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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991versão On-line ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.42 no.2 Rio de Janeiro mar./abr. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/0100-69912015002002 

Original Articles

Avaliação da alta ambulatorial em pacientes com melanoma cutâneo

Nurimar C. Fernandes 1  

Flauberto de Sousa Marinho 1  

1Serviço de Dermatologia, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro

RESUMO

OBJETIVO:

realizar a avaliação da alta em um grupo de pacientes com melanoma cutâneo de acordo com critérios recentemente estabelecidos.

MÉTODOS:

estudo observacional de corte transversal de 32 pacientes com melanoma cutâneo atendidos no HUCFF/UFRJ, entre 1995 e 2013, nos seguintes estágios: IA (17 casos/53,12%), IB (4 casos/12,5%), IIA (3 casos/9,37%), IIC (1 caso/3,12%), IIIB (1 caso/3.12%), IIIC (3 casos/9,37%), melanomas in situ (2 casos/6,25%), Tx (1 caso/3,12%).

RESULTADOS:

o tempo de seguimento ambulatorial variou de um a 20 anos (estágio IA), cinco a 15 anos (estágio IB), de seis a 17 anos (estágio IIA), 20 anos (estágio IIC), 23 anos (estágio IIIB) e de 14 a 18 anos (estágio IIIC). O melanoma Tx foi acompanhado por 12 anos, um melanoma in situ teve alta imediata e outro, subungueal, permaneceu em acompanhamento por quatro anos. Não foram observadas recidivas ou recurrências.

CONCLUSÃO:

houve adequação do procedimento de alta nos estágios IA, IB, IIA, IIC, IIIB e IIIC.

Palavras-Chave: Estudos prospectivos; Melanoma; Melanoma/epidemiologia; Seguimentos; Estadiamento de neoplasias

INTRODUÇÃO

Dados de literatura mostram que entre os pacientes com melanoma cutâneo (MC), 75% detectam suas próprias recorrências e 50% detectam seus segundos tumores primários; é possível que visitas de monitoramento profissional sejam agendadas mais frequentemente que o necessário1 , 2.

O risco de recorrência é maior durante o primeiro ano de acompanhamento; relatos sugerem que a recorrência tende a um plateau com baixos percentuais, após os primeiros dez anos3. Até o momento, não há consenso internacional a respeito do tempo de seguimento no MC4 - 6.

Marsden et al.6 propuseram para cada um dos estágios do MC o tempo de seguimento fundamentado em níveis de evidência: IA (evidência obtida de meta-análise de ensaios controlados randomizados ou meta-análise de estudos epidemiológicos); IB (evidência obtida de pelo menos um ensaio controlado randomizado); IIA (evidência obtida de ao menos um estudo bem desenhado, controlado nãorandomizado); IIB (evidência obtida de pelo menos um outro tipo de estudo bem desenhado quase experimental); III (evidência obtida de estudos descritos bem desenhados, tais como estudos comparativos, de correlação e estudo de casos); IV (evidência obtida de relatos de comitês de experts ou opiniões e/ou experiência clínica de autoridades respeitadas). Então, propõem os seguintes períodos de monitoramento6: IA (um ano); IB a IIIA (cinco anos); IIIB e IIIC (dez anos).

Este estudo tem por objetivo realizar a avaliação da alta em um grupo de pacientes com melanoma cutâneo de acordo com os critérios adotados no Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ).

