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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.22 no.9 Rio de Janeiro Oct. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032000000900005 

Trabalhos Originais

Hipertensão Arterial Experimental e Prenhez em Ratas: Repercussões sobre o Peso, Comprimento e Órgãos dos Recém-nascidos

 

Experimental Arterial Hypertension and Pregnancy in Rats: Repercussion Regarding Body Weight Gain, Body Length and Organs of Offspring

 

Rogério Dias1, José Carlos Souza Trindade2, Marilza Vieira Cunha Rudge1

 

 

RESUMO

Objetivo: estudar as repercussões da hipertensão arterial sobre o peso e comprimento corpóreo e sobre o peso do fígado e do cérebro de recém-nascidos (RN).
Métodos: foram utilizadas 82 ratas virgens da raça Wistar em idade de reprodução. Após a indução da hipertensão arterial experimental (modelo Goldblatt I: 1 rim - 1 clipe) as ratas foram sorteadas para compor os quatro grandes grupos experimentais (controle (C), manipulação (M), nefrectomia (N) e hipertensão (H). A seguir, as ratas foram distribuídas por sorteio em 8 subgrupos, sendo quatro grupos prenhes e quatro grupos não-prenhes. Após acasalamento dos quatro grupos prenhes, obtivemos com o nascimento dos recém-nascidos os seguintes grupos: RN-C, RN-M, RN-N e RN-H, respectivamente controle, manipulação, nefrectomia e hipertensão.
Resultados: quanto ao peso e comprimento corpóreo dos recém-nascidos observamos que os grupos RN-N e RN-H apresentaram os menores pesos ( = 3,64 ± 0,50 e = 3,37 ± 0,44, respectivamente) e comprimentos ( = 3,89 ± 0,36 e = 3,68 ± 0,32, respectivamente) em relação ao seus controles ( = 5,40 ± 0,51 e = 4,95 ± 0,23, respectivamente). Quanto ao peso do fígado os RN-H apresentaram os menores pesos ( = 0,22 ± 0,03) em relação a todos os demais grupos em estudo, e quanto ao peso do encéfalo os RN-N e RN-H apresentaram os menores pesos ( = 0,16 ± 0,01 e = 0,16 ± 0,05, respectivamente) em relação aos seus controles ( = 0,22 ± 0,04).
Conclusão: a hipertensão arterial determinou redução no peso corpóreo, no comprimento, no peso do fígado e no peso do encéfalo dos recém-nascidos.

PALAVRAS-CHAVE: Hipertensão e gravidez. Crescimento intra-uterino retardado. Hipertensão experimental em ratas.

 

 

Introdução

São vários os fatores que podem ser indicados como responsáveis pelo retardamento do crescimento fetal. Sabe-se que o crescimento e a diferenciação do feto são determinados basicamente por informações genéticas contidas no interior das células em fase de divisão e multiplicação. Superpondo-se ao controle genético, atuam fatores restritivos do crescimento, que limitam a utilização de nutrientes pelas células, e fatores estimulantes, tais como hormônios. Do equilíbrio entre esses fatores resultará a curva de crescimento fetal, bem como o peso do feto ao nascimento1,2.

É provável que o feto raramente atinja seu potencial de crescimento geneticamente determinado. Em condições normais, o crescimento é restringido, em maior ou menor grau, pela ação de fatores desconhecidos sobre o ambiente fetal. Entretanto, há alguns fatores perfeitamente definidos que podem restringir o crescimento e desviar o feto de sua curva geneticamente determinada, produzindo o retardo do crescimento fetal como um todo3.

Os fatores restritivos dividem-se, de modo geral, em maternos, placentários, fetais e ambientais. Estes fatores não atuam isoladamente, porém, associados; desta forma, um fator predominantemente de origem materna pode atuar concomitantemente sobre a estrutura placentária ou celular fetal. Winick4 considera que esses fatores podem ser classificados em intrínsecos e extrínsecos. Os primeiros são decorrentes de malformações congênitas, de erros inatos do metabolismo ou de outros problemas genéticos. Os extrínsecos podem ser subdivididos em dois tipos: tipo I, devido à insuficiência vascular uterino-placentária, que causa déficit assimétrico no crescimento fetal; tipo II, conseqüente, especificamente, à desnutrição crônica materna, que determina prejuízos de maneira simétrica em todos os órgãos. Evidentemente o tipo I ocorre com mais freqüência em países desenvolvidos e o tipo II em locais subdesenvolvidos ou em desenvolvimento3,5,6.

