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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.40 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2013

https://doi.org/10.1590/S0100-69912013000500010 

ARTIGO ORIGINAL

 

Complementação por coagulação com plasma de argônio após a ressecção endoscópica completa pela técnica de fatiamento para grandes adenomas colorretais

 

 

Walton AlbuquerqueI; Vitor Nunes ArantesII; Luiz Gonzaga Vaz CoelhoIII; Carlos Alberto Freitas DiasIV; Paulo Roberto Savassi-Rocha, TCBC-MGV

ICoordenador médico do Serviço de Endoscopia Digestiva do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da UFMG
IIProfessor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG
IIIProfessor Titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG
IVMédico Especializando em Endoscopia Digestiva do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da UFMG
VProfessor Titular do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: avaliar a eficácia da complementação por coagulação com plasma de argônio para reduzir a taxa de neoplasia residual ou recorrente após ressecção endoscópica completa fragmentada de grandes adenomas sésseis colorretais.
MÉTODOS: critérios de inclusão: pacientes com grandes adenomas colorretais sésseis, > 20mm, sem sinais morfológicos de infiltração profunda, submetidos à ressecção endoscópica completa fragmentada estudada com cromoendoscopia e magnificação de imagens. Os pacientes foram randomizados em dois grupos: grupo 1 – nenhum procedimento adicional e, grupo 2 – complementação por coagulação com plasma de argônio. O seguimento por colonoscopia foi realizado em três, seis e 12 meses de pós-operatório. Foi avaliada a taxa de neoplasia residual ou recidiva local.
RESULTADOS: foram incluídos no estudo um total de 21 lesões. Onze lesões no grupo 1 e dez no grupo 2. Ocorreram duas neoplasias residuais ou recorrências locais em cada grupo, detectadas em três meses de acompanhamento.
CONCLUSÃO: a complementação por coagulação com plasma de argônio após uma aparente ressecção endoscópica completa em fragmentos de grandes adenomas sésseis colorretais não parece reduzir a ocorrência de lesão adenomatosa residual ou recidiva local.

Descritores: Adenoma. Neoplasias colorretais. Endoscopia. Agentes de coagulação. Coagulação com plasma de argônio.


 

 

INTRODUCÃO

Grandes adenomas sésseis colorretais (>20mm) são um importante problema clínico devido a um aumento do risco de transformação maligna1. Essas lesões são, muitas vezes, ressecadas endoscopicamente, em vários fragmentos, técnica chamada mucosectomia endoscópica em piecemeal (MEP). A desvantagem dessa abordagem é a elevada taxa de adenoma residual ou recidiva local, presentes em até 55% dos casos2-16. Logo após a MEP, particularmente quando são identificados pequenos focos de lesão residual no local da ressecção, a aplicação adicional por coagulação com plasma de argônio (CPA) parece reduzir a recorrência local5,11. No entanto, depois da MEP considerada completa, o valor real da CPA de rotina, em termos de melhoria dos resultados finais, ainda não foi demonstrado.

O objetivo do nosso estudo foi avaliar a eficácia da complementação por coagulação com plasma de argônio para reduzir a taxa de neoplasia residual ou recorrente após ressecção endoscópica completa fragmentada de grandes adenomas sésseis colorretais

 

MÉTODOS

Pacientes com idade acima de 18 anos com adenomas sésseis colorretais e"20mm foram encaminhados para o tratamento endoscópico. Os que aceitaram participar do estudo assinaram um termo de consentimento informado e foram considerados elegíveis para participar da investigação. Lesões com aspecto maligno, pela morfologia e à cromoendoscopia com magnificação de imagens (firma, ulcerada, friável, padrão de aberturas das glândulas – pits Vi ou Vn) ou consideradas tecnicamente impossíveis de serem ressecadas completamente devido ao tamanho ou posição difícil, foram excluídas. O fluxograma dos pacientes do estudo encontra-se na figura 1.

 

 

O estudo foi aprovado pelo comitê de ética e pesquisa da instituição (ETIC No. 019/04).

