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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.23 no.7 Rio de Janeiro Aug. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032001000700011 

Resumo de Tese

Análise Dopplervelocimétrica das Artérias Uterinas de Mulheres Primigestas

 

Autor: Fabrício da Silva Costa
Orientador: Prof. Dr. Sérgio Pereira da Cunha

 

Dissertação de Mestrado apresentada ao Departamento de Ginecologia e Obstetrícia na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, em 9 de outubro de 2000.

 

 

Foram estudadas prospectivamente 45 pacientes na sua primeira gestação, sem história de patologias crônicas, com o objetivo de avaliar a evolução do fluxo nas artérias uterinas em 4 períodos da segunda metade da gestação e correlacionar as suas alterações com o surgimento de complicações da gravidez. O Doppler das artérias uterinas foi realizado em 4 períodos da gestação 18-20, 24-26, 28-30 e 34-36 semanas, com observação do índice de resistência (IR), pulsatilidade (IP), relação A/B e a presença ou não de incisura na onda de velocidade de fluxo. Observamos o surgimento de complicações na gestação em 12 pacientes, sendo 4 casos de doença hipertensiva específica da gestação (DHEG), 1 caso de recém-nascido pequeno para a idade gestacional (RN PIG), 1 caso de RN PIG + parto pré-termo (PPT), 3 casos de PPT, 1 caso de centralização fetal e 2 casos de presença de mecônio espesso no líquido amniótico no momento da resolução da gestação. Os IR, IP e a relação A/B foram decrescentes no decorrer da gestação nas pacientes com ou sem complicações. Quando comparamos esses 2 grupos notamos que o IR, IP e a relação A/B estavam mais elevados no exame realizado entre 24-26 semanas nas pacientes que apresentaram qualquer complicação e não mostrou diferença nos casos de DHEG ou PIG. A presença de incisura bilateral apresentou sensibilidade de 100% e 90%, especificidade de 60,6% e 62,5%, VPP de 29,4% e 42,9%, VPN de 100% e 95,2% para a detecção de DHEG ou PIG e qualquer complicação da gestação, respectivamente. O Doppler alterado apresentou sensibilidade de 83,3% e 83,3%, especificidade 69,7% e 69,7%, VPP de 33,3% e 50,0%, VPN de 95,8% e 92,0% para a detecção de DHEG ou PIG e qualquer complicação da gestação, respectivamente. A impedância ao fluxo nas artérias uterinas diminuiu com o decorrer da gestação e a presença de incisura bilateral ou Doppler alterado parecem ser úteis na detecção de complicações da gravidez.

Palavras-chave: Dopplervelocimetria. Hipertensão arterial. Sofrimento fetal.