor Doutor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: avaliar a composição corporal e o perfil lipídico de mulheres com e sem câncer de mama.
MÉTODOS: estudo caso-controle pareado por idade, incluindo 62 mulheres, sendo 31 recém-diagnosticadas com câncer de mama e 31 com alterações mamárias benignas. Os dados foram coletados por meio de entrevista direta, com caracterização sociodemográfica, avaliação da composição corporal por antropometria, incluindo dobras cutâneas (DC) e circunferências, bioimpedância (BIA) e ultrassonografia (USG), além da avaliação do perfil lipídico. Utilizou-se na análise dos dados: Teste de Kolmogorov-smirnov (distribuição normal das variáveis), teste "t" de Student, Qui-quadrado de tendência (U de Mann-Whitney), Qui-quadrado de Pearson, Teste Exato de Fisher e Correção de Yates e "odds ratio".
RESULTADOS: comparadas aos controles, mulheres com câncer de mama (casos) apresentaram menor estatura (1,56m±5,68) e (1,59m±6,92), p<0,03; maior porcentagem de gordura corporal, avaliada pela Impedância Bioelétrica (39,87% ±8,26) e (36,00%±6,85), p<0,049; maior dobra cutânea tricipital (27,55mm±8,37 e 22,81mm±5,72; p<0,01), respectivamente.
CONCLUSÃO: Mulheres com câncer de mama apresentaram menor estatura, maior porcentagem de gordura corporal e maior dobra cutânea tricipital. Não se observou diferença no Índice de Massa Corporal e na Circunferência da Cintura. Não foi encontrada associação entre o perfil lipídico e a ocorrência de câncer de mama.

Descritores: Neoplasias da mama. Epidemiologia. Antropometria. Composição corporal. Estado nutricional.


 

 

INTRODUÇÃO

O câncer de mama, nos últimos anos, pesquisado em caráter mundial, por sua alta prevalência e incidência, é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres1; ainda que os avanços na detecção precoce e novas formas terapêuticas utilizadas tenham evoluído nas últimas décadas2.

Entre os aspectos classicamente considerados como fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama estão: idade avançada, baixa paridade, menarca precoce, menopausa tardia, obesidade, altura aumentada e alcoolismo3. Dentre aqueles vinculados ao estado nutricional, destacam-se os que se relacionam com a composição corporal, como a obesidade e/ou excesso de peso e inadequação da distribuição da gordura corporal, principalmente na pós-menopausa4.

O perfil lipídico parece influenciar no desenvolvimento do câncer de mama feminino principalmente na presença de um Índice de Massa Corporal aumentado5.

Dentre as técnicas utilizadas na determinação da composição corporal de pacientes com câncer, destaca-se a antropometria, por ser de fácil execução, ter custo acessível e permitir boa acurácia, possibilitando a obtenção de resultados fidedignos6-8.

No Brasil e em outros países com grande miscigenação racial, as informações antropométricas relacionadas à gordura corporal de mulheres9, principalmente aquelas com câncer de mama7,10, apresentam limitações que podem estar relacionadas com os recursos disponíveis incluindo tecnológicos e de equipamentos mais acurados e precisos, ou mesmo, por questões de diferenças raciais propriamente ditas11.

Diante do exposto, o objetivo do presente trabalho foi conhecer a composição corporal e o estado nutricional, utilizando-se a antropometria, e o perfil lipídico de mulheres brasileiras, provenientes da região centro-oeste do País, com e sem câncer de mama, acompanhadas em dois centros de referência em doenças da mama, pertencentes à Rede Goiana de Pesquisa em Mastologia.

 

MÉTODOS

Trata-se de um estudo caso-controle, com amostra que incluiu mulheres com câncer de mama, com pareamento por idade de 1:1 com controles sem câncer de mama.

Foram pareadas por idade mulheres recém-diagnosticadas com câncer de mama (casos) e mulheres com alterações benignas da mama (controles), em dois serviços de referência para diagnóstico e tratamento do câncer em Goiânia: Programa de Mastologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás-HC/UFG (22 casos e 27 controles, n=49) e Serviço de Ginecologia e Mama do Hospital Araújo Jorge (nove casos e quatro controles, n=13).

Utilizou-se questionário para entrevista direta, com caracterização sociodemográfica, avaliação do estado nutricional, incluindo a porcentagem de gordura corporal obtida pelo somatório das dobras cutâneas, impedância bioelétrica (BIA) e gordura central, através da ultrassonografia abdominal.

