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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991versão On-line ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.44 no.6 Rio de Janeiro nov./dez. 2017

http://dx.doi.org/10.1590/0100-69912017006013 

Artigo Original

Identificação do linfonodo sentinela utilizando hemossiderina em casos de câncer de mama localmente avançado

PAULO HENRIQUE WALTER DE AGUIAR1  , ACBC-CE

RANNIERE GURGEL FURTADO DE AQUINO1  4 

MAYARA MAIA ALVES2 

JULIO MARCUS SOUSA CORREIA3 

AYANE LAYNE DE SOUSA OLIVEIRA4 

ANTÔNIO BRAZIL VIANA JÚNIOR5 

LUIZ GONZAGA PORTO PINHEIRO1  , ECBC-CE

1 - Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médico-Cirúrgicas, Fortaleza, CE, Brasil.

2 - Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Biotecnologia (RENORBIO), Fortaleza, CE, Brasil.

3 - SONIMAGEM, Diagnóstico por Imagem, Fortaleza, CE, Brasil.

4 - Universidade de Fortaleza, Faculdade de Medicina, Fortaleza, CE, Brasil.

5 - Universidade Federal do Ceará, Hospital Universitário Walter Cantídio, Fortaleza, CE, Brasil.

RESUMO

Objetivo:

verificar a taxa de concordância na identificação do linfonodo sentinela utilizando um marcador autólogo rico em hemossiderina e o Tecnécio 99 (Tc99) em casos de câncer de mama localmente avançados.

Métodos:

ensaio clínico fase 1, do tipo prospectivo, não randomizado, em 18 pacientes portadoras de câncer de mama com axila clinicamente negativa em estádio T2=4cm, T3 e T4. As pacientes foram submetidas à injeção subareolar de um marcador autólogo rico em hemossiderina 48 horas antes do procedimento cirúrgico para biópsia do linfonodo sentinela, e sua taxa de identificação foi comparada, no intraoperatório, com o marcador radioativo Tc99 (padrão-ouro). A concordância entre os métodos foi estabelecida pelo índice de Kappa.

Resultados:

a taxa de identificação do linfonodo sentinela foi de 88,9%, com uma média de dois linfonodos sentinelas por paciente. O estudo identificou os linfonodos sentinelas corados com hemossiderina em 83,3% dos casos (n=15), quando comparados com a taxa de identificação do Tc99, tendo sido observada concordância em 94,4% dos casos estudados.

Conclusão:

o marcador autólogo rico em hemossiderina se mostrou eficaz na identificação do linfonodo sentinela em casos de câncer de mama localmente avançado.

Descritores: Neoplasias da Mama; Biópsia de Linfonodo Sentinela; Hemossiderina; Tecnécio.

INTRODUÇÃO

O linfonodo sentinela (LS) consiste no primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática de um determinado sítio de tumor primário1. Cabanas1, em 1977, em seus estudos utilizando casos de adenocarcinoma de pênis estabeleceu pela primeira vez uma técnica para realizar biopsia do linfonodo sentinela (BLS). Com o objetivo de aprimorar a taxa de identificação do LS em casos de melanoma, Krag et al.2, em 1993, utilizou o Tecnécio 99 (Tc99) com sucesso. Posteriormente, em 1994, Giuliano et al.3 usando azul patente como marcador de LS para o câncer de mama, introduziu o conceito de BLS na prática clínica. Em 2003, Veronesi et al.4, estabeleceram que a BLS era um método seguro e acurado para avaliar metástases axilares em mulheres com tumores de mamas pequenos. Atualmente, a BLS substituiu o esvaziamento axilar no estadiamento do câncer de mama inicial, com axila clinicamente negativa5.

A associação do Tc99 em combinação com o corante azul mostrou-se mais acurada para identificação do BLS6,7. Outros corantes podem ser utilizados na identificação do LS durante o procedimento cirúrgico, como o azul de metileno, o azul patente e o isosulfan8. Entretanto, tais substâncias, em revisão recente da literatura, revelaram um expressivo número de reações de hipersensibilidade9,10. O azul patente pode causar desde efeitos adversos sutis, como rash cutâneo, até reações severas de anafilaxia11,12. O azul de metileno também pode causar sérias reações, incluindo necrose de pele e gordura no local da injeção13. Reações anafiláticas com o isosulfan e azul patente em pacientes submetidas à BLS variam de 0,6% a 2,7%14.

