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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.39 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912012000600003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Procalcitonina como biomarcador de prognóstico da sepse grave e choque séptico

 

 

José Raimundo Araujo de AzevedoI; Orlando Jorge Martins Torres, TCBC-MAII; Nicolau Gregori Czeczko, TCBC-PRIII; Felipe Francisco TuonIII; Paulo Afonso Nunes Nassif, TCBC-PRIII; Gleim Dias de SouzaIV

ICoordenador da Unidade de Terapia Intensiva. Hospital São Domingos
IICirurgião do Departamento de Cirurgia do Hospital São Domingos
IIIProfessor Permanente do Programa de Pós Graduação em Princípios da Cirurgia do Instituto de Pesquisas Médicas da Faculdade Evangélica do Paraná
IVAluno do Programa de Pós Graduação em Princípios da Cirurgia do Instituto de Pesquisas Médicas da Faculdade Evangélica do Paraná/Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a tendência da concentração plasmática e do clearance de procalcitonina (PCT-c) como biomarcadores de prognóstico de pacientes com sepse grave e choque séptico, comparado a um outro marcador precoce de prognóstico representado pelo número de critérios de SIRS no momento do diagnóstico da sepse.
MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo observacional onde foram incluídos pacientes com sepse grave e choque séptico. A concentração sérica de procalcitonina foi determinada no momento do diagnóstico da sepse e após 24 e 48 horas. Foram coletados dados demográficos, escore APACHE IV, escore SOFA na chegada, número de critérios de SIRS no momento do diagnóstico, sitio da infecção e resultados microbiológicos.
RESULTADOS: Vinte e oito pacientes foram incluídos, 19 clínicos e nove cirúrgicos. Em 13 (46,4%) a fonte da sepse foi pulmonar, em sete abdominal (25,0%), em cinco urinária (17,9%) e de partes moles em três casos (10,7%). Quinze pacientes tinham sepse grave e 13 choque séptico. A mortalidade global foi cinco pacientes (17,9%), três deles com choque séptico. Vinte e oito determinações de PCT foram realizadas no momento do diagnóstico da sepse, 27 após 24 horas e 26 após 48 horas. A concentração inicial não se mostrou expressivamente diferente entre os grupos sobreviventes e não sobreviventes, mas as diferenças entre os dois grupos após 24 e 48 horas alcançaram significância estatística expressiva. Não se observou diferença em relação ao número de critérios de SIRS. O clearance de procalcitonina de 24 horas mostrou-se expressivamente mais elevado no grupo de sobreviventes (-3,0 versus -300,0, p=0,028). Embora o clearance de procalcitonina de 48 horas tenha mostrado resultado mais elevado no grupo de sobreviventes comparado aos não sobreviventes, a diferença não alcançou significância estatística.
CONCLUSÃO: Concentrações persistentemente elevadas de procalcitonina no plasma, assim como, redução do PCT-c 24 horas, associaram-se à elevação expressiva da mortalidade de pacientes com sepse grave e choque séptico.

Descritores: Pacientes. Prognóstico. Sepse. Choque séptico. Marcadores biológicos.


 

 

INTRODUÇÃO

A procalcitonina (PCT), peptídeo precursor da calcitonina, hormônio envolvido na homeostase do cálcio, apresenta níveis séricos extremamente reduzidos em indivíduos normais (0,1 a 0,5ng/ml). Em resposta a estímulo infeccioso bacteriano o nível sérico da procalcitonina se eleva de forma substancial e o seu papel na resposta inflamatória inclui funções quimiotáxicas, modulação da óxido nítrico-sintetase induzível e indução de citocinas, entre outras1-5.

Vários estudos demonstraram que a procalcitonina apresenta elevada sensibilidade e especificidade para distinguir SIRS (Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica) de sepse6, pneumonia bacteriana de outros processos inflamatórios pulmonares7 e necrose pancreática de necrose séptica do pâncreas8. Determinações seriadas de PCT têm sido utilizadas para determinar o tempo de tratamento de pneumonias e outras infecções9.

Mais recentemente, a PCT vem sendo utilizada como biomarcador de prognóstico. Na sepse grave e no choque séptico determinações isoladas dos níveis séricos de PCT têm mostrado resultados variáveis10-15. A maioria dos estudos refere que não é possível, com base em valores elevados de PCT, predizer desfecho do paciente grave. Resultados animadores foram obtidos por estudos que envolveram número reduzido de pacientes e mostraram que determinações seriadas de PTC correlacionam-se com o prognóstico12,13.

