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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991versão On-line ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.42 no.6 Rio de Janeiro nov./dez. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/0100-69912015006009 

Artigos Originais

Efeito da Carapa guianensis Aublet (Andiroba) eOrbignya phalerata (Babaçu) na cicatrização de colorrafias em ratos

Cícero Evandro Soares Silva1  2 

Orlando Jose dos Santos2 

Jurandir Marcondes Ribas-Filho1 

Fernando Issamu Tabushi1 

Marcio Hiroaki Kume1 

Leandro Bressianini Jukonis1 

Igor Furlan Cella1 

1Programa de Pós-Graduação em Princípios da Cirurgia da Faculdade Evangélica do Paraná / Hospital Universitário Evangélico de Curitiba / Instituto de Pesquisas Médicas, Curitiba, PR, Brasil

2Hospital São Domingos, São Luis, MA, Brasil

RESUMO

Objetivo:

avaliar o efeito cicatrizante do extrato aquoso do babaçu e do óleo de andiroba em feridas abertas no ceco de ratos.

Métodos:

cinquenta e quatro ratos Wistar foram divididos em três grupos de 18: 1) grupo babaçu, com aplicação do extrato aquoso de babaçu; 2) grupo andiroba, com aplicação do óleo; e 3) grupo controle, com aplicação de solução salina. Todos os procedimentos foram feitos por gavagem. Cada grupo foi dividido em três subgrupos de seis animais conforme o período de observação, aos 7, 14 ou 21 dias. De cada animal foi retirado fragmento do ceco com 1,5cm2 de diâmetro. As áreas das lesões foram analisadas por macroscopia e os segmentos ressecados das feridas por microscopia ótica em colorações de hematoxilina-eosina e tricrômico de Masson.

Resultados:

foram verificados abscesso e infecção em dois animais do grupo andiroba, e um com hematoma. Quanto ao grau de aderências, o grupo babaçu teve maior incidência de aderências grau II enquanto que no grupo controle e andiroba predominaram aderências grau I. Na análise microscópica no sétimo dia a proliferação fibroblástica foi maior no grupo andiroba e menor no grupo babaçu (p=0,028). No 14º dia os polimorfonucleares foram menos acentuados no grupo babaçu (p=0,007). Quanto ao teste de resistência à insuflação de ar atmosférico observou-se que o grupo andiroba em qualquer dos dias avaliados apresentou maior tensão. Quanto à colagenização, no sétimo dia, ela esteve presente em 100% dos animais do grupo andiroba. No 14º dia foi mais acentuada no grupo controle e no 21º dia resultados semelhantes para o grupo controle e andiroba.

Conclusão:

os animais dos grupos babaçu e andiroba apresentaram melhor cicatrização do ceco em comparação ao grupo controle.

Palavras-Chave: Ratos; Cicatrização; Fitoterapia

INTRODUÇÃO

O processo de cicatrização é semelhante em todas as feridas, e baseia-se em complexa sequência de eventos que vai do trauma à reparação do tecido lesado. Consiste em perfeita e coordenada cascata de eventos celulares, moleculares e bioquímicos que se interrelacionam para que ocorra a reconstituição tecidual1. Tal processo pode ser dividido em três fases que se sobrepõem de forma contínua e temporal: inflamatória, proliferativa ou de granulação, e de remodelação ou de maturação1,2.

O interesse pela cicatrização de feridas iniciou-se na Antiguidade, com registros que datam de 3000-2500 a. C, neles mencionados curativos à base de mel, graxa, fios de linho, dentre outros produtos que compunham a farmacopeia egípcia3,4.

O registro do uso de plantas para cura de doenças é relatado também em registros históricos de 5000 anos, em que povos antigos usavam ervas para fins medicinais. Nos dias atuais é crescente o interesse pela fitoterapia, que consiste no conjunto das técnicas de utilização dos vegetais no tratamento de doenças e na recuperação da saúde5.