Em 2009, Pinheiro et al.15 comprovou em pesquisa experimental em animais, a eficácia da hemossiderina, um produto da degradação da hemoglobina, proteína frequentemente encontrada nos lisossomos de histiócitos e de células de Kupfer, como corante autólogo na BLS em mama de cadelas. Nesse estudo, a associação de hemossiderina e Tc99, apresentou resultados semelhantes na BLS quando comparados ao Tc99 e azul patente. A hemossiderina apresentou-se, experimentalmente, como um novo corante, isento de efeitos adversos e uma alternativa aos corantes atuais.

Em 2015, Vasques et al.16, introduziu os estudos da hemossiderina em casos de câncer de mama em humanos em tumores iniciais (T1/T2) com axila clinicamente negativa e obteve sucesso, com uma taxa de identificação e de concordância de 100% quando comparada ao padrão-ouro, o Tc99. Diante disso, por ter sido estudada apenas em tumores iniciais, a proposta desse trabalho foi avaliar a eficácia da utilização da hemossiderina como marcador autólogo para a identificação do linfonodo sentinela em cânceres de mama em pacientes portadoras de tumores localmente avançados (T2>4cm/T3/T4), comparando com o teste padrão-ouro, o Tc99.

MÉTODOS

Ensaio clínico fase 1, do tipo prospectivo, não randomizado, tendo como objeto mulheres portadoras de câncer de mama localmente avançado. Os procedimentos cirúrgicos foram realizados na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) e Hospital Universitário Walter Cantídio, por um único cirurgião, no período de janeiro a dezembro de 2016. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará, no 2.032.200. Cada paciente foi informada a cerca dos procedimentos e assinou um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para participação da pesquisa.

Amostra e critérios de seleção

A amostra foi constituída por 18 mulheres, não randomizadas, selecionadas no Ambulatório de Mastologia da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), com indicação de BLS. Foram incluídas pacientes com idades entre 18 e 75 anos, portadoras de câncer de mama com diagnóstico anatomopatológico comprovado, em estádios II (maior ou igual a 4cm), III e IV e que apresentavam axila clinicamente negativa antes da quimioterapia neoadjuvante. Foram excluídas as pacientes portadoras de câncer de mama inflamatório, gestantes, aquelas que tinham recebido algum ciclo de quimioterapia ou radioterapia neoadjuvante ou que realizaram cirurgia axilar e/ou biópsia incisional prévia, que pudesse comprometer a drenagem linfática da mama.

Uma semana antes do início do estudo, todas as participantes foram submetidas à avaliação clínica e laboratorial pré-operatória estando as mesmas aptas à serem submetidas ao procedimento cirúrgico. O perfil do ferro também foi avaliado previamente por meio do hemograma completo, das dosagens de ferro sérico, ferritina sérica, saturação de transferrina e capacidade total de ligação do ferro.

Preparação do marcador rico em hemossiderina

O preparo da hemossiderina para utilização no estudo foi obtida a partir de uma amostra de 16ml de sangue periférico, 48 horas antes da cirurgia. O sangue coletado era acondicionado em dois tubos BD Vacutainer® de Citrato de Sódio Tamponado, de forma asséptica. Em seguida, era centrifugado a 2000rpm, a 22oC, por dez minutos. O material centrifugado se distribuiu em três camadas no tubo de ensaio. As camadas superior e intermediária (soro) eram descartadas, e a camada inferior (hemácias) diluída com soro fisiológico em igual volume ao retirado, e homogeneizado manualmente em câmara protegida por fluxo laminar. A solução obtida era novamente centrifugada (3800rpm por três minutos), com o aparecimento de duas fases. A primeira era descartada e o volume retirado reposto com água bidestilada, na câmara de fluxo laminar, provocando a hemólise do concentrado de hemácias. Após a terceira e última centrifugação (3800rpm por três minutos), obteve-se uma única fase de hemácias lisadas, um produto rico em hemossiderina em suspensão no líquido avermelhado. A garantia da esterilidade foi controlada com hemoculturas para bactérias e fungos.

