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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991versão On-line ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.44 no.4 Rio de Janeiro jul./ago. 2017

http://dx.doi.org/10.1590/0100-69912017004006 

ARTIGOS ORIGINAIS

Qual é a área de trabalho ideal na fixação de uma fratura da diáfise do fêmur com placa em ponte? Estudo multinacional transversal

Vincenzo Giordano1  2 

Roger Pletsch Paes1 

Gustavo Barbosa de-Queiroz1 

José Claudio Lira Júnior1 

William Dias Belangero3 

Robinson Esteves Santos Pires4 

Pedro José Labronici5 

1Hospital Municipal Miguel Couto, Serviço de Ortopedia e Traumatologia Prof. Nova Monteiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

2Clínica São Vicente, Núcleo Especializado de Ortopedia e Traumatologia, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

3Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Disciplina de Ortopedia e Traumatologia, Campinas, SP, Brasil.

4Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento do Aparelho Locomotor, Belo Horizonte, MG, Brasil.

5Hospital Santa Teresa, Departamento de Ortopedia e Traumatologia Prof. Donato D'Angelo, Petrópolis, RJ, Brasil.

RESUMO

Objetivo:

avaliar a conduta de cirurgiões ortopédicos da América Latina na definição da área de trabalho em distintos padrões de fratura da diáfise do fêmur.

Métodos:

foi desenvolvido um questionário em que foram apresentadas opções de fixação extra-medular em quatro padrões de fratura da diáfise do fêmur com três diferentes áreas de trabalho. O questionário foi submetido aos participantes utilizando-se a ferramenta Googleforms. A associação entre as características profissionais e as opções de conduta médica de acordo com cada tipo de fratura foi analisada pelo teste de qui-quadrado, com nível de significância de 5%.

Resultados:

setecentos e sete profissionais da América Latina responderam o questionário. A maioria dos participantes optou por uma menor área de trabalho na osteossíntese em todas as situações do estudo. Observou-se associação significativa entre a especialidade e a conduta médica nas fraturas do tipo AO 32-B3 e 32-C2 (p < 0,05). As demais características profissionais não mostraram associação significativa.

Conclusão:

a maioria dos participantes deste estudo prefere construções com menor área de trabalho, representando aproximadamente um terço do comprimento total da placa, independentemente do padrão de fratura. Houve associação significativa entre o tipo de especialidade (trauma ortopédico) e as opções de conduta para as fraturas do tipo AO 32-B3 e 32-C. O presente estudo reforça a importância da compreensão do conceito de área de trabalho, mostrando que sua estimativa continua sendo baseada mais na experiência do cirurgião do que em conceitos biomecânicos que regem o processo de consolidação de fraturas.

Descritores: Inquéritos e questionários; Placas ósseas; Parafusos ósseos; Fraturas do fêmur

INTRODUÇÃO

A fratura da diáfise do fêmur é uma lesão relativamente comum, apresentando uma prevalência em torno de 3/10.000 habitantes1. Devido à sua alta morbimortalidade, principalmente associada aos altos gastos diretos e indiretos, tornou-se um grave problema de saúde pública. Seu tratamento vem sofrendo constante evolução, tendo como base a maior compreensão da anatomia local e da biomecânica das técnicas de fixação1,2. Hoje em dia, a osteossíntese com um tutor intramedular, principalmente utilizando hastes intramedulares bloqueadas, é o padrão para este tipo de fratura, com baixos índices de infecção e pseudoartrose1.

Algumas situações clínicas, no entanto, como a existência de um canal medular muito estreito, consolidação viciosa prévia ou presença de implantes que ocupem parcialmente o canal medular (como próteses, por exemplo) inviabilizam ou dificultam sobremaneira a realização da osteossíntese intramedular1. Nestes casos, a utilização de implantes extra-medulares torna-se a opção de tratamento da fratura da diáfise do fêmur, restando apenas a definição de qual princípio deve ser escolhido1. A execução de uma montagem com estabilidade absoluta, apesar de permitir a redução anatômica e direta da fratura, requer algum grau de desvitalização dos tecidos vizinhos ao osso, o que pode trazer problemas de cicatrização de partes moles e retardo do processo de consolidação1,2. Por estes motivos, à luz do conhecimento atual, o uso de técnicas de redução indireta, buscando uma estabilização mais elástica da fratura, tem sido preferido1-5.

