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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991versão On-line ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.43 no.3 Rio de Janeiro mai./jun. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/0100-69912016003002 

Artigo Original

Remissão do Diabetes Mellitus Tipo 2 dezoito meses após gastroplastia com derivação em Y-de-Roux.

MARCELO GOMES GIRUNDI1 

1- Serviço de Cirurgia Geral do Complexo São Francisco, Belo horizonte, MG, Brasil.

RESUMO

Objetivo:

avaliar a eficácia da gastroplastia com derivação em Y-de-Roux, em pacientes obesos e portadores de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), na melhoria do perfil glicêmico após 18 meses de seguimento.

Métodos:

foram submetidos à derivação gástrica em Y-de-Roux 468 pacientes com IMC ≥35 e portadores de DM2, no período de 1998 a 2010. Todos os pacientes tiveram a análise do controle glicêmico realizadas no terceiro, sexto, nono, 12o e 18o meses de pós-operatório. Os critérios diagnósticos de diabetes foram baseados no Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes, publicado em julho de 2011.

Resultados:

observou-se a remissão do DM2 em 410 pacientes (87,6%) após 18 meses da cirurgia, sendo essa diferença significativa com p-valor <0,001. A doença se manteve inalterada em 48 pacientes (10,3%), e dez pacientes (2,1%) permaneceram com o risco aumentado para DM2.

Conclusão:

a gastroplastia com derivação em Y-de-Roux foi efetiva na promoção e manutenção do controle glicêmico em longo prazo.

Descritores: Cirurgia Bariátrica; Diabetes Mellitus Tipo 2; Derivação Gástrica; Obesidade; Gastroplastia.

INTRODUÇÃO

A obesidade é um grave problema de saúde pública mundial, acometendo países desenvolvidos e em desenvolvimento. Pessoas com IMC>30Kg/m2 representam 7% da população global1. Segundo pesquisa organizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, 51% dos brasileiros estão acima do peso ideal2. A obesidade é fator de risco independente para o desenvolvimento de diversas doenças associadas, como diabetes mellitus tipo 2 (DM2), hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemias, síndrome metabólica (SM), esteatose hepática, doença do refluxo gastroesofágico, colelitíase, entre outras2.

O diabetes mellitus é a doença metabólica mais comum dos países ocidentais, com uma estimativa de 300 milhões de pessoas afetadas em 2025, das quais 90% serão portadores de DM2. Existe também uma forte associação entre obesidade e DM2, e 80% dos pacientes com DM2 apresentam algum grau de obesidade3. O diabetes é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade precoce. Um crescente conjunto de evidências sugere que a maioria das complicações do diabetes pode ser prevenida ou retardada por meio do tratamento prospectivo da hiperglicemia. O momento e qualidade da terapia, consequências de um diagnóstico precoce e do imediato controle continuado da hiperglicemia, são cruciais para melhoria dos resultados4.

O tratamento cirúrgico da obesidade tem sido documentado como o mais efetivo para a obesidade de grandes proporções, tanto na perda do excesso de peso quanto em sua manutenção em longo prazo, bem como, para a melhoria das comorbidades, dentre estas, o DM2. Estudos anteriores demonstram a resolução clínica do DM2 em 48% dos pacientes submetidos à banda gástrica ajustável, 84% após gastroplastia vertical com derivação em Y-de-Roux e 98% após derivação biliopancreática5. A remissão do DM2 após a banda gástrica ajustável é proporcional à perda de peso, entretanto, a remissão do DM2 após procedimentos mistos e predominantemente disabsortivos ocorre mais efetivamente e mais rapidamente, antes mesmo da perda de peso, o que sugere uma participação do intestino delgado nos benefícios metabólicos, fato este também demonstrado nos pioneiros trabalhos de Rubino et al.6.

O objetivo geral deste estudo é avaliar a eficácia da gastroplastia com derivação em Y-de-Roux na melhoria do perfil glicêmico de pacientes obesos com IMC ≥35 que preencham os critérios para DM2.

MÉTODOS

A amostra do estudo foi obtida por conveniência, sendo os pacientes selecionados de forma prospectiva e consecutiva, constituindo estudo observacional, descritivo e longitudinal. A seleção dos pacientes foi baseada nas recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Os pacientes foram inicialmente submetidos à avaliação clínica por equipe interdisciplinar. O protocolo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (chsf-005/98) e todos os pacientes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido antes de participarem do estudo.

Foram submetidos à GDYR 5211 pacientes com IMC ≥35 na presença de comorbidades, ou IMC ≥40, independentemente da presença de comorbidades, tanto por via laparotômica, 4609 pacientes (88,4%), quanto por videolaparoscopia, 602 pacientes (11,6%), pela mesma equipe cirúrgica nos Hospitais São Francisco, Mater Dei e Lifecenter, entre maio de 1998 e dezembro de 2010.