Um volume de 4ml do corante rico em hemossiderina era injetado ambulatoriamente, com a paciente em decúbito dorsal, sob anestesia local com xilocaína a 2%, sem adrenalina, na região periareolar externa da mama (no sentido de 3h), em punção única e sob técnica asséptica (Figuras 1A e 1B).

Figura 1 A) Injeção subareolar de hemossiderina; B) Local pós-injeção da hemossiderina (hematoma pós-injeção). 

As pacientes foram internadas e avaliadas quanto a apresentação de efeitos colaterais por 24 horas. Antes do procedimento cirúrgico, cada paciente foi submetida à injeção intradérmica subareolar pré-operatória de 0,2ml de Tc99 e, em seguida, sob anestesia local e sedação, foram submetidas ao procedimento cirúrgico.

Procedimentos: biópsia do linfonodo sentinela (BLS)

As pacientes foram submetidas à BLS, com incisão na prega axilar guiada pelo gama-probe, dissecção por planos até a identificação de ponto de captação máxima do Tc99, identificando-se o linfonodo marcado e a sua coloração (Figuras 2A e 2B). Após a exérese do linfonodo, verificou-se em cada um a intensidade de detecção do Tc99 pelo gama-probe. Tais dados foram registrados em uma ficha de coleta de dados para fins de análise posterior. Todas as peças cirúrgicas foram encaminhadas para estudo anatomopatológico e imunoistoquímico. As pacientes foram acompanhadas durante todo o procedimento, desde a injeção da hemossiderina, até o pós-operatório e retorno com 15 e 30 dias após a cirurgia.

Figura 2 A) Identificação intraoperatória do linfonodo sentinela com o Gamma-Probe; B) Linfonodos sentinelas fortemente marcados com hemossiderina. 

Análise estatística

Os dados foram avaliados utilizando o coeficiente de concordância de Kappa. Valores do P foram determinados usando teste exato de Fisher. Valores de P menores e iguais a 0,05 foram aceitos como estatisticamente significantes.

RESULTADOS

Dezoito pacientes se submeteram à BLS com a hemossiderina de acordo com o método descrito. A média de idade das pacientes foi de 48,2 anos e observou-se que o status pré-menopausal predominou em 63,7% da amostra. Quanto ao tipo histológico, todas as pacientes estudadas possuíam carcinoma invasor, sendo 17 do tipo ductal. Os tumores de estadiamento T3 predominaram na amostra e 55% das participantes apresentaram axila positiva após estudo histopatológico (Tabela 1). Não foram evidenciados efeitos adversos e/ou reações alérgicas, infecção cirúrgica ou toxicidade nas pacientes que foram submetidas à BLS com hemossiderina neste estudo.

Tabela 1 Perfil clínico das pacientes inclusas no estudo e perfil anatomopatológico dos tumores analisados . 

Características Valor
Idade (média em anos) 48,2 ( 33-69 ± 11)
Status menopausal
Pré-menopausa n=12 (66,7%)
Pós-menopausa 7 (33,3%)
Grau de invasão
Carcinoma invasor 18 (100%)
Carcinoma in situ 0 (0%)
Localização do tumor primário
Quadrante superior externo 11(60,5%)
Quadrante superior interno 3 (16,5%)
Quadrante inferior externo 2 (11,1%)
Quadrante inferior interno 1 (5,5%)
Central 1 (5,5%)
Tamanho do tumor
T2=4cm
T3 1(5,4%)
14(77,8%)
T4C 3 (16,6%)
Status linfonodal
Linfonodo sentinela negativo 10 (55,5%)
Linfonodo sentinela positivo 8 (44,5%)
Subtipo Histológico
Ductal 17 (94,5%)
Lobular 1 (5,5%)

No intraoperatório, a marcação com o preparo rico em hemossiderina se mostrou nitidamente satisfatória para a identificação visual e consequente diferenciação do LS dos demais linfonodos da cadeia axilar (Figura 3).

Figura 3 A) LS macroscopicamente corado pelo preparo rico em hemossiderina ao lado de outro linfonodo da cadeia axilar não corado; B) Aspecto intraoperatório do LS fortemente corado. 