Entretanto, construções muito rígidas são responsáveis por formação inadequada e geralmente assimétrica do calo ósseo, associadas ou não à fadiga do implante. Por outro lado, a elasticidade que a construção placa/parafusos deve proporcionar permanece ainda indefinida5. Atualmente, tanto o comprimento do implante quanto a localização e o número de parafusos são definidos muito mais pela experiência do cirurgião do que por evidência biomecânica5,6. Diretrizes mais recentes empregando implantes bloqueados sugerem que a placa deve ser a mais longa possível e que ao menos três parafusos bi-corticais devem ser colocados em cada lado da fratura, sem, entretanto, definirem qual a área de trabalho ideal para os diferentes padrões de fratura da diáfise do fêmur5-8.

Na experiência dos autores, fraturas de traço simples, que apresentam deformação percentual elevada no foco de fratura (strain), devem ter área de trabalho maior do que a calculada para fraturas mais complexas. Levando em consideração esta hipótese (H0), o objetivo do presente estudo foi avaliar, por meio de um questionário, a conduta de cirurgiões ortopédicos de diferentes países da América Latina na definição da área de trabalho em distintos padrões de fratura da diáfise do fêmur.

MÉTODOS

Foi desenvolvido um questionário dividido em duas partes. Na primeira, foram coletadas informações sobre o participante e na segunda, apresentadas opções de fixação em quatro diferentes padrões de fratura da diáfise do fêmur para ser selecionada a melhor opção pelo participante.

O questionário foi desenvolvido e submetido aos participantes utilizando-se a ferramenta Googleforms. Os convites contendo o link para o questionário foram feitos por e-mail enviado pela Oficina da AO Trauma Latino-Americana (AOTLat). Todos os afiliados desta associação médica foram convidados a responder. Os convites foram enviados entre 9 de Julho e 24 de Agosto de 2016. Foi utilizada a língua Espanhola para todos os membros da AOTLat, exceto para o Brasil, onde foi utilizado o Português.

A primeira parte do questionário foi desenvolvida para identificar o grau de experiência profissional, tipo de prática e área de maior interesse e atuação dentro da especialidade. Como cada participante foi convidado em seu próprio endereço eletrônico, sua nacionalidade pôde ser identificada, entretanto este dado não foi usado para fins de análise estatística.

Na segunda parte do questionário foram apresentados quatro padrões distintos de fratura, com ilustrações representando os tipos 32-A3, 32-B3, 32-C2 e 32-C3 da classificação do Grupo AO. A escolha dos tipos de fratura objetivou abranger traços com maior (32-A3 e 32-B3) e menor strain (32-C2 e 32-C3), apresentando morfologias diferentes. Nas quatro situações apresentadas, o centro da fratura esteve sempre localizado no ponto mais central da diáfise femoral. No tipo 32-A3, a fratura foi criada para simular uma diástase de 2mm entre os fragmentos proximal e distal, o que permite contato da cortical trans durante carga. Nos tipos 32-B3, 32-C2 e 32-C3, a zona da fratura compreendeu exatamente o terço médio da diáfise. Os padrões de fratura estão ilustrados na figura 1, na qual pode ser vista a representação dos tipos de fratura 32-A3, 32-B3, 32-C2 e 32-C3 da classificação AO, com uma das construções apresentadas nas opções de resposta. O centro da fratura foi localizado no ponto mais central da diáfise femoral. Nos tipos 32-B3, 32-C2 e 32-C3, a zona da fratura compreendeu o terço médio da diáfise.

Figura 1. Representação dos tipos de fratura. 

Em cada um destes tipos de fratura, quatro opções de resposta foram dadas aos participantes, sendo três delas com construções diferentes de fixação com placa bloqueada, variando a distribuição dos parafusos. Os parafusos mais proximal e mais distal estiveram sempre presentes e a distribuição dos parafusos restantes baseou-se em nossa experiência clínica e em trabalhos encontrados na literatura9,10. O implante representado na ilustração mimetizou uma LCP® (Locking Compression Plate®, DPS, EUA) reta de 16 orifícios e os parafusos foram numerados de forma crescente de um a 16. Embora não especificado diretamente aos participantes, as ilustrações representaram parafusos bloqueados. Independente do tipo de fratura, as opções de construção foram sempre as mesmas. Nas figuras 2 e 3 são mostrados exemplos da segunda parte do questionário. Em cada uma das quatro situações apresentadas, foi perguntado ao participante seu nível de confiança na resposta dada (Figura 4).

