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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.22 no.3 Rio de Janeiro Apr. 2000

https://doi.org/10.1590/S0100-72032000000300011 

Resumo de Tese

Efeitos sobre o Endométrio e o Padrão de Sangramento da Adição Seqüencial Cíclica do Acetato de Ciproterona à Terapêutica de Reposição Estrogênica Contínua em Pacientes Pós-Menopáusicas

 

Autor: Alberto Soares Pereira Filho
Orientador: Prof. Dr. César Eduardo Fernandes

 

Tese apresentada à Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para obtenção do Título de Doutor em Medicina, na área de Tocoginecologia em 9/12/99.

 

 

Foram estudadas 41 mulheres pós-menopáusicas, tratadas durante 12 meses com a associação de 2 mg/dia de valerato de 17b-estradiol em ciclos de 28 dias e acetato de ciproterona (1 mg/dia do 19o ao 28o dia), em regime combinado seqüencial sem pausa, com a finalidade de avaliar os efeitos sobre o endométrio e o padrão de sangramento. Para estudo histológico endometrial, as pacientes foram submetidas a duas biópsias endocavitárias uterinas, a primeira antes do início e a segunda ao final dos 12 meses de tratamento. Foram realizadas consultas de avaliação aos três, seis, nove e 12 meses, quando eram registrados os padrões de sangramento. O padrão amenorréico inicial manteve-se em 22 pacientes (53,7%) no terceiro mês e em 20 (48,7%) no final do tratamento. O padrão de sangramento regular que se observou no terceiro mês de tratamento em 17 pacientes (41,4%) tendeu a se manter ao longo de todo o período observado, aparecendo em 19 casos (46,6%) no 12o mês de tratamento. Apenas duas pacientes (4,9%) apresentaram sangramento irregular no terceiro mês e ao final do estudo. No início do estudo, 33 pacientes (80,4%) apresentavam endométrio atrófico e oito pacientes (19,6%) exibiam endométrio proliferativo. Não se conseguiu demonstrar associação entre o tipo histológico do endométrio e o padrão de sangramento, havendo apenas um caso (2,4%) de hiperplasia simples endometrial que persistiu em amenorréia até o nono mês de tratamento, vindo a apresentar sangramento regular na última observação. As demais biópsias realizadas ao final revelaram endométrios atróficos, proliferativos e secretor em respectivamente 17 (41,5%), 22 (53,7%) e um (2,4%) dos casos. Pode-se, desta forma, concluir que a quase totalidade das pacientes, portadoras de amenorréia e sangramento regular, manteve padrão contínuo e aceitável de sangramento ao longo do estudo e que o regime terapêutico empregado ofereceu boa proteção endometrial, com baixa incidência de estados hiperplásicos.

Palavras-chave: Progestagênios. Terapêutica de reposição hormonal. Menopausa.

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