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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991versão On-line ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.42 no.2 Rio de Janeiro mar./abr. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/0100-69912015002008 

Original Articles

Eficácia do tratamento cirúrgico das varizes com preservação de veia safena interna

Bernardo Cunha Senra Barros 1  

Antonio Luiz de Araujo 2  

Carlos Eduardo Virgini Magalhães 1  

Raimundo Luiz Senra Barros 3  

Stenio Karlos Alvim Fiorelli 2  

Raphaella Ferreira Gatts 1  

1Hospital Universitário Pedro Ernesto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, Brasil

2Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, Brasil

3Hospital Municipal Miguel Couto, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO

OBJETIVO:

avaliar a eficácia do tratamento cirúrgico das varizes de membros inferiores com preservação da veia safena magna.

MÉTODOS:

estudo prospectivo realizado em 15 pacientes do sexo feminino entre 25 e 55 anos com a classificação clínica, etiológica, anatômica e patofisiológica (CEAP) 2, 3 e 4. Os pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico das varizes primárias dos membros inferiores com preservação da veia safena magna (VSM). Foram realizados exames com eco-Doppler no primeiro e terceiro meses de pós-operatório. O formulário da gravidade clinica da doença venosa, Venous Clinical Severity Score (VCSS) foi preenchido no pré e pós-operatório para graduá-la. Foram excluídos pacientes com historia de trombose venosa profunda, tabagismo, uso de meia elástica ou flebotômicos no pós-operatório.

RESULTADOS:

todos os pacientes obtiveram melhora do VCSS (P<0,001) e redução do calibre da veia safena magna (P<0,001). Houve relação do VCSS com o calibre da VSM, assim como, com o CEAP no pré-operatório. Houve melhora da classe CEAP em nove pacientes comparado com o pré-operatório (P<0,001).

CONCLUSÃO:

a operação de varizes com preservação da veia safena magna teve efeito benéfico à própria VSM, com a diminuição de calibre, e à sintomatologia quando a veia apresentava calibre máximo de 7,5mm, correlacionando-se diretamente com a CEAP. A diminuição do calibre da VSM mesmo sem abolição total do refluxo leva a melhora clinica por diminuição do volume de refluxo.

Palavras-Chave: Insuficiência venosa; Varizes; Veia safena; Veia safena/ultrassografia; Veia safena/cirurgia

INTRODUÇÃO

A insuficiência venosa crônica (IVC) é definida como uma anormalidade no funcionamento do sistema venoso causada por hipertensão venosa ocasionada pelo refluxo venoso ou pela obstrução do fluxo venoso, ou também pela associação destes dois fatores1. A IVC pode afetar o sistema venoso superficial, o sistema venoso profundo ou, ambos. Além disso, a disfunção venosa pode ser resultado de um distúrbio congênito ou adquirido2 - 4.

A hipertensão venosa gerada pelo refluxo pode ser causada por desarranjo ou lesão das válvulas venosas e, mais recentemente, admite-se que a lesão e fragilidade da parede venosa tem papel mais importante na causa do refluxo e até na gênese da lesão valvular1 , 5 - 7.

A prevalência de insuficiência venosa crônica na população aumenta com a idade. Na Europa, 5 a 15% dos adultos, entre 30 e 70 anos de idade, apresentam essa doença, sendo que 1% deles apresenta úlcera varicosa. Nos Estados Unidos, em torno de sete milhões de pessoas têm insuficiência venosa crônica, que é responsável por 70 a 90% de todas as úlceras de membro inferior8 - 10. A prevalência de doença venosa primária pode atingir a 20% da população11. Maffei et al.12, em estudo epidemiológico sobre alterações venosas de membros inferiores encontradas na população de Botucatu/SP, estimaram uma prevalência de 35,5% de varizes e de 1,5% de formas graves de IVC com úlcera aberta ou cicatrizada. Com o envelhecimento da população mundial, essa prevalência tende aumentar.

Sendo uma doença crônica, progressiva e de caráter recidivante, a IVC ainda esta longe de ser entendida e tratada corretamente, embora diversas teorias e métodos venham sendo empregados com relativo sucesso imediato, porém sem resultados comprovados em longo prazo13.

As avaliações histopatológicas da parede da veia safena magna com acentuada insuficiência valvular, em pacientes com perfil lipídico alterado, demonstram nítido espessamento subintimal resultante de intenso refluxo, hipertensão e reação inflamatória semelhante ao processo aterosclerótico13.

Diversos métodos têm sido utilizados para avaliar o grau de IVC: o Venous Clinic Severity Score (VCSS), pletismografia a ar e eco-color-Doppler14 - 16, porém nenhum deles demonstrou estratificação fidedigna relacionado à classificação clínica, etiológica, anatômica e patofisiológica (CEAP), ou foi utilizado com sucesso para demonstrar eficácia sobre os métodos de tratamento.

Os autores objetivaram avaliar a importância do tratamento cirúrgico das varizes de membros inferiores, com preservação da veia safena interna, na regressão clinica da doença venosa crônica.

