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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.40 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912013000100008 

ARTIGO ORIGINAL

 

Análises macro e microscópicas de enxertos cutâneos por semeadura após laserterapia de baixa intensidade

 

 

Elisângela Barboza da SilvaI; Cintia Lúcia ManiscalcoII; Greyson Victor Zanatta ÉsperIII; Ricardo Romão GuerraIV; Ivo I. KerppersV

IProfessora Assistente, Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais - UESC-Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus-BA
IIProfessora Adjunta, Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária - UNESP - Jaboticabal - SP
IIIAluno do Programa de Pós-Graduação em Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - USP, São Paulo-SP
IVProfessor Adjunto, Departamento de Ciências Agrárias - UFPB, Areia-PB
VProfessor Assistente, Departamento de Fisioterapia - UNICENTRO, Guarapuava-PR

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: observar se a laserterapia de baixa intensidade acelera o processo inflamatório, a cicatrização e epitelização de enxertos cutâneos por semeadura.
MÉTODOS: vinte ratos foram submetidos a esta técnica de enxertia e divididos em dois grupos iguais, um tratado com laser e outro controle.
RESULTADOS: houve menor tempo de reação inflamatória, maior velocidade de cicatrização, epitelização e queratinização nos animais tratados com laser em relação aos não tratados.
CONCLUSÃO: a laserterapia de baixa intensidade é efetiva no auxílio ao tratamento de enxertos por semeadura.

Descritores: Transplante autólogo. Transplante de pele. Cicatrização. Terapia a laser de baixa intensidade. Cirurgia Veterinária.


 

 

INTRODUÇÃO

Os enxertos de pele são alternativas para o fechamento de lesões extensas onde a reaproximação dos bordos não é possível. Eles se tornam efetivos quando o transplante cicatriza na sua nova localização. Em cães e gatos eles são indicados especialmente no tratamento de feridas extensas, nas quais os retalhos cutâneos não podem ser aplicados devido à localização, tipo ou extensão da lesão1. Os autoenxertos apresentam maior êxito, uma vez que o enxerto e o hospedeiro são imunologicamente idênticos2.

Os enxertos podem ser coletados com uma lâmina de bisturi ou com um perfurador de biópsia chamado "punch" e como são pequenos e circulares formam ilhas epitelizadas em leito com tecido de granulação3.

A biomembrana natural de látex é fina, elástica e de fácil manuseio, possui fina camada de polilisina que aumenta a permeabilidade e o fluxo microvascular4. Tem ainda comprovada biocompatibilidade e baixo custo em comparação com as outras alternativas encontradas no mercado5-9. Sua microarquitetura particular permite aderência proteica e celular, em especial os macrófagos envolvidos na reparação5,6,10.

Pesquisas atuais mostraram que aplicação do laser de baixa intensidade em doses e exposições adequadas e em intervalos de tempo corretos são fatores decisivos no tratamento de feridas e aceleram seu fechamento. A laserterapia bem ajustada promove cicatrização das feridas por estimular migração celular, atividade mitocondrial e proliferação fibroblástica, mantendo a viabilidade sem causar danos ou estresse celular11.

Os efeitos terapêuticos da laserterapia de baixa intensidade foram mostrados em estudos in vitro e in vivo e incluíram regeneração, efeitos anti-inflamatórios e analgésicos. Outros estudos observaram ganhos na microcirculação local12, sistema linfático13 e síntese de colágeno pelos fibroblastos13,14 e na prevenção de infecções15-17.

Outro trabalho, também mostrou que a irradiação de laser de baixa intensidade acelera a cicatrização de feridas porque estimula atividades biológicas e diferenciação dos fibroblastos, redução do processo inflamatório e ainda contribui para a organização das fibras colágenas no compartimento extracelular18.

Em relação à ação anti-inflamatória, foi confirmado que o uso do laser promove rápida iniciação e resolução da fase inflamatória e da reparação tecidual, fazendo-a mais aguda e acentuada, além disso, aumenta a síntese de colágeno19,20. Entretanto não comprovaram a ação anti-inflamatória do laser e sim que ele acelera esse processo, e também promove qualidade histológica ao tecido reparado e ainda ativação dos queratinócitos21.

Na intenção de se obter melhor resultado com relação ao processo cicatricial, este trabalho teve por objetivo verificar se a aplicação do laser de baixa intensidade HeNe acelera o processo de cicatrização de enxertos cutâneos por semeadura.

 

MÉTODOS

Este trabalho foi submetido e aprovado pelo CEBEA da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal - São Paulo (UNESP/JABOTICABAL), sendo aprovado pela Comissão de ética e bem estar animal - CEBEA da Universidade Estadual Paulista - Unesp campus Jaboticabal sob o protocolo n. 010004-08.

