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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991versão On-line ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.43 no.6 Rio de Janeiro nov./dez. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/0100-69912016006013 

Artigo Original

Tumor odontogênico ceratocístico

BRENDA DE SOUZA MOURA1 

MARIA APARECIDA CAVALCANTE1 

WAGNER HESPANHOL1 

1 - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Serviço de Cirurgia Oral, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

RESUMO

Objetivo:

avaliar a frequência do tumor odontogênico ceratocístico (TOC) no Serviço de Cirurgia Oral (SCO) do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ), no que diz respeito à taxa de recidiva, ao sexo, à idade de recorrência e à localização da lesão.

Métodos:

foram examinados os prontuários clínicos e laudos histopatológicos de pacientes do SCO do HUCFF/UFRJ no período de 2002 a 2012. Os pacientes diagnosticados com TOC foram divididos em dois grupos quanto à ocorrência de recidiva: positivo (n=6) e negativo (n=19) .

Resultados:

com relação à localização, houve predileção pela mandíbula. Em relação à média de idade dos pacientes, no grupo positivo foi 40,5, e no grupo negativo, de 35,53. Na distribuição por sexo, o grupo positivo apresentou distribuição igualitária, diferentemente do observado no grupo negativo, em que predominou o sexo masculino.

Conclusões:

o TOC representou a segunda lesão mais frequente em nossos pacientes, tem menor recidiva no sexo masculino e tem a mandíbula como localização mais acometida.

Descritores: Tumores Odontogênicos; Recidiva; Diagnóstico Diferencial.

INTRODUÇÃO

Os tumores odontogênicos são neoplasias que se desenvolvem exclusivamente nos ossos gnáticos, originando-se dos tecidos odontogênicos por proliferação de tecido epitelial, mesenquimal ou de ambos. O termo ceratocisto odontogênico (CO) foi introduzido por Philipsen, em 1956, e referia-se a qualquer cisto dos maxilares que apresentasse formação de ceratina1,2. Em 1962 foram estabelecidos os critérios histológicos e o comportamento clínico específico para essa lesão, que era diferente dos demais cistos dos maxilares2,3. A última classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) dos tumores odontogênicos, denominou o ceratocisto odontogênico como tumor odontogênico ceratocístico, baseando-se na presença de alterações genéticas, moleculares, que estariam também presentes em algumas neoplasias4. Embora tenha havido essa alteração na classificação do CO, Neville et al.4 e Regezi et al.5 permaneceram classificando esta lesão como cisto odontogênico.

O tumor odontogênico ceratocístico é uma lesão que requer considerações especiais devido ao seu aspecto agressivo e ao seu potencial de recidiva e malignização. Possui crescimento lento e indolor. Em relação a sua origem, existem duas teorias para o seu desenvolvimento: a primeira a partir de remanescentes da lâmina dentária e a outra a partir da proliferação de células da camada basal do epitélio oral da mandíbula e da maxila3,6.

Na literatura, existem poucos trabalhos publicados que avaliam e correlacionam a presença ou não de recidiva entre os casos diagnosticados como TOC, com a idade, sexo e localização da lesão odontogênica.

O objetivo do presente estudo foi avaliar a frequência do tumor odontogênico ceratocístico no Serviço de Cirurgia Oral (SCO) do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/RJ), no que diz respeito à taxa de recidiva, ao sexo, à idade de recorrência e à localização da lesão.

MÉTODOS

Estudo retrospectivo de dados obtidos de prontuários clínicos de pacientes do SCO do HUCFF/UFRJ e de laudos histopatológicos emitidos pelo Serviço de Anatomia Patológica do HUCFF/UFRJ, no período de 2002 a 2012. Foram incluídos no estudo os prontuários com informações completas sobre idade do paciente, localização da lesão, sexo, casos recidivados e tratamento realizado, além do diagnóstico das lesões através dos laudos histopatológicos segundo a classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2005). O critério de exclusão foi a ausência de três ou mais dados relevantes no prontuário.

Os dados foram tabulados em um banco de dados e analisados descritivamente por meio do programa SPSS 20.0.

As cirurgias foram realizadas em âmbito hospitalar e, dependendo da extensão e da localidade da lesão, optou-se por anestesia local ou geral. O tratamento de eleição foi a enucleação com curetagem da loja cística. Nos casos de recidiva, foi realizado segundo ato cirúrgico para remoção da lesão remanescente.

Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do HUCFF/UFRJ sob parecer de número 993.649.

RESULTADOS

Foram observados 96 casos de lesões odontogênicas. Destas, 25 (26,04%) foram diagnosticadas como TOC, e incidiram mais frequentemente na faixa etária entre 10-20 anos. As lesões odontogênicas observadas, que fazem diagnóstico diferencial com o TOC foram: ameloblastoma, cisto dentígero, cisto radicular, granuloma central de células gigantes, cisto ósseo traumático, cisto de Gorlin, cisto residual e mixoma odontogênico.

