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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

versão impressa ISSN 0100-7203versão On-line ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. v.20 n.6 Rio de Janeiro jul. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72031998000600008 

Trabalhos Originais

Prevenção do Parto Prematuro: Emprego do Toque Vaginal e da Ultra-Sononografia Transvaginal

 

Prevention of Preterm Birth: Use of Digital Examination and Transvaginal Ultrasonography

 

Arlete Ayako Yamasaki, Roberto Eduardo Bittar, Eduardo Sérgio Borges da Fonseca, Silvio Martinelli, Solange Sasaki, Marcelo Zugaib

 

 

RESUMO

Objetivo: avaliar o colo uterino por meio do toque vaginal e da ultra-sonografia transvaginal em gestantes de risco elevado para o parto prematuro.
Métodos: durante o período compreendido entre fevereiro de 1995 e setembro de 1997 foram acompanhadas 38 gestantes com elevado risco para o parto prematuro entre a 20ª e 36ª semana de gestação. Estas pacientes foram submetidas semanalmente ao toque vaginal e ao exame ultra-sonográfico transvaginal. O toque vaginal avaliou o colo uterino quanto a dois parâmetros: comprimento e dilatação. A ultra-sonografia transvaginal estudou o comprimento e o diâmetro anteroposterior do colo uterino. Foram analisados os comportamentos destas medidas cervicais ao longo da gestação. Os dois métodos foram comparados quanto à avaliação cervical e à acurácia no diagnóstico do parto prematuro.
Resultados: a incidência de partos prematuros foi de 18,4% (7/38). As medidas do comprimento cervical obtidas pela ultra-sonografia foram sempre maiores em relação às medidas obtidas pelo toque vaginal. Mediante análise pelo teste de hipóteses foram observadas uma relação indireta entre o comprimento cervical e a idade gestacional por meio do toque e do estudo ultra-sonográfico (p<0,05 e p<0,01, respectivamente) e uma relação direta entre a dilatação cervical e a idade gestacional observada pelo toque (p<0,01).
Conclusões: dos parâmetros estudados por meio do toque e da ultra-sonografia transvaginal, o comprimento cervical ultra-sonográfico apresentou melhor acurácia no diagnóstico do parto prematuro, revelando ser o mais confiável para a avaliação das alterações cervicais em gestantes de risco elevado para o parto prematuro.

PALAVRAS-CHAVE: Ultra-sonografia. Toque vaginal. Colo uterino. Parto prematuro.

 

 

Introdução

Apesar dos avanços obstétricos e neonatais, a prematuridade continua sendo a principal causa de morbidade e mortalidade neonatais. Sua incidência tem-se mantido elevada, mesmo em países desenvolvidos onde se observam os índices de 5 a 15% dos nascidos vivos10,11. Em nosso meio a incidência atingiu cerca de 11% do total de nascidos vivos no Estado de São Paulo, em 1994, segundo pesquisa realizada pela Fundação SEADE27.

No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em função da elevada prevalência de gestações de alto risco, a incidência de prematuridade é de 22%, sendo que a metade destes nascimentos decorreram de partos prematuros espontâneos24.

Com o intuito de se diminuir estes índices pode-se utilizar marcadores que permitam a identificação precoce das gestantes com maior risco para o parto prematuro possibilitando, deste modo, a adoção de medidas preventivas em tempo hábil. Estes marcadores podem ser classificados em clínicos e bioquímicos. Entre os marcadores bioquímicos podem ser citados: a colagenase sérica, a elastase e a fibronectina fetal cérvico-vaginal (fFN). Esta última tem-se destacado nos últimos anos em virtude dos bons resultados encontrados por vários autores5,19,22. Bittar et al.5, em 1996, obtiveram resultados significativos com a dosagem da fFN para a predição do parto prematuro por meio dos testes de membrana e de ELISA. Relataram sensibilidade de 73%, especificidade de 92%, valores preditivos positivo e negativo de 84% e 85%, respectivamente, para o teste de membrana e nesta mesma ordem, 79%, 86%, 77% e 87%, para o teste de ELISA.

