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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.21 no.6 Rio de Janeiro July 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72031999000600003 

Trabalhos Originais

Influência da Glândula Pineal sobre a Ingestão de Água e NaCl em Ratas Normais e Ooforectomizadas

 

Influence of Oophorectomy and Pinealectomy on Walter and NaCl Ingestion by Adult Rats

 

José Maria Soares Jr.1, Edmund Chada Baracat1, Shirley Oliveira2, Mauro Abi Haidar1, Manoel Jesus Simões1, Luiz Carlos Reis2

 

 

RESUMO

Objetivo: avaliar a influência da pineal sobre a ingestão de água e de NaCl em ratas normais e ooforectomizadas.
Métodos: utilizaram-se 48 (n = 48) ratas adultas, divididas ao acaso em quatro grupos: GI - mantidas sem manipulação, servindo como controle (n = 20); GII - submetidas à ooforectomia bilateral (n = 8); GIII - submetidas à pinealectomia (n = 12); GIV - submetidas à ooforectomia bilateral e à pinealectomia (n = 8). A seguir, todos os animais foram mantidos em gaiolas individuais; após três semanas. Determinou-se diariamente a fase do ciclo por esfregaço vaginal e anotou-se diariamente o volume ingerido de água e NaCl a 0,25 M, por aproximadamente três meses.
Resultados: 1) as ratas submetidas somente à pinealectomia apresentaram maior freqüência da fase de estro, sendo que algumas entraram em estado de estro permanente; 2) o consumo de líquidos (água e solução salina) não se alterou durante as diferentes fases do ciclo estral; 3) as ratas do grupo submetido à ooforectomia tiveram maior consumo de água, sendo que a pinealectomia nesses animais restabeleceu o consumo normal de água; 4) os animais ooforectomizados e os ooforectomizados e pinealectomizados mostraram redução do consumo médio de solução salina.
Conclusões: os dados obtidos sugerem que a glândula pineal poderia modular a ação dos esteróides ovarianos sobre a ingestão de sal e água em ratas adultas.

PALAVRAS-CHAVE: Pineal. Metabolismo. Ooforectomia.

 

 

Introdução

A pineal é uma glândula que participa da regulação dos ciclos biológicos de diversos animais, atuando sobre diferentes sistemas17. Seu principal produto é a melatonina18,19,22. A pineal exerce importante ação antigonadotrófica, tendo papel específico no controle da atividade do ciclo sexual de ratas10,11 e possivelmente de outros mamíferos, inclusive da espécie humana4,8. Diversos trabalhos têm demonstrado a influência da pineal no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal4,10,11 , na adrenal3,12,14, diretamente sobre as gônadas1, nos rins5,13,20, como também apresenta interferência sobre os níveis plasmáticos de vasopressina7.

Além da melatonina, sabe-se que os esteróides sexuais também afetam o equilíbrio hidrossalino dos animais, em parte em razão da sua semelhança estrutural com os mineralocor-ticóides9 e também por exercerem influência no controle da ingestão de água e de eletrólitos. Ademais, observou-se que existe variação da ingestão e excreção de água e eletrólitos de maneira cíclica em ratas, acompanhando o ciclo estral6. No entanto, a importância da ação dos esteróides sexuais sobre o controle do balanço hidroeletrolítico ainda necessita de mais estudos.

Alguns trabalhos referem que a glândula pineal regularia a secreção de mineralo e glicocorticóides22. Além disso, a adrenal de mamíferos apresenta receptores com alta afinidade pela melatonina, o que sugere uma ação direta da pineal sobre esta glândula3. A aldosterona, secretada pelo córtex da supra-renal, exerce importante controle do líquido extracelular, afetando principalmente a excreção de sódio e de água pelo sistema tubular renal. Sua ação não se limita aos rins, exercendo, também, influência no transporte de sódio e água em nível das glândulas salivares e sudoríparas e do tubo digestivo. Assim, a aldosterona constitui importante elemento no controle do equilíbrio hidroeletrolítico dos mamíferos9.

O rim apresenta receptores de melatonina na membrana basolateral do epitélio tubular proximal que atua na regulação da célula epitelial5. Alguns estudos demonstram modulação do AMP cíclico por meio do mecanismo de fosforilação20. Deve ser mencionado que a melatonina induz ao aumento da filtração glomerular de sódio e água no filtrado urinário e estimula o transporte tubular de sódio13.

A vasopressina é um hormônio liberado na neuro-hipófise que apresenta importante papel na regulação do balanço hidrossalino dos mamíferos. Estudos demonstram haver diferenças tanto na liberação de vasopressina quanto da sensação de sede durante o ciclo menstrual, ocorrendo diminuição desse hormônio durante a fase lútea em mulheres normais21.

Portanto, os dados da literatura mostram que a pineal estaria envolvida com a secreção de esteróides pelo ovário e adrenal, além de ter ação direta no sistema renal. O presente trabalho tem como objetivo analisar a influência da pinealectomia e da ooforectomia sobre o consumo de água e de solução salina em ratas adultas.

