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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.20 no.10 Rio de Janeiro Nov./Dec. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72031998001000008 

Resumo de Tese

Estudo Prospectivo, Comparativo da Isradipina e Atenolol no Tratamento de Gestantes Hipertensas

 

Tese de Doutorado - Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, apresentada em 11/08/98.

 

Autor: Eliane Aparecida Alves
Orientador: Prof. Dr. Soubhi Kahhale

 

 

O objetivo deste estudo foi o de avaliar a eficácia e a segurança de dois agentes anti-hipertensivos, a isradipina e o atenolol, no tratamento da hipertensão na gravidez. O estudo foi prospectivo, randômico e controlado. As pacientes foram divididas em dois grupos de 47 gestantes, para as quais foram ministrados isradipina na dose de 5 mg duas vezes ao dia ou atenolol, 50 mg duas vezes ao dia. Comparadas com os valores pré-tratamento, as pressões arteriais sistólicas e diastólicas sofreram redução estatisticamente significante nos dois grupos. O atenolol reduziu a freqüência cardíaca materna (F=8,17; p<0,01). Na avaliação da vitalidade fetal em ambos os grupos, a dopplervelocimetria foi considerada normal em um número estatisticamente superior nas pacientes do grupo da isradipina (p=0,03). Não foram observadas diferenças significantes ao serem avaliados o perfil biofísico dos fetos e o índice de líquido amniótico. A idade gestacional média na ocasião do parto foi 37,5 semanas no grupo da isradipina e 37,2 semanas no grupo do atenolol, sem diferença estatisticamente significativa entre eles. Os recém-nascidos considerados pequenos para a idade gestacional foram 5 (10,6%) no grupo da isradipina e 9 (19,1%) do grupo atenolol, também sem diferença significante entre os dois (p=0,76). Concluímos que ambas as drogas foram efetivas no tratamento da hipertensão arterial da gravidez, sem acarretar efeitos adversos considerados importantes.

Palavras-chave: Hipertensão arterial. Vitalidade fetal. Velocimetria. Líquido amniótico.