Figura 2. Exemplo de uma das situações apresentadas aos participantes, representando uma fratura do tipo AO 32-A3. Notar a área de trabalho progressivamente menor da opção 1 à opção 3. A última opção deu aos participantes a possibilidade de escolher uma cons trução diferente das apresentadas (questionário em espanhol). 

Figura 3. Exemplo de uma das situações apresentadas aos participan tes, representando uma fratura do tipo AO 32-C3. Notar a área de trabalho progressivamente menor da opção 1 à opção 3. A última opção deu aos participantes a possibilida de de escolher uma construção diferente das apresentadas. (questionário em português). 

Figura 4. Nível de confiança na resposta dada (questionário em por tuguês). 

Os dados foram sumarizados pela frequência e percentual e por alguns gráficos ilustrativos. A associação entre as características profissionais (grau de experiência, tipo de prática e área de maior interesse dentro da especialidade) e as opções de conduta médica de acordo com cada tipo de fratura foi analisada pelo teste de qui-quadrado (x2). O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%. A análise estatística foi processada pelo software estatístico SPSS versão 20.0.

RESULTADOS

Setecentos e sete profissionais da América Latina de 15 diferentes países responderam o questionário. As tabelas 1, 2 e 3 fornecem a frequência (n) e o percentual (%) das características profissionais, as opiniões em relação à conduta e seu respectivo nível de confiança, respectivamente, compostas no questionário. Com relação ao grau de experiência profissional, os participantes foram divididos em três categorias, "menos de 5 anos", "de 5 a 10 anos" e "mais de 10 anos", e agrupados em "menos de 5 anos" e "mais ou igual a 5 anos". Com relação ao tipo de prática profissional, os participantes foram divididos em "acadêmica", "não acadêmica" e "clínica privada", e agrupados posteriormente em "acadêmica" e "não acadêmica/clínica privada". Com relação à área de maior interesse e atuação dentro da especialidade, os participantes forma divididos em "geral", "ortopedia" e "trauma". O grupo "ortopedia" compreendeu todos os participantes que responderam algo diferente de Geral ou Trauma.

Tabela 1 Distribuição das características profissionais dos 707 ortopedistas. 

Pergunta Categoria n %
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Menos de 5 anos 348 49,2
5 - 10 anos 117 16,5
Mais de 10 anos 242 34,2
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? (agrupada) Menos de 5 anos 348 49,2
Igual ou mais de 5 anos 359 50,8
Como caracteriza a prática diária? Acadêmica 362 51,2
Não acadêmica 195 27,6
Clínica privada 150 21,2
Como caracteriza a prática diária? (agrupada) Acadêmica 362 51,2
Não acadêmica / Clínica privada 345 48,8
Qual a maior área de interesse na especialidade? Geral 144 20,4
Ortopedia 284 40,2
Trauma 279 39,5

Fonte: SOT-HMMC, 2016.

Tabela 2 Distribuição das respostas em relação a conduta médica. 

Tipo de fratura Categoria n %
AO 32-A3 Opção 1 84 11,9
Opção 2 117 16,5
Opção 3 393 55,6
Nenhuma das anteriores 113 16,0
AO 32-B3 Opção 1 124 17,5
Opção 2 191 27,0
Opção 3 344 48,7
Nenhuma das anteriores 48 6,8
AO 32-C2 Opção 1 121 17,1
Opção 2 146 20,7
Opção 3 335 47,4
Nenhuma das anteriores 105 14,9
AO 32-C3 Opção 1 208 29,4
Opção 2 150 21,2
Opção 3 316 44,7
Nenhuma das anteriores 33 4,7

Fonte: SOT-HMMC, 2016.

Tabela 3 Distribuição do nível de confiança em relação à conduta médica correspondente 

Quão confiante você está sobre sua resposta? Categoria n %
Tipo AO 32-A3 Muito confiante 221 31,3
Confiante 359 50,8
Moderadamente confiante 73 10,3
Nem um pouco confiante 54 7,6
Tipo AO 32-B3 Muito confiante 202 28,6
Confiante 381 53,9
Moderadamente confiante 81 11,5
Nem um pouco confiante 43 6,1
Tipo AO32-C2 Muito confiante 151 21,4
Confiante 384 54,3
Moderadamente confiante 122 17,3
Nem um pouco confiante 50 7,1
Tipo AO 32-C3 Muito confiante 187 26,4
Confiante 376 53,2
Moderadamente confiante 105 14,9
Nem um pouco confiante 39 5,5

Fonte: SOT-HMMC, 2016.