MÉTODOS

Foram avaliados 22 membros inferiores de 15 pacientes femininos portadores de insuficiência venosa crônica (IVC), de acordo com a classificação clínica, etiológica, anatômica e patofisiológica. Os pacientes foram submetidos a um protocolo pré-operatório para o tratamento cirúrgico das varizes primárias dos membros inferiores com preservação de veia safena interna17. O formulário do VCSS (Venous Clinic Severity Score) foi preenchido no pré e pós-operatório para avaliar a gravidade clínica da doença venosa.

Como critérios de inclusão foram adotados: 1) paciente feminino; 2) idade entre 25 e 55 anos; 3) diagnóstico de insuficiência venosa crônica (classificação CEAP - clínica, etiológica, anatômica e patofisiológica- entre 2 e 4); 4) indicação de tratamento cirúrgico; 5) insuficiência em pelo menos uma das veias safenas; e 6) diâmetro máximo da veia safena magna: 7,5mm. Foram considerados como critérios de exclusão: 1) história de trombose venosa profunda de membros inferiores); 2) história de tabagismo; 3) uso de meias compressivas ou medicamento flebotônico no pós-operatório; 4) complicações pós-operatórias como trombose venosa profunda ou infecção; 5) calibre máximo da veia safena magna maior que 7,5mm; e 6) safenectomia prévia.

Os pacientes foram atendidos no ambulatório de Cirurgia Vascular do Hospital Universitário Gaffree e Guinle, Hospital Universitário Pedro Ernesto e Clinica VASCLAR. A seleção foi realizada a partir da história e exame físico de cada paciente (classificação CEAP e VCSS). Todos os pacientes foram submetidos ao exame de eco-color-Doppler para identificar e classificar os graus de insuficiência venosa, completando a classificação CEAP.

No pós-operatório, os pacientes foram acompanhados no ambulatório com consultas feitas em uma semana, um mês e três meses após a realização da operação. Cada avaliação constou de anamnese e exame físico, além de exame de eco-color-Doppler venoso dos membros inferiores. A análise comparativa foi realizada entre os resultados dos três exames feitos durante as consultas.

Os trajetos varicosos foram demarcados em ortostatismo. Os pacientes foram submetidos ao bloqueio raquianestésico e sedação e foram operados em decúbito dorsal e em posição de Trendelenburg. Foram ressecados os trajetos varicosos após a ligadura das veias pérfuro-comunicantes insuficientes diretas e indiretas da veia safena magna que foi preservada.

Os principais indicadores na avaliação da veia safena interna pelo eco-Doppler foram: o diâmetro da veia na crossa, coxa e perna, a presença de insuficiência e o local da insuficiência. Estes indicadores foram avaliados no pré e no pós-operatório e, posteriormente, comparados.

Foram avaliados os seguintes parâmetros: VCSS, diâmetro e insuficiência da veia safena magna (VSM), entre a classificação CEAP no pré e no pós-operatório, bem como, as diferenças nos indivíduos dentro da classificação CEAP. Para o estudo estatístico foi utilizado o Teste T de Student (p<0,05).

RESULTADOS

Foram operados, entre agosto de 2011 e agosto de 2012, 15 pacientes do sexo feminino entre 25 e 55 anos de idade, portadores de varizes dos membros inferiores. Todos os pacientes (Figura 1) obtiveram melhora do critério clinico (VCSS) no pós-operatório (P<0,001), assim como, verificou-se a redução do diâmetro da veia safena magna (P=0,002) (Figura 2).

Figura 1  Valores VCCS (Venous Clinic Severety Score.) pré e pós-operatórios. 

Figura 2  Valores do diâmetro da veia safena magna. 

Observamos que no pós-operatório houve melhora da classe CEAP em 11 pacientes, sendo que um dos pacientes apresentou melhora da classificação CEAP em apenas um dos membros (P<0,001) (Tabela 1). Houve restauração do fluxo da veia safena magna em sete membros inferiores operados, com significado estatístico (P=0,001) (Tabela 2). Houve relação diretamente proporcional do Venous Clinic Severity Score com o diâmetro da veia safena magna, e com a classificação clínica, etiológica, anatômica e patofisiológica no pré-operatório (Tabela 3).

Tabela 1  Classificação de acordo com os critérios CEAP e VCSS. 

Pacientes Membro I d a d e CEAP MID CEAP MID CEAP MIE CEAP MIE VCSS VCSS
estudado P r é P ó s P r é P ó s P r é P ó s
TMLT MID/ MIE 51 3 2 3 1 8 2
TLS MID 47 3 2 - - 5 0
TPA MID 35 2 1 - - 2 0
MS MID/ MIE 48 3 2 3 2 6 1
MJNS MIE 55 - - 2 2 3 0
MCAN MID/ MIE 53 2 2 2 2 4 0
LSS MIE 28 - - 2 1 5 1
LN MID 29 2 1 - - 2 0
DFFP MID/ MIE 50 3 2 3 2 5 0
ASI MID/ MIE 40 3 2 2 2 6 1
RML MID/ MIE 48 2 1 3 2 6 1
MCA MID/ MIE 49 3 2 4 2 6 2
MAG MIE 34 - - 1 1 2 0
EPM MIE 34 - - 2 1 9 2
COC MIE 47 - - 4 4 8 2

Legendas: CEAP - Classificação Clínica, Etiologia, Anatomia e Patofisiologia; MID - membro inferior direito; MIE - membro inferior esquerdo; VCSS - Venous Clinic Severety Score.