Em estudos recentes, Guan et al.16 e Ruiz-Rodriguez et al.17 sugeriram, analisando pequenas casuísticas, que alterações dinâmicas da PCT poderiam ser preditoras de desfecho em pacientes com sepse grave e choque séptico.

A identificação de um marcador de prognóstico que, ao final de 24 a 48 horas de tratamento da sepse grave e choque séptico, possa predizer o desfecho poderia ser de grande utilidade, no sentido de propiciar a reavaliação do paciente, identificar fontes perpetuadoras de gravidade, permitindo intervenções e alterações de conduta. O acréscimo desse marcador à rotina de avaliação do paciente com sepse grave e choque séptico tratado de acordo com as estratégias do Surviving Sepsis Campaign18 poderá trazer contribuição adicional no sentido de reduzir morbimortalidade.

Alguns estudos procuraram estabelecer relação entre a intensidade da resposta inflamatória sistêmica e o desfecho da sepse e do choque séptico. Rangel-Frausto et al.19, analisaram mais de 2500 pacientes com SIRS de causa infecciosa e encontraram correlação significativa entre gravidade da SIRS traduzida pelo número de critérios positivos e mortalidade. Sprung et al.20, em estudo que incluiu mais de 3000 pacientes internados em 198 UTIs de 24 países da Europa, mostraram que a presença de mais do que dois critérios de SIRS em pacientes infectados associou-se à maior risco de desenvolvimento de sepse grave e choque séptico, e esteve associado também ao aumento expressivo da mortalidade. Na conclusão os autores sugeriram que os critérios de SIRS, de fácil mensuração, devem ser comparados em futuros estudos com outros marcadores de diagnóstico e prognóstico da sepse.

A análise de alterações dinâmicas da procalcitonina pode predizer precocemente o desfecho e propiciar intervenções no sentido de mudar o curso do paciente com sepse grave e choque séptico.

O objetivo deste estudo foi o de avaliar a utilidade da procalcitonina (PCT-c) como biomarcador de prognóstico de pacientes com sepse grave e choque séptico através da análise da tendência da concentração plasmática e do clearance de PCT nas primeiras 24 e 48 horas de tratamento, comparado a um outro marcador precoce de prognóstico representado pelo número de critérios de SIRS no momento do diagnóstico da sepse.

 

MÉTODOS

Este é um estudo de coorte, prospectivo observacional e o projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital São Domingos, São Luís, MA em 16.04.12 sob número 009/2012.

Foram incluídos no estudo 28 pacientes internados em uma UTI geral de 37 leitos de um hospital terciário de São Luis, Maranhão, no período compreendido entre 1o de maio e 30 de setembro de 2012.

Os critérios de inclusão foram: pacientes com idade > 18 anos; não gestantes; que preencheram critérios para sepse grave ou choque séptico do American College of Chest Physicians/Society of Critical Care Medicine21, ou seja, sepse associada a pelo menos uma disfunção orgânica e/ou sinais de hipoperfusão tecidual que não responde à administração intravenosa de 20ml/kg de fluido, precisando de infusão de droga vasoativa.

Todos os pacientes foram tratados de acordo com o protocolo institucional de manejo da sepse grave e choque séptico, baseado em recomendações do Surviving Sepsis Campaign, modificado para atender evidências recentes da literatura22,23.

A ficha de coleta de dados incluiu dados demográficos, tempo de permanência, desfecho, paciente clínico ou cirúrgico, escore APACHE IV, risco de óbito, escore SOFA na chegada, número de critérios de SIRS no momento do diagnóstico, sitio da infecção, culturas incluindo resultados das hemoculturas colhidas na primeira hora, germes isolados, checklist do pacote de seis horas, uso de corticosteroides para choque séptico, uso de ventilação mecânica protetora, controle da glicemia, glicemia média das primeiras 24 horas e o clearance de PCT de 24 e 48 horas.

As dosagens de procalcitonina no soro foram realizadas no momento do diagnóstico da sepse e repetidas ao final das primeiras 24 e 48 horas do início do tratamento. As determinações foram realizadas por técnica de eletroquimioluminescência (ECLIA). O reagente utilizado nessas dosagens foi desenvolvido em colaboração com Brahms Diagnostica, Berlin, Germany.

O clearance da procalcitonina (PCT-c) foi calculado utilizando-se a fórmula: PCT inicial menos PCT de 24 e 48 horas, dividido por PCT inicial e, então, multiplicado por 100.

Os resultados foram expressos como média ± desvio-padrão, mediana com intervalos interquartis ou proporções. As comparações entre variáveis categóricas foram realizadas com os testes exato de Fisher e qui-quadrado e, entre variáveis continuas, com teste t de Student ou U de Mann-Whitney.