Técnica Endoscópica

Os procedimentos endoscópicos foram realizados com o mesmo colonoscópio por dois operadores experientes. O seguinte protocolo foi aplicado em todos os casos: após a identificação da lesão e remoção de muco com água e lavagem com aplicação de n-acetilcisteína , um exame detalhado foi realizado com luz branca seguido de instilação de índigo carmim a 0,4% para cromoendoscopia e magnificação de imagens. Os tumores foram classificados de acordo com sua morfologia (Classificação de Paris)17 e padrão de abertura das criptas (Classificação de Kudo)18. Pequenas marcas de coagulação foram realizadas ao redor da lesão, com dois milímetros (ou 2mm) de distância. Injeção na submucosa de hidroxipropilmetilcelulose à 0,4% foi realizada para proporcionar uma adequada e prolongada elevação da lesão19. Inicialmente, utilizaram-se alças de polipectomias largas, hexagonal ou oval com um corte de corrente puro (35 Watts, , apreendendo grandes fragmentos, seguido de ressecção de quaisquer áreas residuais pequenas com minialças até que toda a lesão adenomatosa fosse completamente removida. Foi repetida a cromoendoscopia e magnificação de imagens para verificar se havia lesões residuais, e, se presentes, foram totalmente removidas.

Após a concordância de dois examinadores especialistas que toda a lesão foi removida, foi retirado um fragmento de tecido em cada quadrante da margem de ressecção, em um total de quatro fragmentos. Os pacientes foram randomizados por sorteio em dois grupos: Grupo 1 – nenhum procedimento adicional além da mucosetomia; Grupo 2 – aplicação de CPA em todas as margens circundantes, com efeito de coagulação 60 Watts e fluxo de saída de 2,0L/min. A coagulação foi considerada suficiente quando ocorria uma cor branca, evidente da área coagulada. Os fragmentos das ressecções foram fixados em formalina a 10% e embebidos em parafina. As lâminas foram avaliadas por um patologista especialista gastrointestinal e os

resultados apresentados de acordo com a Classificação de Viena20. Se adenocarcinoma com invasão da submucosa fosse observado no exame histológico, os pacientes seriam encaminhados para avaliação cirúrgica. As colonoscopias de seguimento foram realizadas em três, seis e 12 meses de pós-operatório. O local de ressecção foi avaliado com cromoendoscopia com índigo carmim à 0,4% e magnificação de imagens, seguido de biópsias da cicatriz. Se detectadas lesões residuais ou recorrentes, novo tratamento endoscópico era realizado.

 

RESULTADOS

Durante o período de estudo, um total de 25 pacientes com 27 grandes adenomas sésseis colorretais foram encaminhados para o nosso centro de tratamento endoscópico. Cinco pacientes foram excluídos devido a: tamanho excessivamente grande da lesão (n=3), aspecto de infiltração profunda (n=1) e associação com câncer da próstata infiltrando o reto (n=1). As tabelas 1 e 2 descrevem as características demográficas dos pacientes e a classificação morfológica das lesões dos grupos 1 e 2, respectivamente. Não houve diferença entre os grupos no que diz respeito à idade, distribuição por sexo, tamanho médio e a localização dos tumores.

Entre os pacientes incluídos, havia dez no grupo 1 (3 masculinos e 7 femininos, total de 11 lesões), com média de idade de 67,1 anos (variação de 54-77) e dez no grupo 2 (4 masculinos e 6 femininos, total de dez lesões), com média de idade de 66,2 anos (variando de 36-80). Um paciente teve duas lesões e, portanto, entrou na randomização duas vezes e ambas foram para o grupo 1. Os resultados dos exames histológicos das margens de ressecções tomadas após a MEP foram todos negativos para adenoma. Dois pacientes no grupo 2 apresentaram sangramento durante os procedimentos, tratados com êxito pela injeção de adrenalina ou por hemostasia com clipes metálicos, sem necessidade de operação ou transfusão de sangue. Não ocorreram outros eventos adversos.

Lesões residuais/recidivas

Foram detectadas duas lesões residuais/recidivas em cada grupo na colonoscopia de acompanhamento em três meses. No grupo 1 (sem CPA), a lesão residual/ recorrência ocorreu em um paciente que tinha uma lesão de 30mm, 0-Is + 0-IIa, localizada no cólon descendente e outro com lesão de 40mm, 0-IIa, no ceco. No grupo 2 (com CPA), uma lesão tinha 60mm, 0-IIa, localizada no reto e o outro com lesão de 50mm, 0-Is+0-IIa, no cólon ascendente. Em todos os casos, o número de fragmentos ressecados foi >4.