Foram estudadas variáveis sociodemográficas (idade, estado civil, procedência, escolaridade e renda familiar mensal) e antropométricas (peso, altura, circunferência braquial, circunferência muscular braquial, circunferência da cintura, dobra cutânea bicipital, dobra cutânea tricipital, dobra cutânea suprailíaca e dobra cutânea subescapular.

Calculou-se o Índice de Massa Corporal (IMC), a porcentagem de gordura, massa magra e água corporal, e obtiveram-se medidas da espessura da gordura subcutânea e gordura intra-abdominal por meio da ultrassonografia. Foram colhidas informações sobre a menarca e a menopausa.

Os entrevistadores e antropometristas responsáveis pela coleta de dados foram capacitados previamente, utilizando-se um Manual do Entrevistador/Antropometrista, com padronização de coleta de medidas antropométricas validadas previamente por Habicht12. O treinamento prévio e a realização do estudo piloto permitiram maior confiabilidade dos resultados.

Para a avaliação antropométrica, foram observadas as seguintes normas de padronização: peso em kilogramas e estatura em metros, segundo as técnicas propostas por Lohman et al.13;  índice de massa corporal (IMC): calculado a partir da divisão do peso pela estatura ao quadrado expresso em Kg/m2, segundo os pontos de corte propostos pela Organização Mundial de Saúde14; circunferência da cintura em centímetros: medida realizada conforme técnica validada13, cuja classificação indica risco de complicações metabólicas associadas à obesidade14; porcentagem de gordura corporal: resultante da análise da composição corporal utilizando-se o somatório das dobras cutâneas e a impedância bioelétrica ; dobras cutâneas em milímetros: utilizando-se adipômetro (Lange Skinfold Caliper), foram realizadas medidas em triplicata das dobras cutâneas tricipital (DCT), bicipital (DCB), subescapular (DCSE) e suprailíaca (DCSI) tendo como referência a técnica proposta por Lohman et al.13. Os valores obtidos foram comparados com o padrão de referência15, o que permitiu uma estimativa indireta da porcentagem de gordura corporal, por meio do somatório das quatro dobras cutâneas e a utilização de fórmulas propostas por Durnin e Womersley16 e Siri17. Para a Impedância bioelétrica (BIA): obteve-se valores de massa gorda, massa magra e água corporal em porcentagem e quilogramas utilizando aparelho de bioimpedância Bodystat modelo 1500, com frequência simples. Para a determinação do estado nutricional, de acordo com o percentual de gordura corporal, adotou-se a classificação de Lohman et al.18; circunferência braquial em centímetros,  conforme técnica proposta por Lohman et al.13, onde as medidas obtidas foram comparadas ao padrão de referência15; circunferência muscular do braço(CMB) em centímetros, estimada por meio da fórmula: CMB= DCB - 3,14 x DCT, cujos resultados foram comparados com o padrão de referência15; espessura de gordura abdominal (subcutânea e intra-abdominal) mensurada por ultrassonografia, segundo técnica validada19. Obteve-se a estimativa da gordura visceral com a paciente em jejum de, pelo menos, seis horas, em decúbito dorsal, na região supraumbilical, na linha xifoumbilical, com o mínimo de pressão necessária, por meio de equipamento de ultrassonografia.

Na análise dos dados utilizou-se o teste "t" de Student, para as variáveis contínuas que apresentaram distribuição normal pelo teste de Kolmogorov-smirnov, enquanto que para as variáveis nominais (categóricas) foram utilizados testes não-paramétricos, como o qui-quadrado de tendência (U de Mann-Whitney), qui-quadrado de Pearson, teste exato de Fisher e correção de Yates, considerando a significância estatística de p<0,05. Na análise bivariada do estudo caso-controle calculou-se a medida de associação "odds ratio", com intervalo de confiança de 95%.

O estudo foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa Humana e Animal do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Protocolo 073/2008, de 27/06/2008) e da Associação de Combate ao Câncer de Goiás do Hospital Araújo Jorge (Protocolo 001/09, de 26/02/2009).

 

RESULTADOS

As 62 pacientes avaliadas (31 casos e 31 controles) apresentaram média de idade de 48,19 anos (±8,99) em ambos os grupos, uma vez que foram pareados por idade exata. Vinte e oito (45,16%) mulheres encontravam-se na faixa etária entre 50 e 65 anos.