A distribuição das opções de conduta segundo os tipos de fraturas está ilustrada na figura 5.

Figura 5. Distribuição das opções de conduta segundo os tipos de fra turas, de acordo com a classificação AO. 

Foram avaliados individualmente cada tipo de fratura e os resultados serão apresentados deste modo.

  • Tipo AO 32-A3 - observou-se que não existe associação significativa, ao nível de 5%, entre as características profissionais com a conduta médica para a fratura do tipo AO 32-A3. A tabela 4 fornece a análise descritiva (frequência e percentual) das características profissionais segundo a conduta médica (opção 1, opção 2, opção 3 e nenhuma delas) e o correspondente nível descritivo (p valor) do teste de x2. Foram feitos alguns agrupamentos nas categorias das características profissionais, visando a fortalecer a tendência dos resultados observados.

Tabela 4 Característica profissional segundo a conduta médica para a fratura do tipo AO 32 A3. 

Pergunta Categoria Opção 1 Opção 2 Opção 3 Nenhuma das anteriores p valor
n % n % n % n %
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Menos de 5 anos 46 54,8 54 46,2 195 49,6 53 46,9 0,58
5 - 10 anos 8 9,5 23 19,7 68 17,3 18 15,9
Mais de 10 anos 30 35,7 40 34,2 130 33,1 42 37,2
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Menos de 5 anos 46 54,8 54 46,2 195 49,6 53 46,9 0,63
Igual ou mais de 5 anos 38 45,2 63 53,8 198 50,4 60 53,1
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Igual ou menos de 10 anos 54 64,3 77 65,8 263 66,9 71 62,8 0,86
Mais de 10 anos 30 35,7 40 34,2 130 33,1 42 37,2
Como caracteriza a prática diária? Acadêmica 36 42,9 61 52,1 204 51,9 61 54,0 0,68
Não acadêmica 28 33,3 35 29,9 104 26,5 28 24,8
Clínica privada 20 23,8 21 17,9 85 21,6 24 21,2
Como caracteriza a prática diária? Acadêmica 36 42,9 61 52,1 204 51,9 61 54,0 0,42
Não acadêmica / Clínica privada 48 57,1 56 47,9 189 48,1 52 46,0
Qual a maior área de interesse na especialidade? Geral 10 11,9 21 17,9 84 21,4 29 25,7 0,26
Ortopedia 34 40,5 50 42,7 154 39,2 46 40,7
Trauma 40 47,6 46 39,3 155 39,4 38 33,6
Qual a maior área de interesse na especialidade? Geral/Ortopedia 44 52,4 71 60,7 238 60,6 75 66,4 0,27
Trauma 40 47,6 46 39,3 155 39,4 38 33,6
Teste de x2

Fonte: SOT-HMMC, 2016.

  • Tipo AO 32-B3 - observou-se que existe associação significativa entre a área de maior interesse na especialidade e a conduta médica na fratura do tipo AO 32-B3 (p = 0,029 com três categorias e p = 0,020 com duas categorias). Os participantes com maior interesse na área do trauma ortopédico tendem a escolher as "opções 1, 2 e 3", enquanto que os generalistas (Geral e Ortopedia) tendem a escolher a conduta "nenhuma delas". As demais características profissionais não apresentaram associação significativa, ao nível de 5%, com a conduta médica para a fratura do tipo AO 32-B3. A tabela 5 fornece a análise descritiva (frequência e percentual) das características profissionais segundo a conduta médica (opção 1, opção 2, opção 3 e nenhuma delas) e o correspondente nível descritivo (p valor) do teste de x2. Foram feitos alguns agrupamentos nas categorias das características profissionais, visando fortalecer a tendência dos resultados observados.

Tabela 5 Característica profissional segundo a conduta médica para a fratura do tipo AO 32 B3. 