São considerados medicamentos fitoterápicos aqueles obtidos com emprego exclusivo de matérias-primas ativas vegetais, cuja eficácia e segurança são validadas por meio de levantamentos etnofarmacológicos, documentações tecnocientíficas ou evidências clínicas6. O emprego das plantas como recursos terapêuticos ainda é subutilizado; das 300 mil plantas conhecidas atualmente, somente 2000 são utilizadas pela medicina5.

No Brasil, conhecido internacionalmente como possuidor da maior reserva florestal diversificada do planeta, tem se destacado o Estado do Maranhão, não somente por possuir densa flora diversificada, mas ainda pela tradição em pesquisa de plantas medicinais, possuindo herbário próprio com produção artesanal de diversos produtos7.

O uso dos fitoterápicos na cicatrização de feridas tem sido estimulado pela necessidade de encontrar novas substâncias que desempenhem efetivo papel na reparação cirúrgica, pois, embora ela seja processo sistêmico, são necessárias condições locais favoráveis através de terapia tópica adequada estimulando o processo fisiológico8.

Pesquisa de produtos naturais para auxiliar a cicatrização tem se intensificado. Dentre as diversas plantas com propriedades curativas, a Orbignya phalerata e a Carapa guianensis Aublet têm sido amplamente mencionadas em experimentos.

A Orbignya phalerata (babaçu) é encontrada com maior frequência nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, sendo que mais de 50% concentra-se no Maranhão. Apresenta propriedades anti-inflamatórias e analgésicas já comprovadas em estudos9. Martins et al., na tentativa de verificar sua ação cicatrizante em feridas cirúrgicas da pele, observou efeito também satisfatório no processo de cicatrização, através da análise microscópica, nas variáveis mononucleares e fibras colágenas10.

A espécie Carapa guianensis Aublet pertence à famíliaMeliaceae, sendo conhecida comumente como andiroba; é encontrada principalmente nas várzeas e igapós, mas pode ser cultivada em terra firme. Apresenta propriedades fisicoquímicas que lhe confere ação anti-inflamatória11-13. No entanto, Brito et al., ao avaliarem o efeito do óleo de andiroba em feridas cutâneas abertas em ratos, verificaram retardo na contração e epitelização das feridas, sugerindo possível ação anti-inflamatória, resultando em prejuízo no processo cicatricial14.

Entender os efeitos terapêuticos da Orbignya phalerata eCarapa guianensis Aublet faz-se necessário nos dias atuais, na perspectiva de ampliar o uso delas na cicatrização de feridas.

Assim, este estudo em ratos teve por objetivo utilizar ambas as substâncias na cicatrização de lesões em colón para verificar seu efeito cicatrizante.

MÉTODOS

Este estudo foi realizado no Laboratório de Cirurgia Experimental da Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA, Brasil, e obedeceu as normas de experimentação animal da Lei Sergio Arouca (nº 11.794/2008). Foi aprovado pelo Comitê de Ética e Experimentação Animal do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Maranhão, protocolo nº 039/2012.

Foram utilizados 54 ratos Wistar, machos, com idade variando entre 50 e 60 dias, pesando, em média, 275,64 g. Os animais foram pesados e mantidos em observação por período de sete dias para adaptação antes da operação. Eles ficaram acomodados em nove gaiolas de polipropileno com tampa de grade metálica inoxidável, com seis animais por gaiola, recebendo água e ração padrão para espécie ad libitum, em temperatura de 23±2ºC, em ambiente sem ruídos, ciclo claro/escuro de 12h. Foram distribuídos aleatoriamente em três grupos com 18 animais: GC (grupo controle), GB (grupo babaçu), GA (grupo andiroba), que, por sua vez, foram divididos em seis subgrupos de acordo com o dia de morte (7º, 14º e 21º dias).

Preparo dos fitoterápicos

Extrato aquoso de Orbignya phalerata (Babaçu).