Os efeitos da isquemia uterino-placentária sobre o crescimento fetal receberam pouca atenção por longo período e diferentes opiniões foram manifestadas quanto às conseqüências da hipertensão sobre o fluxo sanguíneo uterino-placentário. Segundo alguns autores, nos casos de hipertensão há diminuição da perfusão placentária7-9. Na opinião de outros, essa diminuição é decorrência de alterações em arteríolas espiraladas da placenta, levando à insuficiência de fluxo placentário e, conseqüentemente, ao retardo de crescimento intra-uterino3,10,11.

Rosso e Streeter12 verificaram em ratas desnutridas, diminuição na perfusão sangüínea materno-placentária, com prejuízo de transferência de nutrientes ao feto. Tonete et al.5 relatam a influência da desnutrição protéico-calórica, em ratas, durante determinados períodos da gestação, no que se refere a ganho de peso na gravidez, tempo de gestação e número de recém-nascidos.

Naeye et al.13, analisando necrópsias de recém-nascidos, consideraram que o estado nutricional materno antes da gestação interferia pouco no desenvolvimento fetal, desde que o ganho de peso materno durante o período gestacional fosse adequado. No entanto, quando este era inadequado, os fetos apresentavam-se com alterações importantes, como: déficit do peso corporal, de estatura e do peso dos órgãos.

A partir destas considerações objetivamos, no presente trabalho, verificar a influência da hipertensão arterial sobre a prenhez em relação às seguintes variáveis: peso e comprimento corporal, peso do fígado e peso do encéfalo dos recém-nascidos.

 

Material e Métodos

Utilizamos 82 ratas virgens, Wistar, em idade de reprodução, que foram colocadas em gaiolas individuais, com temperatura ambiente entre 22 e 25ºC, recebendo água e ração normal para animais de laboratório (Batavo®) ad libitum.

Após a indução da hipertensão arterial experimental as ratas foram distribuídas, por sorteio, em quatro grandes grupos experimentais: controle (C), manipulação (M), nefrectomia (N) e hipertensão (H).

A seguir, as ratas foram novamente sorteadas para compor os subgrupos prenhe (P) e não-prenhe (NP), constituindo desta forma 8 grupos experimentais: quatro prenhes e quatro não prenhes (Tabela 1).

 

 

As ratas dos grupos prenhes foram acasaladas e a prenhez diagnosticada pela análise microscópica do esfregaço vaginal. A presença de espermatozóide caracterizou o "dia zero" da prenhez14. No período de prenhez, os animais permaneceram em gaiolas individuais.

Com o nascimento dos recém-nascidos provenientes dos respectivos grupos prenhes, obtivemos os seguintes grupos: RN-C, RN-M, RN-N e RN-H, respectivamente, controle, manipulação, nefrectomizado e hipertenso.

Utilizamos, para o referido estudo, os seguintes métodos estatísticos: análise de variância paramétrica15, análise de variância não-paramétrica e prova de Kruskal-Wallis16.

 

Resultados

A Figura 1 mostra as médias (), desvios-padrão (s), coeficientes de variação (CV) e tamanho amostral do peso corpóreo dos recém-nascidos provindos de ratas sem tratamento (grupo controle (RN-C)), com manipulação cirúrgica (RN-M), com nefrectomia (RN-N) e com hipertensão (RN-H). Pela análise estatística Fcalc = 37,81 (significante), Fcrit =2,86 e a = 0,05 observamos que (RNC = RNM) > RNN > RNH, ou seja, os grupos RN-N e RN-H apresentaram os menores pesos corpóreos em relação ao grupo controle (RN-C).

 

 

A Figura 2 mostra as médias de comprimento corpóreo dos 4 grupos de recém-nascidos em estudo. Observa-se que os recém-nascidos dos grupos RN-N e RN-H apresentaram os menores comprimentos corporais quando comparados aos grupos RN-C e RN-M conforme os dados estatísticos: Fcalc = 37,37 (significante), Fcrit = 2,86 e a = 0,05, em que (RNC = RNM) > (RNN = RNH).

