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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.20 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72031998000100012 

Resumos de Teses

Análise Clínica, Urodinâmica e Ultra-Sonográfica de Mulheres Continentes e Com Incontinência Urinária de Esforço, Consoante o Tempo de Pós-Menopausa

 

Tese de Mestrado apresentada à Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina em 04/07/97

 

Autor: Vânia Maria Borges Wakavaiachi
Orientador: Prof. Dr. Manoel João Batista Castello Girão

 

 

Estudaram-se 57 pacientes na pós-menopausa, das quais 30 eram continentes e 27 apresentavam incontinência urinária de esforço. Foram subdivididas, conforme o tempo de pós-menopausa, em até 5 anos ou com mais de 5 anos.

Todas submeteram-se à anamnese, exames físico geral e ginecológico, dosagens hormonais (LH e FSH), urina I e urocultura, diário miccional, teste do cotonete, ultra-sonografia pélvica e do colo vesical por via subclitoriana e estudo urodinâmico.

A comparação entre os grupos de mulheres continentes e incontinentes, que apresentavam exame físico semelhante, conforme o tempo de pós-menopausa (até 5 anos e com mais de 5 anos), não revelou alterações significativas em relação ao diário miccional, ao teste do cotonete, à posição e mobilidade do colo vesical ao ultra-som e ao estudo urodinâmico. Em especial, os nossos resultados não demonstraram haver relação entre o tempo de pós-menopausa e alteração da pressão de fechamento uretral comparando-se esses dois grupos de mulheres continentes e os dois grupos de mulheres incontinentes.

Observamos resultados significantes quando se comparou o grupo de mulheres continentes e incontinentes.

A análise do diário miccional revelou aumento no número de micções diurnas nos dois subgrupos de pacientes incontinentes em comparação às continentes.

Quanto ao teste do cotonete houve aumento significante no ângulo de variação da posição do colo vesical com a bexiga cheia nas mulheres incontinentes com até 5 anos de menopausa comparativamente às continentes.

No que tange à topografia do colo vesical ao ultra-som, as pacientes incontinentes com até 5 anos de menopausa apresentaram significante aumento na variação de sua posição (mobilidade) ao esforço em relação às continentes.

O estudo urodinâmico mostrou diminuição da capacidade vesical do primeiro desejo miccional e do volume urinário à fluxometria nas pacientes incontinentes com até 5 anos de pós-menopausa, em comparação às continentes. Observamos, também, diminuição na pressão máxima de fechamento uretral com a bexiga cheia e vazia nas pacientes incontinentes com mais de 5 anos de pós-menopausa, em relação às continentes.

Palavras-Chave: Ultra-Som, Incontinência Urinária, Menopausa.

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