A exsicata do babaçu foi catalogada no Herbário Ático Seabra da Universidade Federal do Maranhão. O mesocarpo foi obtido a partir do coco maduro, que foi assim considerado aquele caído naturalmente dos cachos. Para retirada do mesocarpo, utilizou-se artefato de madeira, batendo-se manualmente na parte superior até a ruptura das cascas e, em seguida, com o auxílio de uma espátula, separou-se o mesocarpo. O material obtido foi espalhado sobre bancada durante três dias para secar. Depois de seco, foi colocado em estufa de secagem à temperatura de 45-50ºC durante 24h para retirada total da umidade. O mesocarpo foi submetido ao processo de moagem em moinho elétrico onde se obteve um pó em forma de farinha. Para a preparação do extrato aquoso, o pó foi pesado em balança analítica digital e diluído em solução salina para concentração de 25mg/ml. A análise química mostrou possuir: amido (68,3%), umidade (14,9%), fibras (2,51%), proteínas (1,54%), glicídios solúveis (1,25%), lipídios (0,27%) e outras substâncias - aminoácidos, hemicelulose e pentosanas (11,23%).

Óleo de Carapa guianensis (Andiroba).

O óleo é líquido transparente de cor amarela, com gosto muito amargo que, em temperatura inferior a 25º C, solidifica como vaselina, sendo que o óleo se transforma em gordura sólida e branca, cujo ponto inicial é de 22ºC e se completa a 28ºC. As sementes encerram 70% de óleo insetífugo e medicinal15. O processo tradicional de extração é complexo, demora cerca de dois meses e pode ser dividido em três etapas: 1) coleta, seleção de sementes boas e um primeiro armazenamento (3-5 dias); 2) preparo da massa pelo cozimento das sementes em água (1-3h) e um segundo período de armazenamento (até 20 dias) finalizando pela retirada da casca e o amassamento das amêndoas; 3) extração do óleo pelo gotejamento (até 30 dias) colocando a massa sobre superfície inclinada16.

A amostra utilizada no estudo foi proveniente do município de Axixá, MA, e 50ml foram submetidos à análise pelo Laboratório de Controle de Qualidade de Alimentos e Água do Departamento de Tecnologia Química da Universidade Federal do Maranhão, com a seguinte composição graxa: ácido mirístico (18,1%); ácido oleico (58,9%); ácido linoleico (9,2%) e ácido palmítico (9,3%); e, dentre os compostos não graxos, destacam-se os triterpenos e taninos, além de dois alcaloides, a andirobina e a carapina.

O óleo de andiroba está catalogado no Herbário Ático Seabra do Departamento de Farmácia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal do Maranhão, com registro nº 01253.

Procedimentos cirúrgicos

Após adaptação de sete dias, seis horas antes do ato operatório, foi retirada a ração dos animais, permanecendo o livre acesso à água. Os animais foram anestesiados com injeção intramuscular de cloridrato de quetamina 5% na dosagem de 20mg/kg associado com cloridrato de xilazina 2% em 10mg/kg, sendo a aplicação realizada na face posterior da coxa do animal. A anestesia foi considerada completa quando ele apresentava-se imóvel, com reflexos interdigitais e corneanos abolidos, respiração normal e extremidades rosadas17.

Técnica operatória

Depois de anestesiado, cada rato foi posicionado em decúbito dorsal, imobilizado em prancha de madeira com contensão dos membros anteriores e posteriores; realizou-se a epilação da região ventral superior do abdome em 4,0cm2; antissepsia com polivinilpirrolidona-iodo à 10% tópico; e colocado um campo fenestrado delimitando a área operatória.

Os animais foram submetidos à laparotomia mediana transversal a partir de 1cm abaixo do processo xifoide, estendendo-se por 5cm caudamente; procedeu-se à diérese da pele e do tecido celular subcutâneo com o bisturi lâmina nº 15 e do plano musculoaponeurótico e peritônio adentrando na cavidade abdominal que foi inspecionada. Após identificação e exteriorização do colón, fez-se uma incisão longitudinal de 1cm de extensão na parede anterior do ceco, próximo à grande curvatura e, por meio de quatro pontos separados com fio de polipropileno 6-0 em plano único, realizou-se a cecorrafia. Após este procedimento comum a todos os grupos, cada subgrupo recebeu através de gavagem diferentes preparações conforme determinação anterior ao procedimento cirúrgico. O GC recebeu água destilada no mesmo volume ao do maior das substâncias (andiroba), GA recebeu óleo de andiroba na dose de 5ml/kg/dose e o GB foi tratado com extrato aquoso do mesocarpo deOrbignya phalerata, na dose de 50mg/kg de peso corpóreo, quantificando 0,6ml. A síntese da parede abdominal deu-se em dois planos com fio mononylon 5-0.