Tabela 2  Restauração do fluxo na veia safena magna (VSM). 

Pacientes Refluxo Refluxo Refluxo Refluxo
Pré-operatório MID Pós-operatório MID Pré-operatório MIE Pós-operatório MIE
TMLT P P P A
TLS P P
TPA P A
MS P P P A
MJNS P P
MCAN P P P P
LSS P A
LN P A
DFFP P P A A
ASI P A A A
RML A A P P
MCA P P P P
MAG P P
EPM P P
COC P A

P- presente; A- ausente. Legendas: MID - membro inferior direito; MIE - membro inferior esquerdo.

Tabela 3  CEAP, VCSS e diâmetro da veia safena no pré-operatório. 

Pacientes / CEAP CEAP VCSS V S M V S M V S M V S M V S M V S M
Parâmetro MID Pré MIE Pré P r é crossa Dir coxa Dir perna Dir crossa Esq coxaEsq perna Esq
TMLT 3 3 8 6 4,2 5,4 3
TLS 3 2 5 6,9 4,7 3,5
TPA 2 2 2 3,5 3,2 3,7
MS 3 3 6 6,7 5 4 5 3,5 3,5
MJNS 2 2 3 5 4,5 2,5
MCAN 2 2 4 5,5 3,7 3 4,5 2,5 2,5
LSS 2 2 5 4,5 2,5 2
LN 2 2 2 4 3,5 2,5
DFFP 3 3 5 6 4,5 4,5 4 2 2,2
ASI 3 2 6 6,3 4,7 4 2,3
RML 2 3 6 4,4 3 4,9 3,1
MCA 3 4 6 6 5,5 5 5 5 4
MAG 2 1 2 5 3 3
EPM 4 2 9 7,2 3,6
COC 4 4 8 5,5 4,5 4

Legendas: CEAP - Classificação Clínica, Etiologia, Anatomia e Patofisiologia; MID - membro inferior direito; MIE - membro inferior esquerdo; VCSS - Venous Clinic Severety Score.

DISCUSSÃO

A safenectomia radical tem seu papel no tratamento da doença venosa crônica, porém com indicação cada vez mais limitada, tendo em vista sua importância como substituto vascular para diversos leitos do sistema circulatório. Associado a isso, Pittaluga et al.17, demonstraram que a veia safena magna quando apresenta diâmetro próximo de 7,5mm, apresentará, após a retirada de colaterais e as ligaduras das perfurantes, regressão de seu diâmetro, melhora ou abolição total do refluxo associados à melhora dos parâmetros clínicos, confirmando a efetividade do método proposto. Embora possa ser questionado que o diâmetro da veia safena interna pode não ter correlação direta ou ser o único fator preditor relacionado com a sintomatologia18.

A ressecção de varizes com preservação da veia safena interna e ressecção do reservatório venoso17 restaura o fluxo venoso, acarretando efeito benéfico à veia safena interna, diminuindo os sinais e sintomas e, consequentemente, o grau de doença venosa dos pacientes assim operados.

A diminuição do calibre da veia safena magna sem abolição total do refluxo pode levar à melhora clinica por diminuição do volume de refluxo18 - 20, posto que este é razão direta do seu diâmetro.

Recentemente, métodos menos invasivos com laser e radiofrequência e até mesmo a espuma densa, abriram novos horizontes no tratamento da doença venosa crônica com técnicas menos invasivas, de caráter ambulatorial e com resultados comparáveis à cirurgia convencional21.

Estudos prospectivos com maior tempo de acompanhamento são necessários para definição do método a ser empregado nos casos de dilatação e insuficiência de veia safena magna e nos casos de recidiva dos sintomas venosos nos portadores de insuficiência venosa crônica.

O seguimento em longo prazo desses pacientes pode ajudar a elucidar o método mais efetivo no tratamento das varizes de membros inferiores, sua taxa de sucesso e de recidiva, trazendo uma nova proposta, menos invasiva, com menos comorbidades ao arsenal terapêutico da doença varicosa de membros inferiores.

Na visão dos autores, a preservação da veia safena interna, mesmo que dilatada e insuficiente, é possível, pois proporciona a melhora dos sintomas e preserva, também, o melhor substituto de conduto vascular autólogo. O envelhecimento da população e o aparecimento de novos instrumentos poderão influenciar na escolha do tratamento radical da veia safena interna, porém não modificarão o resultado cirúrgico em curto prazo.

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Fonte de financiamento: nenhuma.

Recebido: 15 de Março de 2014; Aceito: 25 de Maio de 2014

Endereço para correspondência: Bernardo Cunha Senra Barros E-mail: dots.br@gmail.com

Conflito de interesse: nenhum.

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