Para o cálculo do tamanho amostral utilizou-se resultados de estudo que comparou PTC-c entre sobreviventes e não sobreviventes, analisando população de pacientes com choque séptico17. Chegou-se ao n=28 utilizando-se teste de proporção de duas amostras (poder do teste de 0,8 e nível alfa de 0,05).

 

RESULTADOS

Vinte e oito pacientes foram incluídos. A tabela 1 mostra as características da população estudada. Dezenove pacientes eram clínicos, nove cirúrgicos; em 13 pacientes (46,4%) a fonte da sepse foi pulmonar, abdominal em sete pacientes (25,0%), urinária em cinco (17,9%) e de partes moles em três casos (10,7%). Quinze pacientes tinham sepse grave e 13 choque séptico. A mortalidade global foi cinco pacientes (17,9%), três deles com choque séptico.

Vinte e oito determinações de PCT foram realizadas no momento do diagnóstico da sepse, 27 após 24 horas e 26 após 48 horas. A mediana das concentrações inicial, de 24 horas e de 48 horas, é mostrada na tabela 2. A concentração inicial não se mostrou expressivamente diferente entre os grupos sobreviventes e não sobreviventes, mas as diferenças entre os dois grupos após 24 e 48 horas alcançaram significância estatística expressiva. Não se observou diferença em relação ao número de critérios de SIRS. O clearance de procalcitonina de 24 horas mostrou-se expressivamente mais elevado no grupo de sobreviventes (-3,0 versus -300,0, p=0,028). Embora o clearance de procalcitonina de 48 horas tenha mostrado resultado mais elevado no grupo de sobreviventes comparado aos não sobreviventes, a diferença não alcançou significância estatística.

 

DISCUSSÃO

Este estudo corrobora resultados de análises anteriores ao mostrar que alterações dinâmicas da procalcitonina, traduzidas por concentrações plasmáticas e pelo clearance após 24 e 48 horas são biomarcadores eficientes de prognóstico da sepse grave e choque séptico. Este estudo não conseguiu demonstrar eficiência do número de critérios de SIRS identificados na avaliação inicial do paciente em distinguir sobreviventes de não sobreviventes.

A sepse e suas complicações representam hoje a principal causa de morte nas unidades de terapia intensiva. Embora iniciativas como o Surviving Sepsis Campaign tenha trazido melhora substancial na sobrevida desses pacientes, não incorpora indicadores que possam precocemente identificar pacientes com prognóstico desfavorável. Isso permitiria que reavaliações dos pacientes com relação ao diagnóstico de complicações e necessidade de modificações no tratamento, pudessem, em tempo hábil, atuar para mudar o curso desfavorável.

Vários índices prognósticos são hoje utilizados nas unidades de terapia intensiva. Os dois mais amplamente em uso e validados são o escore APACHE (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation) e o SAPS (Simplified Acute Physiology Score), que, entretanto, têm sua utilidade restrita às primeiras 24 horas de tratamento e não oferecem a possibilidade de informar sobre a evolução do paciente em resposta às primeiras horas de tratamento. O escore SOFA (Sequential Organ Failure Assessment), que avalia disfunções orgânicas, tem sido proposto como um escore prognóstico de valor evolutivo e vários estudos já mostraram que, por exemplo, o delta SOFA (SOFA de 72 horas SOFA da admissão) é capaz de separar com bastante acurácia sobreviventes de não sobreviventes24,25. Entretanto, o SOFA, por avaliar disfunções orgânicas, que normalmente apresentam várias fases evolutivas incluindo períodos de pouca ou nenhuma manifestação clínico-laboratorial, pode depender de um tempo excessivamente longo para identificar evolução desfavorável, comprometendo assim a possibilidade de identificação precoce de evolução desfavorável.

A partir da definição dos conceitos de SIRS e sepse pela conferência de consenso, vários estudos têm procurado estabelecer relação entre intensidade da resposta inflamatória e evolução da sepse para sepse grave (sepse associada à disfunção de órgãos) e choque séptico (sepse complicada com instabilidade hemodinâmica grave) e o impacto sobre a mortalidade. Rangel-Frausto et al.19, analisaram mais de 2500 pacientes com SIRS de causa infecciosa e encontraram correlação significativa entre gravidade da SIRS traduzida pelo número de critérios positivos e mortalidade; pacientes com quatro critérios de SIRS tiveram o dobro da mortalidade daqueles que apresentavam três critérios, e estes mortalidade 50% maior que aqueles com apenas dois critérios de SIRS. Sprung et al.20, em estudo que incluiu mais de 3000 pacientes internados em 198 UTIs de 24 países da Europa, mostraram que a presença de mais do que dois critérios de SIRS em pacientes infectados associou-se ao maior risco de desenvolvimento subsequente de sepse grave e choque séptico e esteve associado também ao aumento expressivo da mortalidade. Na conclusão do estudo os autores sugerem que os critérios de SIRS, de fácil mensuração, devem ser comparados em futuros estudos com outros marcadores de diagnóstico e prognóstico da sepse.