Pergunta Categoria Opção 1 Opção 2 Opção 3 Nenhuma das anteriores p valor
n % n % n % n %
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Menos de 5 anos 67 54,0 90 47,1 170 49,4 21 43,8 0,79
5 - 10 anos 20 16,1 36 18,8 53 15,4 8 16,7
Mais de 10 anos 37 29,8 65 34,0 121 35,2 19 39,6
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Menos de 5 anos 67 54,0 90 47,1 170 49,4 21 43,8 0,56
Igual ou mais de 5 anos 57 46,0 101 52,9 174 50,6 27 56,3
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Igual ou menos de 10 anos 87 70,2 126 66,0 223 64,8 29 60,4 0,61
Mais de 10 anos 37 29,8 65 34,0 121 35,2 19 39,6
Como caracteriza a prática diária? Acadêmica 63 50,8 99 51,8 177 51,5 23 47,9 0,97
Não acadêmica 37 29,8 54 28,3 90 26,2 14 29,2
Clínica privada 24 19,4 38 19,9 77 22,4 11 22,9
Como caracteriza a prática diária? Acadêmica 63 50,8 99 51,8 177 51,5 23 47,9 0,97
Não acadêmica / Clínica privada 61 49,2 92 48,2 167 48,5 25 52,1
Qual a maior área de interesse na especialidade? Geral 22 17,7 38 19,9 67 19,5 17 35,4 0,029
Ortopedia 56 45,2 67 35,1 140 40,7 21 43,8
Trauma 46 37,1 86 45,0 137 39,8 10 20,8
Qual a maior área de interesse na especialidade? Geral/Ortopedia 78 62,9 105 55,0 207 60,2 38 79,2 0,020
Trauma 46 37,1 86 45,0 137 39,8 10 20,8
Teste de x2

Fonte: SOT-HMMC, 2016.

  • Tipo AO 32-C2 - observou-se que existe associação significativa entre a área do maior interesse na especialidade e a conduta médica da fratura do tipo AO 32-C2 (p = 0,034 com duas categorias). Isto significa, que os participantes com maior interesse na área do trauma ortopédico tendem a escolher as "opções 1, 2 e 3", enquanto que os generalistas (Geral e Ortopedia) tendem a escolher a conduta "nenhuma delas". Observou-se que existe uma tendência de associação entre a área do maior interesse na especialidade e a conduta médica da fratura do tipo AO 32-C2 (p = 0,11 com três categorias). As demais características profissionais não apresentaram associação significativa, ao nível de 5%, com a conduta médica para a fratura do tipo AO 32-C2. A tabela 6 fornece a análise descritiva (frequência e percentual) das características profissionais segundo a conduta médica (opção 1, opção 2, opção 3 e nenhuma delas) e o correspondente nível descritivo (p valor) do teste de x2. Foram feitos alguns agrupamentos nas categorias das características profissionais, visando fortalecer a tendência dos resultados observados.

Tabela 6 Característica profissional segundo a conduta médica para a fratura do tipo AO 32 C2. 

Pergunta Categoria Opção 1 Opção 2 Opção 3 Nenhuma das anteriores p valor
n % n % n % n %
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Menos de 5 anos 61 50,4 68 46,6 165 49,3 54 51,4 0,90
5 - 10 anos 16 13,2 24 16,4 59 17,6 18 17,1
Mais de 10 anos 44 36,4 54 37,0 111 33,1 33 31,4
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Menos de 5 anos 61 50,4 68 46,6 165 49,3 54 51,4 0,88
Igual ou mais de 5 anos 60 49,6 78 53,4 170 50,7 51 48,6
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Igual ou menos de 10 anos 77 63,6 92 63,0 224 66,9 72 68,6 0,73
Mais de 10 anos 44 36,4 54 37,0 111 33,1 33 31,4
Como caracteriza a prática diária? Acadêmica 53 43,8 78 53,4 176 52,5 55 52,4 0,24
Não acadêmica 45 37,2 33 22,6 89 26,6 28 26,7
Clínica privada 23 19,0 35 24,0 70 20,9 22 21,0
Como caracteriza a prática diária? Acadêmica 53 43,8 78 53,4 176 52,5 55 52,4 0,35
Não acadêmica / Clínica privada 68 56,2 68 46,6 159 47,5 50 47,6
Qual a maior área de interesse na especialidade? Geral 22 18,2 27 18,5 69 20,6 26 24,8 0,11
Ortopedia 54 44,6 59 40,4 121 36,1 50 47,6
Trauma 45 37,2 60 41,1 145 43,3 29 27,6
Qual a maior área de interesse na especialidade? Geral/Ortopedia 76 62,8 86 58,9 190 56,7 76 72,4 0,034
Trauma 45 37,2 60 41,1 145 43,3 29 27,6
Teste de x2

Fonte: SOT-HMMC, 2016.