 

Material e Métodos

Foram utilizadas ratas (Rattus norvegicus albinus) adultas, virgens, pesando de 150 a 200 g, que foram inicialmente acondicionadas em gaiolas individualizadas e com livre acesso à ração contendo dois tubos graduados: um com solução salina (NaCl 0,25 M) e, outro, com água de torneira. Após um período de adaptação de aproximadamente duas semanas, iniciou-se a anotação diária da ingestão de água e de solução salina, assim como a coleta de esfregaços vaginais para acompanhamento do ciclo estral. A seguir, os animais que apresentavam ciclos estrais regulares foram subdivididos, ao acaso, em quatro grupos: GI - sem manipulação (grupo controle - 20 ratas); GII - submetidos à ooforectomia bilateral (oito ratas); GIII submetidos à pinealectomia (12 ratas); GIV submetidos à ooforectomia bilateral e à pinealectomia (oito ratas). Todos os animais foram mantidos nas mesmas condições de temperatura, luminosidade e alimentação.

A ooforectomia foi realizada sob anestesia com éter etílico (Rhodia) por via inalatória, realizando-se inicialmente anti-sepsia com álcool iodado, colocação em decúbito lateral e tricotomia numa área de 2 por 2 cm, próximo à angulação entre o rebordo costal e a musculatura dorsal. A seguir, incisaram-se a pele e o tecido celular subcutâneo e afastaram-se as camadas musculares até se atingir a cavidade peritoneal. Os ovários foram então localizados e pinçados, fazendo-se ligadura com fio de algodão (1-0) entre as tubas uterinas e os ovários. Após a retirada dos mesmos procedeu-se à sutura da incisão em plano único.

Para a pinealectomia os animais foram anestesiados, 15 dias após a ooforectomia, com pentabarbital sódico (HypnolÒ - Cristália), na dosagem de 40 mg/kg por via intraperitoneal. Após anti-sepsia da parte superior da cabeça do animal e fixação do mesmo ao aparelho estereotáxico, procedeu-se à abertura da pele e do tecido celular subcutâneo até atingir o crânio, expondo-se a região do lambda. A seguir, a craniotomia foi feita com broca circular, expondo-se o encéfalo e retirando-se a pineal com pinça apropriada. O fragmento da calota craniana foi recolocado no local e realizada sutura em plano único da pele.

A profilaxia contra infecções no pós-operatório foi feita com a administração de Pentabiótico® (Wyeth), na dosagem de 0,4 ml por animal, por via intramuscular.

Após os procedimentos cirúrgicos, os animais foram novamente colocados nas gaiolas individuais, sendo que após 12 dias da última cirurgia, colheram-se novos esfregaços vaginais, para acompanhamento do ciclo estral. Anotou-se também a ingestão diária de água e de solução salina durante três meses consecutivos.

Análise estatística

Para a análise dos dados, realizou-se análise de variância pelo teste de Bartlett e, a seguir, o teste t de Student, sendo 0,05 ou 5% o nível de rejeição para a hipótese de nulidade.

 

Resultados

As ratas dos grupos ooforectomizados (GII e GIV), após 12 dias do ato cirúrgico, mostraram sinais colpocitológicos de falência ovariana, ou seja, os esfregaços vaginais eram atróficos, ao passo que as ratas do grupo pinealectomizado (GIII) apresentaram prevalência da fase de estro, ocorrendo estado de estro permanente na grande maioria dos animais, que se iniciou três semanas após a pinealectomia. Já os animais do grupo I tiveram ciclos estrais normais, com duração média de 4-5 dias.

Com relação à ingestão total de água ou de solução de NaCl 0,25 M, em função das fases do ciclo estral, os resultados não mostraram diferenças estatisticamente significantes tanto no grupo controle (GI) quanto no grupo pinealectomizado (GIII) (Figuras 1 e 2).

 

 

 

A Figura 1 mostra a ingestão de água nos quatro grupos estudados. Notamos que ocorreu maior consumo de água no grupo ooforectomizado em relação aos outros grupos. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos GI, GIII e GIV.

Assinala-se na Figura 2 a ingestão de solução salina 0,25 M, em relação às fases do ciclo estral nos diferentes grupos. As ratas do grupo ooforectomizado (GII) mostraram redução estatisticamente significante da ingestão de solução salina em relação a qualquer uma das fases no grupo controle e no grupo somente pinealectomizado. Entretanto, observa-se que houve diferença estatisticamente significante entre as ratas do grupo GIV e as dos grupos GI, II e GIII.

 

Discussão

Quando analisamos as alterações induzidas pela ooforectomia em ambos os grupos de estudo (GII e GIV), notamos que os animais apresentavam esfregaços vaginais atróficos, com poucos elementos celulares e filamentos de muco, lembrando a fase de diestro do ciclo estral. Esta alteração decorreu da provável falta de atuação dos hormônios ovarianos, principalmente dos estrogênios, sobre o epitélio vaginal. Alguns autores acreditam que a fase de diestro seria conseqüente à falta dos hormônios ovarianos, tanto dos estrogênios quanto dos progestagênios20.