Pós-operatório

Após o procedimento cirúrgico e recuperação anestésica, cada animal foi colocado na sua gaiola, com livre acesso a água e ração após seis horas do procedimento, sendo acondicionado nas mesmas condições de temperatura e luminosidade do pré-operatório. Os animais foram submetidos à avaliação clínica diária onde se observava atividade motora, aceitação da alimentação, ferida operatória e óbito, sendo registrado em protocolo individual até o dia da morte.

Os animais foram induzidos à morte nos dias previamente estabelecidos (7o, 14o e 21o), por meio de dose letal dos anestésicos, ou seja, quatro vezes o valor da dose. Posteriormente foram pesados e transferidos para a prancha de madeira.

Avaliação macroscópica

Após constatada a morte dos animais, a cicatriz operatória era inspecionada e avaliada quanto à presença de sinais de infecção, deiscência da parede, hematomas e fístulas. Em seguida, realizava-se laparotomia constituída de duas incisões transversais paralelas, uma cranial e outra caudal, e uma paramediana esquerda, 1cm paralelo à incisão mediana e perpendicular às duas incisões transversais, objetivando acesso seguro à cavidade abdominal. Na sequência, inspecionva-se a cavidade abdominal à procura de achados sugestivos de infecção, coleções, fístulas e aderências, esta última sendo classificada e avaliada pelo escore de Nair18. Retirava-se a peça cirúrgica contendo 2cm acima e abaixo da rafia (ceco, cólon ascendente e íleo terminal), não desfazendo as estruturas e órgãos aderidos à colorrafia a fim de não comprometer os testes de insuflação.

Teste de resistência à insuflação de ar atmosférico

Ele consistiu em introdução de sonda de silicone nº 6 no íleo terminal e fixação com fio de algodão 2-0; conexão ao manômetro e uma pinça hemostática no início do cólon ascendente; submersão da peça em água; insuflação com ar ambiente a velocidade de 0,1ml/s até a ocorrência de liberação de bolhas de ar, sendo registrada a pressão no momento da ruptura da peça em mmHg (Figura 1 A e B).

Figura 1 - a) Bomba de infusão, sonda de nelaton e manômetro eletrônico; B) recipiente de vidro transparente contendo água corrente (a), momento de ruptura da anastomose colônica evidenciada pelo borbulhamento na água (b); pressão de ruptura em mmHg sendo medida (c), 

Avaliação microscópica

O segmento ressecado foi aberto na sua parede dorsal e seccionado em fragmentos, medindo 1,5cm2 de área. A face interna da linha de sutura ficou voltada para baixo, presa na placa de isopor em 2cm2por meio de alfinetes. O espécime foi fixado em formol a 10% por 48h e encaminhado para estudo histológico, mantidas nos blocos de parafina e cortadas com micrótomo ajustados para espessura de 5µm e coradas pela hematoxilina & eosina e tricômico de Masson. Foram analisadas por único médico patologista. Os dados obtidos na área da cecorrafia foram classificados de acordo com a intensidade em que foram encontrados e transformados em variáveis quantitativas mediante atribuição de índice para o achado histológico (ausente-0, discreto-1, moderado-2, e acentuado-3). A presença de congestão vascular, edema e polimorfonucleares foram indicativos de processo inflamatório agudo (fase aguda). A presença de monomorfonucleares, angiogênese, proliferação fibroblástica (fibrose) e colagenização foram indicativos de processo inflamatório crônico.