  • Tipo AO 32-C3 - observou-se que existe uma forte tendência de associação entre a área do maior interesse na especialidade e a conduta médica da fratura do tipo AO 32-C3 (p = 0,062 com duas categorias). Os participantes com maior interesse na área do trauma ortopédico tendem a escolher as "opções 1, 2 e 3", enquanto que os generalistas (Geral e Ortopedia) tendem a escolher a conduta "nenhuma delas". Provavelmente esta perda de significância, ao nível de 5%, é devida ao baixo número de resposta "nenhuma delas" (n = 33) para a fratura do tipo AO 32-C3. As demais características profissionais não apresentaram associação significativa, ao nível de 5%, com a conduta médica para a fratura do tipo AO 32-C3. Destaca-se uma discreta tendência entre os especialistas com mais de 10 anos de experiência a escolherem a conduta "nenhuma delas", enquanto que aqueles com menos 10 anos de experiência tendem a escolher as "opções 1, 2 e 3" (p = 0,34). A tabela 7 fornece a análise descritiva (frequência e percentual) das características profissionais segundo a conduta médica (opção 1, opção 2, opção 3 e nenhuma delas) e o correspondente nível descritivo (p valor) do teste de x2. Foram feitos alguns agrupamentos nas categorias das características profissionais, visando fortalecer a tendência dos resultados observados.

Tabela 7 Característica profissional segundo a conduta médica para a fratura do tipo AO 32 C3. 

Pergunta Categoria Opção 1 Opção 2 Opção 3 Nenhuma das anteriores p valor
n % n % n % n %
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Menos de 5 anos 106 51,0 75 50,0 152 48,1 15 45,5 0,50
5 - 10 anos 35 16,8 23 15,3 57 18,0 2 6,1
Mais de 10 anos 67 32,2 52 34,7 107 33,9 16 48,5
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Menos de 5 anos 106 51,0 75 50,0 152 48,1 15 45,5 0,89
Igual ou mais de 5 anos 102 49,0 75 50,0 164 51,9 18 54,5
Há quanto tempo terminou a Residência Médica? Igual ou menos de 10 anos 141 67,8 98 65,3 209 66,1 17 51,5 0,34
Mais de 10 anos 67 32,2 52 34,7 107 33,9 16 48,5
Como caracteriza a prática diária? Acadêmica 101 48,6 77 51,3 165 52,2 19 57,6 0,58
Não acadêmica 66 31,7 44 29,3 77 24,4 8 24,2
Clínica privada 41 19,7 29 19,3 74 23,4 6 18,2
Como caracteriza a prática diária? Acadêmica 101 48,6 77 51,3 165 52,2 19 57,6 0,74
Não acadêmica / Clínica privada 107 51,4 73 48,7 151 47,8 14 42,4
Qual a maior área de interesse na especialidade? Geral 38 18,3 35 23,3 61 19,3 10 30,3 0,18
Ortopedia 87 41,8 58 38,7 122 38,6 17 51,5
Trauma 83 39,9 57 38,0 133 42,1 6 18,2
Qual a maior área de interesse na especialidade? Geral/Ortopedia 125 60,1 93 62,0 183 57,9 27 81,8 0,062
Trauma 83 39,9 57 38,0 133 42,1 6 18,2
Teste de x2

Fonte: SOT-HMMC, 2016.

DISCUSSÃO

O processo de consolidação do osso fraturado depende diretamente do ambiente biológico e mecânico determinado, respectivamente, pela energia cinética que gerou a lesão e pelo tipo de estabilidade fornecido pelo cirurgião3-6,8. No tratamento da fratura da diáfise do fêmur, a placa em ponte tem indicação quando o tutor intramedular está contraindicado1. Existe, no entanto, ainda hoje, a dúvida sobre qual a melhor construção para cada padrão de fratura. Segundo a teoria do strain, descrita por Perren5, ao buscar-se o princípio de estabilidade relativa com placa, a construção da osteossíntese deve possuir características mecânicas que não a tornem nem muito rígida nem muito flexível2-5. A compreensão sobre como modular a rigidez da montagem permite ao cirurgião executar uma osteossíntese capaz de equilibrar as características biológicas e mecânicas em cada tipo de fratura.

