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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.22 no.3 Rio de Janeiro Apr. 2000

https://doi.org/10.1590/S0100-72032000000300013 

Resumo de Tese

Uso do Verapamil em Gestantes Hipertensas Crônicas. Repercussão no Fluxo das Artérias Uterinas e Umbilical

 

Autor: Marcus Jose do Amaral Vasconcellos
Orientadores: Prof. Dr. Hermógenes Chaves Netto, Prof. Dr. Soubhi Kahhale

 

Tese de Doutoramento apresentada à Maternidade - Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 26/1/00. Programa de Pós-Graduação em Clínica Obstétrica.

 

 

A utilização de um anti-hipertensivo em gestante portadora de hipertensão crônica classificada como não-grave, vem sendo questionada ao longo dos anos. A premissa que a diminuição da pressão arterial materna poderia ser acompanhada de queda do fluxo placentário, vem justificando a conduta não-medicamentosa nestas pacientes. Este trabalho, utilizando o verapamil, um bloqueador dos canais lentos de cálcio, constituiu ensaio clínico randomizado, duplo-cego e placebo controlado, no qual o objetivo foi observar se existia uma variação do fluxo uteroplacentário e fetoplacentário durante o uso oral crônico do fármaco. Foram acompanhadas 123 pacientes em dois grupos: grupo estudo (n = 61) submetidas a 240 mg/dia do verapamil; e grupo controle (n = 62) submetidas ao placebo. As pacientes foram randomizadas em grupos de quatro, e utilizaram a medicação ou placebo durante trinta dias. Um exame do fluxo das artérias uterinas e da artéria umbilical pela dopplervelocimetria foi registrado. Através do cálculo da média e desvio padrão, foram comparados os valores dos índices de resistência e pulsatilidade e da relação sístole/diástole das artérias em estudo após a administração dos comprimidos. A análise estatística das diferenças das médias através da razão "F", mostrou não haver nenhuma diferença entre os dois grupos avaliados, mostrando que a utilização do verapamil não influenciava o fluxo sangüíneo placentário. Com esta observação este trabalho referenda o uso do verapamil entre gestantes com hipertensão crônica não-agravada, pois além de proteger estas mulheres durante a gestação e em seu futuro clínico (definido em literatura ampla sobre o assunto), não oferece prejuízos no fluxo uteroplacentário e fetoplacentário.

Palavras-chave: Hipertensão na gravidez. Fluxo placentário. Hipertensão arterial. Dopplervelocimetria.

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