Análise estatística

Os dados foram avaliados por meio do programa estatístico IBM SPSS Statistics 20.0 (2011). Inicialmente as variáveis numéricas, tais como, peso inicial, peso final, xilazina, quetamina e tensão máxima submeteram-se ao teste de normalidade de Lilliefors, e verificou-se que nenhuma apresentava distribuição normal. Por isso, essas variáveis foram avaliadas em relação ao efeito do grupo e dos dias dentro de cada grupo através da análise de Kruskal-Wallis e do teste post hoc de Dunn. Nas variáveis histológicas (NAIR, grau, polimorfonuclear, mononuclear, edema, congestão, angiogênese, fibrose e colágeno), o efeito do grupo dentro de cada dia, e o efeito do dia dentro de cada grupo foram avaliados também pelo teste não paramétrico deKruskal-Wallis e do teste post hoc deDunn. A associação das variáveis da avaliação macroscópica (infecção, deiscência, abscesso, fistula, hematoma) e o local da ruptura com os grupos foi feita pelo teste de qui-quadrado dePearson. Em todos os testes o nível de significância (á) foi 5%, ou seja, considerou-se significativo quando p<0,05.

RESULTADOS

O peso médio dos ratos no grupo controle foi 279,89±47,01; naqueles do grupo babaçu, 286,11±47,01; e do grupo andiroba 260,94±37,12. Não houve morte em nenhum dos animais em decorrência da anestesia ou do procedimento cirúrgico, bem como, da utilização dos fitoterápicos.

Avaliação macroscópica

Nenhum dos animais apresentou deiscência ou fístulas; no entanto, foi verificada a presença de abscesso e infecção em dois animais do grupo andiroba, e um apresentou hematoma. Em nenhum do grupo controle e babaçu foi observada qualquer complicação.

Quanto ao grau de aderências, os animais do grupo babaçu tiveram maior incidência de aderências grau II, enquanto que no grupo controle e andiroba predominaram aderências de grau I. No 21º do pós-operatório, o grupo controle e andiroba foram semelhantes; no entanto, o grupo babaçu teve 100% dos seus animais com aderências de grau II, com diferença estatisticamente significante (Tabela 1).

Tabela 1. Avaliação intergrupos do grau de aderências conforme o escore de NAIR no 7o, 14o e 21o de pós-operatório. 

GRUPO
Dia
NAIR Controle Babaçu Andiroba p
7 I 3 (50.0) 3 (50.0) 3 (50.0)
II 3 (50.0) 2 (33.3) 2 (33.3) 0.590
III 0 (0.0) 1 (16.70) 1 (16.70)
I 1 (16.7) 2 (33.3) 1 (16.7)
14 II 2 (33.3) 4 (66.7) 4 (66.7) 0.308
III 3 (50.0) 0 (0.0) 1 (16.7)
0 1 (16.7) 0 (0.0) 1 (16.7)
21 I 4 (66.7) 0 (0.0) 4 (66.7) 0.024
II 1 (16.7) 6 (100.0) 1 (16.7)
0 1 (5.6) 0 (0.0) 1 (5.6)
GERAL I 8 (44.4) 5 (27.8) 6 ( 33.3)
II 6 ( 33.3) 12 (66.7) 9 (50.0)
III 3 (16.7) 1 (5.6) 2 (11.1)

Avaliação tensiométrica (teste de resistência à insuflação de ar atmosférico)

Ela foi realizada em todos os ratos. A ruptura da anastomose naqueles avaliados no sétimo dia foi 83,3% no grupo controle, 33,3% no grupo babaçu e 66,6% no grupo andiroba. No 14º o grupo andiroba predominou (83,3%) e o grupo controle e babaçu foram iguais (63,3%), enquanto que no 21º , os resultados foram semelhantes. Em nenhuma das avaliações houve significância estatística.

Verificou-se que os animais do grupo controle tiveram quantidade igual a de animais com ruptura do órgão distante da sutura e na sutura. No grupo babaçu a maior parte dos animais teve ruptura do órgão fora das linhas de sutura, em qualquer dos dias avaliados. Já no grupo andiroba, a maioria também teve rompimento do órgão fora da sutura, mas, no 14º dia, houve maior número de animais quando comparados com os demais dias. Em nenhuma das avaliações intergrupo houve diferença significante.