A maioria das participantes do estudo, seja caso ou controle, apresentava baixa escolaridade. Apenas uma paciente era analfabeta, 20 casos (64,5%) e 23 controles (74,1%) cursaram o ensino fundamental e, três casos (9,6%) e dois controles (6,4%) possuíam curso superior. Não houve diferença estatisticamente significante, entre casos e controles.

A renda mensal das participantes do estudo mostrou que 17 casos (54,8%) e 10 (32,2%) controles apresentaram renda familiar mensal inferior a 0,5 salário mínimo (SM) per capita; nove casos (29,0%) e 14 controles (45,1%) apresentavam renda per capita entre 0,5 e 1,0 SM ao mês; 26 (83,8%) casos e 24 (77,4%) controles tinham renda mensal per capita inferior a 1,0 SM. Não houve diferença significante (p=0,46) entre casos e controles, em relação à renda mensal.

Apesar da maioria das mulheres residirem em Goiânia, cerca de um terço (32,2%) eram provenientes de outras cidades de Goiás ou mesmo da Região Centro-Oeste. Vinte e cinco (80,6%) casos e 22 (70,9%) controles eram casadas ou mantinham união consensual estável, sem diferença estatisticamente significante nestas variáveis.

A média de idade da menarca variou de 13,2 (±1,5) para casos e 12,6 (±1,4) anos para controles, respectivamente, sem diferença estatística (p=0,16) entre os grupos. Observou-se que 46,7% da população estudada era pós-menopáusica. Nenhum caso e apenas dois (3,2%) controles se encontravam na peri-menopausa (sem menstruação há menos de um ano), sem diferença estatisticamente significante.

Os valores descritivos das variáveis antropométricas estão apresentados na tabela 1. O peso médio variou entre 67,4 Kg (±12,1) no grupo controle e 69,3 Kg (±18,2) no grupo de casos. Foram encontradas diferenças significantes para as medidas da altura, percentual de gordura corporal (%GC), dobra cutânea tricipital (DCT) e massa muscular magra (MMM), entre casos e controles. As demais variáveis não apresentaram diferenças com significância estatística entre os dois grupos estudados.

Ao analisar-se o IMC e a CC entre as mulheres dos grupos com e sem câncer, não se observou diferença significante (Tabela 2).

No que se refere à distribuição de casos e controles, segundo variáveis reprodutivas e antropométricas, nenhuma variável estudada apresentou uma associação estatisticamente significante com o câncer de mama, na análise bivariada (Tabela 3). Não foi encontrada associação entre o perfil lipídico e ocorrência de câncer de mama (Tabela 4).

 

DISCUSSÃO

Apesar do câncer de mama ser mais detectado em mulheres de regiões urbanas e em condições sócio-econômicas mais favoráveis20, possivelmente em função de possuírem mais condições de acesso aos exames que possibilitam sua detecção precoce21, o presente estudo foi conduzido com um grupo de mulheres com baixa renda e escolaridade reduzida. Este perfil de mulheres atendidas nos dois centros especializados da região central do Brasil se assemelha àquelas do estudo realizado previamente, na região sul do país22.

Por meio da avaliação antropométrica, observou-se que a média de peso das mulheres não apresentou diferença significante entre casos e controles. Verificou-se que aquelas com câncer apresentaram estatura média significativamente menor que os controles, sugerindo que mulheres deste estudo, por serem mais baixas, apresentaram maior risco de ocorrência de câncer de mama. Estes dados são conflitantes com estudos em países norte-americanos, os quais mostraram que as mulheres mais altas apresentam maior risco de desenvolvimento de câncer de mama23. No Brasil, considerando-se as populações do sul/sudeste, em alguns estudos, a altura não influenciou o risco para o câncer de mama7,24.

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF)25, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que existem diferenças populacionais entre as regiões sul/sudeste e central do país, sugerindo que o perfil das mulheres9, em especial aquelas com câncer de mama26 desta última região, também seja diferente da primeira.

Tal situação pode ser justificada pela miscigenação das raças, bem como, diferenças regionais nos hábitos alimentares e culturais, os quais podem influenciar no desenvolvimento desta doença27. Estes achados, referentes à estatura da mulher na região central do país, são inéditos e não haviam sido observados anteriormente por nenhum outro estudo.