Do total de pacientes com TOC, 24% apresentou recidiva, enquanto 76%, não. Entre os que recidivaram a faixa etária predominante foi 41 a 50 anos. A relação entre a idade e a presença ou não de recidiva (Figura 1) foi feita pelo teste Mann-Whitney que não revelou significância estatística (p>0,05). A distribuição da idade dos pacientes portadores de ceratocistos odontogênicos pode ser vista na tabela 1.

Figura 1 Demonstrativo da faixa etária dos pacientes entre os grupos positivo (recidiva) e negativo (não recidiva). 

Tabela 1 Demonstrativo da média, mediana, desvio-padrão, idade mínima e máxima entre os grupos de pacientes. 

Recidiva Idade Sexo Localização
Negativo N Válidos 19 19 19
Perdidos 0 0 0
Média 35,53
Mediana 26,00
Desvio padrão 22,267
Mínima 13
Máxima 96
Positivo N Válidos 6 6 6
Perdidos 0 0 0
Média 40,50
Mediana 46,00
Desvio padrão 14,181
Mínima 17
Máxima 55

Em relação à média de idade dos pacientes, no grupo positivo foi 40,5 e no grupo negativo de 35,53; no grupo positivo, a idade mínima foi 17 anos e a idade máxima foi 55 anos. No grupo negativo, em relação à presença de recidiva, a idade mínima foi 13 anos e a máxima foi 96 anos (Tabela 1).

Na distribuição por sexo, o grupo positivo apresentou distribuição igualitária, diferentemente do observado no grupo negativo, que apresentou predileção pelo sexo masculino (Tabela 2). No entanto, a ocorrência ou não de recidiva em relação ao sexo, realizada pelo teste exato de Fisher, não teve significância estatística (p>0,05).

Tabela 2 Distribuição por sexo, dos pacientes entre os grupos positivo e negativo. 

Recidiva Total
Negativo Positivo
Sexo Fem. 7 3 10
% dentro do sexo 70,0% 30,0% 100,0%
% dentro da recidiva 36,8% 50,0% 40,0%
% do total 28,0% 12,0% 40,0%
Masc. 12 3 15
% dentro do sexo 80,0% 20,0% 100,0%
% dentro da recidiva 63,2% 50,0% 60,0%
% do total 48,0% 12,0% 60,0%
Total 19 6 25
% dentro do sexo 76,0% 24,0% 100,0%
% dentro da recidiva 100,0% 100,0% 100,0%
% do total 76,0% 24,0% 100,0%

Com relação à localização, houve predileção pela mandíbula, com 56% dos casos negativos para recidiva; dentre os casos positivos para recidiva, a mandíbula também foi a localização mais frequente (Tabela 3).

Tabela 3 Distribuição da localização anatômica do tumor odontogênico ceratocístico entre os grupos de pacientes. 

Recidiva
Negativo Positivo Total
Localização Mandíbula 14 4 18
% dentro do sexo 77,8% 22,2% 100,0%
% dentro da recidiva 73,7% 66,7% 72,0%
% do total 56,0% 16,0% 72,0%
Mandíbula e maxila 0 1 1
% dentro do sexo 0,0% 100,0% 100,0%
% dentro da recidiva 0,0% 16,7% 4,0%
% do total 0,0% 4,0% 4,0%
Mandíbula 2 1 1
% dentro do sexo 66,7% 33,3% 100,0%
% dentro da recidiva 10,5% 16,7% 12,0%
% do total 8,0% 4,0% 12,0%
Não especificado 2 0 2
% dentro do sexo 100,0% 0,0% 100,0%
% dentro da recidiva 10,5% 0,0% 8,0%
% do total 8,0% 0,0% 8,0%
Seio Maxilar 1 0 1
% dentro do sexo 100,0% 0,0% 100,0%
% dentro da recidiva 5,3% 0,0% 4,0%
% do total 4,0% 0,0% 4,0%
Total 19 6 25
% dentro do sexo 76,0% 24,0% 100,0%
% dentro da recidiva 100,0% 100,0% 100,0%
% do total 76,0% 24,0% 100,0%

DISCUSSÃO

O tumor odontogênico ceratocístico é uma lesão odontogênica de desenvolvimento epitelial dos maxilares, acometendo preferencialmente maxila e man­díbula. Poucos trabalhos publicados avaliaram o TOC quanto ao sexo, à idade e à localização em determinada região ou país, tendo como base a classificação da OMS de 20057-12. Em nosso estudo, o TOC foi a segunda lesão mais comum, diferindo dos estudos de Chrysomali et al.13 e Johnson et al.14, em que o TOC foi mais prevalente.

No presente levantamento dos 96 casos englobados, o TOC representou 26,04% dos casos, apresentando uma frequência mais alta quando comparado aos dados epidemiológicos descritos por Meningaud et al.12, que analisaram 695 casos diagnosticados como cistos odontogênicos e observaram o ceratocisto odontogênico em 19,1% dos casos. Siriwardena et al.15 pesquisaram a frequência de tumores odontogênicos em determinada população no Sri Lanka, mostrando uma taxa de incidência do TOC de 25,7%. Tawfik et al.16 relataram uma taxa de incidência de TOC de 19,5%.

