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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991versão On-line ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.43 no.6 Rio de Janeiro nov./dez. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/0100-69912016006008 

Artigo de Revisão

Opções terapêuticas endovasculares para o tratamento dos aneurismas aortoilíacos

BERNARDO MASSIÈRE1  2 

ARNO VON-RISTOW1 

ALBERTO VESCOVI1 

DANIEL LEAL1 

LEA MIRIAN BARBOSA FONSECA2 

1 - Pontifícia Universidade do Rio de Janeiro, CENTERVASC-RIO, Departamento de Cirurgia Vascular, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

2 - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Radiologia, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

RESUMO

Cerca de 20% dos pacientes com aneurismas de aorta abdominal apresentam aneurismas ilíacos associados. A obtenção do selamento distal, durante o tratamento endovascular dos aneurismas aortoilíacos, constitui-se em um desafio que suscitou, ao longo dos anos, o surgimento de diversas opções técnicas para alcançar esse objetivo. A embolização da artéria ilíaca interna é associada ao risco de desenvolvimento de complicações isquêmicas, tais como: necrose glútea, déficit neurológico dos membros inferiores, isquemia colônica, impotência e claudicação glútea. Esse artigo resume as opções técnicas de tratamento endovascular dos aneurismas aortoilíacos com diferentes formas de abordagem de preservação da perviedade das artérias ilíacas internas.

Descritores: Aneurisma Aórtico; Artéria Ilíaca; Procedimentos Endovasculares

INTRODUÇÃO

O envolvimento das artérias ilíacas comuns ocorre em 20% dos pacientes portadores de aneurisma de aorta abdominal (AAA) e constitui um desafio ao tratamento endovascular por comprometer o selamento e a fixação distal das endopróteses1. Diversas técnicas foram desenvolvidas para atingir o objetivo de selar o saco aneurismático, no entanto, a eficácia, em longo prazo, do tratamento é dependente da seleção cuidadosa2. O objetivo dessa revisão é discutir as opções técnicas endovasculares de preservação da perviedade das artérias ilíacas internas no tratamento dos aneurismas aortoilíacos (AOI).

Embolização da artéria ilíaca interna

A embolização da artéria ilíaca interna (AII) previne o endoleak tipo 2 resultante do fluxo retrógrado da AII ao saco do aneurisma. Molas oclusoras são implantadas na AII previamente ao implante de uma endoprótese para cobrir sua origem e estender-se à artéria ilíaca externa (AIE)3,4. Também pode ser empregado um oclusor (plug de nitinol) em substituição às molas, sendo relatada melhor relação custo-eficácia e menor incidência de complicações pelo maior controle do posicionamento durante a liberação5. As complicações deste procedimento são decorrentes dos efeitos isquêmicos da embolização da AII. A claudicação glútea é o sintoma dominante, podendo manifestar-se com diferentes intensidades e, eventualmente, regredir ao longo do tempo. Sua incidência varia de 13% a 50% e o risco é menor quando as molas são posicionadas proximalmente à bifurcação da AII3,4,6.

Na literatura, também são relatadas como complicações da embolização da AII, disfunção sexual, déficit neurológico, retenção urinária, necrose glútea e isquemia colônica6,7.

Cerclagem da artéria ilíaca comum

Puech-Leão8, em 2000, reportou o tratamento dos AOI adaptando a técnica descrita previamente9 de cerclagem da artéria ilíaca comum (AIC) para o tratamento do endoleak em pacientes submetidos ao tratamento endovascular do AAA (Figura 1). Inicialmente, realiza-se acesso cirúrgico extraperitoneal à AIC. A artéria é dissecada cranialmente à sua bifurcação, em uma extensão de 2 a 3 cm e duas fitas cardíacas são passadas ao redor do vaso com uma distância de 1cm entre elas. Após a conclusão da abordagem retroperitoneal, realiza-se incisões inguinais para exposição das artérias femorais. Procede-se à introdução da endoprótese e uma pinça é posicionada ao nível da fita cardíaca mais caudal, para ser utilizada como referência radiopaca à fluoroscopia. Após o posicionamento e a expansão do dispositivo, um cateter balão do mesmo diâmetro da endoprótese é introduzido sobre fluoroscopia e insuflado ao nível da extremidade caudal da endoprótese. As duas fitas cardíacas são amarradas até que a resistência promovida pelo balão seja percebida. Então, o balão é desinflado e retirado para realização de angiografia de controle8.

