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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.22 no.4 Rio de Janeiro May 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032000000400014 

Resumo de Tese

Comparação Entre Dois Modelos de Partogramas Aplicados à Assistência Clínica ao Parto de Primigestas

 

Autor: Ivan Humberto Sanches
Orientador: Prof. Dr. José Carlos Peraçoli

 

Tese apresentada no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu ¾ UNESP em 22/11/99.

 

 

Introdução: A literatura tem enfatizado que a melhor metodologia para acompanhar o dinâmico processo do trabalho de parto é o uso de registro gráfico. Esse registro, denominado de partograma, avalia de maneira simples e prática, a evolução da dilatação cervical e a descida da apresentação.
Objetivos:O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de dois partogramas diferentes na assistência clínica ao parto.
Metodologia: Foram comparados o partograma utilizado na maternidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu ¾ de Philpott & Castle (partograma A) e o proposto pelo Centro Latino-americano de Perinatologia (Partograma B). A população estudada foi constituída de 256 parturientes primigestas, submetidas à avaliação pelos dois partogramas, e divididas, de acordo com a via de parto, em quatro grupos: Grupo I ¾ houve concordância - parto vaginal, Grupo II ¾ houve concordância - cesariana, Grupo III ¾ houve discordância, pelo partograma A parto vaginal e pelo partograma B cesariana, Grupo IV ¾ houve discordância, pelo partograma A cesariana e pelo partograma B parto via vaginal.
Resultados: A análise dos resultados mostrou concordância entre os partogramas A e B em 90,6% dos casos. Variáveis como idade materna, idade gestacional, integridade das membranas ovulares, presença de mecônio e peso do recém-nascido, isolado ou em relação à idade gestacional, não influenciaram o resultado nos dois partogramas.
Conclusões: Na maioria dos casos, os partogramas indicaram a mesma via de parto, portanto, apresentaram a mesma eficácia na assistência clínica ao parto. Entretanto, por ser de maior praticidade em sua aplicação, sugerimos que o partograma de Philpott & Castle continue a ser utilizado em nossa maternidade e divulgado em outros centros de assistência às parturientes.

Palavras-chave: Partograma. Resolução da gravidez. Parto normal. Cesariana.

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