SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.20 issue10A Placenta da Gestante DiabéticaEstudo Prospectivo, Comparativo da Isradipina e Atenolol no Tratamento de Gestantes Hipertensas author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.20 no.10 Rio de Janeiro Nov./Dec. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72031998001000007 

Resumo de Tese

Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (Mapa) em Pacientes com Doença Hipertensiva Específica da Gestação. Correlação dos Achados com o Grau de Proteinúria

 

Tese de Mestrado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, apresentada em 10/08/98.

 

Autor: Francisco Manoel C. de Mendonça
Orientador: Prof. Dr. Hélio de Lima Ferreira Fernandes Costa

 

 

O estudo teve como objetivos avaliar as características da pressão arterial nas 24 horas, em 32 gestantes com diagnóstico de doença hipertensiva específica da gestação, com proteinúria, utilizando a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) nas 24 horas; avaliar a correlação dos níveis de proteinúria do grupo com os parâmetros observados durante a MAPA e avaliar a aceitação e possíveis complicações do método. O estudo foi do tipo descritivo com comparação de grupos. Na primeira etapa, foram descritos os parâmetros da MAPA onde observou-se que as médias da pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD) e pressão arterial média (PAM). estiveram mais elevadas no período da vigília em relação ao do sono, o ritmo circadiano da PA apresentou descenso noturno em 31,3% (PAS) e 56,3% (PAD), atenuação em 62,5% (PAS) e 37,5% (PAD), e inversão em 6,2% (PAD). No período da vigília observou-se maior número de picos tensionais e maior variabilidade da PA em comparação com o período de sono. A variabilidade foi em média 12,9 mmHg para a PAS e 11,3 mmHg para a PAD no grupo estudado. Observou-se maior incidência de picos tensionais nos períodos entre 8 e 10 horas e entre 17 e 19 horas. Apresentaram carga pressórica anormal (>30%) 24 das nossas pacientes (75%). Na comparação dos achados com o grau de proteinúria, observou-se correlação positiva com a média das PAS, PAD e PAM (p<0,05). Graus mais acentuados de proteinúria estiveram associados a quedas noturnas menos pronunciadas da PA da vigília para o sono, maior número de picos tensionais e carga pressórica na vigília (r=0,532 e p<0,02) e sono (r=0,727 e p<0,01). Por último observamos que a aceitação do método pelas pacientes foi total e as complicações mínimas.

Palavras-chave: Hipertensão arterial. Proteinúria. Pré-natal.