Figura 1 Técnica de cerclagem ilíaca. Esquema representativo da utilização da técnica de cerclagem no tratamento dos aneurismas aortoilíacos. 

Ramos ilíacos em Bell-Bottom

A técnica de bell-bottom (boca de sino) foi originalmente descrita com a utilização de uma extensão proximal aórtica (cuff) selecionado com base no diâmetro da artéria ilíaca e posicionado com pelo menos 1cm de sobreposição dentro do ramo ilíaco distal e por pelo menos 1cm em uma área da AIC ectasiada ou aneurismática (Figura 2A)10. A presença de trombo no segmento ectasiado consiste em uma contraindicação à realização dessa técnica. Os cuffs descritos nessa configuração são expandidos para adaptarem-se ao ramo ilíaco, promovendo o selamento distal adequado na AIC ectasiada ou aneurismática. Posteriormente, ramos ilíacos de diâmetro largo, especificamente desenvolvidos para esse fim, tornaram-se disponíveis para serem utilizados na técnica de bell-bottom11. Não existe na literatura um consenso sobre o diâmetro limite da AIC recomendado para a utilização dessa técnica. Estudo analisando artérias ilíacas comuns de até 30mm de diâmetro submetidas ao implante de endopróteses bell-bottom demonstrou resultado satisfatório em longo prazo (endoleak tipo 1B em 4% dos casos)11. Análise comparativa evidenciou não haver diferença evolutiva entre um grupo de pacientes com AIC submetidas ao implante de endopróteses bell-bottom com diâmetro compreendido entre 20 e 22 mm e grupo com diâmetro entre 24 e 28 mm12. A incidência de endoleak tipo 1B observada na literatura variou de 0 a 11%10-15. Todavia, o grupo da Mayo Clinic relata dilatação tardia da AIC acometendo até 86% dos pacientes10-12,14. No entanto, alguns autores relacionam essa expansão tardia ao sobredimensionamento maior do que 15% da endoprótese implantada na AIC16, sem correlação com efeitos adversos14.

Figura 2 Técnicas endovasculares para o tratamento dos aneurismas aortoilíacos. A) bell-bottom; B) endoprótese ramificada ilíaca; C) sanduíche; D) revascularização endovascular retrógrada da artéria ilíaca interna. 

Sanduíche

A técnica de sanduiche para o tratamento dos aneurismas aortoilíacos foi inicialmente descrita por Lobato17. Essa técnica é composta pelos seguintes passos: 1) implante por via femoral de endoprótese bifurcada, com posicionamento do ramo ilíaco contralateral a 1cm cranial ao óstio da AIC; 2) cateterismo da AII através de acesso braquial esquerdo; 3) implante de stent autoexpansível revestido na AII com sobreposição adequada no ramo ilíaco, seguida de implante de ramo ilíaco da endoprótese; 4) modelamento do ramo ilíaco e expansão do stent empregando cateteres balão; 5) implante do ramo ilíaco contralateral (Figura 2C)18. Lobato17 indica a realização de sobreposição superior a 6cm entre as endopróteses para minimizar a formação de goteiras e o risco de vazamento. As limitações dessa técnica incluem a necessidade de utilização de endopróteses ilíacas longas, o risco potencial de compressão de uma das endopróteses paralelas e a ausência de dados controlados com longo período de acompanhamento2. Apesar dessas considerações, a técnica é utilizada em diversos centros com relatos de pequenas taxas de oclusão das próteses e de vazamentos19-22. Lobato descreve uma série com 40 pacientes, com tempo médio de acompanhamento de 12 meses, observando taxas de sucesso técnico de 100%, perviedade primária de 93,8% e endoleak tipo 3 (associado à técnica) de 2,5%23.

Endoprótese ramificada de artéria ilíaca interna

A técnica de ramificação da AII consiste no implante de uma endoprótese ilíaca bifurcada combinada a um stent recoberto de ligação entre essa e a AII. A endoprótese ZBIS(r) está disponível com ramos externos nas configurações helicoidal e reta, sendo essa última a mais empregada. Esse dispositivo é geralmente combinado a uma endoprótese implantada na aorta abdominal (Figura 2B)18,24. Massière et al.24 desenvolveram dispositivo ramificado bifurcado baseado na plataforma Apolo. Nesse relato foi utilizado como stent de ligação o Viabahn(r).