Destes 5211 casos, selecionamos 492 pacientes considerados portadores de diabetes mellitus tipo 2, ou seja, pacientes com glicemia de jejum ≥126mg/dL e HbA1C ≥6,5% em duas dosagens.

O seguimento clínico foi realizado em 468 pacientes, durante o período de 18 meses, através de consultas ambulatoriais trimestrais no primeiro ano e semestral no segundo. A glicemia de jejum e a HbA1C foram dosadas nos terceiro, sexto nono, 12o e 18o meses de pós-operatório. A avaliação foi feita pela mesma equipe multiprofissional. De acordo com as análises do controle glicêmico no pós-operatório, os pacientes foram alocados em três grupos e reposicionados ao longo dos 18 meses de observação: Grupo A- Pacientes com remissão de doença: valores de glicemia de jejum <100mg/dl e HbA1C <5,7%; Grupo B- Pacientes com risco aumentado para o diabetes: glicemia de jejum ≥100 a 125 mg/dl e HbA1C entre 5,7% e 6,4%; Grupo C- Pacientes com DM2 inalterada: glicemia de jejum ≥126mg/dl e HbA1C ≥6,5%. Esses critérios diagnósticos estão de acordo com o posicionamento da Sociedade Brasileira de Diabetes7.

A bolsa gástrica foi realizada com a aplicação de grampeadores lineares cortantes e de endogrampeadores, moldada por uma sonda de Fouchet, ficando com capacidade aproximada de 30ml, com ou sem anel de silicone. A gastrojejunoanastomose foi realizada com suturas mecânicas e manuais, com diâmetro entre 1,5 e 2,0 cm; a alça biliopancreática, de 100cm e a alça alimentar, de 150cm.

Com a finalidade de verificar se houve melhoria dos níveis glicêmicos estatisticamente significativa ao longo do tempo de forma consecutiva, utilizou-se o teste de McNamer (Agresti, 2002). Já para avaliar em cada tempo de acompanhamento o percentual de melhora entre os sexos, foi utilizado o teste Qui-quadrado (Agresti, 2007). Foi ajustada uma Regressão de Marginal (Liang and Zeger, 1986) para os dados binários a fim de possibilitar a realização de múltiplas inferências para a melhora do paciente, sem a estratificação da amostra, ganhando em poder estatístico. O modelo Marginal, por sua facilidade de interpretação e ausência de suposições distribucionais, tem sido preferido como extensão dos Modelos Lineares Generalizados para dados longitudinais (Fitzmaurice, 2011). A regressão marginal foi ajustada considerando uma matriz de trabalho não estruturada. O software utilizado na análise foi o "R" versão 2.15.0.

RESULTADOS

Dos 492 pacientes selecionados, 24 tiveram seguimento, um deles por óbito em pós-operatório precoce, devido a tromboembolismo pulmonar. Dos 468 pacientes restantes, observou-se a remissão do DM2 após 18 meses da cirurgia em 410 (87,6%), alocados no grupo A, sendo essa diferença significativa com p-valor <0,001. Dez pacientes (2,1%) permaneceram com o risco aumentado para DM2, alocados no grupo B. Permaneceram com critérios para a doença 48 pacientes (10,3%), alocados no grupo C.

Ao analisarmos a evolução dos resultados na tabela 1, observamos a progressão da remissão do DM2 a cada trimestre. Somente no intervalo de 12 a 18 meses, a remissão da doença não foi significativa pelo teste de McNamer, com um p-valor de 0,134, não existindo evidência para afirmar que houve melhoria neste último semestre (Figura 1).

Tabela 1 Contingência para distribuição dos grupos entre os tempos após a cirurgia. 

Tempos após a cirurgia (meses) Grupos
C B A Total
3 259 55,3% 17 3,6% 192 41,0% 468 100%
6 210 44,9% 13 2,8% 245 52,4% 468 100%
9 75 16,0% 3 0,6% 390 83,3% 468 100%
12 60 12,8% 2 0,4% 406 86,8% 468 100%
18 48 10,3% 10 2,1% 410 87,6% 468 100%

Figura 1  Percentual de pacientes com remissão do DM2 ao longo do tempo. 

Na casuística avaliada, havia 330 (70,5%) pacientes do sexo feminino e 138 (29,5%) do sexo masculino. A média de idade foi 40,7 ± 10,6 anos (18-69 anos).

A análise da distribuição dos grupos ao longo do tempo foi estratificada pelo sexo (Figura 2).

Figura 2  Distribuição dos grupos entre os tempos após a cirurgia, estratificado pelo sexo. 