Entre os marcadores clínicos destacam-se as alterações cervicais, detectadas pela ultra-sonografia e toque vaginal seriados, e a monitorização das contrações uterinas. Apesar da importância atribuída ao uso da monitorização externa uterina na detecção do aumento na freqüência das contrações uterinas como método preditivo do trabalho de parto prematuro antes de uma cérvico-dilatação16,20 , na Clínica Obstétrica da FMUSP não obtivemos bons resultados com gestantes de risco para prematuridade. Os resultados: sensibilidade de 50% e falso-positivos de 73% desencorajaram seu uso isolado4. Quanto às modificações cervicais, estas se acentuam no final da gestação, antecedendo o trabalho de parto. O colo uterino sofre um processo de transformações nas últimas semanas de gestação: amolecimento, esvaecimento e dilatação, que podem ser observados pelo toque vaginal25.

Com o avanço tecnológico vários autores passaram a utilizar a ultra-sonografia para avaliação cervical a fim de obter medidas mais precisas do mesmo6,30,32.

Vários autores observaram diminuição progressiva do comprimento cervical na gestação normal com o avançar da gestação1,7,14,17,21. Outros autores demonstram que este valor não se altera, ao contrário do diâmetro anteroposterior que tende a aumentar28,30.

Kushnir et al.17 observaram um aumento progressivo do comprimento cervical até a 20ª e 25ª semanas de gestação, quando então alcança valores máximos (48 mm) havendo decréscimo significativo a partir da 31ª até a 37ª semana. Murakawa et al.21 e Brieger et al.7 concluem, ainda, pela existência da influência étnica nas medidas cervicais pois obtiveram dimensões menores em relação aos estudos americanos.

Os estudos comparativos entre o toque vaginal e a ultra-sonografia demonstram melhor avaliação cervical por meio deste último, pelo fato deste permitir a visualização direta do colo uterino e, portanto, uma melhor avaliação. Vários autores demonstraram que o toque vaginal subestima o comprimento cervical por medi-lo apenas do orifício externo até a junção cérvico-vaginal excluindo a porção do canal cervical dentro do segmento inferior uterino1,18,29. Porém, quando se analisa a dilatação cervical, o toque vaginal o superestima em relação à ultra-sonografia, provavelmente em razão da abertura digital do orifício externo.

Em relação à influência da paridade sobre as modificações cervicais, Varma et al.30, Kushnir et al.17, e Cook e Elwood9 não observam diferenças significativas entre as pacientes nulíparas e multíparas.

Na gestação de risco para a prematuridade Bartolucci et al.3 verificam, pela ultra-sonografia abdominal, a relação entre a presença de sinais ultra-sonográficos e a incidência de parto prematuro. Quanto maior o número de sinais presentes, maior a freqüência de parto prematuro. Dentre os sinais estudados, o encurtamento do comprimento cervical (medida menor que 30 mm) e a dilatação do canal endocervical (medida maior que 10 mm) foram os mais freqüentes nas pacientes com evidência clínica de trabalho de parto prematuro.

Murakawa et al.21 construíram uma curva representativa da relação entre o comprimento cervical e a idade gestacional, por meio da ultra-sonografia transvaginal, verificando uma diminuição deste parâmetro ao longo da gestação nas pacientes que deram à luz prematuramente em relação àquelas que evoluíram para o parto a termo.

Vários autores estabelecem medidas de corte do colo uterino relacionadas com maior risco para o parto prematuro espontâneo. Segundo Ayers et al.2, pela medida ultra-sonográfica, o comprimento cervical inferior a 40 mm relaciona-se com maior risco para o parto prematuro. Riley et al.26 relacionaram este risco a dimensão menor, ou seja, valores inferiores a 25 mm, como no estudo de Chhabra e Varma8. Para Murakawa et al.21 este risco está associado a valores inferiores a 30 mm, havendo, portanto, uma diferença para menor de 10 mm em relação aos autores americanos. Nota-se, portanto, que existe uma diferença entre as medidas do comprimento cervical encontradas com o uso da ultra-sonografia. Isto pode ser explicado provavelmente pelas diferenças étnicas entre as populações estudadas.