O grau de resistência axial e da rigidez torsional de um tutor extra-medular pode ser modulado pelo tamanho da área de trabalho, definida pelo comprimento da placa localizada abaixo do foco de fratura sem fixação com o osso4,7,9. Entretanto, a relação entre a área de trabalho e a mobilidade interfragmentar (strain) no foco da fratura permanece ainda indefinida, fazendo com que a escolha da posição dos parafusos seja completamente dependente da experiência do cirurgião.

No presente estudo, em que foram utilizados padrões de fratura com traços simples (maior strain) e complexos (menor strain), observou-se que a maioria dos participantes preferiu uma área de trabalho menor, correspondendo à cerca de um terço do comprimento da placa, independentemente do padrão de fratura. Quando perguntados sobre seu grau de confiança na resposta fornecida nas quatro situações, mais uma vez a maioria respondeu que sentia-se muito confiante ou confiante em sua escolha. O tempo de experiência e maior área de interesse e atuação dentro da especialidade, mostraram-se determinantes na escolha, principalmente em alguns tipos de fratura (32-B3 e 32-C2).

Diferentemente dos participantes, na opinião dos autores, padrões distintos de fratura, envolvendo mobilidade interfragmentar tão antagônica como nos tipos AO 32-A3 e AO 32-C3, deveriam ser tratados com áreas de trabalho diferentes. Idealmente, na placa em ponte a mobilidade interfragmentar deve ocorrer de modo balanceado sob o implante e na cortical oposta a este (trans), respeitando o conceito de stress shielding (estresse compartilhado)3,4,10. Isso claramente ocorre nos traços mais simples de fratura, como no tipo AO 32-A3, desde que haja alinhamento adequado entre os fragmentos proximal e distal. Ao contrário, em fraturas com grandes defeitos de contato ou extrema fragmentação, como no tipo AO 32-C3, a concentração de estresse é suportada isoladamente pelo implante, de acordo com o conceito de stress rising (estresse elevado). Padrões intermediários dependem de outros fatores, como a localização da cunha óssea (no tipo AO 32-B3) e o alinhamento do fragmento intermediário (no tipo AO 32-C2), por exemplo.

No planejamento do cálculo da área de trabalho para uma fratura da diáfise de traço simples em que se visa a fixar com uma placa em ponte, nos parece muito mais lógico que esta seja mais longa, permitindo maior flexibilidade do implante. Quanto mais rígida a construção, maior a concentração de estresse em uma região menor do implante, elevando o risco de fadiga durante o processo de consolidação de fratura10,11. Ao aumentar a área de trabalho, a concentração de estresse sobre o implante, principalmente em flexão é menor, pois a área de deformação é maior; além disto, existe um fator de limitação do momento fletor e consequente proteção da placa, que é o contato da cortical trans10. Este pensamento é corroborado pelas observações de diversos autores3,4,7,9,10. Utilizando modelo experimental em ovelhas, demonstrou-se que uma distância de compressão axial de 20% a 30% do comprimento do intervalo em defeito de três milímetros é capaz de promover a consolidação óssea em aproximadamente nove semanas4,11. Em vista das reconhecidas qualidades adaptativas do osso, o processo de osteogênese é estimulado por elevado estresse (ou deformação) desde que exista estabilidade suficiente entre o osso e a placa5.

Seguindo o mesmo pensamento, ao planejar a construção da placa em ponte para uma fratura multifragmentar da diáfise do fêmur, a área de trabalho deve ser o mais próxima possível da zona de fratura10. Como a concentração de estresse ocorre ao nível da fratura, o menor estresse sobre o implante irá ocorrer quanto menor for a área de trabalho4,5,10. Isto leva à maior rigidez axial abaixo da placa, com reduzidas mobilidade interfragmentar e deformação do implante10. Tem sido mostrado que, em fraturas com elevado grau de fragmentação, construções muito flexíveis predispõem à formação inadequada do calo ósseo, potencialmente levando ao desenvolvimento de pseudoartrose hipertrófica ou deformação plástica e falha mecânica do implante5,10,12.

Como mencionado anteriormente, padrões intermediários de fratura merecem abordagem individual seguindo o conceito de personalidade da fratura. Há de sempre ter em mente a necessidade de manter-se o equilíbrio entre biologia e mecânica, controlando variáveis como qualidade de redução, escolha do implante e grau de rigidez da construção. Especificamente a escolha do implante parece ter papel importante sobre a modulação de estresse no foco de fratura3,4,10,12. Placas bloqueadas suportam maiores cargas de flexão e de torção do que as convencionais, o que resulta em maior estresse sobre o implante. Isso tem levado diversos autores a proporem a utilização de parafusos corticais convencionais próximos ao foco de fratura, principalmente quando a área de trabalho for menor, como parece ser o ideal para fraturas com padrão multifragmentar10,12,13. Este detalhe técnico reduz a rigidez da construção comparativamente ao uso de todos os parafusos bloqueados13.