MÉTODOS

Um protocolo multidisciplinar7 , 8 foi utilizado para avaliar 32 pacientes com melanoma cutâneo no Serviço de Dermatologia HUCFF/UFRJ, no período 1995-2013: Estadiamento histopatológico - a biópsia excisional é a técnica de escolha para confirmação da suspeita clínica de melanoma; a biópsia incisional com punch está indicada nas lesões localizadas na face, mãos, pés e subungueais, com diâmetro acima de 1,5cm ou naquelas em que uma biópsia excisional exigiria um extenso procedimento. O índice de Breslow no exame histopatológico da peça (biópsia excisional) define as margens ótimas: < 1mm (margem de 1cm) e >1mm (margem de 2cm), estabelecendo a necessidade de reexcisão para ampliação de margens. O índice de Breslow na biópsia incisional é considerado provisório; Estadiamento clínico - A) busca de evidências de doença metastática: febre, cefaleia, anemia, emagrecimento, dores ósseas, sinais e sintomas neurológicos e respiratórios. B) exame físico da pele (metástase em trânsito: lesões na área de drenagem linfática, além de 5cm da origem do tumor primário; satelitose - lesões ao redor do tumor no raio de 5cm. C) exame físico dos linfonodos regionais: impalpáveis (clinicamente ocultos) - a avaliação tomográfica e/ou ultrassonografia das cadeias linfonodais é realizada quando surgem dúvidas à palpação; palpáveis: a macrometástase, detectável clinicamente, é confirmada pela dissecção ganglionar terapêutica; o comprometimento é classificado de acordo com o número de linfonodos metastáticos, sendo 1, 2 a 3 e > 4 os limites do corte. D) exame físico geral: fígado, baço e sistema nervoso central, especialmente; e exames laboratoriais - na ausência de sinais e sintomas de metástases: hemograma, VHS, dosagem de glicose, ureia, creatinina e desidrogenase lática (LDH), provas de função hepática, radiografia dos campos pleuropulmonares; nos pacientes com metástases, detectadas ao exame clínico, são acrescentados os seguintes exames: tomografia computadorizada de crânio, de tórax, do abdômen, da cavidade pélvica e a cintilografia óssea. Acrescenta-se a radiografia do esqueleto se a cintilografia óssea evidenciar alterações.

RESULTADOS

Foram avaliados 32 pacientes predominantemente femininos (21 casos) e brancos (28 casos), na faixa etária entre 40 e 70 anos de idade (29 casos), com localização na cabeça (8 casos) e tronco (11 casos) (Tabela 1).

Tabela 1  Distribuição dos casos de melanoma cutâneo segundo faixa etária, sexo, cor e localização. 

Faixa etária Sexo C o r Localização
F M B N B Cabeça Tronco Membro Membro P é M ã o
superior inferior
20-30 anos - 1 1 - - 1 - - - -
31-40 anos 2 - 1 1 1 1 - - - -
41-50 anos 4 4 7 1 2 3 - 2 - 1
51-60 anos 6 2 6 2 1 2 1 1 3 -
61-70 anos 6 1 7 - 3 1 1 1 1 -
71-80 anos 2 3 5 - 1 2 1 - 1 -
81-90 anos 1 - 1 - 0 1 - - - -
TOTAIS 21 11 28 4 8 11 3 4 5 1

Fonte: HUCFF/UFRJ (1995-2013) Convenções: B - branco; NB - não branco; F - feminino; M - masculino.

Os casos foram agrupados nos seguintes estágios: IA (17 casos/53,12%); IB (4 casos/12,5%); IIA (3 casos/9,37%); IIC (1 caso/3,12%); IIIB (1 caso/ 3,12%); IIIC (3 casos/9,37%) (Tabelas 2 e 3).

Tabela 2  Distribuição dos casos segundo estadiamento e seguimento ambulatorial (HUCFF). 