Por se tratar de metodologia recente e com resultados divergentes mas importantes na prevenção do parto prematuro, desenvolvemos um estudo onde comparamos a ultra-sonografia transvaginal em gestantes de risco e comparamos com os resultados obtidos pelo toque vaginal.

 

Pacientes e Métodos

No período de fevereiro de 1995 a setembro de 1997, 38 gestantes de risco para o parto prematuro, entre a 20ª e 36ª semana, foram submetidas semanalmente ao exame de ultra-sonografia transvaginal e ao toque vaginal por dois diferentes examinadores.

Não houve diferenças significativas quanto à idade e cor maternas entre o grupo com parto a termo e parto prematuro (p<0,005).

Quanto à paridade, as gestantes distribuíram-se da seguinte forma: dezoito (47,4%) tinham dois ou mais partos anteriores, 10 (26,3%) eram primíparas e 10 (26,3%), nulíparas.

Os fatores de risco para prematuridade presentes entre as pacientes incluídas no estudo foram: antecedentes de partos prematuros espontâneos anteriores, miomas uterinos e cérvico-dilatação precoce. Foram excluídas pacientes com patologias obstétricas ou clínicas não controladas, gestações gemelares, placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, rotura prematura de membranas, amputação ou conização cervical prévia e incompetência cervical com circlagem.

Considerou-se parto prematuro, aquele que ocorreu antes de 37 semanas completas de gestação como definido pela OMS e pela FIGO12.

Com o uso da ultra-sonografia transvaginal foram medidos o comprimento cervical (CUS) e o diâmetro anteroposterior cervical (DUS). A mensuração do CUS foi obtida identificando-se todo canal cervical no corte sagital medindo-se o mesmo do orifício interno ao orifício externo. O DUS foi medido perpendicularmente ao eixo longitudinal no nível do orifício interno (Figura 1). Após o exame ultra-sonográfico, as pacientes foram submetidas ao toque vaginal pelo qual foram avaliados o comprimento cervical (CTQ) e a dilatação cervical (DILTQ).

 

 

Empregamos para a análise estatística o teste de hipótese para o estudo do comportamento destas quatro variáveis (DUS, CUS, CTQ e DILTQ) e também, a curva receiver operator-characteristic (ROC) para determinar a variável com melhor acurácia para o diagnóstico do parto prematuro.

 

Resultados

Das 38 gestantes, sete (18,4%) evoluíram para o parto prematuro. A distribuição dos fatores de risco para o parto prematuro foi: 24 (63,2%) gestantes com antecedentes de partos prematuros anteriores, 13 com miomas uterinos e uma (2,6%) com cérvico-dilatação precoce.

Por meio do teste de hipóteses estudou-se o comportamento de cada parâmetro medido ao longo da gestação. Demonstramos diminuição do comprimento cervical com o avanço da idade gestacional, tanto pelo toque vaginal quanto pela ultra-sonografia. Este comportamento é representado nos gráficos da Figura 2 sob a forma de curvas com tendências descendentes. Mediante estes gráficos também podemos observar que as medidas do comprimento cervical pela ultra-sonografia foram sempre maiores do que as obtidas pelo toque vaginal.

Quanto à dilatação cervical, houve aumento com o evoluir da gestação, fato expresso nas curvas da Figura 2. Analisando o DUS verificamos que não houve alterações significativas das suas dimensões durante o estudo (Figura 2). Dos quatro parâmetros estudados, o comprimento cervical ao US, comprimento cervical ao toque vaginal, diâmetro anteroposterior cervical ao US e dilatação cervical ao toque vaginal, o que apresentou melhor acurácia para o diagnóstico do parto prematuro foi o CUS sendo a medida de corte estabelecida neste estudo, o comprimento cervical com valores inferiores a 20 mm, isto é, o comprimento cervical com medidas inferiores a este valor demonstrou ser a medida de maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico do parto prematuro, segundo a análise pela curva receiver-operator characteristic (ROC) (Figura 3).