Entre esses quatro pacientes com lesões residuais/recidivas, dois pertencentes a cada grupo, três foram submetidos à nova ressecção endoscópica com aplicação de CPA complementar. Todas elas permaneceram livres de tumor aos seis e 12 meses de acompanhamento. Uma lesão no grupo 1, localizada no cólon descendente, com 30mm de tamanho, morfologia 0-Is+0-IIa, pits IIIL, componente viloso, ressecada em quatro fragmentos, foi encaminhada para a ressecção cirúrgica porque adenocarcinoma com invasão da submucosa foi detectado ao exame histopatológico.

 

DISCUSSÃO

O manejo endoscópico de grandes neoplasias sésseis superficiais colorretais evoluiu recentemente para ressecção em monobloco por meio de dissecção endoscópica da submucosa (DES). As vantagens relatadas da DES sobre a MEP são a menor taxa de lesões residuais ou recorrentes e uma melhor qualidade do espécime para o estudo histológico adequado21.

A DES é tecnicamente difícil e consome tempo, e requer uma curva de aprendizagem longa, em particular para a realização em grandes adenomas do cólon. Portanto a MEP ainda é amplamente praticada, pelo menos em instituições ocidentais. A adição de CPA ao local após a MEP é uma ferramenta atraente para o tratamento de adenoma residual visível, devido à sua simplicidade, segurança e eficácia5,6,11,22.

Apenas um estudo controlado randomizado abordou o papel da CPA após a MEP de grandes adenomas sésseis colorretais, quando o local de ressecção apresentou aspecto "limpo" de lesões neoplásicas. Esse estudo mostrou uma diminuição de adenomas residuais ou recorrentes no grupo tratado com CPA23.

No presente estudo, considerou-se uma ressecção completa quando não havia lesões visíveis residuais quer nas margens ou na área central da ressecção, avaliada por cromoendoscopia com índigo-carmim e magnificação de imagens à semelhança de Hurlstone et al.24 Entre os 20 pacientes incluídos neste estudo, em quatro ocorreram lesões residuais/recorrências, duas em cada grupo, indicando que, nessa população, o uso de CPA complementar não afetou a taxa de adenoma residual após MEP.

Uma análise completa dos pacientes que apresentaram lesões residuais/recorrentes mostrou que o tamanho do tumor foi de 30 e 40mm no grupo 1 e 50 e 60mm no grupo 2, e em todos a quantidade de fragmentos ressecados foi maior do que quatro com histologia de displasia de alto grau. Os nossos dados sugerem que, em pacientes com tais características, tratados por MEP, com ou sem CPA complementar, a expectativa de taxa de lesão residual/recorrência é, pelo menos, de 20%.

É possível que alguma área de diminuta lesão adenomatosa não tenha sido reconhecida por cromoendoscopia com magnificação de imagens devido a artefatos de coagulação e, por isso, não foi adequadamente aplicado a CPA. Outra possibilidade é que, no nosso estudo, devido a um pequeno número de casos, não tenha força estatística o suficiente para detectar uma diferença na taxa de recorrência de adenomas tratados com MEP com ou sem CPA.

Em conclusão, em pacientes com adenomas sésseis colorretais e"20mm, a aplicação de rotina de CPA complementar após a ressecção completa do tumor por MEP não parece diminuir a taxa de lesão residual ou recorrência local. Os nossos resultados sugerem que as lesões maiores do que 30mm, retiradas em mais de quatro fragmentos e com displasia de alto grau, apresentam uma taxa de recorrência de 20% depois de MEP. Novos estudos com um número maior de pacientes deverão ser feitos para uma conclusão mais definitiva.

 

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Endereço para correspondência:
Walton Albuquerque
E-mail: waltonendoscopia@uol.com.br

Recebido em 03/09/2012
Aceito para publicação em 07/11/2012
Conflito de interesse: nenhum
Fonte de financiamento: FAPEMIG

 

 

Trabalho Realizado no Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da UFMG.

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