Observou-se que o grupo andiroba, em qualquer dos dias avaliados, apresentou maior tensão, destacando-se o 14º dia com tensão no valor de 157,7mmHg. No grupo babaçu houve maior tensão no sétimo dia, sendo que nos dias posteriores, a média das suas pressões foram inferiores aos demais grupos.

Avaliação microscópica

No sétimo dia, a angiogênese, os mononucleares e os polimorfonucleares foram mais intensos no grupo andiroba, controle e babaçu, respectivamente, com tendência à significância apenas nos mononucleares. Quanto à proliferação fibroblástica, foi maior no grupo andiroba e menor no grupo babaçu, com diferença estatisticamente significante (p=0,028) (Tabela 2). Coloração HE, aumento de 400x, Grupo Andiroba 7 dias

Tabela 2. Análise da presença das diversas variáveis entre os grupos (intergrupos) 

Grupo Dia Polimorfonuclear Mononuclear Edema Congestão Angiogênese Colagenização Proliferação fibroblástica
7 dias Controle 7 Moderada / Grave a Moderada / Grave a Moderada Moderada / Grave Moderada Discreta Discreta
Babaçu 7 Grave a Moderada Moderada Grave a Moderada / Grave a Ausente Ausente / Discreta
Andiroba 7 Grave a Grave a Moderada Grave a Grave a Discreta / Moderada Discreta
14 dias Controle 14 Moderada ab Grave Moderada Grave Moderada Discreta Discreta
Babaçu 14 Ausente b Discreta / Moderada Discreta / Moderada Discreta c Discreta b Ausente Ausente
Andiroba 14 Moderada b Moderada b Moderada Moderada b Discreta / Moderada b Discreta Discreta
21 dias Controle 21 Ausente / Discreta b Moderada Discreta Moderada Discreta / Moderada Ausente / Discreta Ausente / Discreta
Babaçu 21 Discreta b Moderada Moderada Moderada b Discreta b Ausente Ausente
Andiroba 21 Discreta / Moderada b Moderada b Discreta Moderada b Discreta b Ausente / Discreta Ausente / Discreta

Letras diferentes significam p< 0,05 pelo teste de Dunn

No 14º dia, as variáveis relacionadas à inflamação aguda, a presença de edema foi semelhante entre os grupos. Os polimorfonucleares apresentaram-se menos acentuados no grupo babaçu, com diferença estatisticamente significante (p=0,007). A congestão esteve mais acentuada no grupo controle, seguida do grupo andiroba e babaçu, com diferença significante entre eles (p=0,003). A proliferação fibroblástica foi mais intensa no grupo controle, porém com significância estatística apenas em relação ao grupo babaçu (p=0,043); ao se comparar esta variável entre controle e andiroba ela não apresentou diferença estatística (Tabela 2). Na avaliação do 21º dia, nenhuma das variáveis avaliadas em qualquer dos grupos apresentou diferença estatisticamente significante.

Quanto à colagenização, na avaliação do sétimo dia ela esteve presente em 100% dos animais do grupo andiroba. No 14º dia foi mais acentuada no grupo controle, enquanto que o grupo babaçu teve nele sua menor quantificação. No 21º, os resultados foram semelhantes para o grupo controle e andiroba.

DISCUSSÃO

O uso de fitoterápicos com a finalidade de verificar a ação na cicatrização de órgãos e tecidos tem sido frequente, principalmente em pesquisas experimentais, destacando-se aquelas relacionadas ao reparo de lesões do aparelho digestivo10,19,20. Na literatura encontram-se trabalhos relacionados à cicatrização de feridas colônicas que adotam três e sete dias9 e 14 e 21 dias20 como período de avaliação. Compararam-se estes dois fitoterápicos por serem eles comuns na nossa sociedade, de grande uso popular e ampla distribuição no Maranhão.

A escolha do fio monofilamentar sintético e inabsorvível de polipropileno deveu-se ao fato de que no trato gastrointestinal os materiais inabsorvíveis são melhores para promover a cicatrização21.