 

 

A Figura 3 evidencia as médias, os desvios-padrão, coeficiente de variação e tamanho amostral dos pesos dos fígados dos recém-nascidos dos 4 grupos experimentais em estudo. Observa-se que as médias dos grupos RN-C, RN-M e RN-N não diferem estatisticamente. Pela análise estatística temos Fcalc = 3,76 (significante), Fcrit = 2,86 e a = 0,05, sendo, portanto: (RNC = RNM = RNN) > RNH).

 

 

Da mesma forma, as médias, desvios-padrão, coeficiente de variação e tamanho amostral dos pesos dos encéfalos dos recém-nascidos dos 4 grupos experimentais em estudo são mostrados na Figura 4. As maiores médias são dos grupos RN-C e RN-M, estatisticamente diferentes das dos grupos RN-N e RN-H. Pela análise estatística observa-se que Fcalc = 6,68 (significante), Fcrit = 2,86 e a = 0,05, demonstrando que (RNC = RNM) > (RNN = RNH).

 

 

Discussão

O crescimento intra-uterino retardado pode ser devido a uma privação crônica de nutrientes (glicose, aminoácidos, oxigênio, etc.) para o feto em desenvolvimento9,10,17. A literatura nos mostra que o retardo de crescimento no modelo animal tem sido induzido por restrição alimentar2,9, por redução de fluxo sanguíneo uterino-placentário18, pela indução de hipertensão renal materna19 e pela redução de oxigênio ofertado ao animal10,17. Lieb et al.19 induziram hipertensão (tipo Goldblatt I ) em ovelhas e verificaram que o fluxo sanguíneo uterino-placentário diminuiu. A hipertensão durante a gestação, em humanos, determina alterações em arteríolas espiraladas da placenta, levando a insuficiência de fluxo placentário e, conseqüentemente, ao retardo de crescimento intra-uterino3,11.

Winer et al.20 relatam que os recém-nascidos de mães hipertensas apresentam menores pesos corpóreos ao nascimento em relação àqueles provenientes de mães normais. No presente estudo, observamos que os recém-nascidos do grupo RN-N e os do RN-H apresentaram os menores pesos corpóreos em relação ao grupo controle, demonstrando a influência da nefrectomia unilateral e da hipertensão sobre esse parâmetro. Os RN-H apresentaram menor peso corpóreo em relação aos RN-N. A provável explicação para este fato é que há uma soma de efeitos da nefrectomia com a hipertensão.

Diante destes resultados experimentais, acreditamos que tanto a nefrectomia como a hipertensão arterial contribuem para o nascimento de fetos de menor peso corpóreo, como conseqüência de fator hormonal, de diminuição de fluxo sanguíneo uterino-placentário ou por alterações vasculares da placenta.

Observa-se também que os recém-nascidos de ratas com nefrectomia (RN-N) ou com hipertensão (RN-H) apresentam os menores comprimentos corporais quando comparados aos RN-C e RN-M.

Os dados por nós obtidos estão coerentes com os da literatura, ou seja, que tanto a nefrectomia unilateral como a hipertensão ocasionam alterações vasculares, determinando comprometimento placentário, e esse, por sua vez, causa déficit no crescimento fetal como um todo9,18,19.

Observamos que as médias dos grupos controle, manipulação e nefrectomia não diferem estatisticamente. Entretanto, todas elas são estatisticamente maiores do que a média do grupo hipertenso. Isto significa que a hipertensão influiu de tal forma na economia fetal, determinando nestes recém-nascidos (RN-H) fígados de menores pesos em relação aos demais grupos em estudo.

Wigglesworth18 observou, em seus estudos, que os fígados de fetos provenientes de ratas hipertensas eram menores quando comparados com controles normais. Nitzan et al.21, trabalhando também com ratas hipertensas, observaram resultados semelhantes aos nossos. Sartor22 observou que os recém-nascidos dos grupos de ratas com desnutrição protéico-calórica durante a gestação apresentavam menor peso de fígado do que os controles normais. Portanto, nossos dados são concordes com a literatura, pois sugerem que a hipertensão materna determina diminuição da massa hepática dos recém-nascidos.