Ao comparar a porcentagem da gordura corporal observou-se que independente do método de avaliação da gordura corporal (somatório das dobras cutâneas ou BIA), os casos apresentam valores maiores que os controles, com diferença estatisticamente significante, entre casos e controles, para a avaliação por meio da BIA. Diferentemente do encontrado por outros autores4,11, no presente estudo, não se encontrou associação entre a gordura corporal total aumentada e a ocorrência de câncer de mama.

Os valores de porcentagem de gordura corporal avaliada por BIA e pelo somatório das dobras cutâneas apresentaram diferenças com significância estatística, entre casos e controles. Estas medidas permitem mensurar com maior fidedignidade a composição corporal em relação ao peso6,18.

Outros parâmetros para avaliação do estado nutricional das mulheres foram a circunferência braquial e a circunferência muscular do braço, onde casos e controles apresentaram-se dentro dos parâmetros de normalidade15, sem diferenças significantes entre os grupos estudados.

Apesar de não ter sido objetivo do presente trabalho, utilizando-se análise exploratória observou-se que tanto as mulheres com câncer quanto as do grupo controle, apresentaram prevalência aumentada de excesso de peso (sobrepeso e obesidade), refletindo a situação nutricional da população brasileira, que apresenta uma tendência histórica de aumento no peso corporal e no IMC9.

O IMC avaliado no presente estudo não demonstrou ser um fator que influencia no desenvolvimento do câncer de mama, apesar de outros estudos demonstrarem tal associação28. Em estudo de coorte prospectiva realizado em Paris28, com 14.709 mulheres com câncer de mama, com o objetivo de estabelecer e validar os pontos de corte mais adequados para diferentes indicadores de tamanho corporal que possam estar associados com o prognóstico de câncer de mama, os autores sugerem que para evitar um pior prognóstico, o aumento das recidivas e a menor sobrevida, em casos de câncer de mama, os especialistas em saúde utilizem os seguintes pontos de corte como apoio na identificação de pacientes com maior risco de prognóstico desfavorável: IMC de 25,00Kg/m2, peso de 60Kg, razão de peso ideal de 20% e área de superfície corporal de 1,70m2.

Como no presente estudo, casos e controles apresentaram valores de peso e IMC maiores que os pontos de corte recomendados14. Reforça-se a importância de se redobrar a atenção e o cuidado no acompanhamento das pacientes avaliadas nos dois serviços, bem como, o desenvolvimento de atividades de promoção da saúde e sensibilização quanto ao risco do excesso de peso.

A circunferência da cintura é medida que avalia a gordura abdominal (adiposidade central) e têm a finalidade de estimar um risco adicional para as doenças crônicas não transmissíveis, em especial as doenças cardiovasculares14. A relação entre adiposidade corporal e câncer de mama tem sido observada há alguns anos, em especial, o aumento da gordura visceral ou abdominal (adiposidade central), que se relaciona com uma maior probabilidade de recidiva e um menor tempo de sobrevida, principalmente na pós-menopausa, onde o risco é mais elevado10,23.

A distribuição da gordura corporal (gordura abdominal) exerce maior influência sobre os fatores de risco metabólicos do que a gordura corporal total29. Observa-se no presente trabalho, tanto os casos quanto os controles apresentaram circunferência da cintura muito aumentada (>88cm), indicando risco adicional relacionado a fatores de risco metabólicos14.

Verifica-se em estudo prévio que taxas aumentadas de colesterol total, frações e triglicérides podem estar relacionadas ao aumento do risco de câncer de mama5. A avaliação do perfil lipídico realizado neste estudo não mostrou associação com o câncer de mama. É possível que este resultado tenha sido influenciado pelo tamanho da amostra, porém a condição diferenciada no consumo de gordura típico desta população pode ter influenciado os níveis séricos das lipoproteínas22,25.

Mulheres brasileiras da região central do País, com câncer de mama, apresentaram menor estatura, maior quantidade de gordura corporal total e maior valor de dobra cutânea tricipital que os controles. O perfil lipídico não apresentou correlação com o câncer de mama. Não se encontrou associação entre o perfil lipídico e a ocorrência de câncer de mama.

 

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Endereço para correspondência:
Ruffo Freitas Júnior

E-mail: ruffojr@terra.com.br

Recebido em 02/04/2012
Aceito para publicação em 06/06/2012

Conflito de interesse: nenhum
Fonte de financiamento: parcialmente financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG), Processo nº 00228648-96, Chamada nº 01/2007

 

 

Trabalho desenvolvido na Rede Goiana de Pesquisa em Mastologia.- GO-BR.       

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