Na presente pesquisa, analisou-se a cicatrização do colón a partir de quatro aspectos principais: macroscopia, determinação da resistência mecânica da cicatriz através do teste de insuflação de ar atmosférico, estudo histológico da morfologia tecidual e presença de colágeno na ferida. Utilizaram-se dias diferentes de morte a fim de verificar alterações decorrentes do processo cicatricial, uma vez que cada fase possui características peculiares.

Na avaliação macroscópica utilizou-se o escore de NAIR para avaliar as aderências dos órgãos intra-abdominais, que, apesar de ser algumas vezes difícil e subjetivo, é método seguro, prático e exequível. Neste trabalho não houve presença de aderências grau IV em nenhum dos grupos. No 21o dia, houve predominância de aderências grau II nos animais do grupo babaçu (100%); os grupos andiroba e controle tiveram resultados iguais (grau 0- 16,7%; grau I- 66,7%; grau II- 16,7%) com significância estatística. Observou-se que no grupo andiroba houve presença de abscesso e infecção em 11% dos animais, 5,5% tiveram hematoma, mas nenhum deles apresentou deiscência ou fístulas. Porém, no trabalho de Santos et al., que comparou o efeito da aroeira e andiroba na cicatrização de gastrorrafias, não observou-se qualquer sinal clínico de infecção ou deiscência22.

Quanto aos animais do grupo babaçu, não houve sinais de infecção ou abscessos em nenhum deles, bem como, ausência de fístulas, deiscências ou hematomas, resultado esse melhor que o observado por Baldez, que verificou infecção discreta do sítio cirúrgico e deiscência cutânea superficial9.

Existem dois métodos de avaliação de cicatriz tecidual segundo a resistência mecânica: resistência à insuflação de ar ou água e tração linear23. Neste trabalho, optou-se pela utilização do teste de resistência à insuflação de ar devido ser o órgão estudado a víscera oca. Tal método é o que mais se adequa à proposta, pois é fisiológico ao reproduzir os vetores de pressão que geralmente se transmitem sobre a parede do intestino assemelhando-se à situação clínica real; o rompimento ocorrerá em função da distensão, além de exercer pressão em toda circunferência da parede intestinal, submetendo-se à prova de vedação24. Observou-se neste experimento, quanto à média das forças de ruptura, que no sétimo dia houve maiores pressões nos grupos andiroba e babaçu ao comparar-se com o grupo controle, demonstrando melhor cicatrização para o grupo babaçu e andiroba, mas sem significância estatística. No 14º dia não houve variações importantes das pressões de ruptura das feridas cirúrgicas. No 21º dia houve queda substancial das médias de pressão do grupo andiroba, porém sem significância estatística. O teste de resistência à insuflação de ar atmosférico é bom e imprescindível parâmetro para avaliação da integridade de anastomose nos primeiros dias do pós-operatório, enquanto no pós-operatório tardio, ela é melhor avaliada pela tração linear25.

Quanto ao local de ruptura do órgão, observou-se no sétimo dia que no grupo controle apenas um animal teve ruptura do órgão fora da anastomose; porém, no grupo andiroba e babaçu, quatro tiveram seu cólon rompido distante da anastomose, dado esse diferente do relatado por Thorton e Barbul26 em que citam que, somente a partir da segunda semana, a resistência da anastomose à pressão pode exceder a do tecido intestinal normal, e o escape gasoso ocorre distante da anastomose. No 14º dia o grupo controle e andiroba tiveram resultados semelhantes e no 21º, os resultados foram iguais para todos os grupos, onde quatro dos animais romperam o cólon fora das linhas de sutura. Santos et al., na análise do teste de insuflação de ar atmosférico na ruptura do estômago, ela ocorreu todas as vezes na anastomose22. Semelhantemente, Batistaet al. ao estudarem o efeito do extrato aquoso do babaçu na cicatrização do estômago, em nenhum dos animais em que foi possível realizar o estudo tensiométrico, ocorreu vazamento de ar fora das linhas de sutura27.