 

Discussão

Neste estudo os resultados em relação ao comprimento cervical foram semelhantes aos encontrados por vários autores1,2,7,14,17,21, ou seja, houve uma tendência a redução do comprimento cervical com o avanço da gestação.

Quanto ao diâmetro anteroposterior cervical ao US, neste estudo não foram observadas alterações significativas desta variável em função da idade gestacional, sendo estes resultados divergentes em relação aos encontrados por Varma et al.30, Smith et al.28 e Brieger et al.7, cujos estudos revelaram aumento nas dimensões desta variável ao longo da gestação. Esta diferença pode ser atribuída ao fato deste estudo ter número de casos pequeno.

Em relação à comparação entre os dois métodos, o toque vaginal e a ultra-sonografia transvaginal, os resultados deste estudo assemelham-se aos de outros autores15,18,23,29. As medidas do comprimento cervical por meio da ultra-sonografia transvaginal mostraram-se maiores do que as medidas obtidas pelo toque vaginal.

O CUS foi o parâmetro que apresentou melhor acurácia para diagnosticar o parto prematuro o que coincide com os resultados obtidos por Gomez et al.13 e Iams et al.15. A medida de corte do CUS inferior a 20 mm estabelecida neste estudo31 difere os encontrados na literatura podendo este fato ser atribuído à diferença étnica das populações7,21.

Por tratar-se de pequeno número de casos, este estudo teve apenas caráter exploratório, sendo sua continuidade fundamental para verificar o valor preditivo do toque vaginal e da ultra-sonografia transvaginal em relação a predição do parto prematuro bem como para fazer a comparação entre as nulíparas e multíparas.

Talvez o ideal seja que para cada população se estabeleça uma curva de comportamento cervical em gestantes normais em função da idade gestacional, a fim de tornar mais fidedigno o estudo em gestações de risco para prematuridade. Além disso, é urgente se estabelecer a idade gestacional adequada para se obter uma única medida cervical como método de diagnóstico precoce do trabalho de parto prematuro em gestações de risco para a prematuridade.

 

 

SUMMARY

Objective: to evaluate the uterine cervix by digital and transvaginal ultrasound examinations in pregnant women at high risk of having premature delivery.
Methods: during the period between February 1995 and September 1997, 38 pregnant women at high risk of having premature delivery between the 20th and 36th week of gestation were examined. These patients were submitted weekly to both digital and transvaginal ultrasound examinations. The digital examination evaluated the uterine cervix using two parameters: length and dilation. The transvaginal ultrasound studied the length and the anteroposterior diameter of the uterine cervix. The behavior of these cervical measurements was analyzed throughout the pregnancies. The two methods were compared regarding cervical evaluation and accuracy of premature birth diagnosis.
Results: the rate of premature deliveries was 18.4% (7/38). Digital examination resulted in cervical evaluations with variation coefficients of 30.3% for length and 193% for dilation. Transvaginal ultrasound resulted in cervical evaluations with variation coefficients of 14.7% and 26.5% for the anteroposterior diameter and length, respectively. The cervical length measures obtained on ultrasound were always greater than those obtained on digital examination. Through analysis with the hypothesis test, an indirect relationship was observed between the cervical length and the gestational period for digital examination and ultrasound study (p<0.05 and p<0.01, respectively), and a direct relationship between the cervical dilation and the gestational age observed on the digital examination (p<0.01).
Conclusions: among the parameters studied by means of the digital and transvaginal ultrasound examinations, the ultrasound cervical length presented the best accuracy in the diagnosis of premature birth, proving to be more reliable for the evaluation of cervical alterations in pregnant women at high risk of premature delivery.

KEY WORDS: Ultrasonography. Digital examination. Uterine cervix. Preterm birth.

 

 

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Clínica Obstétrica do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP-São Paulo-SP
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