Foram utilizados 20 ratos Wistar (Rattus norvegicus), machos, adultos jovens (média de idade de 20 dias), com peso variando entre 200 e 300g. Foram separados aleatoriamente em dois grupos iguais (n=10), um controle (GC) que não sofreu nenhum tipo de tratamento e outro laser (GL) que recebeu aplicações de laser sobre a ferida. Os dois grupos foram submetidos à operação para criar um defeito na pele. Sob anestesia geral, com Isofluorano em máscara, a ferida foi criada com o auxílio de um bisturi e uma tesoura e tinham dimensão de aproximadamente 4X4cm. A biomembrana natural de látex com polilisina 1% (Isoforine - Cristália) foi utilizada como curativo e os animais receberam ainda uma bandagem com faixa de crepe e esparadrapo que foi trocada após cinco dias. No pós-operatório imediato foi administrado por via intramuscular em dose única 0,02ml de enrofloxacina 10% (Iflox 10% - Irfa) e 0,02ml de flunexin meglumine (Flumedin - Jofadel).

Após dez dias, em novo procedimento cirúrgico, todos os animais receberam os enxertos, também sob anestesia inalatória. Foi realizada tricotomia no flanco esquerdo, sítio doador. Os enxertos de espessura total foram colhidos com um punch cirúrgico de 5mm de diâmetro e enxertados em poços de 4mm de diâmetro criados no leito receptor coberto por tecido de granulação. Os sítios doadores cicatrizaram por segunda intenção.

O GL (n=10) recebeu no pós-operatório imediato, 72 horas depois e no sétimo dia, irradiação com laser de baixa intensidade 6J/cm2/18s em cada ponto enxertado. O GC (n=10) não recebeu irradiação.

Nas datas definidas para aplicações do laser de baixa intensidade no GL, também foram feitas as trocas de curativos do GC. Dois animais de cada grupo (GC e GL) foram sacrificados em câmara de CO2 nos tempos um, dois, quatro, oito e 14 dias após a segunda intervenção cirúrgica, e, logo após o sacrifício, foram colhidas as amostras que abrangiam os enxertos e parte do leito receptor que foram identificadas e conservadas em formol a 10%.

O material conservado foi processado em laboratório e emblocado em parafina e cortados conforme os métodos histológicos de rotina. Os cortes foram corados com hematoxilina e eosina e Tricômio de Masson. As lâminas foram analisadas e fotografadas em aumento de 100X em microscópio óptico acoplado a uma câmera. As imagens foram transferidas e processadas em um computador.

 

RESULTADOS

A avaliação macroscópica do grupo controle evidenciou que um dia após a primeira aplicação do laser de baixa intensidade, a ferida estava com aspecto hemorrágico, principalmente ao redor dos sítios receptores dos enxertos (Figura 1 A1). No segundo dia, houve diminuição da hemorragia, mas havia edema e secreção amarelada recobrindo todo o local (Figura 1 B1). No quarto dia, o tecido de granulação estava mais pálido, o leito receptor estava com menor área e sinais de retração cicatricial nas laterais da ferida, fazendo com que os enxertos se aproximassem das bordas (Figura 1 C1). Oito dias após o procedimento cirúrgico, o tecido de granulação se encontrava bem avermelhado, com menor área e aspecto ressecado na sua superfície. Os sítios receptores já estavam margeando as bordas (Figura 1 D1). Por fim, aos 14 dias, uma crosta ressecada recobria toda a ferida. Os enxertos estavam praticamente envolvidos pela pele íntegra e sinais de retração cicatricial e epitelização nas bordas estavam presentes (Figura 1 E1).

 





 

A avaliação macroscópica do grupo laser mostrou que no primeiro dia de pós-operatório, a ferida tinha aspecto hemorrágico, embora visualmente em menor intensidade do que a do grupo controle (Figura 1 A2). Após dois dias, o tecido de granulação avermelhado apresentava pequenas petéquias hemorrágicas (Figura 1 B2). Com três dias, a área do leito receptor estava menor, mais pálida e com secreção serosa (Figura 1 C2). No oitavo dia, iniciou-se a epitelização das bordas e, embora diminuída, a ferida não tinha sinais de retração cicatricial (Figura 1 D2). Aos 14 dias, a cicatrização estava quase completa. Os enxertos estavam circundados pelo tecido re-epitelizado e pela pele íntegra adjacente à ferida. Apenas uma pequena área no centro do leito receptor não tinha aspecto epitelizado (Figura 1 E2).

Em ambos os grupos, não houve deslocamento do enxerto de seu sítio receptor, fato importante para o sucesso da técnica.

Na avaliação microscópica, a coloração com hematoxilina-eosina evidenciou que é possível visibilizar a região do enxerto e seu leito receptor formado pelo tecido de granulação, conforme visto na figura 2 com aumento de 100X. Nos tempos um e dois dias se pode observar presença de infiltrado inflamatório com aspecto mais intenso no grupo controle. Aos quatro dias não há infiltrado inflamatório no grupo laser, e no grupo controle ele já está atenuado. Com oito dias, nota-se cobertura de epitélio somente na região do enxerto do grupo controle; já no grupo laser esse epitélio se estende da região do enxerto e sobre o tecido de granulação. Aos 14 dias, o grupo controle apresenta epitélio somente sobre o enxerto e no grupo laser, o epitélio que recobre o tecido de granulação apresenta estruturas chamadas papilas dérmicas que conferem maior aderência deste tecido e mostra maior grau de organização do mesmo.