A inflamação é essencial para a cicatrização, caracterizada por aumento da permeabilidade vascular, quimiotaxia das células da circulação e liberação de citocinas e de fatores de crescimento. Os neutrófilos são as primeiras células a migrarem para a lesão, sendo responsáveis pela remoção de corpos estranhos e tecido desvitalizado. Sua ação máxima ocorre por volta do segundo dia da cicatrização. Os polimorfonucleares, representados pelos macrófagos, atingem sua maior concentração em torno do terceiro dia. A fase inflamatória estende-se da ocorrência da lesão ao sexto dia. Neste trabalho os animais foram mortos no sétimo, pois representa ele a fase inicial da cicatrização -fase aguda- caracterizada pela presença de edema, congestão e polimorfonucleares. A segunda fase, conhecida como proliferativa, inicia-se em torno do segundo ou terceiro dia, estendendo-se até o 14º. Caracteriza-se pela presença de fibroblastos, responsáveis pela produção de colágeno, proteína muito importante para a matriz celular. É possível ainda encontrar células endoteliais responsáveis pela angiogênese e os miofibroblastos responsáveis pela contração da ferida. A terceira e última fase caracteriza-se pela deposição de colágeno na ferida, iniciando-se em torno do oitavo dia e estendendo-se até um ano e meio.

Na tentativa de avaliar parâmetros de inflamação crônica (mononucleares, angiogênese, proliferação fibroblástica e colagenização), optou-se pela morte da outra parte dos animais no 14º e 21º de pós-operatório, uma vez que tal fase é melhor avaliada em períodos tardios de pós-operatório.

Ao comparar-se reação inflamatória aguda entre os grupos, polimorfonucleares foi maior no grupo babaçu e andiroba em relação ao controle quando comparados no sétimo dia, havendo decréscimo nos dias posteriores de avaliação, mas sem significância estatística. Tal fato é explicado por ser neste período a fase inicial da cicatrização, também conhecida como inflamatória. Petroianuet al., ao avaliar a ação da vitamina C e da hidrocortisona na cicatrização anastomótica intestinal, verificou que nos animais submetidos apenas à vitamina e naqueles que receberam conjuntamente a vitamina e a hidrocortisona, no quinto dia de pós-operatório havia presença de infiltrado inflamatório constituído por polimorfonucleares além de congestão vascular28. No 14º, os sinais de congestão foram mais evidentes no grupo controle, com significância estatística.

Os sinais de inflamação crônica aumentam ao longo dos dias após a lesão em detrimento dos sinais de inflamação aguda. Os mononucleares, que representam inflamação crônica, estiveram mais acentuados no sétimo dia, tanto no grupo babaçu quanto no andiroba, revelando possível efeito do extrato aquoso do babaçu. Baldez, ao estudar a ação do extrato aquoso do babaçu na cicatrização do colón em ratos, evidenciou resultados semelhantes9.

Experimentos revelam associação direta entre eficiência da cicatrização e o número de fibroblastos e fibras colágenas, principal componente estrutural do tecido de granulação29. Observou-se nesta pesquisa que a proliferação fibroblástica, a angiogênese e a colagenização estiveram mais acentuadas no sétimo dia de pós-operatório nos grupos babaçu e andiroba quando comparados ao controle; ocorreu queda no 14º e 21º dias. Nunes Júnior et al.30 relatam que a síntese de colágeno atinge seu ápice no sétimo e 14º dias, mas, que a partir do terceiro, já é possível perceber fibroblastos e colágeno em áreas de sutura, fato comprovado em seu experimento utilizando aroeira na cicatrização da linha alba no terceiro e sétimo dias.

Em conclusão, os animais dos grupos babaçu e andiroba apresentaram melhor cicatrização do ceco em comparação ao grupo controle.

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Fonte de financiamento: nenhuma.

Recebido: 15 de Março de 2015; Aceito: 18 de Maio de 2015

Endereço para correspondência: Orlando José dos Santos E-mail:orlanddojs@hotmail.com

Conflito de interesse: nenhum.

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