Estágio Nº de Seguimento Ambulatorial Tempo
C a s o s Rotina
Tx 1 § não-definida 12 anos
Tis 2 § ressecção com margem de 0,5cm Alta
§ alta 4 anos
I A 17 § ressecção da lesão: margem de 1,0 cm
§ exame dermatológico e dos linfonodos: semestralmente (dois primeiros anos) 1,2,4,5,7,10, 12
e a seguir, anualmente 14,15,16,20 anos
I B 4 § ressecção da lesão: margem de 2,0 cm
§ exame dermatológico e dos linfonodos: a cada dois meses (dois anos) 5, 5, 11, 15 anos
e a seguir, a cada seis meses
§ raio X de tórax e hepatograma: a cada seis meses (dois anos)
e a seguir, anualmente
II A 3 I B 6, 15, 17 anos
II C 1 § ressecção da lesão: margem de 2,0 cm
§ exame dermatológico e dos linfonodos: a cada dois meses (dois anos)
e a seguir, a cada seis meses 20 anos
§ raio X de tórax e hepatograma: a cada seis meses (dois anos)
e a seguir, anualmente
III B 1 § exame clínico a cada quatro meses
§ raio X de tórax e hepatograma: a cada seis meses
§ exames de imagens direcionados à região onde houver recidiva 23 anos
a cada quatro meses
§ ressecção de metástases locorregionais e viscerais limitadas
§ quimioterapia individualizada
III C 3 III B 14, 18 anos

Tabela 3  Estagiamento do melanoma cutâneo (AJCC 2002/2009)9. 

Estágio Tumor (T) Linfonodo (N) Metástase (M)
I A < 1mm Ø Ø
Clark II/III
sem ulceração histológica
I B < 1mm
Clark IV/V
ulceração histológica Ø Ø
1,01 – 2 mm
sem ulceração histológica
II A 1,01 – 2 mm
ulceração histológica Ø Ø
2,01 – 4 mm
sem ulceração histológica
IIB 2,01 – 4 mm ulceração Ø Ø
> 4mm sem ulceração
II C > 4mm ulceração histológica Ø Ø
IIIA <1mm a >4mm sem ulceração Ø Ø
<1mm a >4mm 1 micrometástase Ø
sem ulceração 1 a 3 micrometástases Ø
III B <1mm a >4mm com ou sem ulceração histológica 1 a 3 micrometástases Ø
metástase em trânsitosatelitose 2 a 3 macrometástases
III C <1mm a >4mm linfonodos confluentes Ø
ulceração histológica qualquer espessura 1 macrometástase
satelitosemetástase em trânsito 2 a 3 ou mais de
4 macrometástases

O tempo de seguimento ambulatorial variou de um a 20 anos (estágio IA), cinco a 15 anos (estágio IB), de seis a 17 anos (estágio IIA), 20 anos (estágio IIC), 23 anos (estágio IIIB) e de 14 a 18 anos (estágio IIIC).

DISCUSSÃO

A rotina se apoiava, até então, no estadiamento e acompanhamento por tempo indeterminado, exceto para melanomas in situ que recebiam alta (Tabela 2). Em 2013, a análise retrospectiva revelou: o índice de Breslow não foi determinado (Tx) em um paciente. Em algumas circunstâncias, a avaliação deste índice está parcialmente prejudicada ou se torna menos precisa. O AJCC 2002/2009 não define a conduta nos melanomas Tx9. O acompanhamento foi mantido por 12 anos (Tabela 2).

Segundo nosso protocolo7 , 8, os portadores de melanoma in situ (Mis) recebem alta, conduta também preconizada por Marsden et al.6. Observamos dois pacientes (6,25%): branco, 46 anos de idade, com lesão localizada no dorso; e negra, 40 anos de idade, com distrofia e enegrecimento total da lâmina ungueal do segundo quirodáctilo direito (melanoma subungueal), evoluindo a partir de melanoníquia estriada; esta paciente foi submetida à biópsia incisional da prega ungueal proximal e matriz ungueal. A amputação foi indicada uma vez que a excisão com margem de segurança e a preservação da funcionalidade do dedo nem sempre são exequíveis. A peça cirúrgica revelou melanoma in situ. Embora a nossa conduta nos pacientes portadores de melanoma in situ seja a alta, atendemos às observações de Tan et al.10, que estudaram o estágio inicial no melanoma subungueal (MU) em 121/124 casos: 11 (9%), estágio 0; 16 (14%), estágio I; 50 (41%), estágio II; 30 (32%), estágio III; e em cinco (4%), estágio IV. Nove dos 11 pacientes com Mis foram acompanhados, em média, durante 35 meses. A nossa paciente recebeu alta no quarto ano de monitoramento (Tabela 2). Tan et al.10 ressaltam que a medição acurada da espessura de Breslow pode ser difícil nos melanomas acrais e, em particular, nos MU, uma vez que a matriz ungueal sadia não apresenta camada granulosa e a gordura subcutânea pode estar ausente na área subungueal.