Em 2012, Servato et al.17 relataram os casos diagnosticados na Universidade Federal de Uberlândia, no Brasil, e descreveram o TOC como um dos tumores odontogênicos mais frequentes, com taxa de 31,7%. Luo et al.18 relataram 1309 casos entre 1985 e 2006, e Avelar et al.19 observaram uma frequência de TOC maior do que a vista no presente estudo; as duas taxas foram, respectivamente, de 38,73% e 30%.

Chirapathomsakul et al.8 analisaram informação a respeito da recidiva do TOC e observaram sete recorrências (22,6%) em seu estudo, o que corrobora os dados vistos no presente estudo, em que seis casos recidivaram (24%); destes, 50% apareceram na faixa etária de 41 a 50 anos. Madras e Lapointe7 estudaram 21 pacientes com TOC, e a proporção de recidiva dessas lesões foi 29%. Regezi et al.5 relatam taxa de recorrência de 10 a 30%. Isso explica a importância do acompanhamento clínico-radiográfico prolongado do paciente após a remoção do tumor odontogênico ceratocístico.

Segundo Katase et al.20 o TOC é um neoplasma cístico benigno que pode estar associado com a síndrome do carcinoma nevoide basocelular, caracterizada por múltiplas lesões císticas. Dos 25 casos de TOC considerados no presente estudo, um caso se apresentou como sendo da síndrome descrita. Ramaglia et al.21 relataram um caso de uma menina de oito anos de idade afetada pela síndrome do carcinoma nevoide basocelular e Habibi et al.10 relataram que 8,1% dos casos presentes em seu estudo era portador dessa síndrome.

Segundo Lopes et al.6, o TOC faz diagnóstico diferencial com cistos ou tumores odontogênicos, tais como: ameloblastoma, granuloma central de células gigantes, cisto dentígero, tumor odontogênico adenomatoide, fibroma ameloblástico, cisto ósseo traumático, granuloma central de células gigantes, cisto periodontal lateral e cisto de Gorlin. Já Regezi et al.5 apontam como lesões odontogênicas que fazem diagnóstico diferencial com o TOC o cisto dentígero, o ameloblastoma, o mixoma odontogênico, o tumor odontogênico adenomatoide e o fibroma ameloblástico. Neville et al.4 salientaram que a ausência de expansão óssea do CO auxilia o diagnóstico diferencial com cisto radicular e cisto dentígero. No presente estudo, as lesões que fizeram diagnóstico diferencial com o TOC encontradas foram: ameloblastoma, cisto dentígero, cisto radicular, granuloma central de células gigantes, cisto ósseo traumático, cisto de Gorlin, cisto residual e mixoma odontogênico, o que corrobora os achados da literatura.

A mandíbula se mostra como o local de maior frequência do ceratocisto odontogênico1,4,7,9,10,11,13,22-24. Segundo Neville et al.4, a mandíbula é acometida em 60% ou 80% dos casos. No presente estudo, os casos encontrados confirmam os dados da literatura. Dentre os casos estudados, foi encontrada uma ocorrência simultânea na maxila e na mandíbula, assim como relatado por Auluck et al.25. No presente estudo houve um caso no qual o TOC estava presente no seio maxilar.

Nosso estudo mostrou que o TOC teve maior frequência no sexo masculino. Esse dado é similar ao reportado em outros estudos1,4,11,13,15,16,22. Avelar et al.19 e Mallman et al.11 contrariam os dados da literatura, apresentando em seus estudos uma frequência maior no sexo feminino.

A média de idade foi 36,72, sendo mais elevada do que a observada em dois estudos precedentes, de Habibi et al.10 e Avelar et al.19. Chirapathomsakul et al.8 evidenciaram em um estudo que a faixa etária de maior frequência é a de 11-40 anos. O estudo atual demonstra como faixa etária de maior ocorrência de TOC a de 10-20 anos, o que é confirmado por outros estudos11,13,17. Sekerci et al.22 observaram maior frequência de TOC na faixa etária entre 20 e 29 anos.

Madras e Lapointe7 realizaram tratamento mais agressivo em 21 pacientes portadores de TOC, com ressecção ou enucleação complementada com solução de Carnoy, com ou sem ostectomia periférica. Já Regezi et al.5 citaram a enucleação com curetagem óssea periférica ou ostectomia como método de manejo preferencial. Habibi et al.10 demonstraram que a marsupialização seguida de enucleação foi mais eficiente, não apresentando recorrências. O tratamento realizado nos casos do presente estudo foi a enucleação com curetagem da loja cística.

Nossos resultados, e a revisão da literatura, revelam a necessidade de novos trabalhos científicos sobre o TOC e suas características, que julgamos de suma importância para a instituição da forma mais adequada de tratamento com o intuito de minimizar as chances de recidiva dessa lesão odontogênica.

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Fonte de financiamento: nenhum.

Recebido: 23 de Agosto de 2016; Aceito: 15 de Novembro de 2016

Endereço para correspondência: Brenda de Souza Moura E-mail: drabrendamoura@gmail.com E-mail: brendabem@hotmail.com

Conflito de interesse: nenhum.

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