Em nosso experimento não notamos diferenças significantes com relação à ingestão de água e da solução de NaCl nas várias fases do ciclo estral da rata, tanto no grupo controle quanto no pinealectomizado. Assim, pudemos fazer uma média da ingestão hídrica para compararmos com os demais grupos.

Após a análise dos quatro grupos entre si, notamos que os animais que sofreram apenas ooforectomia apresentaram maior ingestão de água do que os outros grupos (p £ 0,02). Entretanto, esse mesmo grupo apresentou baixo consumo de solução salina (p £ 0,04) quando comparado aos demais. Entre os mecanismos envolvidos para explicarmos esses dados, destacamos a diminuição dos esteróides de origem ovariana, ocorrida após a ooforectomia bilateral, o que levaria à redução da retenção hídrica pela perda de Na+, ativando assim mecanismos de ingestão hídrica. Além disso, sabe-se que os estrogênios aumentam a síntese e a quantidade da matriz extracelular, principalmente no que diz respeito às glicosaminoglicanas, principais moléculas responsáveis pela retenção de água2. Porém, a progesterona poderia ter um efeito oposto, visto que possui atividade mineralocorticóide no rim5.

Quando se procedeu somente à pinealectomia, não se observaram alterações na ingestão de água e de solução salina, em comparação ao grupo controle, o que indicaria falta de influência direta da pineal no equilíbrio hidrossalino dos animais, apesar de a melatonina atuar na filtração glomerular e no transporte tubular do sódio13.

No entanto, ao realizarmos a pinealectomia em ratas previamente ooforectomizadas, notamos redução acentuada da ingestão de solução salina em relação aos grupos controle, e pinealectomizado e ooforectomizado. Esses resultados indicam que a pineal deve apresentar ação sinérgica aos esteróides ovarianos em relação à ingestão de solução salina. Esta ação pode ser feita diretamente sobre os rins em razão da presença de receptores ou indiretamente através da influência sobre os ovários13. Esse experimento apresenta ainda algumas incógnitas, que futuros experimentos poderão desvendar entre elas a atuação exata da melatonina sobre a excreção de sódio no rim.

Cumpre ainda ressaltar que os animais submetidos somente à pinealectomia apresentaram maior incidência da fase de estro, inclusive com indução ao estado de estro permanente, mostrando ação da pineal sobre o eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Deve ser mencionado que Prata-Lima15 descreveu um estado de estro permanente transitório em ratas pinealectomizadas, que voltaram a ciclar após a reposição de melatonina.

Com relação aos nossos achados podemos inferir que a ooforectomia e a pinealectomia exercem influência na ingestão hídrica e sódica da rata albina. No entanto outros trabalhos devem ser realizados para melhor investigar a ação da melatonina e dos hormônios sexuais no rim. Cumpre ressaltar que a patogênese da hipertensão essencial ainda é obscura e uma melhor investigação da relação entre a pineal, o ovário e o rim pode trazer mais conhecimentos para a solução do problema.

 

 

SUMMARY

Purpose: to evaluate the effects of oophorectomy and pinealectomy on the ingestion of water and NaCl solution by adults female rats.
Methods: forty-eight adult virgin female rats (Wistar EPM 1) weighing 200 g were kept on routine laboratory care and fed water and Purina rat chow ad libitum. The animals were random by divided into four groups: GI - maintained without manipulation as a control group (n = 20); GII - submitted to bilateral oophorectomy (n = 8); GIII - submitted to pinealectomy (n = 12); GIV - submitted to bilateral oophorectomy and pinealectomy (n = 8). All animals were maintained in individual cages. After three weeks the cycle phase was daily determined by vaginal smears and the volume of water and NaCl (0.25 M) solution was daily recorded for approximately three weeks.
Results: the main results were: 1) rats submitted to pinealectomy alone presented a greater frequency of the estrous phase, some of these undergoing persistent estrus; 2) the liquid ingestion (water and saline solution) did not alter during the phases of the estrous cycle; 3) rats submitted to oophorectomy presented greater water ingestion and after pinealectomy water consumption returned to normal levels; 4) the oophorectomized and pinealectomized animals and those only oophorectomized showed reduction in the average consumption of saline solution.
Conclusions: the data suggest that the ovaries and the pineal gland could have effects on the ingestion of salt and water in adult rats.

KEY WORDS: Pinealectomy. Salt and water intake. Oophorectomy.

 

 

Referências

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1 Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM)
2 Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (FMTM)
Correspondência: Edmund Chada Baracat
Disciplina de Ginecologia - UNIFESP/EPM
Rua Napoleão de Barros, 740 - 7o andar
04023-900 - São Paulo - SP
Fone: (11) 576-4100

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