A procalcitonina tem sido proposta como um biomarcador específico de infecções bacterianas. Em indivíduos normais as concentrações são indetectáveis ou muito baixas (0,1 a 0,5ng/ml). Na situação de colonização e nas infecções virais os níveis permanecem abaixo de 2ng/ml. Na sepse os níveis estão geralmente acima de 3ng/ml e no choque séptico podem chegar a mais de 100ng/ml.

Mais recentemente, a PCT vem sendo utilizada como biomarcador de prognóstico. Na sepse grave e no choque séptico determinações isoladas dos níveis séricos de PCT têm mostrado resultados variáveis10,11. A maioria dos estudos refere que não é possível, com base em valores elevados de PCT, predizer desfecho do paciente grave. Por outro lado, a avaliação de valores evolutivos da PCT mostrou-se mais útil na avaliação de prognóstico. Em pacientes com sepse de fonte pulmonar, as reduções na concentração de PCT acima de 30%, entre o segundo e o terceiro dia de evolução, foram identificadas como determinantes de sobrevida com Odds ratio de 2,926. Em pacientes com pneumonia adquirida na comunidade a diminuição da PCT, do dia um para o dia três, esteve relacionada à sobrevida, com 89% de especificidade, 82% de valor preditivo negativo e 71% de valor preditivo positivo25. Karlsson et al.12, em estudo recente mostraram que a mortalidade em pacientes com sepse grave é menor naqueles em que a concentração de PCT diminuiu em mais de 50% em relação aos valores iniciais. Claeys et al.13, analisando pacientes com choque séptico, mostraram que, após 48 horas da admissão, os níveis de PCT só diminuíram substancialmente em sobreviventes. Guan et al.16 analisaram prospectivamente 37 pacientes com choque séptico e mostraram que todos os sobreviventes apresentaram redução dos níveis de PCT durante a evolução na UTI e todos os não sobreviventes apresentaram elevação evolutiva dos níveis de PCT. Recentemente Suberviola et al.26 e Ruiz-Rodriguez et al.17 introduziram o conceito de clearance de procalcitonina com o intuito de avaliar o comportamento evolutivo da PCT e a sua relação com a mortalidade. Nos dois estudos o clearance de PCT foi determinado pela fórmula: valor inicial valor final / valor inicial X 100. Suberviola et al.26 estudaram 88 pacientes com choque séptico internados em uma UTI geral. O trabalho mostrou que a mortalidade nos pacientes que apresentaram aumento do clearance de PCT nas primeiras 72 horas de tratamento foi substancialmente menor do que nos pacientes que apresentaram redução do clearance no mesmo período (15,4% versus 58,8%, p<0.01). Ruiz-Rodriguez et al.17 determinaram o clearance de PCT após 24, 48 e 72 horas de tratamento de 27 pacientes com choque séptico e mostraram elevação significante do clearance de PCT nos sobreviventes e redução nos não sobreviventes.

Este estudo tem limitações. A mais importante delas é a casuística reduzida que limita um rigor estatístico de análise necessário. Entretanto ele estimula análise com casuísticas maiores e a comparação de clearance de procalcitonina com outros marcadores de desfecho, como, por exemplo, o delta SOFA.

Em conclusão, concentrações persistentemente elevadas de procalcitonina plasmática em pacientes com sepse grave e choque séptico associam-se à mortalidade significantemente elevada. O prognóstico da sepse grave e choque séptico podem ser avaliados pelo PCT-c 24 horas.

 

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Endereço para correspondência:
Orlando Jorge Martins Torres
E-mail: o.torres@uol.com.br

Recebido em 10/05/2012
Aceito para publicação em 12/07/2012
Conflito de interesse: nenhum
Fonte de financiamento: nenhuma

 

 

Trabalho realizado na IUnidade de Terapia Intensiva do Hospital São Domingos, São Luis, MA, e IIPrograma de Pós-Graduação em Princípios da Cirurgia da Faculdade Evangélica do Paraná/Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, Curitiba, PR, Brasil.

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