Quanto à variável peso do encéfalo, quando comparamos 4 grupos investigados, verificamos que as maiores médias são dos grupos RN-C e RN-M, estatisticamente diferentes das dos grupos RN-N e RN-H. Isto significa que os tratamentos experimentais utilizados, ou seja, a nefrectomia e a hipertensão, influíram no peso do encéfalo dos recém-nascidos, diminuindo-o.

Outros autores, trabalhando com ratas hipertensas prenhes, também observaram menor peso encefálico nos recém-nascidos do grupo hipertenso em relação ao grupo controle normal9,18,19. Tonete et al.5,6, trabalhando com desnutrição protéico-calórica em ratas prenhes, observaram a existência de correlação entre peso corpóreo ao nascimento e peso cerebral, pois quando detectado déficit corporal, certamente o encéfalo também se encontrava comprometido, em algum grau. Alguns autores observaram, para o homem, o mesmo observado experimentalmente, isto é, crianças pequenas para a idade gestacional são as que se apresentam com as menores medidas de perímetro cefálico23,24.

Lin et al.25, em trabalhos clínicos com gestantes hipertensas, responsabilizaram a gravidade da insuficiência uterino-placentária como a principal causa de más condições fetais de nascimento. Encontraram maiores índices de problemas neurológicos em fetos de mães hipertensas do que de mães normais, o que sugere que estes fetos são mais suscetíveis aos efeitos da hipóxia durante o trabalho de parto.

Observa-se, em nossos resultados, forte correlação entre peso corpóreo ao nascimento e peso encefálico. Tais observações estão de acordo com outras referências da literatura, demonstrando que a nefrectomia e o estado hipertensivo determinam fetos com baixo peso encefálico, o que provavelmente trará repercussões no desenvolvimento neurológico desses recém-nascidos, com graves conseqüências no decorrer de suas vidas.

Portanto, nas condições de nosso trabalho e com base nos resultados obtidos, podemos concluir que a hipertensão arterial determinou redução no peso corpóreo, no comprimento, no peso do fígado e no peso do encéfalo dos recém-nascidos.

 

 

SUMMARY

Purpose: to study the repercussion of arterial hypertension regarding body weight gain and body length, as well as liver and brain weight of offspring.
Methods: a total of 82 animals in reproductive age were used. They were randomly assigned to 4 different groups (control, handled, nephrectomized and hypertensive). Renal hypertension was produced by a controlled constriction of the main left renal artery and contralateral nephrectomy, according to the technique described by Goldblatt (Goldblatt I: one kidney - one clip hypertension). Afterwards, they were distributed among nonpregnant and pregnant groups. The following newborn groups resulted from the pregnant groups: RN-C (control-newborn group of pregnant rats without surgical treatment), RN-M (manipulation-newborn group of the pregnant rats with surgical manipulation), RN-N (nephrectomized-newborn group of pregnant rats with nephrectomy) and Rn-H (hypertensive-newborn group of pregnant rats with hypertension).
Results: the RN-N and RN-H groups showed body weight gain ( = 3,64 ± 0,50; = 3,37 ± 0,44), body length ( = 3,89 ± 0,36; = 3,68 ± 0,32) and brain weight ( = 0,16 ± 0,01; = 0,16 ± 0,05), respectively, smaller than the control group ( = 5,40 ± 0,51; = 4,95 ± 0,23 and = 0,22 ± 0,04, respectively). In addition, the RN-H group showed the lowest liver weight ( = 0,22 ± 0,03) compared with the other three groups.
Conclusion: after statistical analysis, the results obtained showed that the arterial hypertension determined a reduction in body weight, body length, and liver and brain weight of the offspring.

KEY WORDS: Hypertension and pregnancy. Intrauterine growth retardation. Experimental hypertension in rats.

 

 

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1 Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP
2 Departamento de Urologia, Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP
Laboratório de Investigação Experimental do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP
Correspondência: Rogério Dias
Departamento de Ginecologia e Obstetrícia
Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP
Caixa Postal 530
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Este trabalho foi parcialmente financiado pelo CNPq - Processo nº 300388/98-9

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