São descritos os seguintes critérios morfológicos para o emprego dessa técnica utilizando-se o dispositivo ZBIS: a presença de um segmento da AIE não aneurismático com pelo menos 20mm de comprimento e diâmetro compreendido entre 8 e 11 mm, comprimento da AIC superior a 50mm, diâmetro luminal da AIC superior a 16mm e presença de um segmento da AII não aneurismático com pelo menos 10mm de comprimento e diâmetro compreendido entre 6 e 9 mm2,18,25. Utilizando esses critérios, estudo realizado em 51 pacientes submetidos ao tratamento de aneurismas AOI, determinou que apenas 38% dos pacientes analisados preencheram totalmente os requisitos determinados pelo fabricante26.

Ferreira et al.27 publicaram estudo investigando 47 dispositivos bifurcados implantados em 37 pacientes com tempo médio de acompanhamento de 11,6 meses. Foi obtido sucesso técnico em 97,3% dos casos e perviedade secundária em 22 meses de 85,4%. Foi observada a oclusão do stent de ligação em cinco pacientes (10,6%), claudicação glútea em um caso (2,7%) e não foram observados endoleaks. A incidência de complicações associadas ao dispositivo, avaliada pela incidência combinada de endoleak tipo 1, endoleak tipo 3 e oclusão de ramo, varia, na literatura, de 7% a 13,8%. A incidência de claudicação glútea varia de 2,7 a 5,6%26-31. A principal limitação a essa técnica são os pré-requisitos anatômicos necessários ao implante do dispositivo32.

Meta-análise analisando o desempenho de 236 stents recobertos de conexão em cinco estudos de endoprótese ramificada reportou incidência de oclusão em 6% dos casos e de claudicação glútea em 3,4%, tendo como principais causas o diâmetro pequeno da AII, dissecção peroperatória da AII por dilatação excessiva, emprego de stents longos, concomitância de doença ateroesclerótica da AII e compressão associada a utilização do dispositivo ramificado de modelo helicoidal. Foi observada menor taxa de oclusão nos casos em que o stent balão expansível foi utilizado como stent de ligação, no entanto, métodos estatísticos não puderam ser empregados devido à heterogeneicidade dos estudos31.

Até o momento de submissão desse artigo, apenas resultados iniciais da utilização da endoprótese ramificada ilíaca Excluder(r) foram publicados32.

Revascularização endovascular retrógrada da artéria ilíaca interna

A técnica de revascularização endovascular retrógrada da artéria ilíaca interna (RERAII) foi, inicialmente, descrita por Hoffer et al.33. Ela consiste no implante de uma endoprótese cônica aortouni-ilíaca, seguida de confecção de uma ponte fêmoro-femoral cruzada e implante contralateral de stent revestido, estendendo-se da AIE à AII com o objetivo de preservar a perfusão pélvica (Figura 2D).

Massière et al.34 descreveram série de 21 pacientes submetidos à técnica de revascularização endovascular retrógrada da artéria ilíaca interna para tratamento de aneurismas aortoilíacos complexos, com impossibilidade de serem submetidos a outra técnica endovascular e com elevado risco cirúrgico, utilizando como stent de ligação o Viabahn(r). O tempo médio de acompanhamento foi 52 meses com sucesso técnico em todos os casos, endoleak associado ao stent de ligação em um paciente (4,7%), endoleak tipo IB em um paciente (4,7%) e oclusão do stent revestido em um caso (4,7%), em 30 dias31.

A necessidade da realização de ponte extra-anatômica configura uma limitação a esta técnica, pelo risco de infecção e trombose, ficando reservada a casos selecionados. No entanto, não foram observadas complicações associadas à ponte cruzada e a técnica possibilita o tratamento de casos com anatomia complexa oferecendo poucas restrições anatômicas ao seu emprego.

CONCLUSÃO

As diversas técnicas endovasculares disponíveis para o tratamento dos aneurismas aortoilíacos apresentam individualmente limitações anatômicas. A complexidade desses casos exige adequada seleção da técnica que permitirá a exclusão do aneurisma oferecendo menor risco e melhor resultado no longo prazo.

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Fonte de financiamento: nenhum.

Recebido: 12 de Julho de 2016; Aceito: 26 de Setembro de 2016

Endereço para correspondência: Bernardo Massière E-mail: bvm200@gmail.com E-mail: drbernardo@centervasc.com.br

Conflito de interesse: nenhum.

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