A eficácia da BLS com hemossiderina foi comparada à técnica padrão-ouro que utiliza a marcação com o Tc99, tendo-se observado uma detecção satisfatória do LS corado com hemossiderina e Tc99. A taxa de identificação do LS foi de 88,9%, sendo encontrado uma média de dois LS por paciente. O estudo identificou os LS corados com hemossiderina em 83,3% dos casos (n=15) e, quando comparado com a taxa de identificação do Tc99, foi observada uma concordância em 94,4% dos casos estudados, com índice de Kappa =0,77 e p=0,001 (Figura 4).

Figura 4 A) LS corados com hemossiderina e Tc99 por paciente; B) Taxa de concordância entre hemossiderina e Tc99 com significância estatística. 

DISCUSSÃO

Estudos na literatura médica nas mais diversas condições mostram concordância aceitável no que diz respeito aos resultados encontrados no nosso trabalho. No estudo de Krag et al.2, analisou-se 443 pacientes e a taxa de identificação foi de 93%. Albertini et al.17 associou as duas técnicas (azul patente e radiocoloide) e observou um aumento da taxa de identificação do LS, proporcionando taxa de identificação de 92% com valor preditivo de 100%. Já Veronesi et al.4 obtiveram taxa de identificação de 98,2% com falso negativo de 2,5%. Possíveis falhas na taxa de identificação podem ser justificadas por fatores inerentes à técnica, ao médico e ao paciente.

Quando se estuda pacientes submetidas à quimioterapia neoadjuvante e em seguida submetidas à BLS, a taxa de identificação pode diminuir por fatores determinados pelos efeitos da quimioterapia. Estudo de Breslin et al.18 encontrou taxa de identificação de 84%. Outros ensaios proporcionaram taxas de identificação que variavam de 85 a 98%, como citado no trabalho de Xing et al.19. Jones et al.20 compararam a biópsia do LS antes e depois da quimioterapia neoadjuvante encontrando taxa de identificação de 100% e 80,6%, respectivamente, e taxa de falso negativo elevada no grupo pós quimioterapia (11%). Na série estudada por Cox et al.21 de 89 pacientes com câncer de mama localmente avançado, estratificadas em dois grupos (axila positiva e axila negativa), evidenciou-se que a biópsia do LS pré-quimioterapia proporcionou acurácia adequada para axila negativa. Estudo de Papa et al.22 em que foram comparadas a biópsia do linfonodo sentinela pré e pós-quimioterapia, a taxa de identificação foi de 98.8 % e 87%, respectivamente.

Outros marcadores para LS têm sido pesquisados e a nanopartícula férrica supermagnética resultou em taxa de identificação 77%, achados inferiores quando comparados com a utilização de hemossiderina como marcador autólogo em 14 pacientes submetidas à BLS, em que se obteve taxa de identificação de 100% com taxa de concordância de 100%16. Na nossa amostra, composta por 18 pacientes, houve identificação do LS em 16, quando utilizado o radiocoloide, e em 15 pacientes submetidas à técnica da hemossiderina, com uma taxa de concordância de 94,4% entre os dois métodos. A discrepância entre os dois métodos ocorreu em apenas uma paciente, em que se identificou o linfonodo pelo radiofármaco e não pela hemossiderina. Discute-se como causas prováveis, o tamanho da molécula de hemossiderina, uma vez que moléculas maiores podem não entrar nos ductos linfáticos, e a incapacidade de migração para o linfonodo estudado.

Existe uma tendência de se evitar o uso do radioisótopo e a exposição dos pacientes à radiação, assim como as complicações potencialmente graves do azul patente. Em unidades com departamentos de medicina nuclear estabelecidos, os custos são elevados, principalmente do gama-probe, e a meia-vida do radiofármaco é curta. O marcador autólogo estudado na amostra foi administrado com segurança 48 horas antes da cirurgia, sem efeitos adversos.

Nosso estudo sugere que seja viável a aplicabilidade clínica da hemossiderina como marcador autólogo na identificação do linfonodo sentinela em casos de câncer de mama localmente avançado.

REFERÊNCIAS

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Fonte de financiamento: nenhuma.

Recebido: 16 de Agosto de 2017; Aceito: 17 de Setembro de 2017

Endereço para correspondência: Luiz Gonzaga Porto Pinheiro E-mail: luizgporto@uol.com.br

Conflito de interesse:

nenhum.

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