Dos 17 pacientes do estágio IA, cinco apresentaram novo Mis após um, dois, quatro, seis e 11 anos do primeiro diagnóstico, respectivamente. O acompanhamento variou entre um e 20 anos (Tabela 2). Um paciente (estágio IB) apresentou novo melanoma cutâneo dois anos após o primeiro diagnóstico. Os quatro pacientes com estágio IB foram acompanhados por cinco anos (Tabela 2).

Considerando os três pacientes incluídos no estágio IIA, foram detectados dois melanomas lentiginosos acrais (MLA) e um localizado no tórax. Um dos melanomas lentiginosos acrais revelou o tipo histológico neurotrópico - paciente branca, 80 anos de idade, região plantar esquerda, evolução de 30 anos. A variante neurotrópica está composta por células fusiformes com padrão semelhante a neuroma e tendência para distribuição circunferencial ao redor de pequenos filetes nervosos na derme profunda e hipoderme. Como variante clinicopatológica singular, apresenta-se na forma de nódulo pigmentado ou amelanótico de crescimento rápido. O período de acompanhamento variou entre seis e 17 anos (Tabela 2).

Um paciente IIC (branco, 50 anos de idade, com melanoma nodular no joelho esquerdo, linfonodo inguinal esquerdo sentinela positivo) foi submetido ao esvaziamento ganglionar e, depois, acompanhado durante 20 anos, sem recorrência ou recidiva (Tabela 2). Um paciente IIIB (branco, 26 anos de idade, com melanoma nodular no dorso) foi acompanhado por 23 anos, sem recorrência ou recidiva (Tabela 2).

O melanoma estágio III está associado ao alto risco de recidiva e mortalidade. Um estudo retrospectivo mostrou sobrevida em cinco anos sem doença nos percentuais de 63% (IIIA) e 32% (IIIB)11. Os primeiros sítios de recidiva foram: local/regional em trânsito (28%), linfonodo regional (21%) e sistêmico (51%).

Três pacientes foram classificados como IIIC: a) não branca, 63 anos de idade, MLA na região plantar esquerda, linfonodo sentinela positivo, esvaziamento ganglionar inguinal, monitorada por 14 anos, sem recorrência ou recidiva (Tabela 2); b) branco, 76 anos de idade, melanoma na região esternal, com linfonodo axilar direito metastático; esvaziamento ganglionar, acompanhado por 14 anos, sem recorrência ou surgimento de um novo tumor (Tabela 2); c) branco, 51 anos de idade, MLA no calcâneo direito. Apresentou dois linfonodos metastáticos na cadeia inguinal direita e um linfonodo na cadeia aortoilíaca direita, acompanhado por 18 anos, sem recorrência ou surgimento de tumores novos (Tabela 2).

As recorrências locais são definidas como recidivas do tumor no raio de 3 a 5 cm a partir do fechamento primário ou enxerto, sendo consideradas raras (3,2%). A ulceração e a espessura do tumor primário e a localização na cabeça e no pescoço são considerados fatores predisponentes7.

Embora o assunto seja polêmico e o nosso tempo de monitoramento tenha ultrapassado o período adotado por alguns centros6 , 12, concluímos que foi possível endossar a alta dos pacientes nos estágios IA, IB, IIA, IIC, IIIB e IIIC.

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Fonte de financiamento: nenhuma

Recebido: 05 de Abril de 2014; Aceito: 03 de Junho de 2014

Endereço para correspondência: Nurimar C. Fernandes E-mail: nurimarfernandes@terra.com.br

Conflito de interesse: nenhum

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