No presente estudo, embora não tenha sido a escolha da maioria dos participantes, a opção dos autores para as diferentes situações apresentadas seria pela adoção de uma maior área de trabalho para o tipo AO 32-A3 ("opção 1") e de uma menor área de trabalho para o tipo AO 32-C3 ("opção 3"). Nos demais tipos (AO 32-B3 e 32-C2), como apresentadas no questionário, onde observa-se adequado alinhamento axial no plano coronal, optaríamos por uma área de trabalho intermediária ("opção 2"), haja vista a existência de algum grau de compartilhamento do estresse entre o osso e o implante. Tem sido observadas menores tensões de von Mises sobre a construção quando há contato ósseo e aumenta-se a área de trabalho, o que reduz o risco de falha da placa4,10.

Nosso estudo apresenta algumas limitações. Uma delas é a existência de três opções distintas de área de trabalho, embora outras possibilidades existam. Por este motivo, foi dada a oportunidade ao participante de responder que nenhuma das opções apresentadas seria a sua opção. A escolha das montagens utilizadas no estudo buscou reproduzir um modelo em que a área de trabalho era longa ("opção 1"), um em que esta era curta ("opção 3") e outro em que a área de trabalho era intermediária ("opção 2"). Märdian et al.9 empregaram metodologia similar em sua investigação. Estes autores utilizaram quatro áreas de trabalho em análise quantitativa com elementos finitos usando tomografia computadorizada. A definição da posição dos parafusos baseou-se na experiência pessoal dos autores e em recomendações publicadas na literatura médica9,10.

Outra limitação do estudo é que os modelos basearam-se no esqueleto de um adulto jovem no pico de massa óssea. As respostas poderiam ter sido diferentes no caso de tratar-se de pacientes mais idosos e, principalmente, com estoque ósseo reduzido. No entanto, nestas situações outros detalhes técnicos da osteossíntese parecem ser mais importantes do que a definição da área de trabalho, propriamente dita14,15. Aumentar o comprimento da placa, por exemplo, faz com que a distribuição do estresse ocorra ao longo de todo o implante, prevenindo sua concentração ao nível da fratura e melhorando a resistência da construção15. Em nosso estudo, o comprimento do implante foi o maior possível dentre as placas bloqueadas retas e não anatômicas, cumprindo a recomendação vigente.

Finalmente, a ausência de associação significativa entre a maioria das características profissionais com a conduta médica pode ser encarada como uma limitação do estudo. No entanto, somente na fratura do tipo AO 32-A3 isso se deu completamente. Nos tipos AO 32-B3 e 32-C2, foi observada significância estatística ao nível de 5%, com os participantes de maior interesse na área do trauma ortopédico tendendo a escolher mais as "opções 1, 2 e 3". No tipo AO 32-C3, observou-se que existe uma forte tendência de associação entre a área do maior interesse na especialidade e a conduta médica da fratura do tipo AO 32-C3, no entanto sem significância estatística. Provavelmente esta perda de significância, ao nível de 5%, foi devida ao baixo número de resposta "nenhuma delas" (n = 33) para este tipo de fratura.

Podemos concluir com nosso estudo que a maioria dos participantes deste estudo (49,1%) prefere construções com menor área de trabalho, representando aproximadamente um terço do comprimento total da placa, independentemente do padrão de fratura. Houve associação significativa entre a área de maior interesse dentro da especialidade (trauma ortopédico) e as opções de conduta para as fraturas do tipo AO 32-B3 e 32-C2 provavelmente por estes dois tipos de fratura serem padrões intermediários em termos de strain. O presente estudo reforça a importância da compreensão, mas questiona o conceito de área de trabalho, já que seu cálculo continua sendo mais baseado na experiência do cirurgião do que em princípios biomecânicos que regem o processo de consolidação das fraturas.

Fonte de financiamento: nenhuma.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 19 de Janeiro de 2017; Aceito: 30 de Março de 2017

Endereço para correspondência: Vincenzo Giordano E-mail: v_giordano@me.com / ortopedia.csv@gmail.com

Conflito de interesse: nenhum.

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