 



 

A partir do 8º dia, no grupo laser a área de transição entre o enxerto e o leito receptor está pouco evidente; já no grupo controle essa condição só pode ser vista na imagem referente aos 14 dias.

A coloração com tricômio de Masson foi utilizada para destacar a camada de epitélio e queratina na superfície do enxerto. A figura 3 é a prancha com os cortes histológicos no aumento de 100X. Nela pode se visibilizar que há aumento na proporção de colágeno em todos os tempos do GL (letras B, D, F, H e J) em relação ao GC (letras A, C, E, G e I). Nos dois grupos a queratina recobre a região do enxerto. A partir do oitavo dia ela aparece sobre o leito receptor de GL (Figura 3, H). No GL já se observavam papilas dérmicas no 14o dia (Figura 3, J) e a partir de quatro dias, a queratina já cobria o tecido de granulação (Figura 3, F). No GC a camada de queratina foi notada sobre o tecido adjacente aos 14 dias e, neste período o epitélio estava somente na região enxertada (Figura 3, I).

 




 

DISCUSSÃO

A biomembrana natural de látex que tem grande potencial de reparação e formação tecidual9. O curativo realizado com este material na primeira fase do trabalho garantiu uma rápida granulação da área e também um tecido de granulação de boa qualidade9 para ser o leito receptor dos enxertos.

Quanto à ação anti-infecciosa do laser15,16, o resultado encontrado foi que o Grupo Controle apresentou uma secreção amarelada com aspecto purulento sobre a ferida enxertada, fato este que não ocorreu no Grupo Laser, o que pode se relacionar com a ausência de infecção no grupo tratado com laser de baixa intensidade.

Os animais do GL não mostraram alteração comportamental, nem de ingestão de água e ração após os procedimentos cirúrgicos, isso poderia sugerir a ação analgésica do laser12, mas aqueles do GC também não se alteraram; portanto este parâmetro deve ser investigado de maneira mais específica, como a dosagem de substâncias endógenas, por exemplo o cortisol, que fornece valores mais específicos para isso.

O GC com quatro dias, ao contrário do GL, apresentava ferida mais avermelhada indicando a presença de inflamação, este resultado foi também percebido nos cortes histológicos com coloração de hematoxilina e eosina, onde o infiltrado inflamatório pode ser visibilizado. Este tipo de resposta caracteriza a ação do laser como aceleradora do processo inflamatório19 e não como anti-inflamatória12,18.

Visto que a cicatrização é um processo complexo que se inicia com a reação inflamatória, a afirmação que explica melhor a ação do laser em relação à diminuição do tempo de cicatrização é que quanto mais rápido cessar a fase inflamatória19, mais rapidamente se inicia a fase reparadora e mais cedo a cicatrização se dá por completo, como ocorreu neste estudo, onde o GL aos 14 dias estava com a ferida cicatrizada, enquanto o GC ainda se encontrava no início da epitelização. Este resultado já foi relatado em outro trabalho em que o laser acelerou a primeira e a segunda fase do processo cicatricial20.

Tanto a avaliação macro como a microscópica mostrou que os animais do GL apresentaram epitelização da ferida em menor tempo do que os do GC, isso se deve ao aumento da proliferação celular11 induzida pelo laser de baixa intensidade.

A literatura relata a boa qualidade do tecido cicatricial após a laserterapia19, o que foi comprovado na leitura das lâminas referentes ao 14o dia do GL. Ao contrário do GC, nelas foram observadas papilas dérmicas, o que revela um alto grau de organização tecidual e com isso a qualidade do reparo visto que essas estruturas têm a função de fixação do epitélio ao tecido de granulação.

Os cortes histológicos do GL corados com Tricômio de Masson, demonstraram a presença de queratina sobre a ferida a partir do quarto dia, devido a ação ativadora que o laser de baixa intensidade tem sobre os queratinócitos21. O GC só apresentou a cobertura de queratina sobre o leito receptor a partir do 14o dia, já que não recebeu a irradiação.

Em conclusão, os enxertos foram incorporados e iniciaram a epitelização do leito receptor mais rapidamente no grupo irradiado com o laser. A cicatrização da ferida tratada com o laser foi mais rápida e teve melhor aspecto macro e microscópico no grupo tratado com o laser de baixa intensidade quando comparado ao grupo que não recebeu a laserterapia como tratamento.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Elisângela Barboza da Silva
E-mail: elisangelavet@yahoo.com.br

Recebido em 03/06/2012
Aceito para publicação em 01/08/2012
Conflito de interesse: nenhum
Fonte de financiamento: nenhuma

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais - UESC, Ilhéus-BA.

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