Por meio da Análise de Regressão, podemos inferir que não existe diferença significativa na remissão da doença entre os sexos ao longo do tempo (p-valor =0,092). Existe diferença significativa entre os tempos para remissão (p-valor <0,001), e a chance de remissão do DM2 no sexto mês é 1,58 (1,41-1,78) vezes a chance no terceiro mês; entre o nono e o sexto mês, de 4,58 (3,66-5,74) vezes; e entre o 12o e o nono mês, de 1,31 (1,15-1,49). Existe também diferença significativa entre o 18o e 12o mês (p-valor =0,044), e a chance de encontrar um paciente com remissão do DM2 no 18o mês é 1,09 (1,00-1,16) vezes a chance no 12o mês.

DISCUSSÃO

Os principais mecanismos para a remissão do DM2 após GDYR são: restrição da ingestão calórica, redução da grelina, que estimula a redução do apetite, má absorção intestinal, perda ponderal, com a redução da gordura visceral, diminuição da resistência insulínica, aumento da taxa metabólica, ainda discutido na literatura e, principalmente, a modulação de hormônios gastrintestinais, as incretinas8-15.

As incretinas são peptídeos intestinais que estimulam a secreção de insulina após a ingestão de alimentos. Os dois principais hormônios gastrintestinais identificados como incretinas são o GIP (gastric inhibitory peptide) e o GLP-1 (glucagon-like peptide-1). O GIP é secretado pelas células K localizadas principalmente no duodeno e jejuno proximal, enquanto o GLP-1 é secretado pelas células L encontradas principalmente no íleo. As incretinas são rapidamente secretadas durante uma refeição, circulam no sangue, e têm uma meia vida relativamente curta (3-7 min.), visto que são rapidamente inativadas pela DPP-IV (dipeptidyl peptidase-IV). Certamente a participação de outros hormônios, como a grelina, o PYY (peptide YY), a leptina e outros, tem papel importante na homeostase da glicose15. Os resultados deste estudo corroboram com outros anteriores8,15,16 na medida em que associam a GDYR com tal modulação hormonal, de modo a proporcionar um aumento da sensibilidade da insulina e uma melhoria da função da célula beta, com a recuperação da secreção de insulina em resposta ao estímulo incretínico16.

Obtivemos 87,6% de remissão do DM2 e muitos desses resultados foram observados no período pós-operatório precoce, antes de uma perda de peso expressiva, o que corrobora com a hipótese acima citada. Por outro lado, os pacientes em que não houve a remissão completa da doença tiveram uma evolução mais lenta na melhoria dos resultados. Pacientes com o tempo mais longo de evolução da doença, associada à utilização crônica de insulina previamente à cirurgia, podem demonstrar um maior comprometimento funcional da capacidade da célula beta. Devido a isso, sugere-se a dosagem do peptídeo C em estudos posteriores.

Os efeitos da cirurgia no controle do diabetes são contundentes, porém a validade dos dados disponíveis é questionável. Falhas metodológicas são resultantes da falta de grupos-controle adequados e da curta duração do período de avaliação. A cirurgia bariátrica pode acarretar efeitos adversos por toda a vida, como deficiências nutricionais e osteoporose, que podem aparecer e se agravar após anos de seguimento17. Além disso, o diabetes é uma doença crônica, e expressões como cura, remissão e melhora da doença, devem ser utilizadas com toda prudência.

Equipes multidisciplinares são fundamentais para a assistência aos candidatos à cirurgia. Indubitavelmente, o controle clínico, endocrinológico, nutricional, fisioterápico, psicológico e a atividade física regular e orientada podem melhorar os resultados cirúrgicos.

Novas técnicas cirúrgicas devem ser consideradas, porém não podemos recorrer ao empirismo do passado quando a cirurgia bariátrica, "por acaso", mostrou-se eficaz para tratar o diabetes18. Toda e qualquer nova proposta deve apresentar um princípio fisiológico bem estudado primeiramente em modelos animais, que posteriormente poderá mostrar um perfil de segurança e efetividade comparável às técnicas existentes e bem estudadas em longo prazo, como o by-pass gástrico19. Após cumprir essas etapas, novas cirurgias podem obter aprovações oficiais e serem consideradas como condutas cirúrgicas alternativas às técnicas já consagradas.

A remissão do DM2 tem sido observada como um resultado adicional ao tratamento cirúrgico da obesidade mórbida. Existem evidências de que a remissão do DM2 não está relacionada simplesmente à perda de peso e que outros mecanismos do eixo enteroinsular devem estar envolvidos. A Medicina está adentrando em uma nova era no tratamento do diabético obeso, e estudos adicionais certamente serão necessários para uma melhor compreensão da diabetologia intervencionista.

Em conclusão, a gastroplastia com derivação em Y-de-Roux mostrou-se muito eficaz no controle dos níveis glicêmicos de obesos diabéticos, resultando em remissão da doença na maior parte dos pacientes observados neste estudo.

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Fonte de financiamento: nenhuma.

Recebido: 11 de Dezembro de 2015; Aceito: 31 de Março de 2016

Endereço para correspondência: Marcelo Gomes Girundi E-mail: marcelogirundi@gmail.com

Conflito de interesse: nenhum.

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